Questões de Concurso Para professor - geografia

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Ano: 2026 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Maracanaú - CE Provas: Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Alfabetizador 1º e 2º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Inglesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Portuguesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Matemática - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Fundamental - 3º ao 5º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Arte e Educação - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ciências - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ensino Religioso - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Geografia - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - História - 6º ao 9º Ano |
Q4008795 Português
Leia o texto e responda à questão.


“O café do intervalo e a teoria do quase”


   No intervalo da manhã, quando o corredor vira uma avenida de passos apressados e promessas de “já volto”, eu caminho até a cantina como quem vai cumprir um ritual civil. Não é fome: é aquela necessidade de um gole quente para reorganizar o pensamento, como se a cafeína soubesse arquivar dúvidas. A placa anuncia “Café passado na hora”, e eu me pego sorrindo para a expressão: como se existisse a hora oficial do café, com carimbo e assinatura.

   A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita. O primeiro obstáculo é o entusiasmo alheio. Uma colega me cumprimenta com um “rapidinho, só uma pergunta”, e essa frase, aprendi, tem o mesmo estatuto do “sem querer” antes de um comentário bem intencional. Eu respondo com um “claro”, que na língua da sobrevivência acadêmica significa: claro que não há escolha. Ela quer saber se eu “só poderia dar uma olhadinha” em um formulário, “bem simples”. Simples, aqui, é um adjetivo mágico: não descreve o objeto; descreve a tentativa de reduzir o tempo do outro.

   Enquanto finjo analisar campos e siglas, a fila cresce atrás de nós como argumento que se encorpa. Quando enfim chego ao balcão, o atendente aponta para um aviso escrito à mão: “PIX fora do ar”. A frase tem a concisão de um decreto e, ao mesmo tempo, a delicadeza de um pedido de desculpas. Procuro moedas, encontro um cartão que “agora não passa”, e sinto a vergonha minúscula de quem foi desmentida pelo próprio bolso. “É só reiniciar a maquininha”, diz alguém, como se reiniciar fosse sinônimo de resolver.

   Volto dois passos, tento sinal, tento fé. Na tela do celular, o círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa. Penso na teoria do quase: quase é a região onde a gente vive por prática, não por vocação. Quase respondi, quase terminei, quase publiquei, quase fui ao médico, quase dormi cedo. Quase é um jeito de manter a esperança em pé sem precisar encostar a realidade na parede. E, no intervalo, quase tem rosto: o “já”, o “só”, o “bem”, o “assim que der”.

   Finalmente pago em dinheiro emprestado — “me devolve depois, quando puder, sem pressa” — e essa generosidade traz embutida uma cobrança leve, do tipo que não pesa hoje, mas cobra amanhã. O café vem em copo de papel, tampado, e o vapor foge pela fresta como fofoca que não aguenta segredo. Dou o primeiro gole e percebo que não está tão quente quanto prometia a placa. Está morno, aquela temperatura neutra que não consola nem ofende.

   No caminho de volta, um aluno me alcança: “Prof, é rapidinho”. E eu, já com o café na mão e o intervalo no fim, ouço a frase como quem ouve o próprio nome dito errado. Ele abre o celular e me mostra uma mensagem: “Desculpa incomodar, mas eu quase desisti da disciplina”. Quase, outra vez.

   Eu me lembro de quantas vezes usei “quase” para suavizar pedidos: quase poderia enviar hoje? quase dá para remarcar? Como se a palavra amortecesse o impacto do desejo. Mas, ali, ela era um pedido de ajuda sem dramatização, um ponto de exclamação sussurrado bem mesmo.

   Só que, agora, o quase não adia; avisa. Eu paro. O corredor continua correndo. E, pela primeira vez na manhã, o café serve: não para acelerar, mas para ficar.


Fonte: Banca Examinadora
As palavras “microobstáculos” e “reorganizar”, empregadas no texto, resultam predominantemente do processo de
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Maracanaú - CE Provas: Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Alfabetizador 1º e 2º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Inglesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Portuguesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Matemática - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Fundamental - 3º ao 5º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Arte e Educação - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ciências - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ensino Religioso - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Geografia - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - História - 6º ao 9º Ano |
Q4008794 Português
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“O café do intervalo e a teoria do quase”


   No intervalo da manhã, quando o corredor vira uma avenida de passos apressados e promessas de “já volto”, eu caminho até a cantina como quem vai cumprir um ritual civil. Não é fome: é aquela necessidade de um gole quente para reorganizar o pensamento, como se a cafeína soubesse arquivar dúvidas. A placa anuncia “Café passado na hora”, e eu me pego sorrindo para a expressão: como se existisse a hora oficial do café, com carimbo e assinatura.

   A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita. O primeiro obstáculo é o entusiasmo alheio. Uma colega me cumprimenta com um “rapidinho, só uma pergunta”, e essa frase, aprendi, tem o mesmo estatuto do “sem querer” antes de um comentário bem intencional. Eu respondo com um “claro”, que na língua da sobrevivência acadêmica significa: claro que não há escolha. Ela quer saber se eu “só poderia dar uma olhadinha” em um formulário, “bem simples”. Simples, aqui, é um adjetivo mágico: não descreve o objeto; descreve a tentativa de reduzir o tempo do outro.

   Enquanto finjo analisar campos e siglas, a fila cresce atrás de nós como argumento que se encorpa. Quando enfim chego ao balcão, o atendente aponta para um aviso escrito à mão: “PIX fora do ar”. A frase tem a concisão de um decreto e, ao mesmo tempo, a delicadeza de um pedido de desculpas. Procuro moedas, encontro um cartão que “agora não passa”, e sinto a vergonha minúscula de quem foi desmentida pelo próprio bolso. “É só reiniciar a maquininha”, diz alguém, como se reiniciar fosse sinônimo de resolver.

   Volto dois passos, tento sinal, tento fé. Na tela do celular, o círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa. Penso na teoria do quase: quase é a região onde a gente vive por prática, não por vocação. Quase respondi, quase terminei, quase publiquei, quase fui ao médico, quase dormi cedo. Quase é um jeito de manter a esperança em pé sem precisar encostar a realidade na parede. E, no intervalo, quase tem rosto: o “já”, o “só”, o “bem”, o “assim que der”.

   Finalmente pago em dinheiro emprestado — “me devolve depois, quando puder, sem pressa” — e essa generosidade traz embutida uma cobrança leve, do tipo que não pesa hoje, mas cobra amanhã. O café vem em copo de papel, tampado, e o vapor foge pela fresta como fofoca que não aguenta segredo. Dou o primeiro gole e percebo que não está tão quente quanto prometia a placa. Está morno, aquela temperatura neutra que não consola nem ofende.

