Questões de Concurso Para professor - história

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Q4013402 História
Suponhamos que a Primeira Guerra Mundial tivesse sido apenas uma perturbação temporária, apesar de catastrófica, fora isso estáveis. A economia teria então voltado a alguma coisa parecida ao normal após afastar os detritos da guerra e daí seguido em frente. [...] Como teria sido o mundo entre guerras nessas circunstâncias? Não sabemos, e não há sentido em especular sobre o que não aconteceu. Mas a pergunta não é inútil, porque nos ajuda a captar o profundo efeito na história do século 20 do colapso econômico entre as guerras. Sem ele, com certeza não teria havido Hitler. Quase certamente não teria havido Roosevelt. É muito improvável que o sistema soviético tivesse sido encarado como um sério rival econômico e uma alternativa possível ao capitalismo mundial. [...] Em suma, o mundo da segunda metade do século 20 é incompreensível se não entendermos o impacto do colapso econômico.

HOBSBAWM, Eric J. A era dos extremos: o breve século XX, 1914–1991. Tradução de Marcos Santarrita. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.94.

No texto, Hobsbawm defende que o(a)
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Q4013401 História
Os animais selvagens espalhados pela Itália têm, cada um, seu buraco, seu antro, seu covil; aqueles que combatem e morrem pela Itália só têm o ar e a luz: nada mais. Sem casa, sem moradia fixa, perambulam com suas mulheres e filhos. Fazem a guerra e morrem unicamente pelo luxo e pela opulência de outrem: nós os chamamos de senhores do mundo, mas eles não possuem sequer um torrão de terra.

PLUTARCO. Vidas Paralelas: Tibério e Caio Graco. Tradução de Jaime Bruna. São Paulo: Martins Fontes, 2008. р. 76.

O discurso atribuído a Tibério Graco, que ocupoи o cargo de tribuno da plebe, apresenta que aspecto da sociedade romana do período? 
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Q4013400 História
O monstro da guerra total do século 20 não nasceu já do seu tamanho. Contudo, de 1914 em diante, as guerras foram inquestionavelmente guerras de massa. [...] Temos como certo que a guerra moderna mobiliza a maioria; é travada com armamentos que exigem um desvio de toda a economia para a sua produção, e são usados em quantidades inimagináveis; produz indizível destruição e domina e transforma absolutamente a vida dos países nela envolvidos. [...] Também, neste caso, as guerras do século 20 foram guerras de massa, no sentido de que usaram e destruíram quantidades até então inconcebíveis de produtos durante a luta.

HOBSBAWM, Eric J. A era da guerra total. In: _ Era dos extremos: o breve século XX: 1914- 1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

No texto, o historiador Eric Hobsbawm classificou as duas grandes guerras como uma "guerra total", porque
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Q4013399 História
Texto 1
O golpe de 1964 não foi simplesmente uma quartelada nem uma reação espontânea a uma crise política. Ele representou a culminância de um processo de reorganização das forças dominantes, articuladas em torno do grande capital nacional e internacional, que visavam conquistar o aparelho de Estado para redefinir os rumos do desenvolvimento brasileiro.
DREIFUSS, René Armand. 1964: A conquista do Estado - ação política, poder e golpe de classe. Petrópolis: Vozes, 1981. p. 71.

Texto 2
O golpe de 1964 não foi um raio em céu azul, tampouco resultado de uma conspiração exclusivamente militar. Ele se construiu no interior da sociedade brasileira, ao longo de um processo de radicalização política e de deterioração das relações entre governo, Congresso, partidos, Forças Armadas e setores civis. Sua vitória resultou da convergência de interesses de grupos civis e militares.
FERREIRA, Jorge; GOMES, Ängela de Castro. 1964: O golpe que derrubou um presidente. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. р. 23.

