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Q3921825 Português
    Ao menos 148 pessoas foram resgatadas de trabalho análogo à escravidão em fazendas de cacau, no Brasil, nos últimos 15 anos. Boa parte das operações ocorreram no Pará e na Bahia, os maiores polos nacionais. As violações aos direitos humanos incluem também ameaças de patrões, condições degradantes de moradia e higiene, servidão por dívidas e até trabalho infantil. Segundo o Ministério Público do Trabalho, as duas figuras centrais nessa cadeia de crimes são os donos das fazendas e os chamados “atravessadores” — intermediários que fazem a ponte entre os fazendeiros e as grandes empresas de moagem.

(André Campos e João Cesar Diaz. https://reporterbrasil.org.br, 27.08.2020. Adaptado.)

A notícia retrata
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Q3921824 Meio Ambiente

Analise a imagem que trata da relação entre os seres humanos e a natureza.


Q19.png (342×190)

(https://rochemamabolo.wordpress.com)


A transição proposta na imagem está ligada

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Q3921823 Português
Leia os versos da canção “Menino das laranjas”, composta por Theo de Barros e gravada por Elis Regina em 1965.

Q18.png (266×260)
(www.letras.mus.br)

Em relação à sociedade brasileira da década de 1960, os versos expressam a
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Q3921822 Legislação Federal
DECRETO-LEI No 288,
DE 28 DE FEVEREIRO DE 1967

    Art. 10. A administração das instalações e serviços da Zona Franca será exercida pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) entidade autárquica, com personalidade jurídica e patrimônio próprio, autonomia administrativa e financeira, com sede e foro na cidade de Manaus, capital do Estado do Amazonas.
(www2.camara.leg.br)

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), criada em 1967, tem como objetivo
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Q3921821 História
    Em 1938, durante a ditadura do Estado Novo, a polícia torturou um coiteiro1 até ele entregar o paradeiro de Lampião. O bando foi surpreendido em 28 de julho por soldados. Em uma batalha de 15 minutos, 11 cangaceiros, incluindo Lampião e Maria Bonita, acabaram mortos na Grota de Angico, Sergipe.

(Pâmela Carbonari. www.bbc.com, 27.01.2024. Adaptado.)

1 coiteiro: no Nordeste do Brasil, é um indivíduo que dá asilo ou proteção a acusados de crimes.

A atuação do grupo morto pelos soldados, conforme descrito no excerto, é conhecida
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Q3921820 História
Observe a imagem, de autoria desconhecida, publicada em 1791. Nela, lê-se: “Ah, como eles comem queijo”.

Q15.png (224×329)
(https://imagohistoria.blogspot.com)

Considerando o contexto da Revolução Francesa, a imagem denuncia
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Q3921819 Português
    Atualmente, os artistas que se posicionam contra a ascensão da inteligência artificial (IA) lembram, em muitos aspectos, o movimento ludista do século XIX. Os ludistas foram trabalhadores ingleses que, durante a Revolução Industrial, passaram a destruir máquinas nas fábricas. Eles não estavam contra a tecnologia em si, mas sim contra o uso que estava sendo feito dela. Eles quebravam as máquinas, mas não queriam acabar com a Revolução Industrial. Muitos dos ludistas eram artesãos experientes, com grande domínio técnico de seus ofícios. O que os revoltava era ver esse conhecimento ser descartado.

(Vítor Soares. https://aventurasnahistoria.com.br, 01.04.2025. Adaptado.)

A comparação feita no excerto entre os artistas da atualidade e os ludistas do século XIX deve-se ao fato de que, nos contextos em que estão inseridos, ambos os grupos 
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Q3921818 História
    A Reforma Protestante não foi obra de um só homem, mas não é exagero considerar que ela não teria sido possível sem a decisiva atuação de Martinho Lutero. Aos 22 anos, Lutero entrou para a ordem dos agostinianos, e foi em 1511, ao visitar Roma, que o monge ficou chocado com algumas práticas de pessoas do clero, especialmente ligadas à venda de indulgências, transformadas em uma espécie de salvo conduto para a salvação dos pecadores, mediante pagamento em dinheiro. Assim, mesmo que suas teses tratem de questões como a justificação pela fé e o sacerdócio universal de todos os crentes, foi nas indulgências que Lutero concentrou suas críticas.

(Paulo Miceli. História Moderna, 2013. Adaptado.)

As críticas de Lutero, expostas no excerto, formam a base de uma nova religião na qual
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Q3921817 Inglês
Read the text from the website “Visit Brasil” to answer the question.

Q12.png (221×212)

    In the month of June, in all regions of Brazil, especially in the Northeast, the traditions and symbols of the country’s rural areas are celebrated with music, lively dances and culinary delights. These celebrations honor Saint John, Saint Peter and Saint Anthony, saints of the Catholic church. Come with us to discover the magic and joy of these festivities, which transform Brazilian cities into colorful and lively scenes.
(https://visitbrasil.com)

The excerpt “Come with us to discover the magic and joy of these festivities” conveys the idea of
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Q3921816 Inglês
Leia o texto para responder à questão.


