Questões de Concurso Para assistente social

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Ano: 2026 Banca: Instituto Fênix Órgão: Prefeitura de Campo Alegre - SC Provas: Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Advogado | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Agente Administrativo III | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Analista de Administração e Tecnologia da Informação | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Analista de Suporte e Infraestrutura de Tecnologia da Informação | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Arquiteto | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro/Engenheiro Civil | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro/Engenheiro Agrônomo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro Sanitarista | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Farmacêutico | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Fisioterapeuta | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Assistente Social | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Contador | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Educador Social | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Enfermeiro | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro Ambiental | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Fonoaudiólogo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Instrutor de Educação Física | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Médico II | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Médico Veterinário | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Nutricionista | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Psicólogo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Terapeuta Ocupacional |
Q4065736 Português
Farofa, a comida mestiça que está na mesa dos pobres e dos ricos



       Eu vou saudar a farofa! Ela nunca exige protagonismo. Está ali, na beirada do prato, como quem não quer chamar atenção, mas, silenciosamente, sustenta toda a estrutura da refeição. Tire a farofa da mesa e logo surge um desconforto, uma ausência que ninguém consegue nomear, mas todos sentem. Ela tem a estranha virtude dos coadjuvantes indispensáveis.
      As raízes da farofa estão na mandioca, planta domesticada pelos povos originários muito antes de qualquer europeu sonhar em atravessar oceanos. A farinha de mandioca, assim, se tornou não só base alimentar, mas também uma herança cultural. E sim, já existia ali uma espécie de farofa — farinha tostada na gordura da caça, enriquecida com pedaços de peixe, raízes, frutas ou ervas locais.
       Depois veio o choque da colonização. Junto dele, a presença forçada dos africanos, sequestrados de suas terras, que trouxeram para a cozinha brasileira um repertório de técnicas e sabores que mudou tudo. Na mistura ameríndia, entraram as gorduras generosas, os miúdos, as carnes defumadas, as cebolas dourando, o dendê, as especiarias. A cozinha virou espaço de resistência, de criação, de memória e de reinvenção.
     Sérgio Buarque fala que as famílias do interior colonial torravam todos os dias sua mandioca. Era uma “fineza da terra”, uma sofisticação em meio agreste e rude. Ela viaja no alforje bandeirante e acompanha a lida do gado. Sobrevive a viagens. Misturada ao charque, alimenta a colônia.
    Os portugueses, sempre pragmáticos, se adaptaram. Sem trigo para o pão, adotaram a farinha de mandioca como substituto. Trouxeram carnes curadas, embutidos, métodos de charcutaria, e acrescentaram novas camadas a esse prato que nunca se apresenta como prato.
      O curioso é que, apesar de carregar toda essa história, a farofa nunca pede palco. Está ali para servir, para acompanhar, para dar sentido ao conjunto. Ninguém recebe apenas com um prato de farofa, mas fica uma lacuna se ela desaparecer.
      E há, talvez, algo de profundamente brasileiro nisso. A farofa é, por definição, a comida mestiça, da adaptação, da criatividade. É improviso! É nacional e local. Sai do solo como mandioca/macaxeira/aipim. Torna-se uma “poupança enterrada” que pode ser sacada quando necessária. Diferente de uma fruta que amadurece e exige ser colhida imediatamente, a raiz da mandioca dorme, engrossa e anuncia que aguardará semanas, meses, anos até ser resgatada e saciar fome.
     Geógrafos deterministas dizem que milho e arroz geram Estado e burocracia. A mandioca é mais libertadora de estruturas políticas complexas.
