Questões de Concurso
Para professor - língua portuguesa
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Semanticamente, os vocábulos destacados são exemplos de:
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0q0188yzq7o. adaptado)
Conjugando o verbo destacado no futuro do subjuntivo, tem-se:
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0q0188yzq7o. adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação correta sobre os mecanismos de concordância nominal empregados no texto.
O texto literário e o não-literário, embora ambos sejam formas de comunicação e expressão, diferem significativamente em suas intenções, estruturas e funções. O texto literário busca principalmente a expressão estética, emocional e subjetiva, utilizando recursos como metáforas, figuras de linguagem e narrativas que exploram a imaginação e o simbolismo. Ele é marcado pela liberdade criativa, pela busca por emoções intensas e pela reflexão sobre a condição humana. Exemplos clássicos incluem romances, poesias e peças teatrais, onde o foco está mais no processo de criação e na experiência sensorial e intelectual do leitor.
Por outro lado, o texto não-literário tem uma função mais direta e informativa. Seu principal objetivo é transmitir informações objetivas, analisar situações, argumentar ou explicar, com base em uma linguagem clara e precisa. Textos como artigos jornalísticos, manuais, relatórios, ensaios acadêmicos e textos técnicos se encaixam nessa categoria, pois visam comunicar ideias de maneira lógica, sem a preocupação com a estética ou o prazer literário.
A principal diferença entre os dois tipos de texto está na forma e na finalidade: enquanto o literário apela à imaginação e ao sentimento, o não-literário é voltado para a clareza, objetividade e a transmissão de conhecimento. Ambos, no entanto, são essenciais na comunicação humana, cada um em seu próprio domínio e com suas peculiaridades (SANT'ANNA, 2023).
Com base nas distinções entre o texto literário e o não-literário, pode-se afirmar que o:
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0q0188yzq7o. adaptado)
Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
(Fonte: https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/crianca -e-adolescente/publicacoes/o-estatuto-da-crianca-e-do-adolescente)
Qual das alternativas expressa corretamente um aspecto destacado no texto sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)?
Ela havia prometido à avó colher algumas amoras para o chá da noite, mas, ao chegar perto do bosque, algo incomum chamou sua atenção. Um pássaro de plumagem azul vibrante, diferente de qualquer outro que já tivesse visto, estava pousado no galho baixo de uma árvore. Clara parou, encantada. O pássaro, por sua vez, a olhou com curiosidade, inclinando levemente a cabeça.
Sem pensar, Clara deixou o cesto cair e estendeu a mão em direção à ave, que, para sua surpresa, não fugiu. Em vez disso, soltou um leve trinado, quase como se estivesse chamando-a para segui-lo. Hesitante, mas tomada por um estranho impulso, Clara deu o primeiro passo, adentrando o bosque como se estivesse entrando em um mundo novo (FERREIRA, 2024).
O gênero literário predominante no texto é:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aspectos Básicos do Texto Literário: Denotação e Conotação
No estudo da linguagem, especialmente no contexto literário, os conceitos de denotação e conotação desempenham um papel fundamental na construção e interpretação dos textos. Essas duas formas de significado, embora interligadas, possuem características distintas que enriquecem a análise literária e permitem uma compreensão mais profunda das obras.
A denotação é o significado literal, direto e objetivo das palavras, aquele que se encontra no dicionário, livre de qualquer interpretação subjetiva. No contexto literário, a denotação é a base sobre a qual o autor constrói suas ideias. Ao utilizar uma palavra denotativa, o escritor se refere ao seu sentido original, sem procurar evocar emoções ou significados implícitos. Por exemplo, ao se referir ao "mar", a palavra carrega o significado simples e literal de uma grande massa de água salgada que cobre grande parte da superfície terrestre.