   No caminho de volta, um aluno me alcança: “Prof, é rapidinho”. E eu, já com o café na mão e o intervalo no fim, ouço a frase como quem ouve o próprio nome dito errado. Ele abre o celular e me mostra uma mensagem: “Desculpa incomodar, mas eu quase desisti da disciplina”. Quase, outra vez.

   Eu me lembro de quantas vezes usei “quase” para suavizar pedidos: quase poderia enviar hoje? quase dá para remarcar? Como se a palavra amortecesse o impacto do desejo. Mas, ali, ela era um pedido de ajuda sem dramatização, um ponto de exclamação sussurrado bem mesmo.

   Só que, agora, o quase não adia; avisa. Eu paro. O corredor continua correndo. E, pela primeira vez na manhã, o café serve: não para acelerar, mas para ficar.


Fonte: Banca Examinadora
No trecho “o círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa”, ocorre, principalmente,
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Maracanaú - CE Provas: Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Alfabetizador 1º e 2º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Inglesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Portuguesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Matemática - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Fundamental - 3º ao 5º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Arte e Educação - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ciências - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ensino Religioso - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Geografia - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - História - 6º ao 9º Ano |
Q4008793 Português
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“O café do intervalo e a teoria do quase”


   No intervalo da manhã, quando o corredor vira uma avenida de passos apressados e promessas de “já volto”, eu caminho até a cantina como quem vai cumprir um ritual civil. Não é fome: é aquela necessidade de um gole quente para reorganizar o pensamento, como se a cafeína soubesse arquivar dúvidas. A placa anuncia “Café passado na hora”, e eu me pego sorrindo para a expressão: como se existisse a hora oficial do café, com carimbo e assinatura.

   A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita. O primeiro obstáculo é o entusiasmo alheio. Uma colega me cumprimenta com um “rapidinho, só uma pergunta”, e essa frase, aprendi, tem o mesmo estatuto do “sem querer” antes de um comentário bem intencional. Eu respondo com um “claro”, que na língua da sobrevivência acadêmica significa: claro que não há escolha. Ela quer saber se eu “só poderia dar uma olhadinha” em um formulário, “bem simples”. Simples, aqui, é um adjetivo mágico: não descreve o objeto; descreve a tentativa de reduzir o tempo do outro.

   Enquanto finjo analisar campos e siglas, a fila cresce atrás de nós como argumento que se encorpa. Quando enfim chego ao balcão, o atendente aponta para um aviso escrito à mão: “PIX fora do ar”. A frase tem a concisão de um decreto e, ao mesmo tempo, a delicadeza de um pedido de desculpas. Procuro moedas, encontro um cartão que “agora não passa”, e sinto a vergonha minúscula de quem foi desmentida pelo próprio bolso. “É só reiniciar a maquininha”, diz alguém, como se reiniciar fosse sinônimo de resolver.

   Volto dois passos, tento sinal, tento fé. Na tela do celular, o círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa. Penso na teoria do quase: quase é a região onde a gente vive por prática, não por vocação. Quase respondi, quase terminei, quase publiquei, quase fui ao médico, quase dormi cedo. Quase é um jeito de manter a esperança em pé sem precisar encostar a realidade na parede. E, no intervalo, quase tem rosto: o “já”, o “só”, o “bem”, o “assim que der”.

   Finalmente pago em dinheiro emprestado — “me devolve depois, quando puder, sem pressa” — e essa generosidade traz embutida uma cobrança leve, do tipo que não pesa hoje, mas cobra amanhã. O café vem em copo de papel, tampado, e o vapor foge pela fresta como fofoca que não aguenta segredo. Dou o primeiro gole e percebo que não está tão quente quanto prometia a placa. Está morno, aquela temperatura neutra que não consola nem ofende.

   No caminho de volta, um aluno me alcança: “Prof, é rapidinho”. E eu, já com o café na mão e o intervalo no fim, ouço a frase como quem ouve o próprio nome dito errado. Ele abre o celular e me mostra uma mensagem: “Desculpa incomodar, mas eu quase desisti da disciplina”. Quase, outra vez.

   Eu me lembro de quantas vezes usei “quase” para suavizar pedidos: quase poderia enviar hoje? quase dá para remarcar? Como se a palavra amortecesse o impacto do desejo. Mas, ali, ela era um pedido de ajuda sem dramatização, um ponto de exclamação sussurrado bem mesmo.

   Só que, agora, o quase não adia; avisa. Eu paro. O corredor continua correndo. E, pela primeira vez na manhã, o café serve: não para acelerar, mas para ficar.


Fonte: Banca Examinadora
Sem citar literalmente nenhum documento, o texto recorre a marcas do universo burocrático (“carimbo e assinatura”, “decreto”, “aviso”) para
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Maracanaú - CE Provas: Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Alfabetizador 1º e 2º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Inglesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Portuguesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Matemática - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Fundamental - 3º ao 5º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Arte e Educação - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ciências - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ensino Religioso - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Geografia - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - História - 6º ao 9º Ano |
Q4008792 Português
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“O café do intervalo e a teoria do quase”


   No intervalo da manhã, quando o corredor vira uma avenida de passos apressados e promessas de “já volto”, eu caminho até a cantina como quem vai cumprir um ritual civil. Não é fome: é aquela necessidade de um gole quente para reorganizar o pensamento, como se a cafeína soubesse arquivar dúvidas. A placa anuncia “Café passado na hora”, e eu me pego sorrindo para a expressão: como se existisse a hora oficial do café, com carimbo e assinatura.

   A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita. O primeiro obstáculo é o entusiasmo alheio. Uma colega me cumprimenta com um “rapidinho, só uma pergunta”, e essa frase, aprendi, tem o mesmo estatuto do “sem querer” antes de um comentário bem intencional. Eu respondo com um “claro”, que na língua da sobrevivência acadêmica significa: claro que não há escolha. Ela quer saber se eu “só poderia dar uma olhadinha” em um formulário, “bem simples”. Simples, aqui, é um adjetivo mágico: não descreve o objeto; descreve a tentativa de reduzir o tempo do outro.

   Enquanto finjo analisar campos e siglas, a fila cresce atrás de nós como argumento que se encorpa. Quando enfim chego ao balcão, o atendente aponta para um aviso escrito à mão: “PIX fora do ar”. A frase tem a concisão de um decreto e, ao mesmo tempo, a delicadeza de um pedido de desculpas. Procuro moedas, encontro um cartão que “agora não passa”, e sinto a vergonha minúscula de quem foi desmentida pelo próprio bolso. “É só reiniciar a maquininha”, diz alguém, como se reiniciar fosse sinônimo de resolver.

   Volto dois passos, tento sinal, tento fé. Na tela do celular, o círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa. Penso na teoria do quase: quase é a região onde a gente vive por prática, não por vocação. Quase respondi, quase terminei, quase publiquei, quase fui ao médico, quase dormi cedo. Quase é um jeito de manter a esperança em pé sem precisar encostar a realidade na parede. E, no intervalo, quase tem rosto: o “já”, o “só”, o “bem”, o “assim que der”.