       Ela está na mesa do pobre e do rico. No almoço apressado da obra, surge da farinha tostada com um pouco de sal e gordura. No restaurante estrelado, esconde-se sob a alcunha de “farofa de panko com manteiga trufada e castanhas”. Ela circula com a mesma desenvoltura no churrasco de esquina e no brunch gourmet. Pode ser feita com ovo (adoro!), banana, bacon, torresmo, cebola, carne-seca, cogumelo, amêndoas ou até daquela última bolacha esquecida no fundo do armário. O século dezenove adorava com banha de porco, mas incorpora bem a manteiga e o azeite de oliva. Metamorfose absoluta: aumenta o que é pouco, engrossa o que é ralo e esfria o que é quente. É um signo aberto em plena mesa.
       A farinha funciona com o luxo e com a escassez. A farofa não julga. Ela aceita o que há. Vive do que sobra. Sobrevive do que se oferece. E, ainda assim, nunca é menos. Ela contraria o zelo nutricional. Você pegou arroz e batatas? Nada como uma farofinha por cima para unir de forma harmoniosa a cota de carboidratos. Engordou? O culpado será o pudim e a batata frita. A farofa é inimputável. A barriga sempre será de “chope”, jamais de mandioca. A farofa é única e autoral. Ela nunca sai igual, porque nunca somos os mesmos.
     A farofa é Heráclito puro: tudo flui ou se esfarela... Cada farofa é uma fotografia daquele dia, uma digital irrepetível. É feita do que tinha, de quem estava, de como a vida se apresentou naquela hora. Talvez seja como o vinho. Cada safra carrega o clima, a terra, o tempo, a mão do produtor, o jeito da uva naquele ano. E é justamente isso que torna cada garrafa única. Assim também é a farofa. Nunca se repete. E, por isso, é tão especial.
     No fim, como a vida, farofa não tem receita. E talvez essa seja a beleza única da planta. No fundo, a vida é feita disso. De memória, de afeto e de esperança. Esperança de que, enquanto houver gente, haverá também farofa. E que, afinal, todos somos “farofeiros da vida” – improvisando, sobrevivendo, rindo e despejando colheradas da deliciosa farofa sobre o prato. Comida é afeto e cultura. Vai uma farofinha no seu domingo?


Autor: Leandro Karnal - Estadão (adaptado).
Considerando os vocábulos churrasco, desenvoltura e enterrada e a presença de dígrafos consonantais e vocálicos, além da diferença entre letras e fonemas, analise as assertivas:

I. Em churrasco, há dois dígrafos consonantais, e a palavra apresenta 7 fonemas.
II. Em desenvoltura, há um dígrafo vocálico e a palavra apresenta 11 fonemas.
III. Em enterrada, há dois dígrafos, um vocálico e um consonantal, e a palavra apresenta 7 fonemas.


Está correto o que se afirma em:
Alternativas
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Q4065735 Português
Farofa, a comida mestiça que está na mesa dos pobres e dos ricos



       Eu vou saudar a farofa! Ela nunca exige protagonismo. Está ali, na beirada do prato, como quem não quer chamar atenção, mas, silenciosamente, sustenta toda a estrutura da refeição. Tire a farofa da mesa e logo surge um desconforto, uma ausência que ninguém consegue nomear, mas todos sentem. Ela tem a estranha virtude dos coadjuvantes indispensáveis.
      As raízes da farofa estão na mandioca, planta domesticada pelos povos originários muito antes de qualquer europeu sonhar em atravessar oceanos. A farinha de mandioca, assim, se tornou não só base alimentar, mas também uma herança cultural. E sim, já existia ali uma espécie de farofa — farinha tostada na gordura da caça, enriquecida com pedaços de peixe, raízes, frutas ou ervas locais.
       Depois veio o choque da colonização. Junto dele, a presença forçada dos africanos, sequestrados de suas terras, que trouxeram para a cozinha brasileira um repertório de técnicas e sabores que mudou tudo. Na mistura ameríndia, entraram as gorduras generosas, os miúdos, as carnes defumadas, as cebolas dourando, o dendê, as especiarias. A cozinha virou espaço de resistência, de criação, de memória e de reinvenção.