Porém, a riqueza do texto literário vai muito além do simples significado denotativo. A conotação, por outro lado, é o significado secundário e subjetivo que as palavras adquirem em determinado contexto. Ela está relacionada à carga emocional, cultural ou simbólica que as palavras podem carregar, ampliando a interpretação do leitor. Quando o autor usa a palavra "mar" de forma conotativa, ele pode estar se referindo a algo mais profundo, como o sentimento de vastidão, solidão ou liberdade. Nesse caso, o "mar" não é apenas um corpo d'água, mas se torna um símbolo de emoções ou situações específicas.
No texto literário, a utilização das palavras de forma conotativa permite ao escritor criar camadas de significado que desafiam o leitor a ir além da superfície do texto. A conotação pode evocar imagens poéticas, metáforas ou reflexões filosóficas que enriquecem a obra, tornando-a mais complexa e multifacetada. Um bom exemplo disso é a utilização de figuras de linguagem, como a metáfora, a metonímia e a sinédoque, que são fundamentadas no uso conotativo das palavras.
A interação entre denotação e conotação no texto literário é fundamental para a criação de sentidos e significados. Em um romance, por exemplo, o autor pode usar uma descrição aparentemente simples, mas que, ao ser analisada sob uma perspectiva conotativa, revela tensões, emoções e conflitos internos dos personagens. A denotação fornece o ponto de partida, enquanto a conotação abre espaço para a interpretação criativa e subjetiva.
Em resumo, a denotação e a conotação são dois aspectos essenciais do texto literário, ambos desempenhando papéis distintos, mas complementares. Enquanto a denotação estabelece um significado claro e preciso, a conotação adiciona camadas de complexidade, emoção e simbolismo, transformando o texto em uma rica experiência interpretativa para o leitor. Juntas, essas duas formas de significado tornam a literatura uma ferramenta poderosa de comunicação e reflexão, desafiando o leitor a explorar não apenas as palavras, mas também os sentidos subjacentes e as emoções que elas despertam
FIORIN, José Luiz. Elementos de análise do discurso. São Paulo: Contexto, 2015.
Com base no texto apresentado, analise as afirmativas e escolha a opção correta sobre o papel da denotação e da conotação no contexto literário.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aspectos Básicos do Texto Literário: Denotação e Conotação
No estudo da linguagem, especialmente no contexto literário, os conceitos de denotação e conotação desempenham um papel fundamental na construção e interpretação dos textos. Essas duas formas de significado, embora interligadas, possuem características distintas que enriquecem a análise literária e permitem uma compreensão mais profunda das obras.
A denotação é o significado literal, direto e objetivo das palavras, aquele que se encontra no dicionário, livre de qualquer interpretação subjetiva. No contexto literário, a denotação é a base sobre a qual o autor constrói suas ideias. Ao utilizar uma palavra denotativa, o escritor se refere ao seu sentido original, sem procurar evocar emoções ou significados implícitos. Por exemplo, ao se referir ao "mar", a palavra carrega o significado simples e literal de uma grande massa de água salgada que cobre grande parte da superfície terrestre.
Porém, a riqueza do texto literário vai muito além do simples significado denotativo. A conotação, por outro lado, é o significado secundário e subjetivo que as palavras adquirem em determinado contexto. Ela está relacionada à carga emocional, cultural ou simbólica que as palavras podem carregar, ampliando a interpretação do leitor. Quando o autor usa a palavra "mar" de forma conotativa, ele pode estar se referindo a algo mais profundo, como o sentimento de vastidão, solidão ou liberdade. Nesse caso, o "mar" não é apenas um corpo d'água, mas se torna um símbolo de emoções ou situações específicas.
No texto literário, a utilização das palavras de forma conotativa permite ao escritor criar camadas de significado que desafiam o leitor a ir além da superfície do texto. A conotação pode evocar imagens poéticas, metáforas ou reflexões filosóficas que enriquecem a obra, tornando-a mais complexa e multifacetada. Um bom exemplo disso é a utilização de figuras de linguagem, como a metáfora, a metonímia e a sinédoque, que são fundamentadas no uso conotativo das palavras.
