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Q3944297 Português
MOSQUITOS: OS ANIMAIS MAIS PERIGOSOS DO MUNDO


    Tudo começou em um dia de junho de 2007, com febre súbita e vômitos intensos. David Hancock conta que deveria ter ido imediatamente ao hospital, mas achou que se tratava de alguma pequena infecção. Mesmo assim, tinha a sensação de que algo estava errado, não parecia se tratar de uma gripe.

    E realmente algo grave estava por vir. Levou dez dias para que o homem de 49 anos fosse diagnosticado. Neste tempo, ele entrou em coma, seu coração parou várias vezes, seus pulmões se encheram de líquido e seu cérebro inflamou. “Eu estava com um pé em outro mundo, podemos dizer”, conta David.

    Finalmente, os médicos conseguiram chegar a um diagnóstico definitivo: David havia sido infectado pelo vírus do Nilo Ocidental. Tudo por causa de uma simples picada de mosquito, bem em frente à sua casa em Glendale, uma cidade próxima a Phoenix, nos Estados Unidos.

    Diferentemente da malária, da dengue, da febre amarela e do Zika, o vírus do Nilo Ocidental não é transmitido por uma espécie de mosquito invasora, como o Aedes aegypti, mas principalmente pelo gênero Culex (pernilongo), nativo do hemisfério norte.

    O vírus do Nilo Ocidental, no entanto, é originalmente tropical. Foi descrito pela primeira vez em 1937 na região do Nilo Ocidental, no norte de Uganda, e recebeu esse nome por causa do local onde foi encontrado. Ele se multiplica especialmente bem em aves. Graças a elas, conseguiu deixar a África – aves migratórias levaram o vírus para a Europa e para os EUA. Em 1999, foi registrado pela primeira vez nos Estados Unidos. Hoje, é a principal causa de doenças transmitidas por mosquitos no país.

    Isso porque o vírus tropical encontrou o Culex pipiens, o mosquito comum. Nativo da Europa e da América do Norte, ele é um vetor particularmente eficiente para o vírus do Nilo Ocidental: quando pica uma ave infectada, absorve o vírus e o transmite para outra vítima – que pode ser outra ave, um cavalo ou uma pessoa, como foi o caso de David.

    Embora a infecção geralmente passe despercebida e sem sintomas, nos EUA cerca de 1.300 pessoas por ano desenvolvem formas graves da doença e 130 morrem. Em 18 de junho de 2007, David não teve somente febre e vômitos. Ele também não conseguia engolir. Sua esposa, Teri, o levou diretamente ao hospital. Um erro. 

    “Deveríamos ter chamado uma ambulância, assim eu teria prioridade na triagem. Em vez disso, esperamos horas na emergência, o que quase custou a minha vida”, explica David. Teri precisou voltar para casa para alimentar o cachorro. Quando voltou, descobriu que o coração de David já havia parado duas vezes, e que ele estava na UTI, com ventilação mecânica. A febre era tão alta que o quarto foi resfriado ao máximo. Os médicos achavam que ele morreria a qualquer momento.

    Teri reuniu toda a família. Seus pais, os pais de David e seu irmão Bob, que, é biólogo e, por ironia do destino, pesquisa há décadas o comportamento dos mosquitos. “Quando souberam que David tinha sido infectado pelo vírus do Nilo Ocidental, todos perguntaram: ‘Tem certeza que é o David?’”, conta Bob.

    Afinal, é Bob quem vive cercado de mosquitos e prefere estar no meio do mato estudandoos. “Eu amo meu objeto de estudo. Não pesquiso mosquitos para exterminá-los. Eles me interessam”.

    A história dos dois irmãos mostra o quão diferente podem ser os resultados de uma picada de mosquito: a maioria delas é inofensiva, e só são contabilizados os casos clínicos, “ou seja, quando alguém precisa ir ao médico ou ao hospital”, explica Bob. Ou quando a infecção é fatal. Por isso, a subnotificação de pessoas que são infectadas sem perceber é provavelmente muito alta.

    Ao mesmo tempo, os riscos são reais, assim como as consequências. Teri também ficou traumatizada e ainda chora ao lembrar dos dias em que o marido esteve entre a vida e a morte.

    “Eu teria sido perfeitamente feliz sendo apenas aquele entusiasta de mosquitos, interessado em observar os mosquitos da selva voando por aí e fazendo coisas legais”, diz ele. Mas, desde então, ele se concentrou principalmente na transmissão de doenças por mosquitos. “Eu me tornei o entomologista médico que sou hoje.”

    Em sua profissão, Bob observa atentamente as mudanças nos EUA. Por exemplo, a espécie Aedes levou dez anos para se espalhar do sul da Califórnia até São Francisco. Como bem sabemos no Brasil, esses mosquitos tropicais são potentes transmissores de doenças como dengue, febre amarela e Zika. As mudanças climáticas oferecem condições cada vez melhores para que mosquitos e vírus tropicais sobrevivam e se espalhem em regiões mais ao norte. “Não há razão para pensar que os mosquitos virão, mas as doenças não.”

    David mudou desde 18 de junho de 2007. Quando saiu do coma, não conseguia respirar nem falar sozinho. Estava muito magro e precisou reaprender a andar. Levou nove meses para voltar ao trabalho. Até hoje não consegue engolir sozinho. Teri diz que ele ficou mais introvertido, diferente do homem com quem se casou. Provavelmente devido aos danos que o vírus causou em seu cérebro.