     Sérgio Buarque fala que as famílias do interior colonial torravam todos os dias sua mandioca. Era uma “fineza da terra”, uma sofisticação em meio agreste e rude. Ela viaja no alforje bandeirante e acompanha a lida do gado. Sobrevive a viagens. Misturada ao charque, alimenta a colônia.
    Os portugueses, sempre pragmáticos, se adaptaram. Sem trigo para o pão, adotaram a farinha de mandioca como substituto. Trouxeram carnes curadas, embutidos, métodos de charcutaria, e acrescentaram novas camadas a esse prato que nunca se apresenta como prato.
      O curioso é que, apesar de carregar toda essa história, a farofa nunca pede palco. Está ali para servir, para acompanhar, para dar sentido ao conjunto. Ninguém recebe apenas com um prato de farofa, mas fica uma lacuna se ela desaparecer.
      E há, talvez, algo de profundamente brasileiro nisso. A farofa é, por definição, a comida mestiça, da adaptação, da criatividade. É improviso! É nacional e local. Sai do solo como mandioca/macaxeira/aipim. Torna-se uma “poupança enterrada” que pode ser sacada quando necessária. Diferente de uma fruta que amadurece e exige ser colhida imediatamente, a raiz da mandioca dorme, engrossa e anuncia que aguardará semanas, meses, anos até ser resgatada e saciar fome.
     Geógrafos deterministas dizem que milho e arroz geram Estado e burocracia. A mandioca é mais libertadora de estruturas políticas complexas.
       Ela está na mesa do pobre e do rico. No almoço apressado da obra, surge da farinha tostada com um pouco de sal e gordura. No restaurante estrelado, esconde-se sob a alcunha de “farofa de panko com manteiga trufada e castanhas”. Ela circula com a mesma desenvoltura no churrasco de esquina e no brunch gourmet. Pode ser feita com ovo (adoro!), banana, bacon, torresmo, cebola, carne-seca, cogumelo, amêndoas ou até daquela última bolacha esquecida no fundo do armário. O século dezenove adorava com banha de porco, mas incorpora bem a manteiga e o azeite de oliva. Metamorfose absoluta: aumenta o que é pouco, engrossa o que é ralo e esfria o que é quente. É um signo aberto em plena mesa.
       A farinha funciona com o luxo e com a escassez. A farofa não julga. Ela aceita o que há. Vive do que sobra. Sobrevive do que se oferece. E, ainda assim, nunca é menos. Ela contraria o zelo nutricional. Você pegou arroz e batatas? Nada como uma farofinha por cima para unir de forma harmoniosa a cota de carboidratos. Engordou? O culpado será o pudim e a batata frita. A farofa é inimputável. A barriga sempre será de “chope”, jamais de mandioca. A farofa é única e autoral. Ela nunca sai igual, porque nunca somos os mesmos.
     A farofa é Heráclito puro: tudo flui ou se esfarela... Cada farofa é uma fotografia daquele dia, uma digital irrepetível. É feita do que tinha, de quem estava, de como a vida se apresentou naquela hora. Talvez seja como o vinho. Cada safra carrega o clima, a terra, o tempo, a mão do produtor, o jeito da uva naquele ano. E é justamente isso que torna cada garrafa única. Assim também é a farofa. Nunca se repete. E, por isso, é tão especial.
     No fim, como a vida, farofa não tem receita. E talvez essa seja a beleza única da planta. No fundo, a vida é feita disso. De memória, de afeto e de esperança. Esperança de que, enquanto houver gente, haverá também farofa. E que, afinal, todos somos “farofeiros da vida” – improvisando, sobrevivendo, rindo e despejando colheradas da deliciosa farofa sobre o prato. Comida é afeto e cultura. Vai uma farofinha no seu domingo?


Autor: Leandro Karnal - Estadão (adaptado).