Ao analisar comparativamente as duas teses acerca do golpe de 1964 é possível concluir que
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Q4013398 História
Tempo de incerteza, "epistemologicalcrisis", "tournant critique": estes são os diagnósticos, geralmente inquietos, feitos sobre a história nos últimos anos [...] Dai, resultaram vários deslocamentos fundamentais: das estruturas para as redes, dos sistemas de posições para as situações vividas, das normas coletivas para as estratégias singulares.

CHARTIER, Roger. História hoje: dúvidas, desafios e propostas. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 7, n. 13, p. 97-113, 1994. p.100;102.

O tempo de incertezas a que se refere Roger Chartier teve como impacto na produção historiográfica o(a)
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Q4013397 História
Le Goff e Hobsbawm em suas reflexões historiográficas sobre Idade Média e o século XX, reproduzidas nos textos, realizam um deslocamento analítico, que consiste no (na)

Texto 1
A Idade Média não terminou subitamente com a tomada de Constantinopla ou com a descoberta da América. Ela prolongou-se, sob múltiplas formas, muito além das datas convencionais, e muitos dos seus traços essenciais continuaram a marcar profundamente o mundo moderno.
LE GOFF, Jacques. Uma longa Idade Média. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. р. 9-10.

Texto 2
O breve século XX começou com a Primeira Guerra Mundial e terminou com o colapso da União Soviética. Foi um século de extremos - de destruição sem precedentes, de ideologias levadas ao limite e de transformações profundas na vida humana.
HOBSBAWM, Eric. O breve século XX: 1914–1991.São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 13.
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Q4013396 História
D. Pedro II, por Graça de Deus e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpetuo do Brasil: Fazemos saber a todos os Nossos Subditos, que a Assembléia Geral Decretou, е Nós queremos a Lei seguinte:
Art. 1º Ficam prohibidas as acquisições de terras devolutas por outro titulo que não seja o de compra. [...]

BRASIL. Lei nº 601, de 18 de setembro de 1850. Dispõe sobre as terras devolutas do Império. Coleção de Leis do Império do Brasil, Rio de Janeiro, 1850. Grafia original.

Qual foi a consequência direta desse dispositivo legal?
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Q4013395 História
Em janeiro de 1932, o aniversário de São Paulo foi comemorado com enorme comício na Praça da Sé. A multidão empunhava bandeiras do Estado, além de cartazes com palavras de ordem como "Tudo pelo Brasil! Tudo por São Paulo!", "Abaixo a ditadura!", ou ainda "Constituição é Ordem e Justiça!".

Ilka Stern Cohen, "Quando perder é vencer". Revista de História da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, jul. 2012. http://www.revistadehistoria.com.br/secao/dossie-imigracao-italiana/quando-perder-e-vencer.

O movimento a que se refere o documento defendia o(a)
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Q4013394 História
Imagem associada para resolução da questão

"Bárbaros paraguayos! Aqui vos trago uma cohorte de voluntários para libertar-vos." Diabo Coxo, 31 de dezembro de 1865. Disponível em: www.funag.gov.br/ipri/btd/index.php/10-dissertacoes/4177-a-imprensa-guerra-o-imaginario-e-as-identidades-produzidasnas-caricaturas-da-imprensa-ilustrada-brasileira-e-paraguaia-durante-a-gerra-da-triplice-aliança-1864-1870. Acesso em: 11/11/2025.

A caricatura de Angelo Agostini, publicada em 1865, evidencia uma contradição acerca da participação do Brasil na Guerra do Paraguai. Essa contradição consiste na
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Q4013393 História
Júlio Prestes até podia ganhar nas urnas, rosnavam uns para os outros, mas Getúlio venceria nas armas. A alternativa de enveredar por uma solução armada não era fanfarronada dos jovens líderes civis - ela contava com a firme adesão dos tenentes.

SCHWARCZ, Lilia Moritz. STARLING, Heloisa Murgel. Samba, malandragem e muito autoritarismo na gênese do Brasil moderno. In:. Brasil: Uma Biografia.p.356.

