Questões de Concurso Para médico pediatra

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Q4043397 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Serena filosofia


    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais e silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, em busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.

      Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nos. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia ate me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.

    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memoria salva da ferrugem mefaz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão próximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não e algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.

    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim. Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.

      Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.


Autor: Gilmar Marcilio - GZH (adaptado). 
No período Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano, o emprego dos dois-pontos justifica-se por introduzir:
Alternativas
Q4043396 Português
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Serena filosofia


    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais e silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, em busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.

      Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nos. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia ate me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.

    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memoria salva da ferrugem mefaz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão próximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não e algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.

    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim. Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.

      Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.


Autor: Gilmar Marcilio - GZH (adaptado). 
No trecho Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão, a posição do pronome oblíquo átono em relação à forma verbal exemplifica um caso de:
Alternativas
Q4043395 Português
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Serena filosofia


    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais e silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, em busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.

      Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nos. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia ate me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.

    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memoria salva da ferrugem mefaz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão próximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não e algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.

    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim. Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.

      Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.


Autor: Gilmar Marcilio - GZH (adaptado). 
No período Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, a oração iniciada por se completa o sentido de uma forma verbal anterior, desempenhando função sintática própria de                  . Por isso, classifica-se como oração subordinada substantiva                  

Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas acima? 
Alternativas
Q4043394 Português
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Serena filosofia


    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais e silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, em busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.

      Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nos. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia ate me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.

    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memoria salva da ferrugem mefaz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão próximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não e algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.

    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim. Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.

      Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.


Autor: Gilmar Marcilio - GZH (adaptado). 
A respeito de aspectos gramaticais presentes em trechos do texto, analise as assertivas a seguir.


I. Em Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira, o sujeito da forma verbal é simples.
II. Em lembro das minhas amadas tias, a forma verbal lembro é transitiva indireta no contexto apresentado.
III. Em é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas, a expressão com cuidado exerce função de adjunto adverbial de modo.

Está(ão) CORRETA(S):
Alternativas
Q4043393 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Serena filosofia


    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais e silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, em busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.

      Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nos. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia ate me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.

    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memoria salva da ferrugem mefaz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão próximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não e algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.

    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim. Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.

      Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.


Autor: Gilmar Marcilio - GZH (adaptado). 
No trecho A quietude do instante me abraça, a construção verbal projeta um efeito expressivo que ultrapassa a literalidade, atribuindo ação a um elemento abstrato. Nesse contexto, a figura de linguagem predominante é a                        , recurso por meio do qual se confere traço de ser animado a realidade não humana ou não concreta.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna acima? 
Alternativas
Q4043392 Português
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Serena filosofia


    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais e silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, em busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.

      Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nos. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia ate me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.

    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memoria salva da ferrugem mefaz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão próximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não e algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.

    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim. Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.

      Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.


Autor: Gilmar Marcilio - GZH (adaptado). 
A afirmação final - Desconheço a orfandade. Sou uma multidão - condensa sentidos disseminados ao longo do texto. No contexto da crônica, essa passagem sugere, sobretudo, que o eu enunciador:
Alternativas
Q4043391 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Serena filosofia


    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais e silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, em busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.

      Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nos. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia ate me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.

    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memoria salva da ferrugem mefaz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão próximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não e algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.

    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim. Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.

      Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.


Autor: Gilmar Marcilio - GZH (adaptado). 
No trecho em que o narrador afirma que Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual, a felicidade é apresentada como:
Alternativas
Q4043390 Português
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Serena filosofia


    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais e silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, em busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.

      Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nos. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia ate me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.

    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memoria salva da ferrugem mefaz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão próximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não e algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.

    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim. Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.

      Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.