No trecho “A farofa é única e autoral”, o verbo destacado estabelece uma relação entre o sujeito e uma característica atribuída a ele. Nesse caso, quanto à transitividade, o verbo “é” classifica-se como:
Alternativas
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Q4065734 Português
Farofa, a comida mestiça que está na mesa dos pobres e dos ricos



       Eu vou saudar a farofa! Ela nunca exige protagonismo. Está ali, na beirada do prato, como quem não quer chamar atenção, mas, silenciosamente, sustenta toda a estrutura da refeição. Tire a farofa da mesa e logo surge um desconforto, uma ausência que ninguém consegue nomear, mas todos sentem. Ela tem a estranha virtude dos coadjuvantes indispensáveis.
      As raízes da farofa estão na mandioca, planta domesticada pelos povos originários muito antes de qualquer europeu sonhar em atravessar oceanos. A farinha de mandioca, assim, se tornou não só base alimentar, mas também uma herança cultural. E sim, já existia ali uma espécie de farofa — farinha tostada na gordura da caça, enriquecida com pedaços de peixe, raízes, frutas ou ervas locais.
       Depois veio o choque da colonização. Junto dele, a presença forçada dos africanos, sequestrados de suas terras, que trouxeram para a cozinha brasileira um repertório de técnicas e sabores que mudou tudo. Na mistura ameríndia, entraram as gorduras generosas, os miúdos, as carnes defumadas, as cebolas dourando, o dendê, as especiarias. A cozinha virou espaço de resistência, de criação, de memória e de reinvenção.
     Sérgio Buarque fala que as famílias do interior colonial torravam todos os dias sua mandioca. Era uma “fineza da terra”, uma sofisticação em meio agreste e rude. Ela viaja no alforje bandeirante e acompanha a lida do gado. Sobrevive a viagens. Misturada ao charque, alimenta a colônia.
    Os portugueses, sempre pragmáticos, se adaptaram. Sem trigo para o pão, adotaram a farinha de mandioca como substituto. Trouxeram carnes curadas, embutidos, métodos de charcutaria, e acrescentaram novas camadas a esse prato que nunca se apresenta como prato.
      O curioso é que, apesar de carregar toda essa história, a farofa nunca pede palco. Está ali para servir, para acompanhar, para dar sentido ao conjunto. Ninguém recebe apenas com um prato de farofa, mas fica uma lacuna se ela desaparecer.
      E há, talvez, algo de profundamente brasileiro nisso. A farofa é, por definição, a comida mestiça, da adaptação, da criatividade. É improviso! É nacional e local. Sai do solo como mandioca/macaxeira/aipim. Torna-se uma “poupança enterrada” que pode ser sacada quando necessária. Diferente de uma fruta que amadurece e exige ser colhida imediatamente, a raiz da mandioca dorme, engrossa e anuncia que aguardará semanas, meses, anos até ser resgatada e saciar fome.
     Geógrafos deterministas dizem que milho e arroz geram Estado e burocracia. A mandioca é mais libertadora de estruturas políticas complexas.
       Ela está na mesa do pobre e do rico. No almoço apressado da obra, surge da farinha tostada com um pouco de sal e gordura. No restaurante estrelado, esconde-se sob a alcunha de “farofa de panko com manteiga trufada e castanhas”. Ela circula com a mesma desenvoltura no churrasco de esquina e no brunch gourmet. Pode ser feita com ovo (adoro!), banana, bacon, torresmo, cebola, carne-seca, cogumelo, amêndoas ou até daquela última bolacha esquecida no fundo do armário. O século dezenove adorava com banha de porco, mas incorpora bem a manteiga e o azeite de oliva. Metamorfose absoluta: aumenta o que é pouco, engrossa o que é ralo e esfria o que é quente. É um signo aberto em plena mesa.
       A farinha funciona com o luxo e com a escassez. A farofa não julga. Ela aceita o que há. Vive do que sobra. Sobrevive do que se oferece. E, ainda assim, nunca é menos. Ela contraria o zelo nutricional. Você pegou arroz e batatas? Nada como uma farofinha por cima para unir de forma harmoniosa a cota de carboidratos. Engordou? O culpado será o pudim e a batata frita. A farofa é inimputável. A barriga sempre será de “chope”, jamais de mandioca. A farofa é única e autoral. Ela nunca sai igual, porque nunca somos os mesmos.