Entre o movimento tenentista abordado no texto, os tenentes que apoiaram a Aliança Liberal defendiam o(s) a(s)
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Q4013392 Conhecimentos Gerais
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Propaganda de sabonete Pear' Soap. Disponível em: McCLINTOCK, Anne. Couro imperial. Raça, gênero e sexualidade no embate colonial. São Paulo: Editora da Unicamp, 2010. р.317. Acesso em: 11/11/2025.

A propaganda, veiculada no contexto imperialista, é justificada por quais teorias?
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Q4013391 História

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Le Gateaudesrois, 1815. (O bolo do rei, 1815). Charge anônima. Disponível em: https://www.agonmag.com/p/a-concert-of-powers-for-the-21st. Acessado em: 11/11/2025.


O evento histórico que a charge retrata e um de seus princípios norteadores que ela explicita são, respectivamente, 

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Q4013390 História
Texto 1

[...] Não lhe restava, pois, mais que uma de duas resoluções a tomar: ou proclamar de todo a independência, para ser herói [...] E, inspirado pelo gênio da glória, não tardou nem mais um instante: e passou a lançar, dali mesmo, do meio daquelas virgens Campinas, o brado resoluto de 'Independência ou morte."
VARNHAGEN, Adolfo. História da Independência do Brasil. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1917
Texto 2

Ao longo do caminho, com a aproximação da vila de Campo Maior, Fidié e suas tropas se depararam com uma coluna de revoltosos que entraram em linha de combate, sendo travada então no Piauí uma das mais importantes batalhas da Guerra de Independência. O combate foi próximo ao riacho Jenipapo, ocorrido em 13 de março de 1823.
SANTANA, Johny Araújo. O Piauí no processo de independência: contribuição para construção do Império em 1823. Revista Clio de Pesquisa Histórica.V. 33. N.02, 2015.

A análise contida no texto 2, quando comparada ao texto 1
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Q4013389 História
[...] Considerando que a ignorância, o menosprezo e a ofensa aos direitos da mulher são as únicas causas das desgraças públicas e da corrupção no governo, resolvem expor em uma declaração solene, os direitos naturais, inalienáveis e sagrados da mulher.

Art. 1º. A mulher nasce livre e tem os mesmos direitos do homem. As distinções sociais só podem ser baseadas no interesse comum. 
Art. 2°. O objeto de toda associação política é a conservação dos direitos imprescritíveis da mulher e do homem. Esses direitos são a liberdade, a propriedade, a segurança e, sobretudo, a resistência à opressão. [...]

DE GOUGES, Olympe. Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã. França, 1791. Disponível em: https://direitoshumanos.dpu.def.br/declaracao-dos-direitos-da-mulher-e-da-cidada-de-1791-franca/. Acessado em: 07/11/2025.

A Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadā, no curso do avanço das ideias iluministas na França, pode ser lida como
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Q4013388 História
BBC News Brasil - Quando olhamos para os países da região após o fim das ditaduras, a Argentina parece ser o que com mais afinco se debruçou sobre a questão da justiça de transição. A revogação da lei de anistia, a criação do Conadep, a prisão de Videla, os julgamentos que acontecem até os dias de hoje. O país é um caso particular? Se sim, por quê?
Marina Franco - A Argentina é um caso particular em relação a como se resolveu a saída da transição. É diferente do Uruguai, do Chile, do Brasil. Se você olhar a partir do presente, é o melhor, é um modelo de como se julgar e investigar esses crimes. [...] O que aconteceu na Argentina foi que existiram as condições políticas para que pudesse haver justiça transicional. [...] As Forças Armadas saem de cena completamente derrotadas e fracassadas. Deixaram o poder com um fracasso político terrível, com um fracasso em uma guerra desastrosa - a Guerra das Malvinas -, com um fracasso econômico e uma crise atroz. Isso é o inverso do que aconteceu no Brasil. Durante o governo militar no Brasil se produziu um milagre econômico - muito questionado, mas houve um momento de crescimento.