   Finalmente pago em dinheiro emprestado — “me devolve depois, quando puder, sem pressa” — e essa generosidade traz embutida uma cobrança leve, do tipo que não pesa hoje, mas cobra amanhã. O café vem em copo de papel, tampado, e o vapor foge pela fresta como fofoca que não aguenta segredo. Dou o primeiro gole e percebo que não está tão quente quanto prometia a placa. Está morno, aquela temperatura neutra que não consola nem ofende.

   No caminho de volta, um aluno me alcança: “Prof, é rapidinho”. E eu, já com o café na mão e o intervalo no fim, ouço a frase como quem ouve o próprio nome dito errado. Ele abre o celular e me mostra uma mensagem: “Desculpa incomodar, mas eu quase desisti da disciplina”. Quase, outra vez.

   Eu me lembro de quantas vezes usei “quase” para suavizar pedidos: quase poderia enviar hoje? quase dá para remarcar? Como se a palavra amortecesse o impacto do desejo. Mas, ali, ela era um pedido de ajuda sem dramatização, um ponto de exclamação sussurrado bem mesmo.

   Só que, agora, o quase não adia; avisa. Eu paro. O corredor continua correndo. E, pela primeira vez na manhã, o café serve: não para acelerar, mas para ficar.


Fonte: Banca Examinadora
A palavra “decreto”, em “A frase tem a concisão de um decreto”, exemplifica:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Maracanaú - CE Provas: Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Alfabetizador 1º e 2º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Inglesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Portuguesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Matemática - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Fundamental - 3º ao 5º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Arte e Educação - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ciências - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ensino Religioso - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Geografia - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - História - 6º ao 9º Ano |
Q4008791 Português
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“O café do intervalo e a teoria do quase”


   No intervalo da manhã, quando o corredor vira uma avenida de passos apressados e promessas de “já volto”, eu caminho até a cantina como quem vai cumprir um ritual civil. Não é fome: é aquela necessidade de um gole quente para reorganizar o pensamento, como se a cafeína soubesse arquivar dúvidas. A placa anuncia “Café passado na hora”, e eu me pego sorrindo para a expressão: como se existisse a hora oficial do café, com carimbo e assinatura.

   A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita. O primeiro obstáculo é o entusiasmo alheio. Uma colega me cumprimenta com um “rapidinho, só uma pergunta”, e essa frase, aprendi, tem o mesmo estatuto do “sem querer” antes de um comentário bem intencional. Eu respondo com um “claro”, que na língua da sobrevivência acadêmica significa: claro que não há escolha. Ela quer saber se eu “só poderia dar uma olhadinha” em um formulário, “bem simples”. Simples, aqui, é um adjetivo mágico: não descreve o objeto; descreve a tentativa de reduzir o tempo do outro.

   Enquanto finjo analisar campos e siglas, a fila cresce atrás de nós como argumento que se encorpa. Quando enfim chego ao balcão, o atendente aponta para um aviso escrito à mão: “PIX fora do ar”. A frase tem a concisão de um decreto e, ao mesmo tempo, a delicadeza de um pedido de desculpas. Procuro moedas, encontro um cartão que “agora não passa”, e sinto a vergonha minúscula de quem foi desmentida pelo próprio bolso. “É só reiniciar a maquininha”, diz alguém, como se reiniciar fosse sinônimo de resolver.

   Volto dois passos, tento sinal, tento fé. Na tela do celular, o círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa. Penso na teoria do quase: quase é a região onde a gente vive por prática, não por vocação. Quase respondi, quase terminei, quase publiquei, quase fui ao médico, quase dormi cedo. Quase é um jeito de manter a esperança em pé sem precisar encostar a realidade na parede. E, no intervalo, quase tem rosto: o “já”, o “só”, o “bem”, o “assim que der”.

   Finalmente pago em dinheiro emprestado — “me devolve depois, quando puder, sem pressa” — e essa generosidade traz embutida uma cobrança leve, do tipo que não pesa hoje, mas cobra amanhã. O café vem em copo de papel, tampado, e o vapor foge pela fresta como fofoca que não aguenta segredo. Dou o primeiro gole e percebo que não está tão quente quanto prometia a placa. Está morno, aquela temperatura neutra que não consola nem ofende.

   No caminho de volta, um aluno me alcança: “Prof, é rapidinho”. E eu, já com o café na mão e o intervalo no fim, ouço a frase como quem ouve o próprio nome dito errado. Ele abre o celular e me mostra uma mensagem: “Desculpa incomodar, mas eu quase desisti da disciplina”. Quase, outra vez.

   Eu me lembro de quantas vezes usei “quase” para suavizar pedidos: quase poderia enviar hoje? quase dá para remarcar? Como se a palavra amortecesse o impacto do desejo. Mas, ali, ela era um pedido de ajuda sem dramatização, um ponto de exclamação sussurrado bem mesmo.

   Só que, agora, o quase não adia; avisa. Eu paro. O corredor continua correndo. E, pela primeira vez na manhã, o café serve: não para acelerar, mas para ficar.


Fonte: Banca Examinadora
Em “A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita.”, infere-se que o narrador
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Ano: 2026 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Maracanaú - CE Provas: Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Alfabetizador 1º e 2º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Inglesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Portuguesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Matemática - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Fundamental - 3º ao 5º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Arte e Educação - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ciências - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ensino Religioso - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Geografia - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - História - 6º ao 9º Ano |
Q4008790 Português
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“O café do intervalo e a teoria do quase”


   No intervalo da manhã, quando o corredor vira uma avenida de passos apressados e promessas de “já volto”, eu caminho até a cantina como quem vai cumprir um ritual civil. Não é fome: é aquela necessidade de um gole quente para reorganizar o pensamento, como se a cafeína soubesse arquivar dúvidas. A placa anuncia “Café passado na hora”, e eu me pego sorrindo para a expressão: como se existisse a hora oficial do café, com carimbo e assinatura.

   A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita. O primeiro obstáculo é o entusiasmo alheio. Uma colega me cumprimenta com um “rapidinho, só uma pergunta”, e essa frase, aprendi, tem o mesmo estatuto do “sem querer” antes de um comentário bem intencional. Eu respondo com um “claro”, que na língua da sobrevivência acadêmica significa: claro que não há escolha. Ela quer saber se eu “só poderia dar uma olhadinha” em um formulário, “bem simples”. Simples, aqui, é um adjetivo mágico: não descreve o objeto; descreve a tentativa de reduzir o tempo do outro.

