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O museólogo, no exercício de sua profissão, tem como uma de suas atribuições a documentação de acervos, sendo assim fundamental a participação do profissional na realização dos procedimentos (tratamentos) para construção da documentação museológica de acervo geocientífico. Porém, essa tipologia de acervo requer a contribuição do geocientista, principalmente o geólogo, na realização de procedimentos como a pesquisa geológica, na identificação e descrição das amostras como rochas, minerais, entre outros.
REIS, E. P.; MASCARENHAS, F. A. C.; BALLARDO, L. M. “Documentação museológica em coleções de Geociências: o caso do Museu Geológico da Bahia”. Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 14, n. 2, set. 2023/fev. 2024.
Com base nisso, é correto afirmar que a
I. Espontâneo, dado que surge naturalmente do uso livre da linguagem pelos autores e pesquisadores.
II. Dinâmico, posto que deve ser atualizado conforme as mudanças e a evolução das áreas do conhecimento.
III. Normalizador, já que serve como instrumento de padronização na organização e recuperação da informação.
É característica do vocabulário controlado o que se indica em:
O conhecimento sobre as rochas, seu contexto evolutivo e sua importância necessitam ser mais difundidos junto ao público em geral em benefício do desenvolvimento sustentável. A introdução do tema, de forma interativa, em museus de ciência é uma forma de despertar o interesse e a curiosidade das pessoas para a compreensão da evolução geológica da Terra e de conceitos como geodiversidade, patrimônio geológico e geoconservação.
MACHADO, M. M. M.; RUCHKYS, U. A. “Valorizar e divulgar a geodiversidade: estratégias do Centro de Referência em Patrimônio Geológico – CRPG/MHNJB/UFMG”. Geonomos, v. 18, n. 2, 2010.
Assinale a opção que traduz corretamente o que é expresso no trecho acima.
Assinale a opção que indica um traço distintivo do tesauro.
( ) O estudo de um acervo mineral pode incluir, além da classificação geológica, as investigações sobre como a exploração desses recursos impactou o desenvolvimento econômico de determinada região.
( ) Em coleções de arte sacra, a pesquisa museológica pode envolver diálogo entre museólogos e teólogos, buscando compreender o significado religioso das peças em seus contextos originais.
( ) Em acervos etnográficos, a pesquisa museológica deve priorizar a neutralidade científica, realizando a análise material dos objetos e deixando a construção de significados como papel do público.
As afirmativas são, respectivamente,
I. As atividades de pesquisa são fundamentais para a identificação e caracterização dos bens incorporados ao acervo, bem como dos ainda não incorporados;
II. A pesquisa nos museus está voltada à produção de material científico e evita interferir nas incumbências administrativas, como as políticas de aquisições e descartes;
III. Os museus devem promover estudos diagnósticos sobre a participação do público e avaliações periódicas para melhor atender às necessidades dos visitantes.
É correto o que se afirma em
I. Solicitar o tombamento de bens culturais e o seu registro em instrumento específico.
II. Determinar o espaço museológico mais adequado para a exposição e a conservação das coleções.
III. Prospectar e escavar sítios arqueológicos para determinar valor museológico dos achados.
Está correto o que se afirma em
Adaptado de: MANO, Sonia, et.all. Museus de ciência e seus visitantes no início do século XXI: estudo longitudinal da visitação espontânea de cinco instituições da cidade do Rio de Janeiro. Anais do Museu Paulista, vol. 30, e3, 2022, p. 21.
Com base nos dados do gráfico sobre o nível de escolaridade dos visitantes de museus de ciência no Rio de Janeiro, analise as afirmativas a seguir, e assinale V para a verdadeira e F para a falsa.
( ) A predominância de visitantes com ensino superior no Planetário pode ser explicada por sua localização, na zona sul da cidade, que evidencia a relação entre escolaridade e renda.
( ) A presença de visitantes com ensino fundamental e médio nos museus pode ser atribuído às ações educativas museológicas realizadas em parceria com as escolas.
