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Q4231791 Português
TEXTO I

A ilusão do atalho

Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico

Rodrigo Constantino

   “Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las”, disse Thomas Sowell. O grande pensador americano dedicou sua vida a expor falácias econômicas, mas, infelizmente, muitos se recusam a compreender a realidade como ela é. Preferem acreditar em mentiras, em ilusões, e isso é um prato cheio para políticos populistas. O fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho aprovados na Câmara ilustram bem isso.
     Do ponto de vista político, a base governista preparou uma armadilha em ano eleitoral, e boa parte da oposição se viu numa sinuca de bico, votando junto para não ser acusada de “inimiga do trabalhador”. Do ponto de vista econômico, porém, essas mudanças representam uma ameaça concreta ao próprio trabalhador, além da perda da liberdade de escolha.
    O Partido Novo, que votou contra as mudanças, publicou uma justificativa bastante razoável para sua postura: “O Novo é favorável ao fim da escala 6x1 para todo trabalhador que não deseja trabalhar nesse regime. Porém querem proibir a escala 6x1 – mesmo para quem quer trabalhar mais dias na semana. Essa proibição não resolve o problema das nossas leis trabalhistas defasadas. Também não resolve a pobreza e ainda aumenta o preço de tudo. Trata-se de uma medida eleitoreira”.
    Milhares de brasileiros vão para o exterior em busca de oportunidades melhores de trabalho. Nenhum destes países tem leis trabalhistas como a CLT. Dever-se-ia, então, copiar deles o que dá certo lá: liberdade e flexibilidade. Nos Estados Unidos, o trabalhador não goza das “conquistas trabalhistas” existentes no Brasil. Sequer há férias remuneradas, muito menos 13º salário, vale-alimentação ou vale-transporte. Não obstante, o trabalhador americano faz, na média, cinco a seis vezes mais dinheiro do que o brasileiro.
   O segredo está na produtividade, assim como no dinamismo do mercado de trabalho, com mais competição entre as empresas. Se a qualidade de vida do trabalhador dependesse de canetada do Estado, não haveria mais pobres no mundo! Ironicamente, há mais pobreza justamente onde existe mais controle estatal, mais “benesses” decretadas pelo governo com apoio de sindicatos. 
    A proposta de Erika Hilton (PSOL – RJ) sequer teve estudo de impacto econômico. É pura demagogia! Com isso, gerou-se uma espécie de “monopólio das boas intenções”. Quem não fosse favorável aos meios propostos só poderia ser contra os fins, ou seja, dar maior qualidade de vida aos trabalhadores. Mas isso é balela, uma falácia argumentativa de quem prefere fugir da realidade e viver de discursos.
   Se bastasse “vontade política” para resolver os problemas, o governo poderia logo decretar um salário-mínimo de R$ 5 mil, para garantir uma vida digna a todos. Na prática, porém, até economistas ligados ao governo entendem que isso geraria somente mais desemprego e informalidade, um problema enorme no Brasil. Reduzir na marra a quantidade de horas trabalhadas sem mexer no salário produz o mesmo efeito. É uma ilusão que parte da premissa de que o patrão é um explorador e o trabalhador necessita da proteção estatal.
   Em suma, os defensores da PEC estão vendendo uma ilusão: a de que o brasileiro será capaz de produzir mais riqueza trabalhando menos, nas mesmíssimas condições existentes, que ajudam a manter a produtividade do trabalhador em patamar reduzido. Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico da noite para o dia.
  Há quem pense que pode substituir a leitura séria e dedicada por livrinhos de resumos dos pensamentos filosóficos, achando que, assim, terá absorvido de fato o estoque de conhecimento existente no mundo. Há quem acredite que basta tomar anabolizante para ficar forte, dispensando o treino muscular intenso. Existem aqueles que juram que uma canetinha emagrecedora resolve tudo, sem a necessidade de uma reeducação alimentar. Enfim, muitos buscam desesperadamente um atalho, ignorando seus efeitos colaterais, as consequências de longo prazo, a realidade.
    Mas a realidade sempre se impõe. O Brasil não tem um enorme problema de miséria e informalidade, além da dependência de milhões de pessoas das esmolas estatais, por acaso. Isso é obra de décadas de medidas populistas, fruto de uma mentalidade que clama por vantagens estatais. Ver a situação e parte da oposição unidas em prol de mais uma medida populista nos remete ao sombrio diagnóstico de Roberto Campos: “o Brasil não corre o menor risco de dar certo!”


Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Experimento Social Fracassado. Ed. 294. Revista Oeste. (adaptado) https://revistaoeste.com/revista/edicao-324/a-ilusao-do-atalho/ 
Leia as afirmações a seguir antes de julgar o que se pede.

( ) Em “Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las”, disse Thomas Sowell. O grande pensador americano dedicou sua vida a expor falácias econômicas, mas, infelizmente, muitos se recusam a compreender a realidade como ela é. (1º par.), nota-se em destaque uma expressão de natureza anafórica a qual auxilia na progressão das ideias como recurso estilístico.
( ) Em “O segredo está na produtividade, assim como no dinamismo do mercado de trabalho, com mais competição entre as empresas. Se a qualidade de vida do trabalhador dependesse de canetada do Estado, não haveria mais pobres no mundo!” (5º par.), nota-se que a metonímia em destaque prescinde de associação semântica em relação à aprovação da mudança da escala feita anteriormente.
( ) Em “É uma ilusão que parte da premissa de que o patrão é um explorador e o trabalhador necessita da proteção estatal.” (7º par.), nota-se em evidência uma antítese contextualmente produzida para justificar a necessidade de aprovação da mudança da escala de trabalho, a qual é exposta pelo articulista como “medida eleitoreira” (3º par.), “pura demagogia” (6º par.) e “atalho” (9º par.) no cenário econômico local.
( ) Em “Em suma, os defensores da PEC estão vendendo uma ilusão: a de que o brasileiro será capaz de produzir mais riqueza trabalhando menos, nas mesmíssimas condições existentes, que ajudam a manter a produtividade do trabalhador em patamar reduzido.” (8º par.), o articulista deixa evidente, após as ideias apresentadas ao longo do texto, que a crítica em destaque se refere unicamente a políticos da “base governista” (2º par.) como Erika Hilton (6º par.).
( ) Em “Existem aqueles que juram que uma canetinha emagrecedora resolve tudo, sem a necessidade de uma reeducação alimentar. Enfim, muitos buscam desesperadamente um atalho, ignorando seus efeitos colaterais, as consequências de longo prazo, a realidade.” (9º par.), a passagem em destaque, por meio das expressões conotativas sublinhadas, prescinde de associação direta quanto à aprovação do fim da escala 6x1.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas em relação às afirmações acima, tem-se pela ordem:
Alternativas
Q4231790 Português
TEXTO I