     A farofa é Heráclito puro: tudo flui ou se esfarela... Cada farofa é uma fotografia daquele dia, uma digital irrepetível. É feita do que tinha, de quem estava, de como a vida se apresentou naquela hora. Talvez seja como o vinho. Cada safra carrega o clima, a terra, o tempo, a mão do produtor, o jeito da uva naquele ano. E é justamente isso que torna cada garrafa única. Assim também é a farofa. Nunca se repete. E, por isso, é tão especial.
     No fim, como a vida, farofa não tem receita. E talvez essa seja a beleza única da planta. No fundo, a vida é feita disso. De memória, de afeto e de esperança. Esperança de que, enquanto houver gente, haverá também farofa. E que, afinal, todos somos “farofeiros da vida” – improvisando, sobrevivendo, rindo e despejando colheradas da deliciosa farofa sobre o prato. Comida é afeto e cultura. Vai uma farofinha no seu domingo?


Autor: Leandro Karnal - Estadão (adaptado).
Ao afirmar que “a farofa é Heráclito puro: tudo flui ou se esfarela”, o autor mobiliza uma referência filosófica para reforçar a ideia de que a farofa:
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Ano: 2026 Banca: Instituto Fênix Órgão: Prefeitura de Campo Alegre - SC Provas: Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Advogado | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Agente Administrativo III | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Analista de Administração e Tecnologia da Informação | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Analista de Suporte e Infraestrutura de Tecnologia da Informação | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Arquiteto | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro/Engenheiro Civil | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro/Engenheiro Agrônomo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro Sanitarista | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Farmacêutico | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Fisioterapeuta | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Assistente Social | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Contador | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Educador Social | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Enfermeiro | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro Ambiental | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Fonoaudiólogo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Instrutor de Educação Física | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Médico II | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Médico Veterinário | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Nutricionista | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Psicólogo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Terapeuta Ocupacional |
Q4065733 Português
Farofa, a comida mestiça que está na mesa dos pobres e dos ricos



       Eu vou saudar a farofa! Ela nunca exige protagonismo. Está ali, na beirada do prato, como quem não quer chamar atenção, mas, silenciosamente, sustenta toda a estrutura da refeição. Tire a farofa da mesa e logo surge um desconforto, uma ausência que ninguém consegue nomear, mas todos sentem. Ela tem a estranha virtude dos coadjuvantes indispensáveis.
      As raízes da farofa estão na mandioca, planta domesticada pelos povos originários muito antes de qualquer europeu sonhar em atravessar oceanos. A farinha de mandioca, assim, se tornou não só base alimentar, mas também uma herança cultural. E sim, já existia ali uma espécie de farofa — farinha tostada na gordura da caça, enriquecida com pedaços de peixe, raízes, frutas ou ervas locais.
       Depois veio o choque da colonização. Junto dele, a presença forçada dos africanos, sequestrados de suas terras, que trouxeram para a cozinha brasileira um repertório de técnicas e sabores que mudou tudo. Na mistura ameríndia, entraram as gorduras generosas, os miúdos, as carnes defumadas, as cebolas dourando, o dendê, as especiarias. A cozinha virou espaço de resistência, de criação, de memória e de reinvenção.
     Sérgio Buarque fala que as famílias do interior colonial torravam todos os dias sua mandioca. Era uma “fineza da terra”, uma sofisticação em meio agreste e rude. Ela viaja no alforje bandeirante e acompanha a lida do gado. Sobrevive a viagens. Misturada ao charque, alimenta a colônia.
    Os portugueses, sempre pragmáticos, se adaptaram. Sem trigo para o pão, adotaram a farinha de mandioca como substituto. Trouxeram carnes curadas, embutidos, métodos de charcutaria, e acrescentaram novas camadas a esse prato que nunca se apresenta como prato.