   Enquanto finjo analisar campos e siglas, a fila cresce atrás de nós como argumento que se encorpa. Quando enfim chego ao balcão, o atendente aponta para um aviso escrito à mão: “PIX fora do ar”. A frase tem a concisão de um decreto e, ao mesmo tempo, a delicadeza de um pedido de desculpas. Procuro moedas, encontro um cartão que “agora não passa”, e sinto a vergonha minúscula de quem foi desmentida pelo próprio bolso. “É só reiniciar a maquininha”, diz alguém, como se reiniciar fosse sinônimo de resolver.

   Volto dois passos, tento sinal, tento fé. Na tela do celular, o círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa. Penso na teoria do quase: quase é a região onde a gente vive por prática, não por vocação. Quase respondi, quase terminei, quase publiquei, quase fui ao médico, quase dormi cedo. Quase é um jeito de manter a esperança em pé sem precisar encostar a realidade na parede. E, no intervalo, quase tem rosto: o “já”, o “só”, o “bem”, o “assim que der”.

   Finalmente pago em dinheiro emprestado — “me devolve depois, quando puder, sem pressa” — e essa generosidade traz embutida uma cobrança leve, do tipo que não pesa hoje, mas cobra amanhã. O café vem em copo de papel, tampado, e o vapor foge pela fresta como fofoca que não aguenta segredo. Dou o primeiro gole e percebo que não está tão quente quanto prometia a placa. Está morno, aquela temperatura neutra que não consola nem ofende.

   No caminho de volta, um aluno me alcança: “Prof, é rapidinho”. E eu, já com o café na mão e o intervalo no fim, ouço a frase como quem ouve o próprio nome dito errado. Ele abre o celular e me mostra uma mensagem: “Desculpa incomodar, mas eu quase desisti da disciplina”. Quase, outra vez.

   Eu me lembro de quantas vezes usei “quase” para suavizar pedidos: quase poderia enviar hoje? quase dá para remarcar? Como se a palavra amortecesse o impacto do desejo. Mas, ali, ela era um pedido de ajuda sem dramatização, um ponto de exclamação sussurrado bem mesmo.

   Só que, agora, o quase não adia; avisa. Eu paro. O corredor continua correndo. E, pela primeira vez na manhã, o café serve: não para acelerar, mas para ficar.


Fonte: Banca Examinadora
Em “Quase, outra vez.” e em “Eu respondo com um ‘claro’... claro que não há escolha.”, há, respectivamente,
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Maracanaú - CE Provas: Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Alfabetizador 1º e 2º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Inglesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Portuguesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Matemática - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Fundamental - 3º ao 5º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Arte e Educação - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ciências - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ensino Religioso - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Geografia - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - História - 6º ao 9º Ano |
Q4008789 Português
Leia o texto e responda à questão.


“O café do intervalo e a teoria do quase”


   No intervalo da manhã, quando o corredor vira uma avenida de passos apressados e promessas de “já volto”, eu caminho até a cantina como quem vai cumprir um ritual civil. Não é fome: é aquela necessidade de um gole quente para reorganizar o pensamento, como se a cafeína soubesse arquivar dúvidas. A placa anuncia “Café passado na hora”, e eu me pego sorrindo para a expressão: como se existisse a hora oficial do café, com carimbo e assinatura.

   A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita. O primeiro obstáculo é o entusiasmo alheio. Uma colega me cumprimenta com um “rapidinho, só uma pergunta”, e essa frase, aprendi, tem o mesmo estatuto do “sem querer” antes de um comentário bem intencional. Eu respondo com um “claro”, que na língua da sobrevivência acadêmica significa: claro que não há escolha. Ela quer saber se eu “só poderia dar uma olhadinha” em um formulário, “bem simples”. Simples, aqui, é um adjetivo mágico: não descreve o objeto; descreve a tentativa de reduzir o tempo do outro.

   Enquanto finjo analisar campos e siglas, a fila cresce atrás de nós como argumento que se encorpa. Quando enfim chego ao balcão, o atendente aponta para um aviso escrito à mão: “PIX fora do ar”. A frase tem a concisão de um decreto e, ao mesmo tempo, a delicadeza de um pedido de desculpas. Procuro moedas, encontro um cartão que “agora não passa”, e sinto a vergonha minúscula de quem foi desmentida pelo próprio bolso. “É só reiniciar a maquininha”, diz alguém, como se reiniciar fosse sinônimo de resolver.

   Volto dois passos, tento sinal, tento fé. Na tela do celular, o círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa. Penso na teoria do quase: quase é a região onde a gente vive por prática, não por vocação. Quase respondi, quase terminei, quase publiquei, quase fui ao médico, quase dormi cedo. Quase é um jeito de manter a esperança em pé sem precisar encostar a realidade na parede. E, no intervalo, quase tem rosto: o “já”, o “só”, o “bem”, o “assim que der”.

   Finalmente pago em dinheiro emprestado — “me devolve depois, quando puder, sem pressa” — e essa generosidade traz embutida uma cobrança leve, do tipo que não pesa hoje, mas cobra amanhã. O café vem em copo de papel, tampado, e o vapor foge pela fresta como fofoca que não aguenta segredo. Dou o primeiro gole e percebo que não está tão quente quanto prometia a placa. Está morno, aquela temperatura neutra que não consola nem ofende.

   No caminho de volta, um aluno me alcança: “Prof, é rapidinho”. E eu, já com o café na mão e o intervalo no fim, ouço a frase como quem ouve o próprio nome dito errado. Ele abre o celular e me mostra uma mensagem: “Desculpa incomodar, mas eu quase desisti da disciplina”. Quase, outra vez.

   Eu me lembro de quantas vezes usei “quase” para suavizar pedidos: quase poderia enviar hoje? quase dá para remarcar? Como se a palavra amortecesse o impacto do desejo. Mas, ali, ela era um pedido de ajuda sem dramatização, um ponto de exclamação sussurrado bem mesmo.

   Só que, agora, o quase não adia; avisa. Eu paro. O corredor continua correndo. E, pela primeira vez na manhã, o café serve: não para acelerar, mas para ficar.


Fonte: Banca Examinadora
Assinale a palavra do texto cuja acentuação gráfica se justifica por hiato com “i” tônico.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Maracanaú - CE Provas: Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Alfabetizador 1º e 2º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Inglesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Portuguesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Matemática - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Fundamental - 3º ao 5º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Arte e Educação - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ciências - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ensino Religioso - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Geografia - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - História - 6º ao 9º Ano |
Q4008788 Português
Leia o texto e responda à questão.


“O café do intervalo e a teoria do quase”


   No intervalo da manhã, quando o corredor vira uma avenida de passos apressados e promessas de “já volto”, eu caminho até a cantina como quem vai cumprir um ritual civil. Não é fome: é aquela necessidade de um gole quente para reorganizar o pensamento, como se a cafeína soubesse arquivar dúvidas. A placa anuncia “Café passado na hora”, e eu me pego sorrindo para a expressão: como se existisse a hora oficial do café, com carimbo e assinatura.