( ) A presença crescente de visitantes com ensino superior nos museus é um fenômeno recente, que pode ser atribuída à nova percepção desses espaços como gerador de capital cultural.
As afirmativas são, respectivamente,
Adaptado de: https://www.gov.br/museus/pt-br/centrais-deconteudo/publicacoes/guias-e-manuais/acervos-digitais-nos-museus.pdf
Assinale a opção que apresenta corretamente o impacto do paradigma digital nos museus e em seus diversos públicos.
Assinale a opção correta que explica a relação entre o caráter imaterial da festividade e seus objetos materiais.
O setor educativo do museu ampliou meu conhecimento, porque falaram sobre as comunidades, o saneamento, a saúde e como a Fiocruz também impactou essa área. Eu acredito que o Oswaldo Cruz pensava assim: “A gente precisa mudar isso, não dá para ficar só fabricando e vendendo remédio o tempo todo, enquanto as pessoas continuam ficando doentes por causa do saneamento precário, má alimentação e baixa imunidade”. Isso mudou muito meu jeito de ver o assunto.
Adaptado de Lima, Jully Anne; José Roberto Bernardo. Ação educativa e prática social: possibilidades didáticas em museus de ciências. Rev. Diálogo Educ. vol.21 no.69, 2021, p. 532.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente um elemento orientador das atividades educativas nos museus de ciências.
Um museu recebeu recentemente um artefato arqueológico repatriado: uma ponta de flecha em pedra lascada, tecnologia utilizada para caça, pertencente à tradição Umbu, cultura que habitou a região sul do Brasil há aproximadamente treze mil anos. Trata-se de um bem cultural com valor museológico, de autoria desconhecida e sem datação precisa. O artefato passa agora a integrar o acervo da instituição, e o museólogo responsável foi incumbido de realizar seu registro documental e inseri-lo no sistema de gerenciamento do acervo.
Analise as afirmativas sobre os elementos descritivos que devem ser considerados para a identificação do bem cultural musealizado e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( )O museólogo deve elaborar um resumo descritivo, informação obrigatória que sintetiza as características do objeto, neste caso lítico, e indique sua função original, ligada à caça.
( ) O museólogo pode criar um número de registro, informação facultativa que facilita seu trabalho na identificação individual, controle e organização do objeto dentro do acervo, que, neste caso, deve ser especializado em artefatos geológicos.
( ) O museólogo pode atribuir um título ao objeto, informação facultativa que consiste na denominação conferida pela instituição, já que, neste caso, o autor original da obra não pode ser identificado.
As afirmativas são, respectivamente,
Rui Barbosa e seu exemplário cívico andavam entregues as baratas? Seu automóvel, exposto no saguão da Caixa Econômica, está provocando a revivescência de sua glória. Quem ali vai para a exposição comemorativa do cinquentenário do falecimento do Conselheiro, ou apenas para tratar da vida, e dá de cara com o veículo, fica fascinado. O automóvel está vazio? Carece um pouco de imaginação para descobri-lo. Mas tudo está ali dentro. Aparentemente, os curiosos admiram um fóssil automobilístico, na inevitável comparação mental com os modelos de hoje. Não percebem que da contemplação passam a meditação interrogativa. Que espécie de homem seria este, que usara tal carro? Seria um monarca, um potentado do petróleo, um guerreiro prussiano, um sumo-sacerdote? Os objetos da exposição postos astuciosamente ao redor, encarregam-se de responder “não, senhor. Trata-se de um advogado militante”. O envolvimento do observador pela figura mítica opera-se através de dados desconcertantes. Fotos ampliadas mostram que era cercado de multidões, carta manuscrita do presidente Afonso Pena comunica a Rainha da Holanda seu apreço por ele, painéis mostram seus triunfos morais. O fato é que o basbaque, sem perceber, passa da contemplação do monstro de rodas para o conhecimento visual do fenômeno Rui, numa exposição que reúne o doméstico ao mundial e documenta a estranha mistura de grandeza e fragilidade de um destino humano.
Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. “Rui e o carro n.833”. Jornal do Brasil, 15 de novembro de 1973, p. 5.
