Questões de Concurso Para prefeitura de óbidos - pa

Foram encontradas 929 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3589349 Engenharia Ambiental e Sanitária

Os parâmetros de monitoramento da qualidade são indicadores da situação da água, podendo ser físicos, químicos e biológicos. Sobre as modalidades de monitoramento de qualidade da água, depois de preencher as lacunas, assinale a alternativa correta.


I - O Monitoramento (______) é realizado com auxílio de sensores portáteis para medição in situ, porém, com a maior parte dos parâmetros sendo analisados em laboratório;


II - O Monitoramento (______) é realizado com o objetivo de educação ambiental e participação da comunidade na gestão dos recursos hídricos, utilizando kits de análise in situ.


III - O Monitoramento (______) é feito por estação automática, provida de amostrador contínuo, tendo capacidade para medição de vários parâmetros ao mesmo tempo. A transmissão dos dados é feita via satélite em tempo real.


IV - O Monitoramento (______) utiliza organismos para uma melhor avaliação e entendimento das condições existentes na água, por meio de vigilância comportamental e medidas em animais, vegetais, algas e fungos.

Alternativas
Q3589348 Engenharia Ambiental e Sanitária
No Pará, a instauração de Processos de Licenciamento Ambiental demanda a apresentação de estudos de caráter técnico e ambiental específicos à atividade ou empreendimento objeto do licenciamento. Documento apresentado pelas empresas industriais que utilizam grande quantidade de matéria-prima florestal, como carvoarias e siderúrgicas, contendo informações sobre fornecedores e quantitativos de matéria-prima necessários para funcionamento, submetido à aprovação do órgão, visando obtenção de licença ambiental.
Alternativas
Q3589323 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


OMISSÃO E DESUMANIDADE


A desnutrição dos ianomâmis envergonha o país.


A TRAGÉDIA que ora acomete o povo ianomâmi, em Roraima, resulta de uma perversa mistura recorrente na história do Brasil: omissão e incompetência. É um vexame internacional que se soma a outros, quando se trata de questões envolvendo a Amazônia.


A mesma combinação de omissão e incompetência que acabou explodindo no delírio das invasões nos palácios dos três poderes, em 8 de janeiro, se revela agora no descaso com os ianomâmis. Nesse último caso, acrescenta-se um grau inimaginável de desprezo ao ser humano, à cultura e aos povos que habitavam o Brasil antes da colonização.


Elegantes e engajados do Brasil procuram causas humanitárias e alguns se voltam até para meritórias iniciativas no exterior, mas nós, como tomadores de decisão e formadores de opinião, não estamos sintonizados com a questão dos povos indígenas brasileiros, não sabemos como lidar adequadamente com a situação. Uma barreira de descaso e preconceito nos afasta do Brasil profundo e original.


 A imprensa, tão vigilante para criticar, tampouco esteve devidamente atenta à tragédia que vem acontecendo há muito tempo no território que habita os ianomâmis. O pouco-caso com os povos indígenas é histórico em nosso país, incluindo a falta de proteção a seu hábitat e seus costumes. Tratar do tema oscilou entre a alegoria, o paternalismo e o descaso.


Por outro lado, busca-se ampliar as áreas de reservas indígenas, que já somam mais de 13% do território nacional. Antes de simplesmente ampliar áreas, que se definam determinadas políticas públicas e não somente para os povos originários. Que elas abranjam também caiçaras e quilombolas, por exemplo. Devemos saber o que eles querem de suas vidas, quais as suas necessidades e aspirações. E qual o grau de comprometimento que a nação tem com os compromissos constitucionais em direção a eles.


O país, enquanto sociedade e governo, deve dar prioridade à questão. Mas ela precisa envolver todo o assunto, especialmente aspectos básicos da vida, como saúde, segurança, educação, atividade econômica, preservação do meio ambiente e da cultura. Os povos indígenas devem ser cuidados e protegidos em seus direitos. Assim como suas terras. Protegê-los é inseri-los verdadeiramente na agenda nacional.