      O curioso é que, apesar de carregar toda essa história, a farofa nunca pede palco. Está ali para servir, para acompanhar, para dar sentido ao conjunto. Ninguém recebe apenas com um prato de farofa, mas fica uma lacuna se ela desaparecer.
      E há, talvez, algo de profundamente brasileiro nisso. A farofa é, por definição, a comida mestiça, da adaptação, da criatividade. É improviso! É nacional e local. Sai do solo como mandioca/macaxeira/aipim. Torna-se uma “poupança enterrada” que pode ser sacada quando necessária. Diferente de uma fruta que amadurece e exige ser colhida imediatamente, a raiz da mandioca dorme, engrossa e anuncia que aguardará semanas, meses, anos até ser resgatada e saciar fome.
     Geógrafos deterministas dizem que milho e arroz geram Estado e burocracia. A mandioca é mais libertadora de estruturas políticas complexas.
       Ela está na mesa do pobre e do rico. No almoço apressado da obra, surge da farinha tostada com um pouco de sal e gordura. No restaurante estrelado, esconde-se sob a alcunha de “farofa de panko com manteiga trufada e castanhas”. Ela circula com a mesma desenvoltura no churrasco de esquina e no brunch gourmet. Pode ser feita com ovo (adoro!), banana, bacon, torresmo, cebola, carne-seca, cogumelo, amêndoas ou até daquela última bolacha esquecida no fundo do armário. O século dezenove adorava com banha de porco, mas incorpora bem a manteiga e o azeite de oliva. Metamorfose absoluta: aumenta o que é pouco, engrossa o que é ralo e esfria o que é quente. É um signo aberto em plena mesa.
       A farinha funciona com o luxo e com a escassez. A farofa não julga. Ela aceita o que há. Vive do que sobra. Sobrevive do que se oferece. E, ainda assim, nunca é menos. Ela contraria o zelo nutricional. Você pegou arroz e batatas? Nada como uma farofinha por cima para unir de forma harmoniosa a cota de carboidratos. Engordou? O culpado será o pudim e a batata frita. A farofa é inimputável. A barriga sempre será de “chope”, jamais de mandioca. A farofa é única e autoral. Ela nunca sai igual, porque nunca somos os mesmos.
     A farofa é Heráclito puro: tudo flui ou se esfarela... Cada farofa é uma fotografia daquele dia, uma digital irrepetível. É feita do que tinha, de quem estava, de como a vida se apresentou naquela hora. Talvez seja como o vinho. Cada safra carrega o clima, a terra, o tempo, a mão do produtor, o jeito da uva naquele ano. E é justamente isso que torna cada garrafa única. Assim também é a farofa. Nunca se repete. E, por isso, é tão especial.
     No fim, como a vida, farofa não tem receita. E talvez essa seja a beleza única da planta. No fundo, a vida é feita disso. De memória, de afeto e de esperança. Esperança de que, enquanto houver gente, haverá também farofa. E que, afinal, todos somos “farofeiros da vida” – improvisando, sobrevivendo, rindo e despejando colheradas da deliciosa farofa sobre o prato. Comida é afeto e cultura. Vai uma farofinha no seu domingo?


Autor: Leandro Karnal - Estadão (adaptado).
No texto, a farofa é construída como elemento aparentemente secundário, mas dotado de forte densidade cultural e simbólica. Essa construção interpretativa se sustenta sobretudo porque o autor:
Alternativas
Q4064982 Serviço Social
Constituem atribuições privativas do/a Assistente Social (art. 5º da Lei de regulamentação da profissão), EXCETO:
Alternativas
Q4064981 Serviço Social
Embora o Serviço Social tenha sido regulamentado como “profissão liberal” no Brasil, o/a assistente social exerce seu trabalho majoritariamente como assalariado de instituições públicas ou privadas que operacionalizam políticas e serviços sociais. Desse modo, o Serviço Social incorpora algumas características das “profissões liberais”. Sobre a profissão, analise as afirmações a seguir e marque a alternativa CORRETA:
I - As características das “profissões liberais” lhe confere relativa autonomia na condução do seu trabalho, entre as quais: singularidade na relação com seus usuários; caráter não rotineiro de seu trabalho; capacidade de apresentar propostas de intervenção a partir de seus conhecimentos técnicos; presença de uma deontologia e de um Código de Ética; regulamentação legal que dispõe sobre o exercício profissional, competências, atribuições privativas e fóruns para disciplinar e defender o exercício da profissão.
