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É CORRETO afirmar que o ensino deve ser ministrado, levando-se em conta
Em relação ao currículo prescrito ou oficial, é CORRETO afirmar que se trata de um currículo que
A linguagem politicamente correta é a expressão do aparecimento na cena pública de identidades que eram reprimidas e recalcadas: mulheres, negros, homossexuais, etc. Revela ela a força dessas “minorias”, que eram discriminadas, ridicularizadas, desconsideradas. Pretende-se, com ela, combater o preconceito, proscrevendo-se um vocabulário que é fortemente negativo em relação a esses grupos sociais. A ideia é que, alterando-se a linguagem, mudam-se as atitudes discriminatórias.
Em 2004, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República publicou uma cartilha intitulada Politicamente correto e direitos humanos, em que mostrava que determinadas palavras, expressões e anedotas revelam preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Essa publicação gerou muita polêmica e levou o governo a recolhê-la. Muitos intelectuais proeminentes acusaram o governo de estar instaurando a censura (por exemplo, João Ubaldo Ribeiro, no artigo “O programa Fala Zero”, publicado em O Estado de S. Paulo, de 8/5/2005, p. D3, e Ferreira Gullar, no artigo “A coisa está branca”, publicado na Folha de S. Paulo, de 15 de maio de 2005, p. E 12). Declaravam que se tratava de um ato autoritário de um governo que pretendia até mesmo controlar o que as pessoas dizem; que o poder público tinha coisas mais importantes, como a educação e a saúde, com que se preocupar. Chegaram a afirmar que poderíamos ser presos, se disséssemos alguma coisa que contrariasse as normas linguísticas governamentais. Bradavam que se pretendia engessar a língua, impedindo o seu desenvolvimento.
Não vamos fazer a maldade de argumentar, dizendo que chama atenção que esses furiosos críticos do governo (no geral, articulistas dos principais jornais do país) não tivessem tido a mesma irada reação, quando os jornais em que escrevem vetaram o uso, em suas páginas, de uma série de palavras ou expressões por denotarem preconceito, discriminação ou ofensa em relação a determinados grupos sociais (conferir, por exemplo, o verbete “preconceito” do Manual de redação da Folha de S. Paulo (2001, p. 94) ou o verbete “ética interna” do Manual de redação e estilo de O Estado de S. Paulo (1990, p. 34-38)).
A linguagem politicamente correta leva-nos a pensar em uma série de aspectos a respeito do funcionamento da linguagem (meus argumentos concordam com os de Sírio Possenti, difundidos em comunicações e textos). O primeiro é que, como já ensinava Aristóteles, na Retórica, aquele que fala ou escreve cria, ao produzir um texto, uma imagem de si mesmo. Sem dúvida nenhuma, a presença de certas palavras num determinado texto faz que ele seja racista, machista, etc., criando uma imagem de que seu autor é alguém que tem preconceito contra as mulheres, os negros, os índios, os homossexuais e assim por diante. O que é preciso saber é se combater o uso de palavras ou expressões que patenteiam a discriminação é um instrumento eficaz de luta contra ela.
De um lado, é verdade que a linguagem modela sentimentos e emoções. Se alguém sempre ouviu certos termos ou expressões, como negro, bicha ou coisa de mulher, ditos com desdém ou com raiva, certamente vai desenvolver uma atitude machista ou racista. Quem é tratado com gritos ou com ameaças seguramente não vai introjetar atitudes de bondade ou doçura. Portanto, usar uma linguagem não marcada por fortes conotações pejorativas é um meio de diminuir comportamentos preconceituosos ou discriminatórios. De outro lado, porém, é preciso atentar para dois aspectos. O primeiro é que o cuidado excessivo na busca de eufemismos para designar certos grupos sociais revela a existência de preconceitos arraigados na vida social. Se assim não fosse, poder-se-ia empregar, sem qualquer problema, por exemplo, o vocábulo negro, sem precisar recorrer à expressão afrodescendente. Em segundo lugar, os defensores da linguagem politicamente correta acreditam que existam termos neutros ou objetivos, o que absolutamente não é verdade. Todas as palavras, ensina Bakhtin, são assinaladas por uma apreciação social. Considera-se que os termos bicha, veado, fresco são mais preconceituosos que a designação gay. Isso é parcialmente verdadeiro, pois os três primeiros estão marcados por pesada conotação negativa. No entanto, o termo gay também vai assumindo valor pejorativo, tanto que, à semelhança do aumentativo bichona e do diminutivo bichinha, criaram-se gayzaço e gayzinho. Isso ocorre porque as condições de produção de discursos sobre a mulher, o negro, o homossexual, etc. são as de existência de fortes preconceitos em nossa formação social. Isso significa que não basta mudar a linguagem para que a discriminação deixe de existir. Entretanto, como a conotação negativa é uma questão de grau, não é irrelevante deixar de usar os termos mais fortemente identificados com atitudes racistas, machistas, etc. [...] http://www.letras.ufscar.br/linguasagem/edicao01/artigos_alinguagempoliticament ecorreta.htm [adaptado]
Para “costurar” uma frase a outra no texto, buscando dar-lhe coerência, o autor utiliza-se de recursos de coesão bastante variados, como acontece em: Isso é parcialmente verdadeiro, pois os três primeiros estão marcados por pesada conotação negativa. Nesse trecho o segmento sublinhado:
( ) Tendo em vista as exigências relacionadas à função sociopolítica e pedagógica da creche em relação à complementariedade das ações da família, os professores que nela atuam exercem funções semelhantes às ações da família, sobretudo quando se trata de bebês e crianças bem pequenas.