   A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita. O primeiro obstáculo é o entusiasmo alheio. Uma colega me cumprimenta com um “rapidinho, só uma pergunta”, e essa frase, aprendi, tem o mesmo estatuto do “sem querer” antes de um comentário bem intencional. Eu respondo com um “claro”, que na língua da sobrevivência acadêmica significa: claro que não há escolha. Ela quer saber se eu “só poderia dar uma olhadinha” em um formulário, “bem simples”. Simples, aqui, é um adjetivo mágico: não descreve o objeto; descreve a tentativa de reduzir o tempo do outro.

   Enquanto finjo analisar campos e siglas, a fila cresce atrás de nós como argumento que se encorpa. Quando enfim chego ao balcão, o atendente aponta para um aviso escrito à mão: “PIX fora do ar”. A frase tem a concisão de um decreto e, ao mesmo tempo, a delicadeza de um pedido de desculpas. Procuro moedas, encontro um cartão que “agora não passa”, e sinto a vergonha minúscula de quem foi desmentida pelo próprio bolso. “É só reiniciar a maquininha”, diz alguém, como se reiniciar fosse sinônimo de resolver.

   Volto dois passos, tento sinal, tento fé. Na tela do celular, o círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa. Penso na teoria do quase: quase é a região onde a gente vive por prática, não por vocação. Quase respondi, quase terminei, quase publiquei, quase fui ao médico, quase dormi cedo. Quase é um jeito de manter a esperança em pé sem precisar encostar a realidade na parede. E, no intervalo, quase tem rosto: o “já”, o “só”, o “bem”, o “assim que der”.

   Finalmente pago em dinheiro emprestado — “me devolve depois, quando puder, sem pressa” — e essa generosidade traz embutida uma cobrança leve, do tipo que não pesa hoje, mas cobra amanhã. O café vem em copo de papel, tampado, e o vapor foge pela fresta como fofoca que não aguenta segredo. Dou o primeiro gole e percebo que não está tão quente quanto prometia a placa. Está morno, aquela temperatura neutra que não consola nem ofende.

   No caminho de volta, um aluno me alcança: “Prof, é rapidinho”. E eu, já com o café na mão e o intervalo no fim, ouço a frase como quem ouve o próprio nome dito errado. Ele abre o celular e me mostra uma mensagem: “Desculpa incomodar, mas eu quase desisti da disciplina”. Quase, outra vez.

   Eu me lembro de quantas vezes usei “quase” para suavizar pedidos: quase poderia enviar hoje? quase dá para remarcar? Como se a palavra amortecesse o impacto do desejo. Mas, ali, ela era um pedido de ajuda sem dramatização, um ponto de exclamação sussurrado bem mesmo.

   Só que, agora, o quase não adia; avisa. Eu paro. O corredor continua correndo. E, pela primeira vez na manhã, o café serve: não para acelerar, mas para ficar.


Fonte: Banca Examinadora
Assinale a alternativa em que todas as palavras (retiradas do texto) apresentam dígrafo consonantal.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Maracanaú - CE Provas: Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Alfabetizador 1º e 2º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Inglesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Portuguesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Matemática - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Fundamental - 3º ao 5º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Arte e Educação - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ciências - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ensino Religioso - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Geografia - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - História - 6º ao 9º Ano |
Q4008787 Português
Leia o texto e responda à questão.


“O café do intervalo e a teoria do quase”


   No intervalo da manhã, quando o corredor vira uma avenida de passos apressados e promessas de “já volto”, eu caminho até a cantina como quem vai cumprir um ritual civil. Não é fome: é aquela necessidade de um gole quente para reorganizar o pensamento, como se a cafeína soubesse arquivar dúvidas. A placa anuncia “Café passado na hora”, e eu me pego sorrindo para a expressão: como se existisse a hora oficial do café, com carimbo e assinatura.

   A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita. O primeiro obstáculo é o entusiasmo alheio. Uma colega me cumprimenta com um “rapidinho, só uma pergunta”, e essa frase, aprendi, tem o mesmo estatuto do “sem querer” antes de um comentário bem intencional. Eu respondo com um “claro”, que na língua da sobrevivência acadêmica significa: claro que não há escolha. Ela quer saber se eu “só poderia dar uma olhadinha” em um formulário, “bem simples”. Simples, aqui, é um adjetivo mágico: não descreve o objeto; descreve a tentativa de reduzir o tempo do outro.

   Enquanto finjo analisar campos e siglas, a fila cresce atrás de nós como argumento que se encorpa. Quando enfim chego ao balcão, o atendente aponta para um aviso escrito à mão: “PIX fora do ar”. A frase tem a concisão de um decreto e, ao mesmo tempo, a delicadeza de um pedido de desculpas. Procuro moedas, encontro um cartão que “agora não passa”, e sinto a vergonha minúscula de quem foi desmentida pelo próprio bolso. “É só reiniciar a maquininha”, diz alguém, como se reiniciar fosse sinônimo de resolver.

   Volto dois passos, tento sinal, tento fé. Na tela do celular, o círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa. Penso na teoria do quase: quase é a região onde a gente vive por prática, não por vocação. Quase respondi, quase terminei, quase publiquei, quase fui ao médico, quase dormi cedo. Quase é um jeito de manter a esperança em pé sem precisar encostar a realidade na parede. E, no intervalo, quase tem rosto: o “já”, o “só”, o “bem”, o “assim que der”.

   Finalmente pago em dinheiro emprestado — “me devolve depois, quando puder, sem pressa” — e essa generosidade traz embutida uma cobrança leve, do tipo que não pesa hoje, mas cobra amanhã. O café vem em copo de papel, tampado, e o vapor foge pela fresta como fofoca que não aguenta segredo. Dou o primeiro gole e percebo que não está tão quente quanto prometia a placa. Está morno, aquela temperatura neutra que não consola nem ofende.

   No caminho de volta, um aluno me alcança: “Prof, é rapidinho”. E eu, já com o café na mão e o intervalo no fim, ouço a frase como quem ouve o próprio nome dito errado. Ele abre o celular e me mostra uma mensagem: “Desculpa incomodar, mas eu quase desisti da disciplina”. Quase, outra vez.

   Eu me lembro de quantas vezes usei “quase” para suavizar pedidos: quase poderia enviar hoje? quase dá para remarcar? Como se a palavra amortecesse o impacto do desejo. Mas, ali, ela era um pedido de ajuda sem dramatização, um ponto de exclamação sussurrado bem mesmo.

   Só que, agora, o quase não adia; avisa. Eu paro. O corredor continua correndo. E, pela primeira vez na manhã, o café serve: não para acelerar, mas para ficar.


