Foram encontradas 72.654 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Sobre o planejamento no trabalho do/a assistente social, marque V para Verdadeiro e F para Falso. Na sequência, assinale a alternativa correta.
( ) O processo de planejamento, muito longe de ser uma ferramenta burocrática, é uma ação e possui um inerente caráter político, que passa pela negociação, pela mobilização, que propicia aos/às profissionais que dela se utilizam, um processo de intensa reflexão sobre o seu próprio trabalho.
( ) No Serviço Social, o aspecto técnico-operativo do processo de planejamento é mais enfatizado do que a sua dimensão política, porque é necessário valorizar muito mais a sistematização das tarefas e dos processos precisos para alcance dos objetivos planejados, do que o viés político contido já no momento de escolha sobre o que e como planejar.
( ) no âmbito do Serviço Social, o projeto de profissão ao qual o/a assistente social se articula dá o tom e o direcionamento do exercício profissional. Desse modo, o processo de planejamento de um assistente social orientado pelo pensamento conservador, pode apresentar características como imediaticidade, pragmatismo e não participação dos usuários na definição dos objetivos e finalidades dos planos, programas e projetos que poderão ser desenvolvidos nas instituições empregadoras, expressando princípios e valores que não coadunam com o projeto ético-político critico.
( ) O/a assistente social não precisa ter um plano de trabalho escrito, um documento, basta a experiência profissional acumulada para saber como agir em cada situação. O/a assistente social vai planejando a sua atuação profissional no decorrer do seu trabalho, à medida que chegam as requisições institucionais e as demandas apresentadas pelos/as seus/ suas usuários/as.
Considerando o Código de Ética do/a Assistente Social de 1993, analise as afirmações abaixo e depois marque a alternativa correspondente.
I - O Código de Ética Profissional de 1993 pode ser considerado uma revisão do Código de 1986. Esse último foi uma expressão das conquistas e ganhos das décadas de 1970/1980, através de dois procedimentos: negação da base filosófica tradicional, nitidamente conservadora, que norteava a “ética da neutralidade”, e afirmação de um novo perfil do/a técnico/a, não mais um/a agente subalterno/a e apenas executivo/a, mas um/a profissional competente teórica, técnica e politicamente.
II - O Código de Ética Profissional de 1993 reafirmou valores fundantes - a liberdade e a justiça social -, articulou-os a partir da exigência democrática: a democracia é tomada como valor ético-político central, na medida em que é o único padrão de organização político-social capaz de assegurar a explicitação dos valores essenciais da liberdade e da equidade. É ela, ademais, que favorece a ultrapassagem das limitações reais que a ordem burguesa impõe ao desenvolvimento pleno da cidadania, dos direitos e garantias individuais e sociais e das tendências à autonomia e à autogestão social.
III - O Código de Ética Profissional de 1993 normatizou o exercício profissional, de modo a permitir que os valores da liberdade e a justiça social sejam retraduzidos no relacionamento entre assistentes sociais, instituições/organizações e população, preservando-se os direitos e deveres profissionais, a qualidade dos serviços e a responsabilidade diante do/a usuário/a.
IV - A ética no Serviço Social tem como suporte uma ontologia do ser social: os valores são determinações da prática social, resultantes da atividade criadora tipificada no processo de trabalho. É mediante o processo de trabalho que o ser social se constitui, instaura-se como distinto do ser natural, dispondo de capacidade teleológica, projetiva, consciente; é por essa socialização que ele se põe como ser capaz de liberdade.