II - Mesmo com as características “definidoras” de sua profissionalidade, o Serviço Social mantém traços de uma profissão em cuja origem, e até os tempos atuais, estão presentes elementos vocacionais como valorização de qualidades pessoais e morais; apelo ético, religioso ou político como justificativa de seu engajamento; discurso altruísta e desinteressado; presença do primado “do ser sobre o saber”.
III - No desenvolvimento do Serviço Social profissional, a presença da histórica tensão entre “valores da profissão” e os papéis “que objetivamente lhe foram alocados resultou numa hipertrofia dos primeiros na autorrepresentação profissional — resultando num voluntarismo que, sob formas distintas, é sempre flagrante no discurso profissional”.
Alternativas
Q4064980 Serviço Social
 O Código de Ética se organiza em torno de um conjunto de princípios, deveres, direitos e proibições que orientam o comportamento ético profissional, oferecem parâmetros para a ação cotidiana e definem suas finalidades ético-políticas, circunscrevendo a ética profissional no interior do projeto ético-político e em sua relação com a sociedade e a história (Barroco, 2012, p. 53). Sobre o tema, analise as afirmações a seguir e marque a alternativa CORRETA.
I - A elaboração do Código de Ética de 1993 do/a Assistente Social tem como suporte teórico e base ontológica a teoria social de Marx.
II - O Código de ética de 1993 do/a Assistente Social inscreveu a ética e os valores no âmbito da práxis, que tem no trabalho seu modo de ser mais elementar: a ética e os valores são concebidos como produtos da práxis.
III - A ética é uma ação prática e social mediada por valores e projetos derivados de escolhas de valor que visam interferir conscientemente na vida social, na direção de sua objetivação.
IV - Na sociedade burguesa é possível a universalidade de uma ética objetivadora de valores emancipatórios. 
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Q4064979 Serviço Social
Constituem infrações disciplinares (art. 22) previstos no Código de ética do/a Assistente Social, EXCETO:
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Q4064978 Português
Ao longo das últimas décadas, o Serviço Social incorporou em seu arcabouço uma ética de ruptura ao conservadorismo estritamente vinculada ao marxismo. Tal debate se concretizou teoricamente a partir da década de 1980. (Araujo, 2026). Sobre o tema, marque V para Verdadeiro ou F para Falso e assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
( ) Nos debates ocorridos no VII CBAS em 1992, pela primeira vez a ética foi discutida sob o novo aporte teórico, “[...] a reflexão sobre a ética, em geral, levou à questão da ética profissional e ao Código, como uma de suas dimensões” (Barroco, 2005, p. 199), opondose diretamente ao “[...] liberalismo, [...] ao humanismo cristão tradicional e ao marxismo anti-humanista” (Barroco, 2005, p. 204). Esse processo revela o amadurecimento da aproximação do Serviço Social ao marxismo tanto no nível teóricometodológico como no ético-político.
( ) Para a apreensão da ética no Código de 1993: a necessidade de compreensão da ética sob a ontologia do ser social, bem como a conexão do projeto profissional da/o assistente social com o projeto societário da classe trabalhadora.