A interação entre denotação e conotação no texto literário é fundamental para a criação de sentidos e significados. Em um romance, por exemplo, o autor pode usar uma descrição aparentemente simples, mas que, ao ser analisada sob uma perspectiva conotativa, revela tensões, emoções e conflitos internos dos personagens. A denotação fornece o ponto de partida, enquanto a conotação abre espaço para a interpretação criativa e subjetiva.
Em resumo, a denotação e a conotação são dois aspectos essenciais do texto literário, ambos desempenhando papéis distintos, mas complementares. Enquanto a denotação estabelece um significado claro e preciso, a conotação adiciona camadas de complexidade, emoção e simbolismo, transformando o texto em uma rica experiência interpretativa para o leitor. Juntas, essas duas formas de significado tornam a literatura uma ferramenta poderosa de comunicação e reflexão, desafiando o leitor a explorar não apenas as palavras, mas também os sentidos subjacentes e as emoções que elas despertam
FIORIN, José Luiz. Elementos de análise do discurso. São Paulo: Contexto, 2015.
Com base no texto, qual das afirmativas a seguir melhor representa a relação entre denotação e conotação no texto literário?
De acordo com o texto, qual das alternativas melhor descreve a relação entre os elementos que compõem a experiência humana?
Qual a principal função da literatura segundo o texto?
1.(__)Ambientes Virtuais de Aprendizagem, ou Learning Management Systems (LMS), são plataformas digitais que centralizam e organizam conteúdos, tarefas, avaliações e interações entre alunos e professores. Sistemas como Moodle, Google Classroom e Blackboard são exemplos comuns, permitindo que professores compartilhem materiais didáticos, promovam discussões em fóruns e acompanhem o progresso dos alunos em tempo real.
2.(__)Os AVAs favorecem a implementação do ensino híbrido (blended learning), combinando práticas presenciais com atividades online. Eles também são fundamentais para a educação a distância (EaD), que democratiza o acesso ao conhecimento, alcançando alunos em áreas remotas ou com dificuldades de deslocamento.
3.(__)A gamificação é o uso de elementos de jogos − como recompensas, pontuações, níveis e desafios − no ambiente educacional para aumentar o engajamento e a motivação dos alunos. A aprendizagem baseada em jogos (game-based learning), por outro lado, envolve a criação de experiências de aprendizagem em forma de jogos educativos, que promovem o desenvolvimento de competências de forma prática e envolvente.
A sequência CORRETA é:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão,
A fila do mineiro
Um comportamento é digno de atenção aqui. Mineiro não forma fila. Ele faz um semicírculo. Um paredão que avança lentamente, ocupando a extensão inteira da calçada. Jamais vi uma fila indiana em Minas, um atrás do outro, como no padrão internacional.
O conjunto irradia espontaneamente para os cantos e laterais. Não se dispõe de maneira uniformizada, em linha reta, como acontece nos demais Estados do país.
Rompe-se com aquele sentimento de rebanho, conduzido pelo vaqueiro em fileira devido às trilhas estreitas e obstáculos das pastagens. É uma fila livre da fila. Todos sabem quando é a sua vez, não há desrespeito ao espaço alheio, à preferência do antecessor.
De modo nenhum, esse movimento de se espalhar é um jeito criativo de furar fila. Existe em cada um a consciência do momento em que se chegou ali e a fixação mental de seu lugar.
A fila se distribui horizontalmente em qualquer ambiente. Pode ser numa unidade de saúde, numa entrevista de emprego, numa balada, na entrada de um restaurante, para realizar algum concurso, para ingressar na escola, para colher autógrafos de um autor, para entrar num estádio ou teatro.
Todo mineiro dá um passo à frente antes da hora, transgredindo a delimitação prévia. Pensei primeiramente que era um recurso para ampliar o campo de visão e espiar o quanto faltava para o final. Até que reparei que tem mais a ver com o afeto: ele reencontra amigos e colegas na fila e puxa assunto lado a lado. Arruma um grupo. Arruma uma panelinha. Arruma um bando. Arruma um clube da esquina.