Fonte: Banca Examinadora
A situação comunicativa e o registro linguístico do texto caracterizam-se por
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Maracanaú - CE Provas: Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Alfabetizador 1º e 2º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Inglesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Portuguesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Matemática - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Fundamental - 3º ao 5º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Arte e Educação - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ciências - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ensino Religioso - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Geografia - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - História - 6º ao 9º Ano |
Q4008786 Português
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“O café do intervalo e a teoria do quase”


   No intervalo da manhã, quando o corredor vira uma avenida de passos apressados e promessas de “já volto”, eu caminho até a cantina como quem vai cumprir um ritual civil. Não é fome: é aquela necessidade de um gole quente para reorganizar o pensamento, como se a cafeína soubesse arquivar dúvidas. A placa anuncia “Café passado na hora”, e eu me pego sorrindo para a expressão: como se existisse a hora oficial do café, com carimbo e assinatura.

   A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita. O primeiro obstáculo é o entusiasmo alheio. Uma colega me cumprimenta com um “rapidinho, só uma pergunta”, e essa frase, aprendi, tem o mesmo estatuto do “sem querer” antes de um comentário bem intencional. Eu respondo com um “claro”, que na língua da sobrevivência acadêmica significa: claro que não há escolha. Ela quer saber se eu “só poderia dar uma olhadinha” em um formulário, “bem simples”. Simples, aqui, é um adjetivo mágico: não descreve o objeto; descreve a tentativa de reduzir o tempo do outro.

   Enquanto finjo analisar campos e siglas, a fila cresce atrás de nós como argumento que se encorpa. Quando enfim chego ao balcão, o atendente aponta para um aviso escrito à mão: “PIX fora do ar”. A frase tem a concisão de um decreto e, ao mesmo tempo, a delicadeza de um pedido de desculpas. Procuro moedas, encontro um cartão que “agora não passa”, e sinto a vergonha minúscula de quem foi desmentida pelo próprio bolso. “É só reiniciar a maquininha”, diz alguém, como se reiniciar fosse sinônimo de resolver.

   Volto dois passos, tento sinal, tento fé. Na tela do celular, o círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa. Penso na teoria do quase: quase é a região onde a gente vive por prática, não por vocação. Quase respondi, quase terminei, quase publiquei, quase fui ao médico, quase dormi cedo. Quase é um jeito de manter a esperança em pé sem precisar encostar a realidade na parede. E, no intervalo, quase tem rosto: o “já”, o “só”, o “bem”, o “assim que der”.

   Finalmente pago em dinheiro emprestado — “me devolve depois, quando puder, sem pressa” — e essa generosidade traz embutida uma cobrança leve, do tipo que não pesa hoje, mas cobra amanhã. O café vem em copo de papel, tampado, e o vapor foge pela fresta como fofoca que não aguenta segredo. Dou o primeiro gole e percebo que não está tão quente quanto prometia a placa. Está morno, aquela temperatura neutra que não consola nem ofende.

   No caminho de volta, um aluno me alcança: “Prof, é rapidinho”. E eu, já com o café na mão e o intervalo no fim, ouço a frase como quem ouve o próprio nome dito errado. Ele abre o celular e me mostra uma mensagem: “Desculpa incomodar, mas eu quase desisti da disciplina”. Quase, outra vez.

   Eu me lembro de quantas vezes usei “quase” para suavizar pedidos: quase poderia enviar hoje? quase dá para remarcar? Como se a palavra amortecesse o impacto do desejo. Mas, ali, ela era um pedido de ajuda sem dramatização, um ponto de exclamação sussurrado bem mesmo.

   Só que, agora, o quase não adia; avisa. Eu paro. O corredor continua correndo. E, pela primeira vez na manhã, o café serve: não para acelerar, mas para ficar.


Fonte: Banca Examinadora
Quanto ao gênero e ao tipo textual predominante, o texto é 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Maracanaú - CE Provas: Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Alfabetizador 1º e 2º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Inglesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Portuguesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Matemática - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Fundamental - 3º ao 5º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Arte e Educação - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ciências - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ensino Religioso - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Geografia - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - História - 6º ao 9º Ano |
Q4008785 Português
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“O café do intervalo e a teoria do quase”


   No intervalo da manhã, quando o corredor vira uma avenida de passos apressados e promessas de “já volto”, eu caminho até a cantina como quem vai cumprir um ritual civil. Não é fome: é aquela necessidade de um gole quente para reorganizar o pensamento, como se a cafeína soubesse arquivar dúvidas. A placa anuncia “Café passado na hora”, e eu me pego sorrindo para a expressão: como se existisse a hora oficial do café, com carimbo e assinatura.

   A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita. O primeiro obstáculo é o entusiasmo alheio. Uma colega me cumprimenta com um “rapidinho, só uma pergunta”, e essa frase, aprendi, tem o mesmo estatuto do “sem querer” antes de um comentário bem intencional. Eu respondo com um “claro”, que na língua da sobrevivência acadêmica significa: claro que não há escolha. Ela quer saber se eu “só poderia dar uma olhadinha” em um formulário, “bem simples”. Simples, aqui, é um adjetivo mágico: não descreve o objeto; descreve a tentativa de reduzir o tempo do outro.

   Enquanto finjo analisar campos e siglas, a fila cresce atrás de nós como argumento que se encorpa. Quando enfim chego ao balcão, o atendente aponta para um aviso escrito à mão: “PIX fora do ar”. A frase tem a concisão de um decreto e, ao mesmo tempo, a delicadeza de um pedido de desculpas. Procuro moedas, encontro um cartão que “agora não passa”, e sinto a vergonha minúscula de quem foi desmentida pelo próprio bolso. “É só reiniciar a maquininha”, diz alguém, como se reiniciar fosse sinônimo de resolver.

   Volto dois passos, tento sinal, tento fé. Na tela do celular, o círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa. Penso na teoria do quase: quase é a região onde a gente vive por prática, não por vocação. Quase respondi, quase terminei, quase publiquei, quase fui ao médico, quase dormi cedo. Quase é um jeito de manter a esperança em pé sem precisar encostar a realidade na parede. E, no intervalo, quase tem rosto: o “já”, o “só”, o “bem”, o “assim que der”.

   Finalmente pago em dinheiro emprestado — “me devolve depois, quando puder, sem pressa” — e essa generosidade traz embutida uma cobrança leve, do tipo que não pesa hoje, mas cobra amanhã. O café vem em copo de papel, tampado, e o vapor foge pela fresta como fofoca que não aguenta segredo. Dou o primeiro gole e percebo que não está tão quente quanto prometia a placa. Está morno, aquela temperatura neutra que não consola nem ofende.

   No caminho de volta, um aluno me alcança: “Prof, é rapidinho”. E eu, já com o café na mão e o intervalo no fim, ouço a frase como quem ouve o próprio nome dito errado. Ele abre o celular e me mostra uma mensagem: “Desculpa incomodar, mas eu quase desisti da disciplina”. Quase, outra vez.