A ilusão do atalho

Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico

Rodrigo Constantino

   “Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las”, disse Thomas Sowell. O grande pensador americano dedicou sua vida a expor falácias econômicas, mas, infelizmente, muitos se recusam a compreender a realidade como ela é. Preferem acreditar em mentiras, em ilusões, e isso é um prato cheio para políticos populistas. O fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho aprovados na Câmara ilustram bem isso.
     Do ponto de vista político, a base governista preparou uma armadilha em ano eleitoral, e boa parte da oposição se viu numa sinuca de bico, votando junto para não ser acusada de “inimiga do trabalhador”. Do ponto de vista econômico, porém, essas mudanças representam uma ameaça concreta ao próprio trabalhador, além da perda da liberdade de escolha.
    O Partido Novo, que votou contra as mudanças, publicou uma justificativa bastante razoável para sua postura: “O Novo é favorável ao fim da escala 6x1 para todo trabalhador que não deseja trabalhar nesse regime. Porém querem proibir a escala 6x1 – mesmo para quem quer trabalhar mais dias na semana. Essa proibição não resolve o problema das nossas leis trabalhistas defasadas. Também não resolve a pobreza e ainda aumenta o preço de tudo. Trata-se de uma medida eleitoreira”.
    Milhares de brasileiros vão para o exterior em busca de oportunidades melhores de trabalho. Nenhum destes países tem leis trabalhistas como a CLT. Dever-se-ia, então, copiar deles o que dá certo lá: liberdade e flexibilidade. Nos Estados Unidos, o trabalhador não goza das “conquistas trabalhistas” existentes no Brasil. Sequer há férias remuneradas, muito menos 13º salário, vale-alimentação ou vale-transporte. Não obstante, o trabalhador americano faz, na média, cinco a seis vezes mais dinheiro do que o brasileiro.
   O segredo está na produtividade, assim como no dinamismo do mercado de trabalho, com mais competição entre as empresas. Se a qualidade de vida do trabalhador dependesse de canetada do Estado, não haveria mais pobres no mundo! Ironicamente, há mais pobreza justamente onde existe mais controle estatal, mais “benesses” decretadas pelo governo com apoio de sindicatos. 
    A proposta de Erika Hilton (PSOL – RJ) sequer teve estudo de impacto econômico. É pura demagogia! Com isso, gerou-se uma espécie de “monopólio das boas intenções”. Quem não fosse favorável aos meios propostos só poderia ser contra os fins, ou seja, dar maior qualidade de vida aos trabalhadores. Mas isso é balela, uma falácia argumentativa de quem prefere fugir da realidade e viver de discursos.
   Se bastasse “vontade política” para resolver os problemas, o governo poderia logo decretar um salário-mínimo de R$ 5 mil, para garantir uma vida digna a todos. Na prática, porém, até economistas ligados ao governo entendem que isso geraria somente mais desemprego e informalidade, um problema enorme no Brasil. Reduzir na marra a quantidade de horas trabalhadas sem mexer no salário produz o mesmo efeito. É uma ilusão que parte da premissa de que o patrão é um explorador e o trabalhador necessita da proteção estatal.
   Em suma, os defensores da PEC estão vendendo uma ilusão: a de que o brasileiro será capaz de produzir mais riqueza trabalhando menos, nas mesmíssimas condições existentes, que ajudam a manter a produtividade do trabalhador em patamar reduzido. Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico da noite para o dia.
  Há quem pense que pode substituir a leitura séria e dedicada por livrinhos de resumos dos pensamentos filosóficos, achando que, assim, terá absorvido de fato o estoque de conhecimento existente no mundo. Há quem acredite que basta tomar anabolizante para ficar forte, dispensando o treino muscular intenso. Existem aqueles que juram que uma canetinha emagrecedora resolve tudo, sem a necessidade de uma reeducação alimentar. Enfim, muitos buscam desesperadamente um atalho, ignorando seus efeitos colaterais, as consequências de longo prazo, a realidade.
    Mas a realidade sempre se impõe. O Brasil não tem um enorme problema de miséria e informalidade, além da dependência de milhões de pessoas das esmolas estatais, por acaso. Isso é obra de décadas de medidas populistas, fruto de uma mentalidade que clama por vantagens estatais. Ver a situação e parte da oposição unidas em prol de mais uma medida populista nos remete ao sombrio diagnóstico de Roberto Campos: “o Brasil não corre o menor risco de dar certo!”


Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Experimento Social Fracassado. Ed. 294. Revista Oeste. (adaptado) https://revistaoeste.com/revista/edicao-324/a-ilusao-do-atalho/ 
Analise as afirmações abaixo que fazem análises de construção de cada parágrafo em evidência. Assinale aquela que se encontra correta no contexto.
Alternativas
Q4231789 Português
TEXTO I

