Questões de Concurso
Para orientador de ensino
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Segundo a pesquisadora Miriam Grinspun, o trabalho da Orientação Educacional passou por algumas transformações significativas. A fim de historicizar as mudanças ocorridas no percurso que compreende os períodos de 1920 até 1990, ela faz um recorte temporal e adjetiva as transformações ocorridas em 6 períodos: 1920 a 1941, 1942 a 1960, 1961 a 1970, 1971 a 1980, 1981 a 1990 e de 1990 em diante.
Em ordem crescente, a partir de 1920, quais seriam os adjetivos atribuídos a esses períodos?
Algumas das funções sociais da Educação Básica são: a universalização do acesso, a ampliação da jornada escolar e a garantia da permanência bem-sucedida para crianças, jovens e adultos, em todas as etapas e modalidades de educação. Essas questões sociais envolvem a relação com o saber e aquilo que chamamos de “sucesso” e de “fracasso” escolar.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação às teorias contemporâneas sobre o “fracasso escolar”.
( ) Os professores existem para promover a aprendizagem e decretar “fracassos”.
( ) A origem social é a causa do “fracasso escolar” e os estudantes que “fracassam” padecem de deficiências socioculturais.
( ) O “fracasso escolar” exprime uma diferença: entre estudantes, entre currículos, entre escolas.
( ) O “fracasso escolar” não existe, o que existe são estudantes em situação de fracasso.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (2021) inovou ao trazer a proteção integral às crianças e aos adolescentes.
De acordo com esse documento, as crianças e os adolescentes são considerados como:
De acordo com o texto da Base Nacional Comum Curricular (2018), existem algumas competências gerais para a Educação Básica.
Sobre essas competências, assinale a alternativa correta.
Para Jean Piaget (LA TAILLE, 1992, p. 17), o que significa “ser capaz de se situar consciente e competentemente na rede dos diversos pontos de vista e conflitos presentes em uma sociedade”?
A Orientação Educacional deve trabalhar com os estudantes reais, concretos e situá-los historicamente. Para tanto, é necessário que haja espaço para a reflexão acerca dos direitos e dos deveres desses estudantes e que esses direitos e deveres sejam assegurados pelas instituições de ensino. Sendo assim, os estudantes das classes populares devem ter acesso à escola e é preciso ensejar esforços para que nela permaneçam.
Analise as afirmativas abaixo em face à organização da escola e sobre o papel da Orientação Escolar:
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A epistemologia construtivista de Jean Piaget buscou desvendar os processos de construção do conhecimento, fundamentando a unidade das ciências.
Para este teórico, a ....................... é uma forma de pensar e de alcançar a ....................... , que ultrapassa a integração e a reciprocidade entre as ciências e se transpõe para um espaço onde desapareceriam as fronteiras entre as ciências.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Para a Orientadora Educacional Mirian Grinspun, sua profissão “sempre esteve relacionada às ocorrências do cotidiano, pois a ela se prendiam fatores que estavam acontecendo na escola ou na família, e que se refletiam nos estudos ou no comportamento dos alunos”.
Assinale a alternativa correta acerca do trabalho que deve ser desenvolvido pela Orientação Educacional e sua relação com o cotidiano da escola.
Segundo o Decreto-Lei no 72.846/73, que regulamenta o trabalho do Orientador Educacional, são atribuições desse profissional:
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Na pedagogia, ao refletirmos os processos de apropriação dos conhecimentos pelos sujeitos, encontramos nas teorias de Lev Vygotsky conceitos importantes que auxiliam os pedagogos a aprimorarem as relações de ensino e de aprendizagem desenvolvidas nas escolas.
Sobre o desenvolvimento humano na concepção de Vygotsky, é correto afirmar que:
Na Rede Municipal de Ensino de Florianópolis (RMEF), compreende-se que o Currículo está situado num tempo e num espaço específicos, visto que apresenta características e necessidades políticas, econômicas e culturais de determinado período, abrangendo escolhas e tomadas de decisão por meio dos sujeitos que fazem parte desse percurso.
Nessa direção, como se compreende o Currículo nessa rede?
Com base nas premissas e nos princípios das diferentes Diretrizes Nacionais que orientam a Educação Básica, a Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis definiu seus princípios educativos para orientar os processos formativos.
“[…] nas diferentes etapas e modalidades da educação básica todo ser humano em desenvolvimento necessita ser acolhido e encontrar nos sujeitos responsáveis pela mediação pedagógica uma presença disponível, que assegura condições de bem-estar e aprendizagem. Tal pressuposto amplia a ideia de prática pedagógica, legitimando a escuta, o acolhimento e a relação próxima e respeitosa aos sujeitos centrais da educação, as crianças e estudantes.”