Também se deve considerar a monetização, desde que de forma sustentável, de seus recursos naturais. Muitas tribos querem explorar seus recursos naturais e terminam seduzidas pelo lucro fácil da derrubada indiscriminada de árvores ou pelo garimpo ilegal. Essa é uma realidade que deve ser combatida - ao passo que o desenvolvimento sustentável deve ser estimulado.


A busca pela solução à questão indígena deve ser imediata não apenas a trágica situação dos ianomâmis. E toda a nossa elite, distante desses povos, precisa se engajar nessa tarefa, bem como as Forças Armadas, a Defesa Civil, as organizações não governamentais, os empresários e a sociedade civil. Urge acabar com essa crise humanitária e inserir a questão de forma definitiva na agenda nacional.


Fonte: ARAGÃO, Murilo. Veja. Abril, 01/02/2023. 

Não há relação sinonímica em:
Alternativas
Q3589157 Saúde Pública
O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) é alimentado pela ficha de investigação, sendo registrados os dados do agravo individual ou de surtos. Em relação aos critérios de seleção das doenças de notificação compulsória, que constam na lista nacional, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3589156 Saúde Pública
A epidemiologia é a ciência que estuda o processo saúde-doença nas populações. Por meio dos resultados e análises dos estudos epidemiológicos, é possível conhecer a situação de saúde de cada território. Assim, a epidemiologia respalda a tomada de decisão das políticas de saúde, visando a implementar ações de saúde que de fato resolvam os problemas de saúde das pessoas. Diante disso, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3589155 Direito Sanitário
Existem algumas palavras que são, frequentemente, utilizadas na legislação e produções técnicas sobre a vigilância em saúde. Para padronizar a compreensão desses termos, a Portaria nº 104, de 25 de janeiro de 2011, traz algumas definições (BRASIL, 2011). Diante disso, qual das alternativas apresenta uma definição incorreta?
Alternativas
Q3589154 Saúde Pública
A vigilância em saúde está presente nos mais diversos aspectos da vida humana, seu objetivo é garantir as condições sanitárias adequadas, fiscalizando as propriedades dos produtos que trazem benefícios ou potenciais danos para a saúde. Qual das alternativas está incorreta quanto à divisão operacional da vigilância em saúde no Brasil e suas definições?
Alternativas
Q3589153 Saúde Pública
Os Sistemas de Informação em Saúde (SIS) são compostos por uma estrutura capaz de garantir o alcance e a transformação de dados em informações, por intermédio de ações dos profissionais envolvidos em processos de seleção, coleta, classificação, armazenamento, análise, divulgação e recuperação de elementos. Diante desse contexto, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3589139 Noções de Informática
No sistema Operacional Microsoft Windows10, existe um ambiente de recuperação que pode reparar causas comuns de sistemas operacionais não inicializáveis. Este ambiente é o:         
Alternativas
Q3589128 Matemática
Entre os funcionários de uma Prefeitura, foi feita uma pesquisa sobre vacinação: Gripe (A), Coronavírus (B) e Febre Amarela (C). A tabela seguinte registra o resultado da pesquisa:

  1.   
Quantos funcionários participaram da pesquisa?
Alternativas
Q3589117 Português
"A felicidade desperta mais inveja que a riqueza"

Não sei dizer do que mais gostei no livro O arroz de Palma, de Francisco Azevedo. O livro é delicado e simples, seus personagens são repletos de defeitos e virtudes, com abundância daquilo que existe de mais humano em nós.

Tia Palma e Antônio, os personagens centrais, parecem nossos chegados, e tia Palma não peca pelo excesso de palpitações. Um dia, a pitoresca senhorinha vai passear na casa de Antônio. Chegando lá, se depara com um arroz - que tem uma história linda - exposto dentro de um pote de cristal no restaurante do sobrinho. Sábia, pega o rapaz pelo braço e aconselha baixinho: "O arroz é a tua felicidade. {...}. Não deves fazer alarde dela. A felicidade, meu filho, desperta mais inveja que a riqueza".

Tia Palma tinha razão. Expor a felicidade é vaidade.

Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expor para validar?

Com o tempo a gente aprende: a alegria incomoda. E desperta desejos. Sempre terá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu arroz, esse que você tanto valoriza.