Brasil é país que menos julgou e puniu crimes da ditadura na região, diz historiadora argentina. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-61171113. Acesso em: 07/11/2025.

A justiça de transição na Argentina ocorreu de forma divergente a outros países como o Brasil, Uruguai e Chile. Segundo a entrevistada, isso se deu em função do (da)
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Q4013387 História
A demora entre o projeto e a execução pode explicar-se pela vontade régia de esperar a volta de Martim Afonso, ou pela dificuldade de redigir as complicadas cartas de doações e os forais que as acompanham, ou, finalmente, pela falta de pretendentes à posse de terras incultas [...] Admira, até, como houve doze homens capazes de empresa tão aleatória. A nenhum dos membros da alta fidalguia tentou a perspectiva de semear povos. Os donatários saíram em geral da pequena nobreza, dentre pessoas práticas da Índia, afeitas ao viver largo da conquista. [...] Muitos nunca vieram ao Brasil, ou desanimaram com o primeiro revés.

ABREU, Capistrano de. Capítulos de História Colonial. Brasília: Conselho Editorial do Senado Federal, 1998.

O texto se refere à montagem da administração colonial na América Portuguesa, e descreve estabelecimento dos (das) 
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Q4013386 História
Durante os primeiros trinta anos da dominação portuguesa, o Brasil não foi, tecnicamente falando, uma colônia, visto que não estavam presentes diversos elementos que fazem parte da estrutura colonialista. É fato que existia uma riqueza da qual os portugueses se apropriavam. Mas inexistia um sistema montado em função dessa apropriação [...] A apropriação da referida riqueza dava-se dentro de moldes muito primitivos [...] em resumo, este dado nos mostra que se a simples dominação política não configura a situação colonial, da mesma forma não a configura a apropriação pura e simples das riquezas de uma terra pela população de outra.

LOPEZ, Luiz Roberto. História do Brasil Colonial. 2º ed. Porto alegre: Mercado Aberto. 1983. pág. 17.

Nos trinta primeiros anos da presença portuguesa na América, a exploração ocorreu em função do (da)
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Q4013385 História
A infernalização da colônia e sua inserção no conjunto dos mitos edênicos elaborados pelos europeus caminharam juntas. Céu e Inferno se alternavam no horizonte do colonizador, passando paulatinamente a integrar, também o universo dos colonos e dando ainda espaço para o Purgatório. Durante todo o processo de colonização, desenvolveu-se, pois, uma justificação ideológica ancorada na Fé e na sua negação, utilizando e reelaborando as imagens do Céu, do Inferno e do Purgatório.

SOUZA, Laura de Mello e. O diabo e a terra de Santa Cruz: feitiçaria e religiosidade popular no Brasil Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. р. 372.

Os mitos construídos acerca da América, como apontados no texto, podem ser também explicados pela
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Q4013384 História

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Fonte: Hemeroteca digital e Fundo Agência Nacional. Disponíveis em: https://www.scielo.br/j/his/a/YGSh8nm5WjPgxCq4nYhr9jD/?lang=pt#B33_ref. Acessado em: 06/11/2025.



Os cartazes se referem à participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial e podem ser lidos como um (uma)

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Q4013383 História
O objeto da História é, por natureza, o homem. Digamos melhor: os homens. Mais que o singular, favorável à abstração, o plural que é o modo gramatical da relatividade, convém a uma ciência da diversidade [...] são os homens que a história quer capturar [...] o bom historiador se parece com o ogro da lenda. Onde fareja carne humana, sabe que ali está a sua caça.

BLOCH, M. Apologia da História, ou o ofício de historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. p.54.

No texto, Marc Bloch problematiza a produção historiográfica anterior ao Annales e tece uma crítica
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Respostas
161: A
162: B
163: E
164: E
165: A
166: B
167: A
168: C
169: A
170: B
171: B
172: C
173: C
174: B
175: C
176: D
177: E
178: A
179: D
180: A