A ilusão do atalho

Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico

Rodrigo Constantino

   “Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las”, disse Thomas Sowell. O grande pensador americano dedicou sua vida a expor falácias econômicas, mas, infelizmente, muitos se recusam a compreender a realidade como ela é. Preferem acreditar em mentiras, em ilusões, e isso é um prato cheio para políticos populistas. O fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho aprovados na Câmara ilustram bem isso.
     Do ponto de vista político, a base governista preparou uma armadilha em ano eleitoral, e boa parte da oposição se viu numa sinuca de bico, votando junto para não ser acusada de “inimiga do trabalhador”. Do ponto de vista econômico, porém, essas mudanças representam uma ameaça concreta ao próprio trabalhador, além da perda da liberdade de escolha.
    O Partido Novo, que votou contra as mudanças, publicou uma justificativa bastante razoável para sua postura: “O Novo é favorável ao fim da escala 6x1 para todo trabalhador que não deseja trabalhar nesse regime. Porém querem proibir a escala 6x1 – mesmo para quem quer trabalhar mais dias na semana. Essa proibição não resolve o problema das nossas leis trabalhistas defasadas. Também não resolve a pobreza e ainda aumenta o preço de tudo. Trata-se de uma medida eleitoreira”.
    Milhares de brasileiros vão para o exterior em busca de oportunidades melhores de trabalho. Nenhum destes países tem leis trabalhistas como a CLT. Dever-se-ia, então, copiar deles o que dá certo lá: liberdade e flexibilidade. Nos Estados Unidos, o trabalhador não goza das “conquistas trabalhistas” existentes no Brasil. Sequer há férias remuneradas, muito menos 13º salário, vale-alimentação ou vale-transporte. Não obstante, o trabalhador americano faz, na média, cinco a seis vezes mais dinheiro do que o brasileiro.
   O segredo está na produtividade, assim como no dinamismo do mercado de trabalho, com mais competição entre as empresas. Se a qualidade de vida do trabalhador dependesse de canetada do Estado, não haveria mais pobres no mundo! Ironicamente, há mais pobreza justamente onde existe mais controle estatal, mais “benesses” decretadas pelo governo com apoio de sindicatos. 
    A proposta de Erika Hilton (PSOL – RJ) sequer teve estudo de impacto econômico. É pura demagogia! Com isso, gerou-se uma espécie de “monopólio das boas intenções”. Quem não fosse favorável aos meios propostos só poderia ser contra os fins, ou seja, dar maior qualidade de vida aos trabalhadores. Mas isso é balela, uma falácia argumentativa de quem prefere fugir da realidade e viver de discursos.
   Se bastasse “vontade política” para resolver os problemas, o governo poderia logo decretar um salário-mínimo de R$ 5 mil, para garantir uma vida digna a todos. Na prática, porém, até economistas ligados ao governo entendem que isso geraria somente mais desemprego e informalidade, um problema enorme no Brasil. Reduzir na marra a quantidade de horas trabalhadas sem mexer no salário produz o mesmo efeito. É uma ilusão que parte da premissa de que o patrão é um explorador e o trabalhador necessita da proteção estatal.
   Em suma, os defensores da PEC estão vendendo uma ilusão: a de que o brasileiro será capaz de produzir mais riqueza trabalhando menos, nas mesmíssimas condições existentes, que ajudam a manter a produtividade do trabalhador em patamar reduzido. Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico da noite para o dia.
  Há quem pense que pode substituir a leitura séria e dedicada por livrinhos de resumos dos pensamentos filosóficos, achando que, assim, terá absorvido de fato o estoque de conhecimento existente no mundo. Há quem acredite que basta tomar anabolizante para ficar forte, dispensando o treino muscular intenso. Existem aqueles que juram que uma canetinha emagrecedora resolve tudo, sem a necessidade de uma reeducação alimentar. Enfim, muitos buscam desesperadamente um atalho, ignorando seus efeitos colaterais, as consequências de longo prazo, a realidade.
    Mas a realidade sempre se impõe. O Brasil não tem um enorme problema de miséria e informalidade, além da dependência de milhões de pessoas das esmolas estatais, por acaso. Isso é obra de décadas de medidas populistas, fruto de uma mentalidade que clama por vantagens estatais. Ver a situação e parte da oposição unidas em prol de mais uma medida populista nos remete ao sombrio diagnóstico de Roberto Campos: “o Brasil não corre o menor risco de dar certo!”


Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Experimento Social Fracassado. Ed. 294. Revista Oeste. (adaptado) https://revistaoeste.com/revista/edicao-324/a-ilusao-do-atalho/ 
A partir da leitura do texto I, pode-se inferir corretamente o que se encontra em: 
Alternativas
Q4220911 Pedagogia
Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, a avaliação da aprendizagem deve favorecer o acompanhamento do desenvolvimento do estudante, subsidiando decisões pedagógicas que promovam avanços contínuos em seu processo de aprendizagem. Nesse contexto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4220910 Pedagogia
No contexto da Teoria das Inteligências Múltiplas, proposta por Howard Gardner, as inteligências musical e corporal-cinestésica representam formas específicas de manifestação das capacidades humanas, relacionadas à percepção, à expressão e à resolução de problemas em diferentes contextos. Sobre essas inteligências, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q4220909 Pedagogia
Durante o início do ano letivo, uma escola organizou uma comissão para revisar o Projeto Político-Pedagogico (PPP). O documento foi elaborado apenas pela equipe gestora e posteriormente apresentado aos professores e às famílias, sem espaço para discussão ou sugestões. Considerando os princípios que orientam o Projeto Político-Pedagógico e a gestão democrática da escola, é CORRETO afirmar que a conduta MAIS adequada deveria ser:
Alternativas
Q4220908 Pedagogia
A utilização do lúdico na Educação Infantil exige mais do que a inserção de jogos e brincadeiras no cotidiano escolar. Seu potencial educativo depende de pressupostos pedagógicos que orientam a atuação docente e a intencionalidade das práticas desenvolvidas. Nesse contexto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4220907 Pedagogia
Durante o primeiro semestre letivo, uma professora do 2° ano do Ensino Fundamental observou que uma estudante, de 8 anos, passou a apresentar queda no rendimento escolar. Embora já tivesse desenvolvido adequadamente a leitura e a escrita nos anos anteriores, passou a recusar realizar atividades, afirmando repetidamente que "não consegue aprender". Em reuniões com a família, foi verificado que a estudante vivencia um período de intensos conflitos familiares desde a separação dos pais, demonstrando ansiedade, isolamento e insegurança. A equipe escolar constatou que a estudante apresenta boas condições de saúde e não possui alterações perceptivo-motoras identificadas. Nessa situação, a hipótese MAIS consistente é que a dificuldade de aprendizagem apresentada pela estudante está relacionada, CORRETAMENTE, a fatores: 
Alternativas
Q4220906 Pedagogia
Em uma escola pública, uma Professora percebeu que, após a aplicação de uma atividade avaliativa sobre frações, mais da metade da turma apresentou desempenho insatisfatório. Em vez de registrar as notas e iniciar um novo conhecimento, ela analisou os erros mais frequentes, reorganizou as estratégias de ensino, promoveu atividades diferenciadas e aplicou uma nova avaliação para verificar se as dificuldades haviam sido superadas.

Considerando uma das bases da concepção de avaliação da aprendizagem proposta por Cipriano Carlos Luckesi, é CORRETO afirmar que a conduta da docente demonstra que a avaliação deve ser compreendida como:
Alternativas
Q4220905 Linguística
Na perspectiva dos pensadores na história da educação, sobre a concepção de linguagem desenvolvida por Mikhail Bakhtin, analise as assertivas a seguir e a relação proposta entre elas:

I. Na perspectiva bakhtiniana, a linguagem constitui um fenômeno social, histórico e ideológico, produzido nas interações entre os sujeitos, razão pela qual a compreensão de um enunciado depende das relações dialógicas estabelecidas em determinado contexto.

PORQUE

II. Para Bakhtin, todo enunciado é construído em diálogo com outros enunciados, incorporando diferentes vozes sociais, o que fundamenta conceitos como dialogismo e polifonia.

Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4220904 Pedagogia
A gestão democrático-participativa caracteriza-se pela articulação entre liderança, participação coletiva e responsabilidade compartilhada, buscando conciliar a atuação coordenada da equipe escolar com a autonomia de seus membros. Com base nessa concepção de gestão, analise as afirmativas a seguir:

I. A gestão democrático-participativa pressupõe que as decisões sejam construídas coletivamente, sem eliminar a responsabilidade individual de cada integrante pela execução das ações deliberadas.
II. A participação da comunidade escolar torna dispensável a existência de coordenação pedagógica e de diÍerenciação das competências profissionais, uma vez que todos os membros possuem igual autoridade sobre todas as decisões e funções.
III. A gestão democrático-participativa busca conciliar participação, coordenação, definição de responsabilidades e avaliação sistemática das ações, visando ao alcance dos objetivos institucionais.
IV. A construção coletiva das decisões implica a inexistência de mecanismos de acompanhamento e avaliação, pois o controle da execução é incompatível com os princípios democráticos da gestão escolar.

Estão CORRETAS: 
Alternativas
Q4220903 Pedagogia
Sobre o planejamento curricular e sua organização no contexto educacional, analise as assertivas a seguir e a relação proposta entre elas:

I. O planejamento curricular ultrapassa a simples organização de conteúdos, constituindo-se como um processo dinâmico que acompanha as transformações sociais, culturais, técnicas e educacionais, orientando a prática pedagógica de forma contextualizada.

PORQUE

II. A elaboração do planejamento curricular ocorre em um contexto permeado por influências políticas, econômicas, sociais e culturais, cabendo ao Professor analisar criticamente essas determinações para mediar sua concretização no cotidiano escolar.

Acerca das assertivas, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q4220902 Pedagogia
Acerca das tendências pedagógicas progressistas, em especial das abordagens crítica libertária e libertadora, analise as afirmativas a seguir:

I. A abordagem progressista crítica libertária, influenciada pelo pensamento anarquista, compreende a escola como um espaço de autogestão, cooperação e exercício da liberdade, em que os conteúdos são construídos a partir das experiências e das necessidades do grupo.
II. Na perspectiva de Célestin Freinet, o trabalho possui caráter educativo, favorecendo a participação ativa dos estudantes, a cooperação e o desenvolvimento integral, cabendo ao Professor criar condições para que os alunos aprendam por meio de experiências significativas.
III. A pedagogia libertadora, formulada por Paulo Freire, fundamenta-se na transmissão sistemática de conhecimentos científicos pelo Professor, entendendo que a superação das desigualdades sociais depende prioritariamente da assimilação de conteúdos previamente organizados.
IV. Na abordagem libertadora, o diálogo constitui um princípio metodológico indispensável, sendo a problematização da realidade um caminho para a formação da consciência crítica e para a transformação social.

Estão CORRETAS:
Alternativas
Q4219569 Pedagogia
Para Paulo Freire, a prática educativa, tal qual a realizamos hoje, possui certos sinais que a caracterizam como tal, componentes fundamentais sem os quais não há prática educativa. Segundo o autor, toda situação educativa implica, EXCЕТО:
Alternativas
Q4219568 Pedagogia
Ao mesmo tempo em que aceitam importância do planejamento, alguns educadores também têm sérias desconfianças. Concordam com a ideia geral de planejamento, mas estão marcados pela experiência de elaboração de planos burocráticos, formais e/ou controladores. Se o professor não vê objetivo em planejar, com certeza não irá se envolver significativamente nessa atividade. Dito isso, sobre o planejamento, analise as assertivas a seguir:

I. Os autores mais progressistas, ao abordarem a problemática, lembram que, antes de ser uma mera questão técnica, o planejamento é uma questão política, na medida em que envolve posicionamentos, opções, jogos de poder, compromisso com a reprodução ou com a transformação, etc.
II. É preciso trabalhar também a descrença que о professor traz, portanto, a percepção, o conhecimento, as representações prévias que já tem quanto ao planejamento.
III. É preciso atribuir-lhe valor, acreditar nele, sentir que planejar faz sentido, que é preciso.