Tanto que é o único povo no Brasil que conversa no elevador. Fila, então, é sua chance de começar um comício.
É impressionante a sua capacidade de criar raízes nas casualidades. Mesmo quando não conhece ninguém, resgata algum parentesco ou afinidade perguntando onde a pessoa mora, onde nasceu, onde estudou, com o que trabalha. O sobrenome desperta uma família que desemboca num laço remoto, ou uma cidade lembra um parente que resulta numa observação espirituosa, e se estabelece a magia. O mineiro vai questionando exaustivamente, rodeando, numa investigação da intimidade sem precedentes. Sempre acaba achando um ponto em cruz para tricotar coincidências, para firmar convergências.
É o que batizo de "visita de rua". Mineiro não realiza visitas unicamente em casa, mas também efetua abordagens no meio de seu trajeto, pescando colóquios e audiências.
Assim o tempo passa mais rapidamente, o desconforto se transforma em prazer, e nem parece que você estava aguardando algo. Fica, inclusive, com o gosto amargo de ter que se despedir das amizades. É comum se mostrar contrariado ao ser chamado para o guichê ou balcão. Só em Minas, a fila é melhor do que o atendimento.
Fabrício Carpinejar
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/9/27/a-fila-do-mineiro
O texto seguinte servirá de base para responder à questão,
A fila do mineiro
Um comportamento é digno de atenção aqui. Mineiro não forma fila. Ele faz um semicírculo. Um paredão que avança lentamente, ocupando a extensão inteira da calçada. Jamais vi uma fila indiana em Minas, um atrás do outro, como no padrão internacional.
O conjunto irradia espontaneamente para os cantos e laterais. Não se dispõe de maneira uniformizada, em linha reta, como acontece nos demais Estados do país.
Rompe-se com aquele sentimento de rebanho, conduzido pelo vaqueiro em fileira devido às trilhas estreitas e obstáculos das pastagens. É uma fila livre da fila. Todos sabem quando é a sua vez, não há desrespeito ao espaço alheio, à preferência do antecessor.
De modo nenhum, esse movimento de se espalhar é um jeito criativo de furar fila. Existe em cada um a consciência do momento em que se chegou ali e a fixação mental de seu lugar.
A fila se distribui horizontalmente em qualquer ambiente. Pode ser numa unidade de saúde, numa entrevista de emprego, numa balada, na entrada de um restaurante, para realizar algum concurso, para ingressar na escola, para colher autógrafos de um autor, para entrar num estádio ou teatro.
Todo mineiro dá um passo à frente antes da hora, transgredindo a delimitação prévia. Pensei primeiramente que era um recurso para ampliar o campo de visão e espiar o quanto faltava para o final. Até que reparei que tem mais a ver com o afeto: ele reencontra amigos e colegas na fila e puxa assunto lado a lado. Arruma um grupo. Arruma uma panelinha. Arruma um bando. Arruma um clube da esquina.
Tanto que é o único povo no Brasil que conversa no elevador. Fila, então, é sua chance de começar um comício.
É impressionante a sua capacidade de criar raízes nas casualidades. Mesmo quando não conhece ninguém, resgata algum parentesco ou afinidade perguntando onde a pessoa mora, onde nasceu, onde estudou, com o que trabalha. O sobrenome desperta uma família que desemboca num laço remoto, ou uma cidade lembra um parente que resulta numa observação espirituosa, e se estabelece a magia. O mineiro vai questionando exaustivamente, rodeando, numa investigação da intimidade sem precedentes. Sempre acaba achando um ponto em cruz para tricotar coincidências, para firmar convergências.
É o que batizo de "visita de rua". Mineiro não realiza visitas unicamente em casa, mas também efetua abordagens no meio de seu trajeto, pescando colóquios e audiências.
