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Para a questão, leia atentamente os textos a seguir:
TEXTO I
Travessia Belém–Arapari: rio conecta vidas, economia e esperança na Região Metropolitana de Belém
Revista Cenarium - Por Marx Vasconcelos
Em meio à vastidão da Amazônia, onde os rios são mais do que paisagens – são caminhos, sustento e história –, a travessia fluvial entre Belém e o Porto do Arapari, em Barcarena, no Pará, se destaca como uma das conexões mais importantes da Região Metropolitana da capital paraense. Todos os dias, milhares de pessoas cruzam as águas da Baía do Guajará não apenas por necessidade, mas por sobrevivência, trabalho, estudo e vínculos familiares. Essa travessia, operada principalmente por lanchas rápidas e embarcações de médio porte, é uma alternativa prática e econômica à Alça Viária, especialmente para quem mora em comunidades como Vila do Conde e Vila dos Cabanos, em Barcarena. A cidade, com cerca de 126 mil habitantes segundo o Censo de 2022, é um dos principais polos industriais paraenses e abriga o Porto de Vila do Conde, que movimenta cargas nacionais e internacionais, e gera empregos diretos e indiretos.
Data do acesso: 08 de junho de 2026.
TEXTO II
Abridores de Letras
Os abridores de letras de barcos da Amazônia são artistas da cultura popular amazônica, moradores das comunidades ribeirinhas, que se dedicam à pintura e decoração dos nomes e, por vezes, de outros elementos visuais nas embarcações de madeira que navegam pelos rios da região amazônica. Através da pintura dos nomes nos barcos, não apenas cumprem uma função prática de identificação, mas também criam uma rica e colorida manifestação artística, carregada de história, identidade e significado para as comunidades ribeirinhas. Seu trabalho é um importante patrimônio cultural imaterial da Amazônia. Este saber tradicional transmitido de pai para filho, ou de mestre para aprendiz, vem sendo desenvolvido ao longo dos rios amazônicos, há quase 100 anos. É o rio que leva o barco de um município a outro, onde cada abridor procura fazer uma letra mais bonita que a outra. A letra criada neste território, é a letra decorativa amazônica.
Fonte: https://letrasqflutuam.org.br/abridores-de-letras/
Data do acesso: 08 de junho de 2026.4
TEXTO III

Foto: letrasqflutuam/Divulgação.
O texto I destaca a importância das embarcações na vida de milhares de pessoas e o texto II e o Texto III enfatizam a tradição dos abridores de letras da Amazônia. Muitas embarcações usadas no transporte fluvial são adornadas pelos pintores decorativos amazônidas, que transformam a travessia em uma verdadeira exposição a céu aberto.
Considerando os procedimentos artísticos relacionados ao desenho e à pintura, assinale a alternativa que explica corretamente a construção visual presente, tanto nas letras decorativas dos barcos, quanto na ornamentação observada na imagem.
Considere a tabela abaixo estruturada no programa Microsoft Excel, contendo informações sobre o inventário de um escritório:
Um técnico de suporte precisa preencher um relatório e aplicou a seguinte fórmula na célula B5: =CONT.VALORES(B1:B4) - CONT.NÚM(B1:B4). O resultado obtido pelo técnico na célula B5 será:
Para a questão, leia o trecho da obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:
“A VIDA na fazenda se tornara difícil. Sinha Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a catinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.
Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou-se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.
Saíram de madrugada. Sinha Vitória meteu o braço pelo buraco da parede e fechou a porta da frente com a taramela. Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. Ao passar junto às pedras onde os meninos atiravam cobras mortas, sinhá Vitória lembrou-se da cachorra Baleia, chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro.
Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada, andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos — os meninos à frente, conduzindo trouxas de roupa, sinhá Vitória sob o baú de folha pintada e a cabaça de água, Fabiano atrás, de facão de rasto e faca de ponta, a cuia pendurada por uma correia amarrada ao cinturão, o aió a tiracolo, a espingarda de pederneira num ombro, o saco da matalotagem no outro. “
[...]
(Adaptado de: GRACILIANO, Ramos. Vidas Secas. 71 ed. São Paulo: Record, 1996, p. 116-117)
Para a questão, leia o trecho da obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:
“A VIDA na fazenda se tornara difícil. Sinha Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a catinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.
Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou-se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.
Saíram de madrugada. Sinha Vitória meteu o braço pelo buraco da parede e fechou a porta da frente com a taramela. Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. Ao passar junto às pedras onde os meninos atiravam cobras mortas, sinhá Vitória lembrou-se da cachorra Baleia, chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro.
Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada, andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos — os meninos à frente, conduzindo trouxas de roupa, sinhá Vitória sob o baú de folha pintada e a cabaça de água, Fabiano atrás, de facão de rasto e faca de ponta, a cuia pendurada por uma correia amarrada ao cinturão, o aió a tiracolo, a espingarda de pederneira num ombro, o saco da matalotagem no outro. “
[...]
(Adaptado de: GRACILIANO, Ramos. Vidas Secas. 71 ed. São Paulo: Record, 1996, p. 116-117)
Considerando o trecho “[...] só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.”, analise os enunciados abaixo e, em seguida, considerando V como verdadeira e F como falsa, selecione a alternativa correta.
I. A expressão “só lhe restava” sugere que o personagem não dispunha de alternativas para enfrentar o problema da seca.
II. O emprego da expressão “como negro fugido” intensifica a condição de extrema vulnerabilidade de Fabiano.
III. As escolhas lexicais feitas pelo narrador limitam-se a informar sobre o deslocamento de Fabiano e sua família, sem acrescentar efeitos de sentido que contribuam para a interpretação do leitor.
IV. O uso da comparação “como negro fugido” intensifica a argumentação do narrador, pois amplia a percepção do leitor sobre a gravidade da situação vivida por Fabiano e sua família.
Para a questão, leia o trecho da obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:
“A VIDA na fazenda se tornara difícil. Sinha Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a catinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.
Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou-se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.
Saíram de madrugada. Sinha Vitória meteu o braço pelo buraco da parede e fechou a porta da frente com a taramela. Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. Ao passar junto às pedras onde os meninos atiravam cobras mortas, sinhá Vitória lembrou-se da cachorra Baleia, chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro.
Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada, andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos — os meninos à frente, conduzindo trouxas de roupa, sinhá Vitória sob o baú de folha pintada e a cabaça de água, Fabiano atrás, de facão de rasto e faca de ponta, a cuia pendurada por uma correia amarrada ao cinturão, o aió a tiracolo, a espingarda de pederneira num ombro, o saco da matalotagem no outro. “
[...]
(Adaptado de: GRACILIANO, Ramos. Vidas Secas. 71 ed. São Paulo: Record, 1996, p. 116-117)
Para a questão, analise a charge abaixo:
TEXTO II

(Fonte: NINIU. [Não existe racismo. Tanto que você está empregado, né segurança?]. Instagram: @chargesdoniniu. [S. l.], 13 ago. 2023. Disponível em: <https://www.instagram.com/chargesdoniniu/ >. Acesso em: 10 jul. 2026.)