Não é pecado ser feliz. Não há nada de errado em irradiar alegria.

O perigo é usar isso para alimentar o ego.

Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal.

Felicidade é bênção.

O arroz é bênção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal, e se infla por possuí-lo ele deixa de ser dádiva. Passa a ser instrumento de sua vaidade e atiça a cobiça.

Não é preciso ser publicitário do próprio bem-estar. Não é preciso estardalhaço para mostrar ao mundo nossa vitória - contra a solidão contra a baixa autoestima, contra o tédio.

Ninguém é 100% feliz ou tem a vida perfeita como num comercial de margarina.

É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. Não precisa postar no facebook nem viver de aparências.

Se você não deseja inveja à sua volta, me permita um conselho: cuide de seus canteiros com humildade. Exercite o encantamento do agricultor que se maravilha com o desabrochar da roseira, mas não tenta esconder os espinhos nem as pragas.

Toquinho em "À sombra de um Jatobá", canta lindamente: "Poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer {...} longe do amor de quem nos finge amar". 

Preste atenção à sua volta, você não precisa de bajuladores de um milhão de amigos que reafirmem quem você é. O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.

Gosto de gente sem agrotóxicos. Que não tem vergonha de sua casca imperfeita e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de mostrar suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes.

Gente que não se infla para parecer maior do que é.

Gente que se humaniza e se aproxima de mim. Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena - como a sombra de um jatobá.


SIMÕES, Fabíola. A soma de todos os afetos. São Paulo: Faro Editorial, 2022.
A alternativa em que difere a justificativa de acentuação gráfica         
Alternativas
Q3589107 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
 Analise as assertivas sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e assinale a resposta correta.

I- O ECA, sancionado em 13 de julho de 1990, é o principal instrumento normativo do Brasil sobre os direitos da criança e do adolescente.
II- O ECA inovou ao trazer a proteção integral, na qual crianças e adolescentes são vistos como sujeitos de direitos, em condição peculiar de desenvolvimento e com prioridade absoluta.
III- O ECA não reafirmou a responsabilidade da família, sociedade e Estado de garantir as condições para o pleno desenvolvimento da criança e do adolescente.
Alternativas
Q3589106 Português
Analise as assertivas sobre a comunicação e marque a alternativa correta.

I- A comunicação verbal utiliza linguagem oral ou escrita para o estabelecimento do contato. Faz uso da palavra na comunicação. Quando falada envolve ritmo, tom e entonação da voz e quando escrita, sinais gráficos, pontuação e diagramação.
II- A comunicação não-verbal é todo instrumento utilizado na comunicação que não seja a linguagem oral ou escrita. Faz uso de gestos, expressões faciais, posturas, imagens, silêncios e ausências no interior de certos textos.
Alternativas
Q3589105 Arquivologia
Quanto aos métodos de arquivamento, relacione a 2ª Coluna de acordo com a 1ª Coluna.

1ª Coluna
I- Alfanumérico. II- Cronológico. III- Geográfico. IV- Eletrônico. V- Alfabético. VI- Numérico.
2ª Coluna (__) O método faz a organização dos documentos por data. (__) No método, os documentos são ordenados por números. (__) Os documentos são arquivados na ordem das letras de A a Z. (__) Quando a principal forma de busca for o local ou a procedência. (__) Método de ordenação que usa a combinação letras e números. (__) Arquiva documentos digitalizados para sua gestão on-line ou remota.
Assinale a alternativa com a ordem atribuída acima        
Alternativas
Q3589104 Secretariado
Leia o conceito para apontar o documento a que se refere.
É um registro escrito dos fatos e das decisões, ocorrências ou resoluções de uma assembleia, sessão ou reunião. Visa retratar o ocorrido, detalhando as falas e intervenções para consulta futura a fim de averiguar os ocorridos e as decisões tomadas.
Alternativas
Q3589103 Secretariado
Assinale o que não é atribuição do cargo de secretário escolar.
Alternativas
Q3589076 Português
"A felicidade desperta mais inveja que a riqueza"

Não sei dizer do que mais gostei no livro O arroz de Palma, de Francisco Azevedo. O livro é delicado e simples, seus personagens são repletos de defeitos e virtudes, com abundância daquilo que existe de mais humano em nós.

