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Q3994105 Pedagogia
No pensamento de Paulo Freire, a educação deve assumir um papel transformador na sociedade. Nesse sentido, assinale a alternativa que expressa corretamente sua concepção pedagógica: 
Alternativas
Q3994104 Português
UMA NOVA FORMA DE EMPOBRECIMENTO


Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário


Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-nomundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras. Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

A inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear.

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.
Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia - sempre decidiu o futuro da humanidade.


(Autor: Renato de Faria. Site “Estado de Minas” – Coluna Filosofia Explicadinha. Publicado em 02/03/2026)
Considere o seguinte trecho adaptado do texto para responder à questão:

"A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Se a habitamos de modo apressado, nossa morada se empobrece. Por isso, não podemos esquecer de que o uso das palavras sempre decidiu o futuro da humanidade."

Com base nas normas de regência, colocação pronominal e crase, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3994103 Português
UMA NOVA FORMA DE EMPOBRECIMENTO


Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário


Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-nomundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras. Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

A inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear.

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.
Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia - sempre decidiu o futuro da humanidade.


(Autor: Renato de Faria. Site “Estado de Minas” – Coluna Filosofia Explicadinha. Publicado em 02/03/2026)
Com base nas ideias e nos recursos expressivos do texto, assinale a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q3994102 Português
UMA NOVA FORMA DE EMPOBRECIMENTO


Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário


Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-nomundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras. Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

A inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear.

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.
Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia - sempre decidiu o futuro da humanidade.


(Autor: Renato de Faria. Site “Estado de Minas” – Coluna Filosofia Explicadinha. Publicado em 02/03/2026)
Analise as sentenças abaixo, adaptadas da argumentação do texto, quanto ao uso da norma padrão da língua portuguesa:

I. Muitos jovens apresentam dificuldades de interpretação, mas poucos compreendem o porquê de tal fenômeno.
II. A linguagem é a casa do ser, porque é por meio dela que o homem se humaniza e dá sentido ao mundo.
III. É preciso questionar: por que a inteligência artificial tem sido associada ao empobrecimento do vocabulário?
IV. O esforço expressivo foi delegado às máquinas sem que soubéssemos por que.

Assinale a alternativa que indica quais sentenças estão grafadas CORRETAMENTE:  
Alternativas
Q3994101 Português
UMA NOVA FORMA DE EMPOBRECIMENTO


Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário


Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-nomundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras. Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

A inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear.

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.
Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia - sempre decidiu o futuro da humanidade.


(Autor: Renato de Faria. Site “Estado de Minas” – Coluna Filosofia Explicadinha. Publicado em 02/03/2026)
Assinale a alternativa que identifica corretamente as funções da linguagem que estruturam o texto, considerando sua intencionalidade argumentativa e seu objeto de reflexão: 
Alternativas
Q3994100 Português
UMA NOVA FORMA DE EMPOBRECIMENTO


Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário


Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-nomundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras. Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

A inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear.

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.
Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia - sempre decidiu o futuro da humanidade.


(Autor: Renato de Faria. Site “Estado de Minas” – Coluna Filosofia Explicadinha. Publicado em 02/03/2026)
Considerando a progressão textual e os mecanismos de coesão empregados, a expressão “esse dado”, no trecho “Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo...”, retoma: 
Alternativas
Q3994099 Português
UMA NOVA FORMA DE EMPOBRECIMENTO


Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário


Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-nomundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras. Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

A inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear.

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.
Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia - sempre decidiu o futuro da humanidade.


(Autor: Renato de Faria. Site “Estado de Minas” – Coluna Filosofia Explicadinha. Publicado em 02/03/2026)
No trecho em que o autor recorre à imagem de um “deserto árido” povoado por “destroços” e “zumbis”, predomina a utilização de: 
Alternativas
Q3994098 Português
UMA NOVA FORMA DE EMPOBRECIMENTO


Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário


Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-nomundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras. Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

A inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear.

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.
Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia - sempre decidiu o futuro da humanidade.


(Autor: Renato de Faria. Site “Estado de Minas” – Coluna Filosofia Explicadinha. Publicado em 02/03/2026)
No desenvolvimento argumentativo do texto, ao afirmar que “só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear”, o autor:
Alternativas
Q3994097 Português
UMA NOVA FORMA DE EMPOBRECIMENTO


Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário


Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-nomundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras. Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

A inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear.

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.
Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia - sempre decidiu o futuro da humanidade.