Autor: Gilmar Marcilio - GZH (adaptado). 
Ao longo da crônica, a evocação de imagens da natureza, da memória afetiva e da interioridade não se organiza como mera enumeração contemplativa, mas como eixo de uma visão de mundo. Assim, é CORRETO afirmar que o texto constrói, predominantemente, a ideia de que:
Alternativas
Q4039827 Medicina
Pediatra está finalizando seu plantão de 12 horas em Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que dispõe de um pediatra por plantão, quando recebe uma mensagem de texto do colega que iria rendê-lo no plantão, informando que não poderá comparecer ao local de trabalho por motivo de doença. De acordo com o Código de Ética Médica (CEM), o médico que recebeu a mensagem de texto deverá informar: 
Alternativas
Q4039826 Medicina
Menino de 9 anos, previamente saudável, apresenta ganho ponderal progressivo há cerca de 12 meses, associado à desaceleração do crescimento linear. Os pais relatam aparecimento de face arredondada, acne, estrias violáceas em abdômen e coxas, além de fadiga muscular. Ao exame físico, apresenta obesidade central, fácies cushingoide, estrias violáceas e hipertensão arterial. Não há histórico de uso de corticosteroides. A investigação inicial demonstra aumento do cortisol urinário livre e elevação do cortisol salivar noturno. O hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) encontra-se elevado. Com base no quadro clínico e laboratorial descrito, a etiologia mais provável da síndrome de Cushing nesse paciente é:  
Alternativas
Q4039825 Medicina
Menina de 6 anos é levada à consulta por aumento mamário bilateral iniciado há cerca de oito meses, associado ao surgimento de pelos pubianos e aceleração da velocidade de crescimento. Ao exame físico, apresenta mamas em estágios Tanner II–III e pelos pubianos em estágio II. A velocidade de crescimento encontra-se aumentada para a idade e a idade óssea está avançada em relação à idade cronológica. Não há sinais neurológicos ao exame clínico, como cefaleia, alterações visuais, convulsões ou déficit neurológico focal. Os exames laboratoriais revelam níveis basais de hormônio luteinizante (LH) detectáveis em faixa puberal, com pico de LH após estímulo com hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH). A ressonância magnética de encéfalo não evidencia alterações estruturais. O quadro clínico descrito é compatível com: 
Alternativas
Q4039824 Medicina
Menina de 9 anos, previamente hígida, é admitida na unidade de internação com parestesia e fraqueza que se iniciaram simetricamente em membros inferiores, há uma semana, e estão ascendendo para o tronco. Aproximadamente dez dias antes do início dos sintomas neurológicos, apresentou um quadro de gastroenterite aguda. Submetida à avaliação liquórica que evidenciou proteína acima do dobro do limite superior da normalidade, glicose normal e menos de 10 leucócitos/mm3 . O PCR no liquor para vírus e bactérias foi negativo. Frente a hipótese diagnóstica de síndrome de Guillain-Barré, o tratamento a ser empregado, nesse momento, é: 
Alternativas
Q4039823 Medicina
Lactente de 18 meses, sexo feminino, previamente hígida, é admitida na unidade de internação devido a episódio de crise convulsiva tônico-clônica, generalizada, associada à febre de 39ºC, com duração de aproximadamente cinco minutos. É admitida acordada. O exame neurológico é normal, não há sinais de irritação meníngea e o estado geral é bom. Apresenta apenas coriza e obstrução nasal. A glicemia capilar é de 90mg/dL. Segundo a mãe, a criança estava resfriada há 24 horas e evoluiu com febre, hoje. A vacinação está completa para a idade. Sobre a realização de exames complementares, nesse caso, é correto afirmar que:  
Alternativas
Q4039822 Medicina
Menino de 2 anos e 6 meses apresenta início súbito de tosse metálica que o acordou na madrugada, associado a desconforto respiratório. Os pais negam coriza, espirros ou febre associados. Durante o trajeto de carro para o hospital, a tosse e o desconforto respiratório se resolvem. Os pais relatam que a criança já apresentou dois episódios prévios semelhantes e negam asma ou rinite. O diagnóstico mais provável para o caso é: 
Alternativas
Q4039821 Medicina
Menino de 3 anos, previamente hígido, apresenta cefaleia holocraniana e febre há cerca de quatro semanas, evoluindo com irritabilidade, vômitos e rigidez de nuca. Na admissão, apresenta crise convulsiva tônico-clônica generalizada. O pai, que mora na mesma casa em que a criança, está em tratamento para tuberculose pulmonar há dois meses. Não houve rastreio dos contatos na época do diagnóstico paterno. O paciente é submetido à punção lombar e o resultado confirma o diagnóstico de meningoencefalite tuberculosa (resultado do teste rápido molecular para tuberculose positivo e sem resistência à rifampicina). De acordo com o “Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil”, de 2019, o tratamento recomendado para o caso descrito é:
Alternativas
Q4039820 Medicina
A doença granulomatosa crônica (DGC) é um erro inato da imunidade que cursa com disfunção neutrofílica, predispondo infecções recorrentes por Burkholderia cepacia, Nocardia spp e Aspergillus. Sobre o tratamento da DGC, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4039819 Medicina
Menino de 8 anos é internado com febre, exantema maculopapular, edema facial e linfadenopatia generalizada que se iniciaram duas semanas após início de fenitoína. Encontra-se em estado geral regular e apresenta hiperemia ocular. Realiza hemograma que evidencia eosinofilia. A hipótese diagnóstica mais provável é: 
Alternativas
Q4039818 Medicina
Menina de 3 anos é levada à consulta por edema progressivo de joelho direito há cerca de três meses. Os pais referem que a filha acorda pela manhã com dificuldade para caminhar, com melhora ao longo do dia. Negam febre, perda ponderal ou dor noturna. Ao exame físico, observam-se aumento de volume e limitação de movimento do joelho direito. O resultado dos exames laboratoriais apresenta VHS discretamente elevado, PCR normal, fator antinuclear (FAN) positivo e fator reumatoide (FR) negativo. O quadro clínico descrito é mais compatível com:
Alternativas
Q4039817 Medicina
Menina de 9 anos é internada para investigação de febre diária há cerca de cinco semanas. A febre apresenta picos elevados, ocorrendo predominantemente no final da tarde, com resolução espontânea. Durante os episódios febris, observa-se exantema macular evanescente em tronco e membros. Evoluiu com linfadenomegalia generalizada e hepatoesplenomegalia. O resultado dos exames laboratoriais foi anemia normocítica, leucocitose com neutrofilia, plaquetose, elevação importante de velocidade de hemossedimentação (VHS) e proteína C reativa (PCR), com ausência de blastos no sangue periférico. Hemoculturas seriadas são negativas. Após aproximadamente quatro semanas do início do quadro, a paciente passa a apresentar artrite evidente em joelhos e punhos, associada a rigidez matinal. Diante do quadro descrito, a principal hipótese diagnóstica é:  
Alternativas
Q4039816 Medicina
Há duas semanas, menino de 7 anos apresenta quadro de púrpura palpável em membros inferiores, artralgia em tornozelos e dor abdominal em cólica. Após atendimento médico, evoluiu com melhora progressiva das manifestações cutâneas e articulares, mantendo-se clinicamente bem. Passadas oito semanas do início do quadro, durante reavaliação ambulatorial, o paciente realiza exame de urina que evidencia hematúria microscópica e proteinúria leve. A pressão arterial encontra-se normal e não há edema. Considerando o quadro clínico apresentado, o diagnóstico mais provável e o seguimento necessário, respectivamente, são:
Alternativas
Respostas
61: D
62: C
63: D
64: A
65: A
66: C
67: B
68: D
69: D
70: C
71: C
72: B
73: C
74: B
75: A
76: D
77: A
78: B
79: D
80: A