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Sobre o processo de avaliação, leia os enunciados abaixo, marque V (verdadeiro) e F (falso) e, posteriormente, a alternativa correspondente.
[...] A avaliação deve ser feita de forma pontual, no intuito de verificar o desempenho qualiquantitativo do aluno.
[...] Ao avaliar o desempenho de alunos com atraso escolar, há a necessidade da adição de carga horária complementar, no intuito de corrigir essa defasagem.
[...] Só é permitido o avanço nos cursos e nas séries subsequentes, por meio da mensuração quantitativa do aprendizado.
[...] A verificação do rendimento escolar observa o aproveitamento de estudos concluídos com êxito.
[...] A verificação do rendimento escolar observa a obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos.
Complete o excerto abaixo com o termo correspondente.
“O termo ______________ visa comunicar a ideia de que, ao mesmo tempo em que se pressupõem e se respeitam as diversidades regionais, culturais, políticas, existentes no país, e constroem referências nacionais que possam dizer quais os pontos comuns que caracterizam o fenômeno educativo em todas as regiões brasileiras” (Brasil, 1998).
Leia as alternativas abaixo, marque V (verdadeiro) e F (falso) e, posteriormente, a resposta correta.
I – O trabalho de orientação vocacional é um dos campos clássicos de atuação do orientador, porém com o avanço da inteligência artificial sua importância tem sido reduzida.
II – Um ponto comum no trabalho de orientação vocacional é o fato de que todos os educadores, ainda que por meio de metodologias diferentes, apontam para a direção da empregabilidade.
III – Um aspecto que precisa ser analisado de forma crítica são as visões assumidas pelos orientadores educacionais que acabam quase que por introjetar a culpa pelo fracasso na própria vítima ou criar uma expectativa alienada, na medida em que o modelo social não é posto em questão.
IV - O orientador deve provocar o supervisor/coordenador, e ambos problematizarem a prática pedagógica da escola e dos professores.
V - Um aspecto importante do trabalho da orientação é a necessidade de ratificar o status científico em relação à ocorrência de quaisquer problemas relacionados com os alunos.
O final dos anos 1970 e ao longo dos anos 1980, observa-se o afloramento de discussões que visam transferir as teorias do campo da administração das empresas para as escolas, sinalizando pensamentos contrários às práticas autoritárias em âmbito escolar. Em 1990, há o surgimento de uma nova variável nesse cenário, a defesa da gestão democrática embasada pelos princípios do pensamento neoliberal.
Todo esse contexto marca a implantação das reformas educacionais que embasaria o modelo atual de orientação educacional. Dentro dessa sistemática, qual é a dimensão que passa a orientar a tomada de decisão marcada por propósitos decididos coletivamente e definidos por meio do Projeto Político-Pedagógico?
Leia o texto a seguir para responder à questão
Seu Afredo
Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Alfredo estava sozinho.
Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:
– Onde vais assim tão elegante?
Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide caseira, queixou-se do fatigante ramerrão do trabalho doméstico. Seu Alfredo virou-se para ela e disse:
– Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.
De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Alfredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:
– Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:
– É, canto às vezes, de brincadeira…
Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador: –
Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática. Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:
– Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!
E, a seguir, ponderou:
– Agora, piano é diferente. Pianista ela é!
E acrescentou:
– Eximinista pianista!
MORAES, V. Seu Afredo. In: Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 65-66.