(Autor: Renato de Faria. Site “Estado de Minas” – Coluna Filosofia Explicadinha. Publicado em 02/03/2026)
Considerando as ideias desenvolvidas no texto, analise os itens a seguir:

I. O texto sustenta que a linguagem é um elemento constitutivo da experiência humana, e não apenas um instrumento de comunicação.
II. A referência ao “deserto árido” e aos “zumbis” possui função meramente ornamental, sem relação efetiva com a argumentação central do autor. 
III. A diminuição do vocabulário é apresentada como um fenômeno que ultrapassa o campo educacional, afetando dimensões existenciais do ser humano.
IV. A filosofia contemporânea, segundo o texto, reforça a ideia de que as palavras possuem essência fixa e universal, independente da convenção social. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q3994096 Português
UMA NOVA FORMA DE EMPOBRECIMENTO


Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário


Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-nomundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras. Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

A inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear.

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.
Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia - sempre decidiu o futuro da humanidade.


(Autor: Renato de Faria. Site “Estado de Minas” – Coluna Filosofia Explicadinha. Publicado em 02/03/2026)
No trecho “A inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo”, o autor atribui à tecnologia um papel simultaneamente positivo e negativo. A ambiguidade mencionada decorre, fundamentalmente: 
Alternativas
Q3994095 Português
UMA NOVA FORMA DE EMPOBRECIMENTO


Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário


Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-nomundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras. Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

A inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear.

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.
Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia - sempre decidiu o futuro da humanidade.


(Autor: Renato de Faria. Site “Estado de Minas” – Coluna Filosofia Explicadinha. Publicado em 02/03/2026)
Ao longo do texto, o autor desenvolve uma reflexão que ultrapassa a mera constatação de uma suposta redução vocabular entre os jovens. Nesse sentido, é correto afirmar que a tese central do texto consiste em: 
Alternativas
Q3991823 Técnicas em Laboratório
Leia o Texto I a seguirpara resolver à questão.

Texto I

“A mpox é uma doença causada pelo mpox vírus (MPXV), do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. Trata-se de uma doença zoonótica viral, em que sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com: pessoa infectada pelo mpox vírus, materiais contaminados com o vírus e animais silvestres (roedores) infectados. O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias. Após a manifestação de sintomas como erupções na pele, o período em que as crostas desaparecem, a pessoa doente deixa de transmitir o vírus a outras pessoas. As erupções na pele geralmente começam dentro de um a três dias após o início da febre, mas, às vezes, podem aparecer antes da febre. As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, podendo formar crostas, que secam e caem. O número de lesões em uma pessoa pode variar de algumas a milhares de lesões. As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, olhos, órgãos genitais e no ânus. O diagnóstico da mpox é realizado de forma laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético. O teste para diagnóstico laboratorial será realizado em todos os pacientes com suspeita da doença. Aamostra a ser analisada será coletada, preferencialmente, da secreção das lesões. Quando as lesões já estão secas, o material encaminhado são as crostas das lesões. As amostras estão sendo direcionadas para os laboratórios de referência no Brasil.” (Ministério da Saúde, 2026)
O texto I evidencia que o diagnóstico da mpox pode ser feito por meio de testes moleculares ou por sequenciamento genético, a partir das amostras coletadas das lesões dos pacientes. Acerca do sequenciamento genético, do ponto de vista biotecnológico, analise as alternativas a seguir assinalando a CORRETA.
Alternativas
Q3991822 Saúde Pública
Leia o Texto I a seguirpara resolver à questão.