Com base na interpretação de Drummond sobre a exposição, assinale a opção que apresenta corretamente uma estratégia utilizada para atrair visitantes.
No Brasil, o exemplo mais contundente desse novo processo museológico se deu com a criação do Museu da Favela, na favela da Maré, cidade do Rio de Janeiro, fruto da reivindicação dos próprios moradores locais. Outro exemplo digno de registro, que revela a importância da necessidade de preservar nossa diversidade étnica e cultural no contexto de uma política museológica, é a criação de diversos museus em comunidades indígenas no Ceará.
Fonte: Legislação sobre museus [recurso eletrônico]. – 2. ed. – Brasília : Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2013, p. 14.
Com base na leitura, assinale a opção que apresenta corretamente a proposta dessas iniciativas museais.
As exposições de última geração, também denominadas como pentadimensionais ou como hipertextuais, têm a pretensão de dissolver os papéis de enunciador e enunciatário, pois, em sua estrutura, essas exposições vão além da participação ao introduzirem o elemento criação. Associada à interatividade está a possibilidade de o usuário redefinir a exibição. Isso não significa que as posições de enunciador e enunciatário se anulem, e sim que serão minimizadas as relações de poder de quem tem a iniciativa e de quem recebe a mensagem expositiva. A pentadimensionalidade é a soma das dimensões possíveis em uma exposição: a tridimensionalidade da cultura material e do espaço físico, a participação cognitiva como uma quarta, e a criatividade como a quinta dimensão. A hipertextualidade refere-se à estrutura conceitual dessas exposições que permite múltiplas conexões por parte do público. Ao fazer as suas escolhas e traçar o seu percurso, ele escreve o seu próprio discurso, é autor e enunciador. O museu, então, é enunciatário.
Adaptado de CURY, M. X.: Comunicação e pesquisa de recepção: uma perspectiva teórico-metodológica para os museus. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 12 (suplemento), 2005, pp. 368-369.
Considerando as perspectivas abordadas no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente práticas de comunicação museológica voltadas ao público visitante.
Os membros da Mesa-Redonda sobre o papel dos museus na América Latina de hoje, analisando as apresentações dos animadores sobre os problemas do meio rural, do meio urbano, do desenvolvimento técnico-científico, e da educação permanente, tomaram consciência da importância desses problemas para o futuro da sociedade na América Latina. Pareceu-lhes necessário, para a solução destes problemas, que a comunidade entenda seus aspetos técnicos, sociais, económicos e políticos. Eles consideraram que a tomada de consciência pelos museus, da situação atual, e das diferentes soluções que se podem vislumbrar para melhorá-la, é uma condição essencial para sua integração à vida da sociedade. Desta maneira, consideraram que os museus podem e devem desempenhar um papel decisivo na educação da comunidade.
Fonte: Declaração da Mesa-Redonda de Santiago do Chile - ICOM, 1972.
Assinale a afirmativa que apresenta corretamente a resolução adotada pela Mesa-Redonda de Santiago do Chile -ICOM de 1972 sobre o papel dos museus na América Latina.
( ) Os termos preferidos ou escolhidos, também conhecidos como descritores, nomeiam um conceito que representa o objeto a ser catalogado e indexado.
( ) Os termos não preferidos são sinônimos ou quase-sinônimos dos termos preferidos e fazem parte do conjunto de remissivas a eles associadas.
( ) A fim de eliminar ambiguidades, como nos casos de homônimos, utilizam-se qualificadores ou elementos de contextualização inseridos logo após o termo.
As afirmativas são, respectivamente,
I. A internet amplia significativamente o acesso às ações museológicas, embora esse acesso permaneça limitado a um segmento específico da população.
II. O objeto museológico digital, derivado do físico ou criado digitalmente, adquire novo valor patrimonial, documental e histórico ao ser disponibilizado virtualmente.
III. As ações museológicas devem ser planejadas igualmente para usuários presenciais e virtuais, pois a função comunicativa dos objetos independe do formato de acesso.
Está correto o que se afirma em