    Mas uma coisa não mudou: David ainda é picado por mosquitos com frequência. A única coisa que ajuda é usar muito repelente. “Odiamos eles profundamente”, dizem David e Teri. Já Bob... “Eu continuo amando os mosquitos. Eles só tentam encontrar alimento e cuidar da prole. Eu poderia odiar os pássaros também, não? Afinal, o mosquito que infectou meu irmão pegou o vírus de um pássaro.”


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/mosquitos-osanimais-mais-perigosos-do-mundo/a-75114552>. Adaptado. Acesso em 05 de janeiro. 2026.
Assinale a alternativa que explica CORRETAMENTE a razão pela qual o diagnóstico da doença demorou a ser estabelecido.
Alternativas
Q3920088 Odontologia
No desenvolvimento das ações de Educação em Saúde Bucal, o auxiliar de saúde bucal deve orientar indivíduos e grupos quanto à prevenção das doenças bucais mais prevalentes. De acordo com essas orientações, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3920087 Odontologia
O cimento de ionômero de vidro é um material muito utilizado na assistência odontológica, no âmbito da Estratégia de Saúde da Família. Sobre a manipulação do cimento de ionômero de vidro convencional, é correto afirmar que o auxiliar de saúde bucal deve:
Alternativas
Q3920086 Odontologia
No preparo e esterilização de dispositivos médicos em serviços de assistência odontológica, a correta identificação dos pacotes é fundamental para garantir a rastreabilidade dos materiais. De acordo com a RDC Anvisa nº 1.002/2025, a identificação dos pacotes submetidos à esterilização deve conter, no mínimo:
Alternativas
Q3920085 Odontologia
De acordo com o Código de Ética Odontológica, constitui dever fundamental dos profissionais da Odontologia, incluindo o auxiliar de saúde bucal, zelar pela saúde e pela dignidade do paciente. Considerando esse dispositivo ético, assinale a alternativa que melhor traduz uma conduta compatível com uma postura ética no exercício das atribuições do auxiliar de saúde bucal. 
Alternativas
Q3920084 Odontologia
No âmbito das rotinas de processamento de dispositivos médicos em serviços de assistência odontológica, o auxiliar de saúde bucal deve observar rigorosamente as etapas previstas na RDC Anvisa nº 1.002/2025. Considerando especialmente a secagem dos dispositivos médicos, inclusive os de conformação complexa, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3920083 Odontologia
Durante a limpeza dos dispositivos médicos canulados, quando não estiver disponível objeto compatível com a dimensão interna do dispositivo para a sua escovação, deve-se:
Alternativas
Q3920082 Odontologia
Durante a rotina de limpeza dos instrumentais odontológicos, o auxiliar de saúde bucal deve: 
Alternativas
Q3920081 Odontologia
De acordo com as definições da RDC Anvisa nº 1.002/2025, considera-se ambiente finalístico aquele:
Alternativas
Q3920080 Odontologia
No contexto das equipes de saúde bucal, os dados do SB Brasil 2023 podem ser utilizados pelo auxiliar de saúde bucal para:
Alternativas
Q3920079 Odontologia
No documento Pesquisa Nacional de Saúde Bucal – Relatório Final, publicado pelo Ministério da Saúde, o SB Brasil 2023 é definido como: 
Alternativas
Q3920078 Odontologia
A fluorose dentária é uma alteração no desenvolvimento do esmalte dos dentes, caracterizada por manchas brancas ou amareladas/castanhas nos dentes. A fluorose dentária está relacionada, principalmente:
Alternativas
Q3920077 Saúde Pública
De acordo com o Guia de Recomendação para Uso de Fluoretos no Brasil, sobre a fluoretação das águas de abastecimento público no Brasil, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3920076 Direito Sanitário
A Lei nº 8.080/1990 regula, em todo o território nacional, as ações e serviços de saúde executados por:
Alternativas
Q3920075 Direito Sanitário
De acordo com as atualizações da Lei nº 8.080/1990 trazidas pela Lei nº 14.572/2023, a saúde bucal passou a constar:
Alternativas
Q3920074 Direito Sanitário
Conforme a Lei nº 8.080/1990, a saúde é um direito fundamental de todo ser humano e o Estado tem o dever de garanti-la. O dever do Estado se dá através da formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visam: 
Alternativas
Q3920073 Saúde Pública
 No processo de trabalho das Equipes de Atenção Básica em Saúde, o acolhimento pode ser entendido como:
Alternativas
Q3920072 Saúde Pública
No contexto da Atenção Básica em Saúde, a territorialização é um dos conceitos fundamentais para a organização do processo de trabalho. Sobre esse conceito, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3920071 Saúde Pública
Conforme a Política Nacional de Atenção Básica, é uma diretriz do SUS e da Rede de Atenção à Saúde a ser operacionalizada na Atenção Básica em Saúde: 
Alternativas
Q3920070 Odontologia
De acordo com o estabelecido na RDC nº 222/2028 sobre o manejo dos resíduos de serviços de saúde, a segregação dos resíduos deve ocorrer:
Alternativas
Respostas
541: B
542: D
543: E
544: A
545: A
546: C
547: D
548: A
549: D
550: E
551: C
552: B
553: C
554: E
555: A
556: B
557: A
558: D
559: B
560: C