( ) Mesmo com os entraves da sociabilidade burguesa, o Serviço Social segue “na direção de uma ética materialista que priorize o humano genérico e possibilite decisões éticas mediante as alternativas na realidade atual por meio da afirmação de seus valores” (Santos, 2018, p. 158). Por isso, importa ao Serviço Social crítico, ligado à ética de ruptura inerente ao Projeto Ético-Político profissional, manter e impulsionar o constante aprofundamento nos estudos e pesquisas marxistas, considerando sua influência em todas as instâncias da profissão.
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Q4064977 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
 Segundo o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente, o Conselho Tutelar representa um órgão: 
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Q4064976 Estatuto da Pessoa Idosa - Lei nº 10.741 de 2003
Sobre o Estatuto do Idoso, marque V para Verdadeiro ou F para Falso e assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
( ) A pessoa idosa goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.
( ) É obrigação do Estado, garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde, mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade. ( ) A pessoa idosa tem direito a educação, cultura, esporte, lazer, diversões, espetáculos, produtos e serviços que respeitem sua peculiar condição de idade.
( ) A pessoa idosa tem direito ao exercício de atividade profissional, respeitadas suas condições físicas, intelectuais e psíquicas. 
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Q4064975 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Segundo o parágrafo 1º do artigo 4° do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, está INCORRETO afirmar que garantia de prioridade compreende: 
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Q4064974 Serviço Social
Sobre o estágio supervisionado em Serviço Social, é INCORRETO afirmar que:
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Q4064973 Serviço Social
Sobre o tema da interdisciplinaridade na pesquisa, especialmente nas ciências humanas e sociais, marque V para VERDADEIRO ou F para FALSO e assinale a alternativa CORRETA.
( ) Minayo conceitua pesquisa como “a atividade básica da Ciência na sua indagação e construção da realidade”, observa que, mesmo a pesquisa consistindo-se numa “prática teórica”, ela “vincula pensamento e ação”, por entender que “nada pode ser intelectualmente um problema, se não tiver sido, em primeiro lugar, um problema da vida prática.”.
( ) A metodologia compreende as técnicas e instrumentos do campo da produção científica.
( ) As diferenças no campo do conhecimento emergem apenas através das fronteiras entre disciplinas.
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Q4064972 Serviço Social
 NÃO se constitui um dos objetivos do SUAS: 
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Q4064971 Serviço Social
Complete o artigo 1º da Norma Operacional Básica - SUAS (NOB/SUAS) com a alternativa CORRETA: “A política de assistência social, que tem por funções a _____________________________________________________, organiza-se sob a forma de sistema público não contributivo, descentralizado e participativo, denominado Sistema Único de Assistência Social - SUAS.”.
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Q4064970 Serviço Social
De acordo com Netto (1999), o Projeto Ético-Político do Serviço Social articula em si mesmo elementos constitutivos. Nessa perspectiva, assinale a alternativa que NÃO corresponde a esses elementos: 
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Q4064969 Serviço Social
Segundo Sposati (2013), os nexos entre Serviço Social e proteção social têm sido considerados na literatura do Serviço Social, sobretudo, sob três vertentes. Assinale a alternativa que corresponde a uma dessas vertentes: 
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Q4064968 Direito Previdenciário
Sobre a Seguridade Social no Brasil, marque V para VERDADEIRO ou F para FALSO e assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
( ) Compreende um conjunto integrado de ações destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social. ( ) Por meio do Estado, as ações implementadas no âmbito da Seguridade Social visam assegurar um patamar mínimo de bem-estar, o que envolve garantia de segurança econômica, de manutenção da saúde e de preservação da vida e da dignidade humana. ( ) Instituída como direito de cidadania. ( ) De acordo com a Constituição Federal de 1988 (art. 194), a seguridade social compreende um conjunto integrado de ações destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência, à assistência social e à educação.
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Q4064967 Noções de Informática
No Windows, o gerenciamento de processos pode ser acessado por:
Alternativas
Respostas
661: A
662: D
663: C
664: C
665: E
666: A
667: B
668: D
669: A
670: C
671: A
672: E
673: C
674: D
675: B
676: D
677: E
678: A
679: C
680: A