Estão CORRETAS:
Alternativas
Q4219567 Pedagogia
Paulo Freire defende a ideia de que a ação humana não é apenas histórica, mas também historicamente condicionada. Ele reconhece a importância de haver, nos cursos de formação de educadores, discussões em torno das diferentes maneiras de compreendermos a História que nos faz e refaz enquanto a fazemos. Assim sendo, analise as partes que seguem:

As diferenças interculturais existem e apresentam cortes: de classe, de raça, de gênero e, como alongamento destes, de nações (1ª parte). Essas diferenças geram ideologias, de um lado, discriminatórias, de outro, de resistência. (2ª parte). É impossível compreendê-las sem a análise das ideologias e a relação destas com o poder e com a fraqueza (3ª parte).

Das partes, pode-se afirmar que está(ão) CORRETA(S):
Alternativas
Q4219566 Pedagogia
Nunca é demasiado insistir na importância da qualidade do ensino e, portanto, dos Professores. Quanto maiores forem as dificuldades que o aluno tiver de ultrapassar (pobreza, meio social difícil, doenças físicas), mais se exige do Professor. Assim, sobre medidas para melhorar a qualidade e a motivação dos Professores, conforme o documento Educação: um tesouro a descobrir, de Jacques Delors, analise as assertivas a seguir:

I. Melhorar a seleção, ampliando a base de recrutamento por meio de uma busca mais ativa de candidatos. Pode se pensar em medidas especiais que facilitem o recrutamento de candidatos de origens linguísticas e culturais diversas.
II. A longo prazo, fazer com que todos os professores, mas em especial os do secundário, tenham frequentado estudos superiores, sendo a sua formação assegurada em cooperação com as universidades ou mesmo em contexto universitário.
III. Desenvolver os programas de formação contínua, de modo que cada professor possa recorrer a eles exclusivamente através de tecnologias de comunicação adequadas.

Está(ão) CORRETA(S):
Alternativas
Q4219565 Pedagogia
A investigação-ação é uma metodologia caracterizada por uma permanente dinâmica entre teoria e prática, em que o Professor interfere no próprio terreno de pesquisa, analisando as consequências da sua ação е produzindo efeitos diretos sobre a prática. Sobre a metodologia de investigação-ação, analise as assertivas a seguir e julgue V, para as Verdadeiras, ou F, para as Falsas:

( ) Permite estabelecer uma relação dialética entre teoria e prática. O prático torna-se investigador e o investigador implica-se na prática.
( ) Tem como limitação o foco nos saberes específicos da disciplina, o que dificulta a convergência de diferentes domínios disciplinares.
( ) Implica a reprodução de saberes análogos, tomando o senso comum como mecanismo para a resolução de problemas.
( ) Integra vários momentos de formação (articulação informação/conhecimento/saber e articulação formação profissional e pessoal).

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Alternativas
Q4219564 Pedagogia
Para poder dar resposta ao conjunto das suas missões, a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda a vida, serão, de algum modo, para cada indivíduo, os pilares do conhecimento. Diante disso, são pilares da Educação estabelecidos pela Unesco, EXCETО:
Alternativas
Q4219563 Pedagogia
A metodologia de trabalho por projetos implica que os subgrupos formados se envolvam em momentos de pesquisa no terreno, momentos de reflexão sobre a ação, consultas bibliográficas, troca de impressões sistemáticas intergrupos e/ou com o orientador. No final, cada subgrupo apresenta ao grande grupo o trabalho desenvolvido e as conclusões a que chegou, recebendo as sugestões dos outros intervenientes, incluindo o orientador. Essas conclusões alcançadas por todos contribuem para a globalização das soluções encontradas para o problema. Podemos concluir que, no desenvolvimento do trabalho de projeto, se procura o equilíbrio entre espaços e ritmos de ação-reflexão, não só do grupo, mas também de cada um dos participantes individuais. Diante disso. são finalidades dessa metodologia, EXCETО: 
Alternativas
Respostas
201: E
202: C
203: A
204: B
205: C
206: A
207: D
208: D
209: C
210: A
211: A
212: A
213: B
214: C
215: A
216: C
217: D
218: C
219: B
220: C