(Diretrizes Curriculares para Educação Básica da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis, 2015, p. 22)
A partir do excerto, assinale a alternativa correta em relação ao princípio que corresponde a esta narrativa.
Assinale a alternativa correta, tomando a Proposta Curricular da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis (2016) e as Diretrizes Curriculares para Educação Básica da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis (2015) acerca dos sujeitos da escola (crianças, jovens, adultos e idosos) e seus percursos formativos.
Identifique abaixo as frases corretas ( C ) e as erradas ( E ), considerando a regência verbal e o emprego do pronome.
( ) Todos sabem que amamo-nos incondicionalmente.
( ) Hoje, repreendo-me pelos arroubos da juventude.
( ) Eu disse que lhe daria meu apoio em qualquer circunstância, disse o rapaz àquela autoridade.
( ) O professor havia enganado-se.
( ) Um aluno caiu da cadeira que estava escrevendo.
( ) A casa, em cuja frente funcionava um bar, foi arrombada.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Leia o texto.
Tinha dezessete anos; pungia-me um buçozinho que eu forcejava por fazer bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arrogância, não se distinguia bem se era uma criança com fumos de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo era um lindo garção*, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem, onde o realismo veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros.
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas, porém, a que me cativou foi uma … uma … uma que não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção ele é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de hortelão da Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos.
Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que não lhe permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga do dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, – uma pérola.
* rapaz, moço
(Machado de Assis – Memórias Póstumas de Brás Cubas. Excerto)
Na estrutura sintática de nossa língua, o nome pode ser empregado em várias funções.
Assinale a alternativa em que o nome sublinhado compõe um adjunto adverbial.
Leia o texto.
Tinha dezessete anos; pungia-me um buçozinho que eu forcejava por fazer bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arrogância, não se distinguia bem se era uma criança com fumos de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo era um lindo garção*, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem, onde o realismo veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros.
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas, porém, a que me cativou foi uma … uma … uma que não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção ele é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de hortelão da Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos.
Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que não lhe permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga do dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, – uma pérola.
* rapaz, moço
(Machado de Assis – Memórias Póstumas de Brás Cubas. Excerto)
Considere a frase:
“O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem”
Assinale a alternativa correta sobre ela.
Considerando que as conjunções subordinadas adverbiais são elementos coesivos importantes para dar significado ao nosso discurso, analise as frases abaixo:
1. Ela emprestará seu livro preferido desde que você o devolva até domingo.
2. Desde que ele se mudou para Florianópolis, nunca mais voltou à cidade natal.
3. Desde que o juramento que fizeste é falso, foi considerado inocente aquele rapaz.
4. Ele não será chamado a depor, uma vez que tenha álibi.
5. Ele não será chamado a depor, uma vez que apresentou álibi.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto.
-
Noturno de Belo Horizonte.
-
[…]
-
Que importa que uns falem mole descansado
Que os cariocas arranhem os erres na garganta
Que os capixabas e paroaras escancarem as vogais?
Que tem si os quinhentos réis meridional
Vira cinco tostões do Rio pro norte?
Juntos formamos este assombro
de misérias e grandezas,
Brasil, nome de vegetal!…
(Mário de Andrade)
-
Avalie as afirmativas abaixo feitas sobre o texto.
-
O autor fala das variantes linguísticas socioculturais. O texto mostra diferenças linguísticas no aspecto sonoro e no vocabulário. O pronome “este” está em uma posição anafórica, no que diz respeito à coesão textual. Os verbos empregados no texto estão no mesmo tempo e modo. Um dos verbos está sendo usado de maneira inadequada, de acordo com a norma culta.-
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Assinale a alternativa em que as duas frases apresentam correta concordância nominal ou verbal.
Leia o texto.
Tinha dezessete anos; pungia-me um buçozinho que eu forcejava por fazer bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arrogância, não se distinguia bem se era uma criança com fumos de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo era um lindo garção*, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem, onde o realismo veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros.
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas, porém, a que me cativou foi uma … uma … uma que não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção ele é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de hortelão da Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos.
Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que não lhe permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga do dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, – uma pérola.
* rapaz, moço
(Machado de Assis – Memórias Póstumas de Brás Cubas. Excerto)
No primeiro parágrafo do texto temos a presença de figuras de linguagem.
Assinale a alternativa que apresenta uma delas.