( ) A perspectiva do atendimento aos direitos da criança na sua integralidade requer que as instituições de Educação Infantil, na organização de sua proposta pedagógica e curricular, assegurem espaços e tempos para participação, o diálogo e a escuta cotidiana das famílias, o respeito e a valorização das diferentes formas em que elas se organizam.
( ) O trabalho com as famílias requer que as equipes de educadores as compreendam como parceiras, reconhecendo-as como criadoras de diferentes ambientes e papéis para seus membros, que estão em constante processo de modificação de seus saberes, fazeres e valores em relação a uma série de pontos, dentre eles o cuidado e a educação dos filhos.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Analise as assertivas sobre o lúdico na aprendizagem e assinale a alternativa CORRETA.
I- O jogo é a atividade lúdica mais trabalhada pelos professores atualmente, pois ele estimula as várias inteligências.
II- Com atividades lúdicas podem-se levar os alunos a discernir valores éticos e morais, formando cidadãos conscientes dos seus deveres e de suas responsabilidades.
III- O lúdico é algo extrínseco ao ser humano, que pode ser utilizado como recurso pedagógico em poucas áreas de conhecimento.
IV- A ludicidade pode ser usada como motivadora da construção de esquemas de raciocínio, pois possibilita uma forma de aprendizagem significativa.
Leia as asserções sobre a construção de conhecimentos matemáticos pela criança e assinale a alternativa CORRETA.
I- Desenvolve o raciocínio lógico, a capacidade para pensar e resolver situações-problema.
II- Considera-se desnecessário o trabalho com atividades matemáticas na Educação Infantil.
III- O contato com formas, grandezas, números, medidas e contagens é útil na vida da criança.
IV- Consulta a calendário e atos de compra e venda introduzem o
aprendizado do uso social de números.

Assinale a alternativa com as palavras que completam corretamente a lacuna do trecho abaixo:
No caso dos_____________________, não há dúvida de que os adultos utilizam esse instrumento para contar às novas gerações como são as coisas que os pequenos desconhecem e propor-lhes a interpretação que lhes dá sua cultura. (COLOMER, 2007, P- 61)
Leia as duas asserções sobre a corporeidade na educação infantil (VARGAS, 2015) e observe a relação entre elas.
A percepção e compreensão do próprio corpo são fundamentais ao desenvolvimento infantil;
POIS
No contato com as pessoas, a criança amplia suas relações e interações sociais e, nessas interações, ela compara, percebe as diferenças, explora seus limites e potencialidades e aprende sobre sua presença no mundo.
Analise as etapas de desenvolvimento do plano de aula seguinte e assinale a alternativa que apresenta o objetivo geral do referido plano.
1° etapa - Apresente à turma diversos jogos de alvo para que conheçam como são (boliches, dardo ou bilhar, por exemplo). Leia suas regras e deixe que brinquem.
2° etapa - Disponibilize para as crianças os materiais e diga que façam seus jogos, em duplas, com as características dos conhecidos na etapa anterior e testem sua criação.
3ª etapa - Organize a turma em roda e peça que cada dupla apresente sua criação aos colegas.
4ª etapa - Convide um adulto para observar os jogos elaborados e dar dicas de como melhorá-los ainda mais (como no acabamento ou nas regras). Dê tempo para que possam fazer as alterações.
5ª etapa - Com base na leitura atenta de textos instrucionais, peça que as crianças ditem as regras de seus jogos e seja o escriba. Organize os dados no quadro e depois escreva em forma de texto em papel (esse texto vai acompanhar os jogos que serão oferecidos como um presente a um amigo).
(Adaptado de Nova Escola, 2015.)
Na Educação Infantil, é importante criar situações para que as crianças contem suas próprias histórias e digam o que pensam e sentem. Considerando o conteúdo dos depoimentos das crianças a seguir, que temáticas estavam sendo abordadas em sala de aula?
- Eu moro lá em cima, no morro.
Eu não fico cansado de subir. Eu vou
pulando e contando os degraus. Ah,
também eu inventei uma brincadeira de
pular de dois em dois. A minha mãe é
que fica muito cansada. Eu não gosto
quando ela fica cansada. Ela fica triste.
- Eu gosto muito da minha casa.
Tem minha família. Mas eu não posso
brincar lá fora. Minha avó diz que é
perigoso e que eu posso pegar uma doença
no ralo que corre a água suja.
(Fonte: Deixa eu falar! Brasília: MEC, 2011.)