Assim o tempo passa mais rapidamente, o desconforto se transforma em prazer, e nem parece que você estava aguardando algo. Fica, inclusive, com o gosto amargo de ter que se despedir das amizades. É comum se mostrar contrariado ao ser chamado para o guichê ou balcão. Só em Minas, a fila é melhor do que o atendimento.
Fabrício Carpinejar
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/9/27/a-fila-do-mineiro
"Pensei primeiramente que era um recurso para ampliar o campo de visão e espiar o quanto faltava para o final."
O texto seguinte servirá de base para responder à questão,
A fila do mineiro
Um comportamento é digno de atenção aqui. Mineiro não forma fila. Ele faz um semicírculo. Um paredão que avança lentamente, ocupando a extensão inteira da calçada. Jamais vi uma fila indiana em Minas, um atrás do outro, como no padrão internacional.
O conjunto irradia espontaneamente para os cantos e laterais. Não se dispõe de maneira uniformizada, em linha reta, como acontece nos demais Estados do país.
Rompe-se com aquele sentimento de rebanho, conduzido pelo vaqueiro em fileira devido às trilhas estreitas e obstáculos das pastagens. É uma fila livre da fila. Todos sabem quando é a sua vez, não há desrespeito ao espaço alheio, à preferência do antecessor.
De modo nenhum, esse movimento de se espalhar é um jeito criativo de furar fila. Existe em cada um a consciência do momento em que se chegou ali e a fixação mental de seu lugar.
A fila se distribui horizontalmente em qualquer ambiente. Pode ser numa unidade de saúde, numa entrevista de emprego, numa balada, na entrada de um restaurante, para realizar algum concurso, para ingressar na escola, para colher autógrafos de um autor, para entrar num estádio ou teatro.
Todo mineiro dá um passo à frente antes da hora, transgredindo a delimitação prévia. Pensei primeiramente que era um recurso para ampliar o campo de visão e espiar o quanto faltava para o final. Até que reparei que tem mais a ver com o afeto: ele reencontra amigos e colegas na fila e puxa assunto lado a lado. Arruma um grupo. Arruma uma panelinha. Arruma um bando. Arruma um clube da esquina.
Tanto que é o único povo no Brasil que conversa no elevador. Fila, então, é sua chance de começar um comício.
É impressionante a sua capacidade de criar raízes nas casualidades. Mesmo quando não conhece ninguém, resgata algum parentesco ou afinidade perguntando onde a pessoa mora, onde nasceu, onde estudou, com o que trabalha. O sobrenome desperta uma família que desemboca num laço remoto, ou uma cidade lembra um parente que resulta numa observação espirituosa, e se estabelece a magia. O mineiro vai questionando exaustivamente, rodeando, numa investigação da intimidade sem precedentes. Sempre acaba achando um ponto em cruz para tricotar coincidências, para firmar convergências.
É o que batizo de "visita de rua". Mineiro não realiza visitas unicamente em casa, mas também efetua abordagens no meio de seu trajeto, pescando colóquios e audiências.
Assim o tempo passa mais rapidamente, o desconforto se transforma em prazer, e nem parece que você estava aguardando algo. Fica, inclusive, com o gosto amargo de ter que se despedir das amizades. É comum se mostrar contrariado ao ser chamado para o guichê ou balcão. Só em Minas, a fila é melhor do que o atendimento.
Fabrício Carpinejar
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/9/27/a-fila-do-mineiro
O texto seguinte servirá de base para responder à questão,
A fila do mineiro
Um comportamento é digno de atenção aqui. Mineiro não forma fila. Ele faz um semicírculo. Um paredão que avança lentamente, ocupando a extensão inteira da calçada. Jamais vi uma fila indiana em Minas, um atrás do outro, como no padrão internacional.
O conjunto irradia espontaneamente para os cantos e laterais. Não se dispõe de maneira uniformizada, em linha reta, como acontece nos demais Estados do país.