Texto I

“A mpox é uma doença causada pelo mpox vírus (MPXV), do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. Trata-se de uma doença zoonótica viral, em que sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com: pessoa infectada pelo mpox vírus, materiais contaminados com o vírus e animais silvestres (roedores) infectados. O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias. Após a manifestação de sintomas como erupções na pele, o período em que as crostas desaparecem, a pessoa doente deixa de transmitir o vírus a outras pessoas. As erupções na pele geralmente começam dentro de um a três dias após o início da febre, mas, às vezes, podem aparecer antes da febre. As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, podendo formar crostas, que secam e caem. O número de lesões em uma pessoa pode variar de algumas a milhares de lesões. As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, olhos, órgãos genitais e no ânus. O diagnóstico da mpox é realizado de forma laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético. O teste para diagnóstico laboratorial será realizado em todos os pacientes com suspeita da doença. Aamostra a ser analisada será coletada, preferencialmente, da secreção das lesões. Quando as lesões já estão secas, o material encaminhado são as crostas das lesões. As amostras estão sendo direcionadas para os laboratórios de referência no Brasil.” (Ministério da Saúde, 2026)
Acerca do texto I, analise os itens a seguir quanto às principais medidas profiláticas.
I- Evitar compartilhar objetos pessoais com pessoas infectadas.
II- Evitar contato com pessoas infectadas, somente se houver febre.
III- Higienização frequente das mãos apenas após apresentar sintomas.
IV- Utilização de EPIs (equipamentos de proteção individual) sempre que necessário.
É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q3991821 Meio Ambiente
Com 72 mortes confirmadas até o dia 08 de março, a tragédia provocada pelas chuvas da última semana de fevereiro na Zona da Mata Mineira (MG) já é o quarto maior desastre causado por chuvas no Brasil na última década. Em Juiz de Fora, as chuvas intensas provocaram enchentes, deslizamentos e destruição, resultando em dezenas de mortes. Em Ubá, vizinha na mesma região, o cenário se repete. Às famílias em luto, às pessoas feridas, desabrigadas e desalojadas, expressamos nossa solidariedade mais profunda, com a reafirmação de que cada vida perdida importa e de que perdas assim não podem ser naturalizadas. O luto que atravessa a Zona da Mata Mineira não é um episódio isolado. É, antes, o retrato de uma combinação entre emergência climática, ocupação urbana desigual, degradação ambiental e falhas persistentes de prevenção e resposta do poder público. Fonte: Conectas Direitos Humanos. Chuvas em Minas Gerais expõem urgência da adaptação climática. São Paulo, 12 mar. 2026. Disponível em: https://conectas.org/noticias/chuvas-em-minas-gerais-expoem-urgencia-da-adaptacao-climatica/. Acesso em: 14 mar. 2026.
Apartir desse contexto, analise as afirmações a seguir.
I- O desastre é explicado somente por fenômenos naturais, de modo que não teria como evitar os seus efeitos.
II- A intensificação de eventos extremos tem relação com intervenções antrópicas como, por exemplo, desmatamento, impermeabilização do solo nas cidades, construções irregulares em áreas de risco e emissão de gases do efeito estufa.
III- Falhas de prevenção de desastres climáticos revelam a necessidade de políticas públicas para um planejamento urbano mais resiliente.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3991820 Biologia
Analise os itens a seguir acerca da importância dos processos ecológicos que envolvem a conservação dos serviços ecossistêmicos.
I- Todos os organismos são dependentes da natureza para sobreviverem, assim como são agentes de transformação do ecossistema em que vivem.
II- Abiosfera está sujeita à interferência humana na modificação de ciclos biogeoquímicos.
III- Aregulação ou compensação na natureza são processos de adaptações dos seres vivos em prol do equilíbrio ecológico.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3991819 Astronomia
Sobre o Sistema Solar no Universo, analise as proposições a seguir:
I- Os componentes da nebulosa que originou o Sistema Solar eram predominantemente compostos por hidrogênio, hélio, e poeira interestelar.
II- O Sol teria se originado a partir de um processo físico gravitacional entre as partículas da nebulosa, causando aumento de temperatura e pressão, desencadeando a fusão nuclear em cadeia.
III- No Braço de Perseus, também conhecido como Braço Local, encontra-se localizado o Sistema Solar.
É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Q3991818 Física
Numerosas situações cotidianas, aparentemente diferentes, podem ser relacionadas por meio do conceito de energia, o que de certa forma explica a sua popularidade, tanto na linguagem cotidiana como na científica. De uma situação para a outra, a energia se transforma, passando, por exemplo, de forma química para luminosa, no caso da chama de uma vela.
Tendo como premissa o caso de um ciclista que pedala a sua bicicleta, é CORRETO afirmar que as transformações energéticas envolvidas no processo são, respectivamente:
Alternativas
Q3991817 Física
Considerando as máquinas térmicas na história dos povos ocidentais, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3991816 Física
Acerca da propagação de ondas em telecomunicações, analise as proposições a seguir:
I- As ondas empregadas em telecomunicações também chamadas de ondas de rádio são exemplos de ondas eletromagnéticas.
II- As ondas empregadas em telecomunicações são exemplos de ondas eletromagnéticas, pois necessitam de um meio material para se propagar.
III- As ondas empregadas em telecomunicações são exemplos de ondas eletromagnéticas, igualmente à micro-ondas, à radiação infravermelho e aos raios x.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3991815 Física
É importante ressaltar que as cores dos objetos refletem propriedades físicas inerentes a eles. Quanto ao destino da luz depois de incidir sobre um corpo qualquer, podemos classificá-los em três categorias: objetos opacos, transparentes e translúcidos.
Em relação às especificidades dessas categorias, analise as proposições a seguir.
I- Os objetos transparentes permitem que a luz passe através deles. A transmissão da luz através de um objeto tem a ver com o fenômeno da reflexão da luz
II- Os translúcidos permitem a passagem de apenas uma parte da luz. A transmissão da luz através de um objeto tem a ver com o fenômeno da refração da luz.
III- Os opacos podem espalhar, refletir ou absorver a luz. Eles transmitem muita luz.
É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Respostas
921: C
922: B
923: A
924: C
925: C
926: C
927: A
928: D
929: A
930: B
931: C
932: D
933: A
934: C
935: B
936: C
937: B
938: D
939: E
940: E