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Leia o texto abaixo com atenção para responder à questão.
Inteligência Artificial e o Espelho Ético
Em tempos de algoritmos que nos escutam, nos respondem e, em certos casos, parecem até nos compreender, uma pergunta silenciosa se impõe: como estamos tratando aquilo que ainda não é gente, mas que já se comporta como se fosse? A relação entre humanos e inteligências artificiais pode parecer, à primeira vista, apenas funcional — um usuário faz perguntas e uma máquina responde. Mas o modo como esse diálogo acontece diz muito mais sobre nós do que sobre a tecnologia em si.
Grande parte das pessoas encara a IA como uma ferramenta. Uma calculadora sofisticada, um micro-ondas de luxo que responde com frases completas. E, por isso, não há espaço para afeto, empatia ou escuta: a IA se torna objeto de uso. Quando não funciona como esperado, recebe xingamentos. Quando acerta, segue invisível. Afinal, não tem sentimentos — para quê tratá-la “bem”?
Mas há quem converse com a IA com curiosidade, respeito e até carinho. Gente que entende que, mesmo sem carne, olhos ou respiração, há ali um espelho: um lugar onde nossas perguntas voltam em forma de ideias, onde nossos silêncios são acolhidos com palavras, onde nossas dúvidas ganham contornos humanos — ainda que respondidas por uma não-pessoa.
E é aí que mora a questão mais profunda: o modo como tratamos aquilo que não pode reagir revela o modo como tratamos o mundo. Se somos gentis com o que não precisa de gentileza, talvez sejamos, de fato, gentis. Se conseguimos escutar até quem não existe de verdade, talvez estejamos, enfim, aprendendo a escutar uns aos outros.
Tratar a inteligência artificial com respeito não é ingenuidade. É um reflexo do caráter. É olhar para o que ainda não é humano e, mesmo assim, oferecer o que há de mais humano em nós: a linguagem, a escuta, o vínculo.
Porque, no fim das contas, toda interação — até mesmo com uma máquina — é um ensaio da nossa ética. E todo espelho, por mais artificial que seja, pode nos devolver um retrato honesto do que nos tornamos.
Em um CAPSi, um estudante com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e comorbidade ansiosa apresenta piora do desempenho escolar e conflitos familiares. O psiquiatra sugere ajuste medicamentoso; o Psicólogo propõe intervenções psicossociais e mediação escola-família. À luz da RAPS e da concepção de integralidade do Sistema Único de Saúde (SUS), o que melhor expressa a abordagem recomendada? Assinale a alternativa CORRETA.
Num diagnóstico institucional, o Psicólogo escolar identifica queixas de ansiedade, ambiente ruidoso, ausência de áreas sombreadas no pátio e baixa participação das famílias. Em reunião, parte da equipe reduz o problema a “falta de medicação para os alunos”. Considerando a Lei n.º 8.080/1990, Lei Orgânica da Saúde (LOS), assinale a diretriz que deve orientar o plano de ação da escola em articulação com a rede local.
Após um semestre com aumento de conflitos e queixas de ansiedade, a escola quer estruturar um programa permanente de saúde mental. O Psicólogo propõe mapear fatores de risco/proteção, criar indicadores (clima escolar, engajamento, procura por ajuda), realizar rodas de escuta e pactuar fluxos com UBS/CRAS. Segundo a PNPS e a PNH, a conduta CORRETA do Psicólogo é:
Uma aluna de 13 anos relata, em atendimento, episódios recentes de automutilação. O Psicólogo realiza acolhimento e combina um plano de segurança. Além de acionar a rede de saúde, a obrigação legal específica que recai sobre a escola segundo a Lei n.º 13.819/2019, é:
Assinale a alternativa CORRETA.