Rompe-se com aquele sentimento de rebanho, conduzido pelo vaqueiro em fileira devido às trilhas estreitas e obstáculos das pastagens. É uma fila livre da fila. Todos sabem quando é a sua vez, não há desrespeito ao espaço alheio, à preferência do antecessor.
De modo nenhum, esse movimento de se espalhar é um jeito criativo de furar fila. Existe em cada um a consciência do momento em que se chegou ali e a fixação mental de seu lugar.
A fila se distribui horizontalmente em qualquer ambiente. Pode ser numa unidade de saúde, numa entrevista de emprego, numa balada, na entrada de um restaurante, para realizar algum concurso, para ingressar na escola, para colher autógrafos de um autor, para entrar num estádio ou teatro.
Todo mineiro dá um passo à frente antes da hora, transgredindo a delimitação prévia. Pensei primeiramente que era um recurso para ampliar o campo de visão e espiar o quanto faltava para o final. Até que reparei que tem mais a ver com o afeto: ele reencontra amigos e colegas na fila e puxa assunto lado a lado. Arruma um grupo. Arruma uma panelinha. Arruma um bando. Arruma um clube da esquina.
Tanto que é o único povo no Brasil que conversa no elevador. Fila, então, é sua chance de começar um comício.
É impressionante a sua capacidade de criar raízes nas casualidades. Mesmo quando não conhece ninguém, resgata algum parentesco ou afinidade perguntando onde a pessoa mora, onde nasceu, onde estudou, com o que trabalha. O sobrenome desperta uma família que desemboca num laço remoto, ou uma cidade lembra um parente que resulta numa observação espirituosa, e se estabelece a magia. O mineiro vai questionando exaustivamente, rodeando, numa investigação da intimidade sem precedentes. Sempre acaba achando um ponto em cruz para tricotar coincidências, para firmar convergências.
É o que batizo de "visita de rua". Mineiro não realiza visitas unicamente em casa, mas também efetua abordagens no meio de seu trajeto, pescando colóquios e audiências.
Assim o tempo passa mais rapidamente, o desconforto se transforma em prazer, e nem parece que você estava aguardando algo. Fica, inclusive, com o gosto amargo de ter que se despedir das amizades. É comum se mostrar contrariado ao ser chamado para o guichê ou balcão. Só em Minas, a fila é melhor do que o atendimento.
Fabrício Carpinejar
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/9/27/a-fila-do-mineiro
I.As palavras "saúde" e "raízes" pois acentuam-se o "i" e "u" átonos quando formam hiato com a vogal anterior, estando eles sozinhos na sílaba ou acompanhados apenas de "s", desde que não sejam seguidos por "-nh".
II.A palavra "Até" e "Só" são acentuadas por serem oxítonas terminadas em "e" e "o".
III.A palavra "prévia" é acentuada por ser uma paroxítona terminada em ditongo crescente (proparoxítona aparente).
Qual alternativa analisa corretamente as afirmações acima?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão,
A fila do mineiro
Um comportamento é digno de atenção aqui. Mineiro não forma fila. Ele faz um semicírculo. Um paredão que avança lentamente, ocupando a extensão inteira da calçada. Jamais vi uma fila indiana em Minas, um atrás do outro, como no padrão internacional.
O conjunto irradia espontaneamente para os cantos e laterais. Não se dispõe de maneira uniformizada, em linha reta, como acontece nos demais Estados do país.
Rompe-se com aquele sentimento de rebanho, conduzido pelo vaqueiro em fileira devido às trilhas estreitas e obstáculos das pastagens. É uma fila livre da fila. Todos sabem quando é a sua vez, não há desrespeito ao espaço alheio, à preferência do antecessor.
De modo nenhum, esse movimento de se espalhar é um jeito criativo de furar fila. Existe em cada um a consciência do momento em que se chegou ali e a fixação mental de seu lugar.
A fila se distribui horizontalmente em qualquer ambiente. Pode ser numa unidade de saúde, numa entrevista de emprego, numa balada, na entrada de um restaurante, para realizar algum concurso, para ingressar na escola, para colher autógrafos de um autor, para entrar num estádio ou teatro.