Tia Palma e Antônio, os personagens centrais, parecem nossos chegados, e tia Palma não peca pelo excesso de palpitações. Um dia, a pitoresca senhorinha vai passear na casa de Antônio. Chegando lá, se depara com um arroz - que tem uma história linda - exposto dentro de um pote de cristal no restaurante do sobrinho. Sábia, pega o rapaz pelo braço e aconselha baixinho: "O arroz é a tua felicidade. {...}. Não deves fazer alarde dela. A felicidade, meu filho, desperta mais inveja que a riqueza".

Tia Palma tinha razão. Expor a felicidade é vaidade.

Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expor para validar?

Com o tempo a gente aprende: a alegria incomoda. E desperta desejos. Sempre terá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu arroz, esse que você tanto valoriza.

Não é pecado ser feliz. Não há nada de errado em irradiar alegria.

O perigo é usar isso para alimentar o ego.

Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal.

Felicidade é bênção.

O arroz é bênção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal, e se infla por possuí-lo ele deixa de ser dádiva. Passa a ser instrumento de sua vaidade e atiça a cobiça.

Não é preciso ser publicitário do próprio bem-estar. Não é preciso estardalhaço para mostrar ao mundo nossa vitória - contra a solidão contra a baixa autoestima, contra o tédio.

Ninguém é 100% feliz ou tem a vida perfeita como num comercial de margarina.

É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. Não precisa postar no facebook nem viver de aparências.

Se você não deseja inveja à sua volta, me permita um conselho: cuide de seus canteiros com humildade. Exercite o encantamento do agricultor que se maravilha com o desabrochar da roseira, mas não tenta esconder os espinhos nem as pragas.

Toquinho em "À sombra de um Jatobá", canta lindamente: "Poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer {...} longe do amor de quem nos finge amar.

Preste atenção à sua volta, você não precisa de bajuladores de um milhão de amigos que reafirmem quem você é. O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.

Gosto de gente sem agrotóxicos. Que não tem vergonha de sua casca imperfeita e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de mostrar suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes.

Gente que não se infla para parecer maior do que é.

Gente que se humaniza e se aproxima de mim. Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena - como a sombra de um jatobá.


SIMÕES, Fabíola. A soma de todos os afetos. São Paulo: Faro Editorial, 2022.
"A felicidade, meu filho, desperta mais inveja que a riqueza", no excerto, não contém:
Alternativas
Q3589068 Português
"A felicidade desperta mais inveja que a riqueza"

Não sei dizer do que mais gostei no livro O arroz de Palma, de Francisco Azevedo. O livro é delicado e simples, seus personagens são repletos de defeitos e virtudes, com abundância daquilo que existe de mais humano em nós.

Tia Palma e Antônio, os personagens centrais, parecem nossos chegados, e tia Palma não peca pelo excesso de palpitações. Um dia, a pitoresca senhorinha vai passear na casa de Antônio. Chegando lá, se depara com um arroz - que tem uma história linda - exposto dentro de um pote de cristal no restaurante do sobrinho. Sábia, pega o rapaz pelo braço e aconselha baixinho: "O arroz é a tua felicidade. {...}. Não deves fazer alarde dela. A felicidade, meu filho, desperta mais inveja que a riqueza".

Tia Palma tinha razão. Expor a felicidade é vaidade.

Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expor para validar?

Com o tempo a gente aprende: a alegria incomoda. E desperta desejos. Sempre terá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu arroz, esse que você tanto valoriza.

Não é pecado ser feliz. Não há nada de errado em irradiar alegria.

O perigo é usar isso para alimentar o ego.

Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal.

Felicidade é bênção.

O arroz é bênção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal, e se infla por possuí-lo ele deixa de ser dádiva. Passa a ser instrumento de sua vaidade e atiça a cobiça.

Não é preciso ser publicitário do próprio bem-estar. Não é preciso estardalhaço para mostrar ao mundo nossa vitória - contra a solidão contra a baixa autoestima, contra o tédio.

Ninguém é 100% feliz ou tem a vida perfeita como num comercial de margarina.