   Eu me lembro de quantas vezes usei “quase” para suavizar pedidos: quase poderia enviar hoje? quase dá para remarcar? Como se a palavra amortecesse o impacto do desejo. Mas, ali, ela era um pedido de ajuda sem dramatização, um ponto de exclamação sussurrado bem mesmo.

   Só que, agora, o quase não adia; avisa. Eu paro. O corredor continua correndo. E, pela primeira vez na manhã, o café serve: não para acelerar, mas para ficar.


Fonte: Banca Examinadora
No fecho “Eu paro. O corredor continua correndo.”, o efeito de sentido é
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Ano: 2026 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Maracanaú - CE Provas: Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Alfabetizador 1º e 2º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Inglesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Portuguesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Matemática - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Fundamental - 3º ao 5º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Arte e Educação - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ciências - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ensino Religioso - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Geografia - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - História - 6º ao 9º Ano |
Q4008784 Português
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“O café do intervalo e a teoria do quase”


   No intervalo da manhã, quando o corredor vira uma avenida de passos apressados e promessas de “já volto”, eu caminho até a cantina como quem vai cumprir um ritual civil. Não é fome: é aquela necessidade de um gole quente para reorganizar o pensamento, como se a cafeína soubesse arquivar dúvidas. A placa anuncia “Café passado na hora”, e eu me pego sorrindo para a expressão: como se existisse a hora oficial do café, com carimbo e assinatura.

   A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita. O primeiro obstáculo é o entusiasmo alheio. Uma colega me cumprimenta com um “rapidinho, só uma pergunta”, e essa frase, aprendi, tem o mesmo estatuto do “sem querer” antes de um comentário bem intencional. Eu respondo com um “claro”, que na língua da sobrevivência acadêmica significa: claro que não há escolha. Ela quer saber se eu “só poderia dar uma olhadinha” em um formulário, “bem simples”. Simples, aqui, é um adjetivo mágico: não descreve o objeto; descreve a tentativa de reduzir o tempo do outro.

   Enquanto finjo analisar campos e siglas, a fila cresce atrás de nós como argumento que se encorpa. Quando enfim chego ao balcão, o atendente aponta para um aviso escrito à mão: “PIX fora do ar”. A frase tem a concisão de um decreto e, ao mesmo tempo, a delicadeza de um pedido de desculpas. Procuro moedas, encontro um cartão que “agora não passa”, e sinto a vergonha minúscula de quem foi desmentida pelo próprio bolso. “É só reiniciar a maquininha”, diz alguém, como se reiniciar fosse sinônimo de resolver.

   Volto dois passos, tento sinal, tento fé. Na tela do celular, o círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa. Penso na teoria do quase: quase é a região onde a gente vive por prática, não por vocação. Quase respondi, quase terminei, quase publiquei, quase fui ao médico, quase dormi cedo. Quase é um jeito de manter a esperança em pé sem precisar encostar a realidade na parede. E, no intervalo, quase tem rosto: o “já”, o “só”, o “bem”, o “assim que der”.

   Finalmente pago em dinheiro emprestado — “me devolve depois, quando puder, sem pressa” — e essa generosidade traz embutida uma cobrança leve, do tipo que não pesa hoje, mas cobra amanhã. O café vem em copo de papel, tampado, e o vapor foge pela fresta como fofoca que não aguenta segredo. Dou o primeiro gole e percebo que não está tão quente quanto prometia a placa. Está morno, aquela temperatura neutra que não consola nem ofende.

   No caminho de volta, um aluno me alcança: “Prof, é rapidinho”. E eu, já com o café na mão e o intervalo no fim, ouço a frase como quem ouve o próprio nome dito errado. Ele abre o celular e me mostra uma mensagem: “Desculpa incomodar, mas eu quase desisti da disciplina”. Quase, outra vez.

   Eu me lembro de quantas vezes usei “quase” para suavizar pedidos: quase poderia enviar hoje? quase dá para remarcar? Como se a palavra amortecesse o impacto do desejo. Mas, ali, ela era um pedido de ajuda sem dramatização, um ponto de exclamação sussurrado bem mesmo.

   Só que, agora, o quase não adia; avisa. Eu paro. O corredor continua correndo. E, pela primeira vez na manhã, o café serve: não para acelerar, mas para ficar.


Fonte: Banca Examinadora
Considerando a repetição de “rapidinho” (na fala da colega e na do aluno), o texto constrói sobretudo um(a) 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Maracanaú - CE Provas: Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Alfabetizador 1º e 2º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Inglesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Língua Portuguesa - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Matemática - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Fundamental - 3º ao 5º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Arte e Educação - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ciências - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Educação Infantil - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Ensino Religioso - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - Geografia - 6º ao 9º Ano | Fundação CETREDE - 2026 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Professor da Educação Básica - História - 6º ao 9º Ano |
Q4008783 Português
Leia o texto e responda à questão.


“O café do intervalo e a teoria do quase”


   No intervalo da manhã, quando o corredor vira uma avenida de passos apressados e promessas de “já volto”, eu caminho até a cantina como quem vai cumprir um ritual civil. Não é fome: é aquela necessidade de um gole quente para reorganizar o pensamento, como se a cafeína soubesse arquivar dúvidas. A placa anuncia “Café passado na hora”, e eu me pego sorrindo para a expressão: como se existisse a hora oficial do café, com carimbo e assinatura.

   A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita. O primeiro obstáculo é o entusiasmo alheio. Uma colega me cumprimenta com um “rapidinho, só uma pergunta”, e essa frase, aprendi, tem o mesmo estatuto do “sem querer” antes de um comentário bem intencional. Eu respondo com um “claro”, que na língua da sobrevivência acadêmica significa: claro que não há escolha. Ela quer saber se eu “só poderia dar uma olhadinha” em um formulário, “bem simples”. Simples, aqui, é um adjetivo mágico: não descreve o objeto; descreve a tentativa de reduzir o tempo do outro.

   Enquanto finjo analisar campos e siglas, a fila cresce atrás de nós como argumento que se encorpa. Quando enfim chego ao balcão, o atendente aponta para um aviso escrito à mão: “PIX fora do ar”. A frase tem a concisão de um decreto e, ao mesmo tempo, a delicadeza de um pedido de desculpas. Procuro moedas, encontro um cartão que “agora não passa”, e sinto a vergonha minúscula de quem foi desmentida pelo próprio bolso. “É só reiniciar a maquininha”, diz alguém, como se reiniciar fosse sinônimo de resolver.

   Volto dois passos, tento sinal, tento fé. Na tela do celular, o círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa. Penso na teoria do quase: quase é a região onde a gente vive por prática, não por vocação. Quase respondi, quase terminei, quase publiquei, quase fui ao médico, quase dormi cedo. Quase é um jeito de manter a esperança em pé sem precisar encostar a realidade na parede. E, no intervalo, quase tem rosto: o “já”, o “só”, o “bem”, o “assim que der”.