Todo mineiro dá um passo à frente antes da hora, transgredindo a delimitação prévia. Pensei primeiramente que era um recurso para ampliar o campo de visão e espiar o quanto faltava para o final. Até que reparei que tem mais a ver com o afeto: ele reencontra amigos e colegas na fila e puxa assunto lado a lado. Arruma um grupo. Arruma uma panelinha. Arruma um bando. Arruma um clube da esquina.
Tanto que é o único povo no Brasil que conversa no elevador. Fila, então, é sua chance de começar um comício.
É impressionante a sua capacidade de criar raízes nas casualidades. Mesmo quando não conhece ninguém, resgata algum parentesco ou afinidade perguntando onde a pessoa mora, onde nasceu, onde estudou, com o que trabalha. O sobrenome desperta uma família que desemboca num laço remoto, ou uma cidade lembra um parente que resulta numa observação espirituosa, e se estabelece a magia. O mineiro vai questionando exaustivamente, rodeando, numa investigação da intimidade sem precedentes. Sempre acaba achando um ponto em cruz para tricotar coincidências, para firmar convergências.
É o que batizo de "visita de rua". Mineiro não realiza visitas unicamente em casa, mas também efetua abordagens no meio de seu trajeto, pescando colóquios e audiências.
Assim o tempo passa mais rapidamente, o desconforto se transforma em prazer, e nem parece que você estava aguardando algo. Fica, inclusive, com o gosto amargo de ter que se despedir das amizades. É comum se mostrar contrariado ao ser chamado para o guichê ou balcão. Só em Minas, a fila é melhor do que o atendimento.
Fabrício Carpinejar
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/9/27/a-fila-do-mineiro
Qual das alternativas abaixo melhor exemplifica o uso de um recurso coesivo que contribui para a coerência do texto?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão,
A fila do mineiro
Um comportamento é digno de atenção aqui. Mineiro não forma fila. Ele faz um semicírculo. Um paredão que avança lentamente, ocupando a extensão inteira da calçada. Jamais vi uma fila indiana em Minas, um atrás do outro, como no padrão internacional.
O conjunto irradia espontaneamente para os cantos e laterais. Não se dispõe de maneira uniformizada, em linha reta, como acontece nos demais Estados do país.
Rompe-se com aquele sentimento de rebanho, conduzido pelo vaqueiro em fileira devido às trilhas estreitas e obstáculos das pastagens. É uma fila livre da fila. Todos sabem quando é a sua vez, não há desrespeito ao espaço alheio, à preferência do antecessor.
De modo nenhum, esse movimento de se espalhar é um jeito criativo de furar fila. Existe em cada um a consciência do momento em que se chegou ali e a fixação mental de seu lugar.
A fila se distribui horizontalmente em qualquer ambiente. Pode ser numa unidade de saúde, numa entrevista de emprego, numa balada, na entrada de um restaurante, para realizar algum concurso, para ingressar na escola, para colher autógrafos de um autor, para entrar num estádio ou teatro.
Todo mineiro dá um passo à frente antes da hora, transgredindo a delimitação prévia. Pensei primeiramente que era um recurso para ampliar o campo de visão e espiar o quanto faltava para o final. Até que reparei que tem mais a ver com o afeto: ele reencontra amigos e colegas na fila e puxa assunto lado a lado. Arruma um grupo. Arruma uma panelinha. Arruma um bando. Arruma um clube da esquina.
Tanto que é o único povo no Brasil que conversa no elevador. Fila, então, é sua chance de começar um comício.
É impressionante a sua capacidade de criar raízes nas casualidades. Mesmo quando não conhece ninguém, resgata algum parentesco ou afinidade perguntando onde a pessoa mora, onde nasceu, onde estudou, com o que trabalha. O sobrenome desperta uma família que desemboca num laço remoto, ou uma cidade lembra um parente que resulta numa observação espirituosa, e se estabelece a magia. O mineiro vai questionando exaustivamente, rodeando, numa investigação da intimidade sem precedentes. Sempre acaba achando um ponto em cruz para tricotar coincidências, para firmar convergências.