É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. Não precisa postar no facebook nem viver de aparências.

Se você não deseja inveja à sua volta, me permita um conselho: cuide de seus canteiros com humildade. Exercite o encantamento do agricultor que se maravilha com o desabrochar da roseira, mas não tenta esconder os espinhos nem as pragas.

Toquinho em "À sombra de um Jatobá", canta lindamente: "Poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer {...} longe do amor de quem nos finge amar.

Preste atenção à sua volta, você não precisa de bajuladores de um milhão de amigos que reafirmem quem você é. O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.

Gosto de gente sem agrotóxicos. Que não tem vergonha de sua casca imperfeita e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de mostrar suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes.

Gente que não se infla para parecer maior do que é.

Gente que se humaniza e se aproxima de mim. Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena - como a sombra de um jatobá.


SIMÕES, Fabíola. A soma de todos os afetos. São Paulo: Faro Editorial, 2022.
O sujeito foi classificado indevidamente em:
Alternativas
Q3589063 Português
"A felicidade desperta mais inveja que a riqueza"

Não sei dizer do que mais gostei no livro O arroz de Palma, de Francisco Azevedo. O livro é delicado e simples, seus personagens são repletos de defeitos e virtudes, com abundância daquilo que existe de mais humano em nós.

Tia Palma e Antônio, os personagens centrais, parecem nossos chegados, e tia Palma não peca pelo excesso de palpitações. Um dia, a pitoresca senhorinha vai passear na casa de Antônio. Chegando lá, se depara com um arroz - que tem uma história linda - exposto dentro de um pote de cristal no restaurante do sobrinho. Sábia, pega o rapaz pelo braço e aconselha baixinho: "O arroz é a tua felicidade. {...}. Não deves fazer alarde dela. A felicidade, meu filho, desperta mais inveja que a riqueza".

Tia Palma tinha razão. Expor a felicidade é vaidade.

Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expor para validar?

Com o tempo a gente aprende: a alegria incomoda. E desperta desejos. Sempre terá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu arroz, esse que você tanto valoriza.

Não é pecado ser feliz. Não há nada de errado em irradiar alegria.

O perigo é usar isso para alimentar o ego.

Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal.

Felicidade é bênção.

O arroz é bênção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal, e se infla por possuí-lo ele deixa de ser dádiva. Passa a ser instrumento de sua vaidade e atiça a cobiça.

Não é preciso ser publicitário do próprio bem-estar. Não é preciso estardalhaço para mostrar ao mundo nossa vitória - contra a solidão contra a baixa autoestima, contra o tédio.

Ninguém é 100% feliz ou tem a vida perfeita como num comercial de margarina.

É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. Não precisa postar no facebook nem viver de aparências.

Se você não deseja inveja à sua volta, me permita um conselho: cuide de seus canteiros com humildade. Exercite o encantamento do agricultor que se maravilha com o desabrochar da roseira, mas não tenta esconder os espinhos nem as pragas.

Toquinho em "À sombra de um Jatobá", canta lindamente: "Poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer {...} longe do amor de quem nos finge amar.

Preste atenção à sua volta, você não precisa de bajuladores de um milhão de amigos que reafirmem quem você é. O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.

Gosto de gente sem agrotóxicos. Que não tem vergonha de sua casca imperfeita e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de mostrar suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes.

Gente que não se infla para parecer maior do que é.

Gente que se humaniza e se aproxima de mim. Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena - como a sombra de um jatobá.


SIMÕES, Fabíola. A soma de todos os afetos. São Paulo: Faro Editorial, 2022.
Ocorre emprego opcional do acento grave em:
Alternativas
Q3589057 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
Sobre o Estatuto da Pessoa com Deficiência, analise as afirmativas seguintes e marque a alternativa correta.

I- Foi instituído, em 2015, para assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais da pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania;
II- Considera pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, que, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas;
III- Prevê que a avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe profissional, considerando apenas os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo.
Alternativas
Respostas
721: D
722: B
723: A
724: D
725: A
726: C
727: A
728: C
729: A
730: D
731: C
732: C
733: B
734: A
735: B
736: B
737: C
738: D
739: A
740: B