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Q3746490 Português
Gramática com sabor: “vende frango-se” e uma possível representação das passivas sintéticas no português popular

    Entre placas de mercados e anúncios improvisados, as frases “vende frango-se” e “forra banco-se” surgem como exemplos fascinantes de como a linguagem pode se adaptar às necessidades práticas do cotidiano. O deslocamento do “-se” para depois do sujeito paciente, embora desafie as regras da gramática padrão, cumpre com a missão essencial da linguagem: comunicar. Mas o que essa inversão revela? Mais do que um simples “erro gramatical”, essa construção é, na verdade, um reflexo de criatividade linguística e funcionalidade.
    Na gramática normativa, a partícula “-se” deve estar diretamente conectada ao verbo, como em “vende-se frango”. Essa configuração caracteriza a voz passiva sintética no português, em que o verbo e o pronome (no caso, “vende-se”) formam uma unidade gramatical que expressa uma ação sem agente explícito – na qual o sujeito (no exemplo, “frango”) é, semanticamente, paciente da ação. Na construção “vende frango-se”, essa unidade é rompida, com o sujeito paciente, “frango”, deslocado para uma posição imediatamente após o verbo.
    Esse deslocamento serve a uma função pragmática clara: prioriza o elemento a ser vendido como central da mensagem, conferindo-lhe maior visibilidade e destaque. A estrutura é particularmente eficaz em contextos informais, como anúncios de venda, em que a clareza e a rapidez da comunicação são essenciais. Apesar de se afastar da norma tradicional, a frase mantém a impessoalidade característica da voz passiva por meio da partícula “-se”, que continua a desempenhar sua função gramatical.
     Embora a construção seja funcional no contexto específico, é importante observar que ela representa uma adaptação que rompe com a sequência esperada da voz passiva sintética. Essa inversão é atípica em registros formais e compromete sua aceitabilidade, em que a ordem normativa “verbo-se” auxilia na decodificação mais sistemática da mensagem. No entanto, em cartazes informais, essa inversão emergente cumpre sua função comunicativa ao destacar o elemento de maior interesse: o produto ou serviço oferecido.
    Portanto, a frase “vende frango-se” demonstra como a organização sintática pode ser ajustada para atender a demandas pragmáticas específicas, sem comprometer a funcionalidade ou a clareza, desde que o contexto seja apropriado. Trata-se de um exemplo de como o uso da língua pode flexibilizar-se para alcançar objetivos comunicativos específicos, ainda que se afaste da norma-padrão.
     Por trás dessa inversão está uma questão ainda mais interessante: a voz passiva sintética, usada em “vende-se frango”, pode não ser uma estrutura produtiva na língua falada. Longe dos anúncios comerciais (“aluga-se”, “compra-se” etc.), ela soa artificial, distante, e tende a ser substituída na fala cotidiana por formas mais naturais aos falantes de português brasileiro, como “vende frango aqui” ou até “tem frango pra vender”. Essa preferência por construções diretas pode explicar por que, em contextos informais de escrita, o uso da norma-padrão se desdobra em adaptações criativas.
    A dificuldade em internalizar a passiva sintética na fala pode ser um dos motivos pelos quais sua aplicação na escrita informal é frequentemente ajustada. Nesse caso, “vende frango-se” não seria um “erro”, mas uma adaptação da língua às formas mais intuitivas e funcionais de comunicação. Isso sugere que a variante culta pode estar perdendo vitalidade em contextos práticos, afinal, a norma não é um objetivo em si mesma, mas um conjunto de ferramentas que, aqui, cede espaço à criatividade.
     A norma gramatical pode até ser uma estrada asfaltada, mas a língua popular prefere pegar atalhos. Enquanto as regras tradicionalistas insistem na “correção”, a fala das ruas faz o que precisa ser feito: comunica-se, funciona e segue em frente.
    No fim das contas, “vende frango-se” é mais do que uma frase curiosa ou um exemplo de gramática alternativa. É uma celebração da língua como um organismo vivo, flexível e profundamente humano. Ao desafiar a norma-padrão, ela nos convida a repensar o que é considerado “certo” ou “errado” na linguagem e a reconhecer que as regras existem para servir à comunicação, e não o contrário.
    Entre o rigor da gramática e a simplicidade das placas improvisadas, fica claro que a criatividade é o que mantém a língua vibrante. O frango vendido na esquina e a estrutura que o anuncia são, juntos, um lembrete de que a verdadeira riqueza linguística está na diversidade – e que a norma é apenas uma das muitas possibilidades da linguagem. 

(Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/gramatica. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Assinale a alternativa cuja reescrita, nos colchetes, da expressão em destaque mantém a correção gramatical quanto ao emprego da regência e do acento indicativo de crase.
Alternativas
Q3746489 Português
Gramática com sabor: “vende frango-se” e uma possível representação das passivas sintéticas no português popular

    Entre placas de mercados e anúncios improvisados, as frases “vende frango-se” e “forra banco-se” surgem como exemplos fascinantes de como a linguagem pode se adaptar às necessidades práticas do cotidiano. O deslocamento do “-se” para depois do sujeito paciente, embora desafie as regras da gramática padrão, cumpre com a missão essencial da linguagem: comunicar. Mas o que essa inversão revela? Mais do que um simples “erro gramatical”, essa construção é, na verdade, um reflexo de criatividade linguística e funcionalidade.
    Na gramática normativa, a partícula “-se” deve estar diretamente conectada ao verbo, como em “vende-se frango”. Essa configuração caracteriza a voz passiva sintética no português, em que o verbo e o pronome (no caso, “vende-se”) formam uma unidade gramatical que expressa uma ação sem agente explícito – na qual o sujeito (no exemplo, “frango”) é, semanticamente, paciente da ação. Na construção “vende frango-se”, essa unidade é rompida, com o sujeito paciente, “frango”, deslocado para uma posição imediatamente após o verbo.
    Esse deslocamento serve a uma função pragmática clara: prioriza o elemento a ser vendido como central da mensagem, conferindo-lhe maior visibilidade e destaque. A estrutura é particularmente eficaz em contextos informais, como anúncios de venda, em que a clareza e a rapidez da comunicação são essenciais. Apesar de se afastar da norma tradicional, a frase mantém a impessoalidade característica da voz passiva por meio da partícula “-se”, que continua a desempenhar sua função gramatical.
     Embora a construção seja funcional no contexto específico, é importante observar que ela representa uma adaptação que rompe com a sequência esperada da voz passiva sintética. Essa inversão é atípica em registros formais e compromete sua aceitabilidade, em que a ordem normativa “verbo-se” auxilia na decodificação mais sistemática da mensagem. No entanto, em cartazes informais, essa inversão emergente cumpre sua função comunicativa ao destacar o elemento de maior interesse: o produto ou serviço oferecido.
    Portanto, a frase “vende frango-se” demonstra como a organização sintática pode ser ajustada para atender a demandas pragmáticas específicas, sem comprometer a funcionalidade ou a clareza, desde que o contexto seja apropriado. Trata-se de um exemplo de como o uso da língua pode flexibilizar-se para alcançar objetivos comunicativos específicos, ainda que se afaste da norma-padrão.
     Por trás dessa inversão está uma questão ainda mais interessante: a voz passiva sintética, usada em “vende-se frango”, pode não ser uma estrutura produtiva na língua falada. Longe dos anúncios comerciais (“aluga-se”, “compra-se” etc.), ela soa artificial, distante, e tende a ser substituída na fala cotidiana por formas mais naturais aos falantes de português brasileiro, como “vende frango aqui” ou até “tem frango pra vender”. Essa preferência por construções diretas pode explicar por que, em contextos informais de escrita, o uso da norma-padrão se desdobra em adaptações criativas.
    A dificuldade em internalizar a passiva sintética na fala pode ser um dos motivos pelos quais sua aplicação na escrita informal é frequentemente ajustada. Nesse caso, “vende frango-se” não seria um “erro”, mas uma adaptação da língua às formas mais intuitivas e funcionais de comunicação. Isso sugere que a variante culta pode estar perdendo vitalidade em contextos práticos, afinal, a norma não é um objetivo em si mesma, mas um conjunto de ferramentas que, aqui, cede espaço à criatividade.
     A norma gramatical pode até ser uma estrada asfaltada, mas a língua popular prefere pegar atalhos. Enquanto as regras tradicionalistas insistem na “correção”, a fala das ruas faz o que precisa ser feito: comunica-se, funciona e segue em frente.
    No fim das contas, “vende frango-se” é mais do que uma frase curiosa ou um exemplo de gramática alternativa. É uma celebração da língua como um organismo vivo, flexível e profundamente humano. Ao desafiar a norma-padrão, ela nos convida a repensar o que é considerado “certo” ou “errado” na linguagem e a reconhecer que as regras existem para servir à comunicação, e não o contrário.
    Entre o rigor da gramática e a simplicidade das placas improvisadas, fica claro que a criatividade é o que mantém a língua vibrante. O frango vendido na esquina e a estrutura que o anuncia são, juntos, um lembrete de que a verdadeira riqueza linguística está na diversidade – e que a norma é apenas uma das muitas possibilidades da linguagem. 

(Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/gramatica. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Considerando as regras de concordância verbal da norma culta escrita para construções com sujeito indeterminado e com voz passiva sintética, assinale a alternativa em que o verbo foi INCORRETAMENTE flexionado na terceira pessoa do plural na frase redigida a partir do texto.
Alternativas
Q3688884 Legislação dos Municípios do Estado de Minas Gerais
Assinale a alternativa correta com base no Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Varginha.
Ao servidor público proíbe-se toda ação ou omissão capaz de comprometer a dignidade e o decoro da função pública, ferir a disciplina e a hierarquia, prejudicar a eficiência do serviço ou causar dano à administração pública, especialmente:
Alternativas
Q3688883 Direito Penal
Segundo a Lei Complementar nº 105/2001, sobre acesso a dados bancários e sigilos fiscais, a quebra de sigilo poderá ser decretada, quando necessária para apuração de ocorrência de qualquer ilícito, em qualquer fase do inquérito ou do processo judicial, e especialmente nos crimes a seguir, EXCETO: 
Alternativas
Q3688882 Direito Tributário
A respeito da escrituração digital e do eSocial, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3688881 Direito Administrativo
De acordo com a Lei Federal nº 14.230/2021, constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão dolosa, que enseje, efetiva e comprovadamente, perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação de bens ou haveres, e os atos a seguir elencados, EXCETO:
Alternativas
Q3688880 Legislação dos Municípios do Estado de Minas Gerais
Conforme a Lei Orgânica do Município de Varginha, assinale a alternativa correta a respeito da administração tributária: 
Alternativas
Q3688879 Direito Administrativo
De acordo com a Lei Federal nº 9.784/1999, que trata do processo administrativo, o administrado tem, entre outros, o seguinte direito perante a Administração:
Alternativas
Q3688878 Direito Tributário
Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à ordem, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos, entre outras.
O poder de polícia é um dos fatos geradores de qual espécie tributária?
Alternativas
Q3688877 Direito Tributário
Analise as asserções a respeito da fiscalização tributária e, em seguida, assinale a alternativa correta:

I. Para os efeitos da legislação tributária, podem ser aplicadas disposições legais excludentes ou limitativas do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos, documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais, dos comerciantes industriais ou produtores, ou da obrigação destes de exibi-los, ficando o contribuinte livre da fiscalização.

II. Os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos lançamentos neles efetuados serão conservados até que ocorra sua declaração ao fisco, portanto por 1 (um) ano.
Alternativas
Q3688876 Direito Tributário
Em relação à administração e fiscalização tributária, analise as assertivas abaixo e classifique-as em verdadeiro (V) ou falso (F). Em seguida, assinale a alternativa correta.

(___) Mediante intimação escrita, os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, entre outros, são obrigados a prestar à autoridade administrativa informações de que disponham com relação aos bens, negócios ou atividades de terceiros.

(___) Os bancos, casas bancárias, Caixas Econômicas e demais instituições financeiras não estão sujeitos à obrigação de prestar à autoridade administrativa informações sobre seus bens e negócios.

(___) As empresas de administração de bens; e quaisquer outras entidades ou pessoas que a lei designe, em razão de seu cargo, ofício, função, ministério, atividade ou profissão, são obrigados a prestar à autoridade administrativa informações de que disponham com relação aos bens, negócios ou atividades de terceiros mediante intimação escrita.

(___) A obrigação de prestar todas as informações de que disponham com relação aos bens, negócios ou atividades de terceiros à autoridade administrativa abrange a prestação de informações quanto a fatos sobre os quais o informante esteja legalmente obrigado a observar segredo. 
Alternativas
Q3688875 Direito Tributário
A microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo Simples Nacional deverá apresentar anualmente à Secretaria da Receita Federal do Brasil declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais, que deverá ser disponibilizada aos órgãos de fiscalização tributária e previdenciária. Quanto à declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3688874 Contabilidade Pública
Marque a alternativa que preenche corretamente a lacuna a seguir:
“__________________ é a modalidade contábil que considera para a apuração do resultado do exercício apenas os pagamentos e recebimentos ocorridos efetivamente no exercício.” 
Alternativas
Q3688873 Direito Tributário
A respeito da competência tributária, conforme dispõe a parte geral do Código Tributário Nacional, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3688872 Contabilidade Pública
Em relação à contabilidade aplicada ao setor público, o balanço patrimonial demonstrará:
Alternativas
Q3688871 Direito Tributário
Analise as afirmativas a seguir sobre as limitações da competência tributária, conforme institui o Código Tributário Municipal, Lei nº 2.872/1996, e, em seguida, assinale a alternativa correta.
É vedado ao Município:

I. Exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça.
II. Instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos.
III. Utilizar tributos com efeito de confisco.
IV. Estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público.
Alternativas
Q3688870 Contabilidade Geral
Sobre a contabilidade geral e a escrituração contábil, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3688869 Direito Tributário
A respeito das competências tributárias, assinale a alternativa que contém corretamente apenas impostos que são de competência dos Municípios:
Alternativas
Q3688868 Direito Tributário
Em princípio, o tributo deve ser cobrado da pessoa que pratica o fato gerador, contudo, em certos casos, o Estado pode ter necessidade de cobrar o tributo de uma terceira pessoa, que será o responsável tributário. A respeito da responsabilidade tributária assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q3688867 Direito Tributário
Em relação à exclusão do crédito tributário, analise as assertivas abaixo e classifique-as em verdadeiro (V) ou falso (F). Em seguida, assinale a alternativa correta.
São causas de exclusão do crédito tributário:

( ) Anistia ( ) Isenção ( ) Prescrição ( ) Decadência
Alternativas
Respostas
361: C
362: A
363: B
364: D
365: D
366: C
367: E
368: B
369: D
370: E
371: D
372: A
373: C
374: E
375: A
376: A
377: B
378: E
379: E
380: C