É o que batizo de "visita de rua". Mineiro não realiza visitas unicamente em casa, mas também efetua abordagens no meio de seu trajeto, pescando colóquios e audiências.
Assim o tempo passa mais rapidamente, o desconforto se transforma em prazer, e nem parece que você estava aguardando algo. Fica, inclusive, com o gosto amargo de ter que se despedir das amizades. É comum se mostrar contrariado ao ser chamado para o guichê ou balcão. Só em Minas, a fila é melhor do que o atendimento.
Fabrício Carpinejar
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/9/27/a-fila-do-mineiro
Qual é a classe gramatical da palavra "que" nesse contexto?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão,
A fila do mineiro
Um comportamento é digno de atenção aqui. Mineiro não forma fila. Ele faz um semicírculo. Um paredão que avança lentamente, ocupando a extensão inteira da calçada. Jamais vi uma fila indiana em Minas, um atrás do outro, como no padrão internacional.
O conjunto irradia espontaneamente para os cantos e laterais. Não se dispõe de maneira uniformizada, em linha reta, como acontece nos demais Estados do país.
Rompe-se com aquele sentimento de rebanho, conduzido pelo vaqueiro em fileira devido às trilhas estreitas e obstáculos das pastagens. É uma fila livre da fila. Todos sabem quando é a sua vez, não há desrespeito ao espaço alheio, à preferência do antecessor.
De modo nenhum, esse movimento de se espalhar é um jeito criativo de furar fila. Existe em cada um a consciência do momento em que se chegou ali e a fixação mental de seu lugar.
A fila se distribui horizontalmente em qualquer ambiente. Pode ser numa unidade de saúde, numa entrevista de emprego, numa balada, na entrada de um restaurante, para realizar algum concurso, para ingressar na escola, para colher autógrafos de um autor, para entrar num estádio ou teatro.
Todo mineiro dá um passo à frente antes da hora, transgredindo a delimitação prévia. Pensei primeiramente que era um recurso para ampliar o campo de visão e espiar o quanto faltava para o final. Até que reparei que tem mais a ver com o afeto: ele reencontra amigos e colegas na fila e puxa assunto lado a lado. Arruma um grupo. Arruma uma panelinha. Arruma um bando. Arruma um clube da esquina.
Tanto que é o único povo no Brasil que conversa no elevador. Fila, então, é sua chance de começar um comício.
É impressionante a sua capacidade de criar raízes nas casualidades. Mesmo quando não conhece ninguém, resgata algum parentesco ou afinidade perguntando onde a pessoa mora, onde nasceu, onde estudou, com o que trabalha. O sobrenome desperta uma família que desemboca num laço remoto, ou uma cidade lembra um parente que resulta numa observação espirituosa, e se estabelece a magia. O mineiro vai questionando exaustivamente, rodeando, numa investigação da intimidade sem precedentes. Sempre acaba achando um ponto em cruz para tricotar coincidências, para firmar convergências.
É o que batizo de "visita de rua". Mineiro não realiza visitas unicamente em casa, mas também efetua abordagens no meio de seu trajeto, pescando colóquios e audiências.
Assim o tempo passa mais rapidamente, o desconforto se transforma em prazer, e nem parece que você estava aguardando algo. Fica, inclusive, com o gosto amargo de ter que se despedir das amizades. É comum se mostrar contrariado ao ser chamado para o guichê ou balcão. Só em Minas, a fila é melhor do que o atendimento.
Fabrício Carpinejar
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/9/27/a-fila-do-mineiro
"Assim o tempo passa mais rapidamente, o desconforto se transforma em prazer, e nem parece que você estava aguardando algo."
Qual a função da linguagem predominante nessa frase?