   Finalmente pago em dinheiro emprestado — “me devolve depois, quando puder, sem pressa” — e essa generosidade traz embutida uma cobrança leve, do tipo que não pesa hoje, mas cobra amanhã. O café vem em copo de papel, tampado, e o vapor foge pela fresta como fofoca que não aguenta segredo. Dou o primeiro gole e percebo que não está tão quente quanto prometia a placa. Está morno, aquela temperatura neutra que não consola nem ofende.

   No caminho de volta, um aluno me alcança: “Prof, é rapidinho”. E eu, já com o café na mão e o intervalo no fim, ouço a frase como quem ouve o próprio nome dito errado. Ele abre o celular e me mostra uma mensagem: “Desculpa incomodar, mas eu quase desisti da disciplina”. Quase, outra vez.

   Eu me lembro de quantas vezes usei “quase” para suavizar pedidos: quase poderia enviar hoje? quase dá para remarcar? Como se a palavra amortecesse o impacto do desejo. Mas, ali, ela era um pedido de ajuda sem dramatização, um ponto de exclamação sussurrado bem mesmo.

   Só que, agora, o quase não adia; avisa. Eu paro. O corredor continua correndo. E, pela primeira vez na manhã, o café serve: não para acelerar, mas para ficar.


Fonte: Banca Examinadora
De acordo com o texto, a “teoria do quase” funciona como metáfora para
Alternativas
Q4000334 Geografia
HINO OFICIAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP

Ei-la envolta na neblina,
Debruçada na colina,
Sob o olhar da Mantiqueira
São José, a hospitaleira,
São José bicentenária.

Letra: Dr. Vítor Machado de Carvalho | Música: Maestro Pepe Ávila. Disponível em: https://www.camarasjc.sp.gov.br/hino-de-sao-jose-dos-campos Acesso: 14 Jan. 2026.

Uma característica física do município indicada na letra da canção, demonstra que o clima do município é 
Alternativas
Q4000333 Geografia
Tremor de terra assusta moradores de São José e Taubaté, SP Moradores de São José dos Campos e Taubaté, no interior de São Paulo, relataram um tremor de terra (...) o abalo durou cerca de quatro minutos e foi sentido por pessoas que moravam nos andares mais altos de prédios. Foram pelo menos nove ocorrências - seis em Taubaté e três em São José, segundo o Corpo de Bombeiros.

Disponível em: https://g1.globo.com/sp/ vale-do-paraiba-regiao/noticia/ Acesso: 14 jan. 2026.

A explicação do fenômeno para este local se dá pela
Alternativas
Q4000332 Geografia
Devido ao caráter crítico e à abordagem irônica de temas geográficos, as tirinhas de Mafalda constituem recurso didático aplicável tanto ao ensino de Cartografia quanto à Geopolítica.
Revista Ensino de Geografia (Recife), v. 3, n. 1, p. 89–107, 2020. (Adaptado)

Imagem associada para resolução da questão
De acordo com contexto geopolítico que a tirinha expõe, julgue as afirmativas a seguir.

I. A crítica do diálogo evidencia que a orientação cartográfica tradicional reforça uma visão eurocêntrica do mundo.
II. A representação do Hemisfério Norte “para cima”, embora seja neutra, é resultado de convenções históricas e políticas.
III. As projeções cartográficas podem influenciar percepções de poder e hierarquia entre países.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4000331 Geografia
As pessoas vivem no lugar, por isso esse conceito é o ponto de partida para a compreensão do espaço geográfico em escala nacional, regional ou mundial. É no lugar que as pessoas se relacionam, estabelecendo laços afetivos com parentes, amigos, colegas, vizinhos e também com a paisagem. É no lugar que são construídas as relações de cooperação, embora também as de conflito.

Disponível em: BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: Geografia. Brasília: MEC/SEF, 1998. Acesso: 13 Jan. 2026 (Adaptado).
Sobre as escalas de abordagem do conceito apresentado e suas definições, correlacione as colunas a seguir:

1. local
2. regional
3. nacional

( ) implica a operacionalização do conceito de território controlado pelo Estado.
( ) exige a instrumentalização do conceito de lugar, associado ao conceito de paisagem.
( ) demanda trabalhar com a delimitação de áreas em extensões variáveis e com características em comum.

Assinale a opção que indica a relação correta na ordem apresentada: 
Alternativas
Q4000330 Geografia
Você já reparou que a sombra muda de lugar ao longo do dia?

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/ensino_ fundamental/ciencias-da-natureza-o-caminho-da-sombra/ Acesso: 13 Jan. 2026

Durante a aula de Geografia, o(a) professor(a) utilizou o esquema para explicar que, ao longo do dia, a posição aparente do Sol se modifica, provocando mudanças na sombra.
Sobre a importância dessa dinâmica, avalie os itens a seguir:

I. Possibilita reconhecer os períodos e horários sem relógio.
II. Permite comprovar o movimento de translação da Terra em relação ao sol.
III. Favorece a compreensão dos antigos métodos de orientação a partir de um ponto de referência.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4000329 Geografia
O inglês Thomas Robert Malthus (1766-1834) elaborou um ensaio com um modelo que estimava o crescimento da população mundial, em 1798.

ROSA, Lorena Carolina. Uma contextualização histórica para o modelo clássico de Malthus. Disponível em: https://ojs.ifsp.edu.br/ Acesso: 10 Jan. 2026. Em relação ao modelo elaborado, avalie as afirmativas:

I. Determina que a população aumenta em progressão aritmética e a produção de alimentos em progressão geométrica.
II. Sustenta que os recursos naturais são finitos, comprometendo a capacidade de abastecimento de uma população crescente.
III. Considera que a pobreza seria o resultado da má distribuição de renda e da exploração do trabalho.

Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4000328 Geografia

São José dos Campos - Censo Demográfico 2022



Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://www.sjc.sp.gov.br/noticias/2024/abril/01/ibge-divulgadados-de-distribuicao-de-populacao-em-sao-jose/ Acesso: 13 Jan. 2026



Considerando as características dos diferentes bairros e regiões do município, bem como as transformações demográficas ocorridas durante o período analisado, avalie as afirmativas a seguir:



( ) A região Oeste, em comparação com o Censo de 2010, teve o maior crescimento absoluto.


( ) A região Sul é a mais populosa do município, tendo tido o maior crescimento relativo.


( ) A região rural, comparada com as demais, apresenta a área com menor efetivo populacional.



As afirmativas são, respectivamente,

Alternativas
Respostas
1501: C
1502: A
1503: B
1504: D
1505: A
1506: E
1507: D
1508: B
1509: B
1510: C
1511: D
1512: B
1513: C
1514: D
1515: E
1516: C
1517: D
1518: C
1519: B
1520: E