    Travelling through Brazil and not taking in the variety of local dishes and tastes of the country’s different regions definitely makes for an incomplete experience. In the northern region, for example, strongly influenced by the larger indigenous presence mixed with European immigration, local food has evolved to be quite differentiated from that of other regions. In Brazil, the mixing of several different peoples over 500 years of history has produced a great mix of traditions, ingredients and dishes introduced by native and immigrant populations alike. Brazil’s northern region consists of the states of Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Tocantins, Rondônia and Acre. It is also influenced by Portuguese and African immigrants who arrived in the country since the beginning of colonisation. However, according to Joseny Juvito, a chef specialized in northern cuisine, the region is predominantly indigenous and, therefore, has specific peculiarities influenced by the fact.


(https://gestaoconteudo.presidencia.gov.br)
No trecho do texto “However, according to Joseny Juvito, a chef specialized in northern cuisine, the region is predominantly indigenous”, o termo sublinhado expressa 
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Q3921815 Inglês
Leia o texto para responder à questão.


    Travelling through Brazil and not taking in the variety of local dishes and tastes of the country’s different regions definitely makes for an incomplete experience. In the northern region, for example, strongly influenced by the larger indigenous presence mixed with European immigration, local food has evolved to be quite differentiated from that of other regions. In Brazil, the mixing of several different peoples over 500 years of history has produced a great mix of traditions, ingredients and dishes introduced by native and immigrant populations alike. Brazil’s northern region consists of the states of Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Tocantins, Rondônia and Acre. It is also influenced by Portuguese and African immigrants who arrived in the country since the beginning of colonisation. However, according to Joseny Juvito, a chef specialized in northern cuisine, the region is predominantly indigenous and, therefore, has specific peculiarities influenced by the fact.


(https://gestaoconteudo.presidencia.gov.br)
No trecho do texto “local food has evolved to be quite differentiated from that of other regions”, o termo sublinhado refere-se a
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Q3921814 Inglês
Leia o texto para responder à questão.


    Travelling through Brazil and not taking in the variety of local dishes and tastes of the country’s different regions definitely makes for an incomplete experience. In the northern region, for example, strongly influenced by the larger indigenous presence mixed with European immigration, local food has evolved to be quite differentiated from that of other regions. In Brazil, the mixing of several different peoples over 500 years of history has produced a great mix of traditions, ingredients and dishes introduced by native and immigrant populations alike. Brazil’s northern region consists of the states of Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Tocantins, Rondônia and Acre. It is also influenced by Portuguese and African immigrants who arrived in the country since the beginning of colonisation. However, according to Joseny Juvito, a chef specialized in northern cuisine, the region is predominantly indigenous and, therefore, has specific peculiarities influenced by the fact.


(https://gestaoconteudo.presidencia.gov.br)
According to the text, Brazilian northern gastronomy is notable for its 
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Q3921813 Português
Para responder à questão, leia o início do capítulo VI do romance Iracema, do escritor José de Alencar.


    Martim vai a passo e passo por entre os altos juazeiros que cercam a cabana do Pajé.

    Era o tempo em que o doce aracati1 chega do mar e derrama a deliciosa frescura pelo árido sertão. A planta respira; um suave arrepio erriça2 a verde coma3 da floresta.

    O cristão contempla o ocaso do sol. A sombra, que desce dos montes e cobre o vale, penetra sua alma. Lembra-se do lugar onde nasceu, dos entes queridos que ali deixou. Sabe ele se tornará a vê-los algum dia?

    Em torno carpe4 a natureza o dia que expira. Soluça a onda trépida5 e lacrimosa; geme a brisa na folhagem [...].

    Iracema parou em face do jovem guerreiro:

    — É a presença de Iracema que perturba a serenidade no rosto do estrangeiro?

    Martim pousou brandos olhos na face da virgem:

    — Não, filha de Araquém; tua presença alegra como a luz da manhã. Foi a lembrança da pátria que trouxe a saudade ao coração presago6 .

    — Uma noiva te espera?

     O forasteiro desviou os olhos. Iracema dobrou a cabeça sobre a espádua como a tenra7 palma da carnaúba, quando a chuva peneira8 na várzea.

    — Ela não é mais doce do que Iracema, a virgem dos lábios de mel, nem mais formosa! murmurou o estrangeiro.

    — A flor da mata é formosa quando tem rama que a abrigue e tronco onde se enlace. Iracema não vive n’alma de um guerreiro: nunca sentiu a frescura do seu sorriso.

    Emudeceram ambos, com os olhos no chão, escutando a palpitação dos seios que batiam opressos.


(Iracema, 2006.)


1 aracati: brisa do vento.

2 erriçar: arrepiar.

3 coma: copa de árvores frondosas.

4 carpir: lamentar.

5 trépido: trêmulo.

6 presago: que adivinha.

7 tenro: delicado.

8 peneirar: chuviscar.
O narrador faz uso da figura de linguagem conhecida como personificação (figura pela qual o narrador empresta características humanas a seres inanimados, a animais, a mortos ou a ausentes) no seguinte trecho:
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Q3921812 Português
Para responder à questão, leia o início do capítulo VI do romance Iracema, do escritor José de Alencar.


    Martim vai a passo e passo por entre os altos juazeiros que cercam a cabana do Pajé.

    Era o tempo em que o doce aracati1 chega do mar e derrama a deliciosa frescura pelo árido sertão. A planta respira; um suave arrepio erriça2 a verde coma3 da floresta.

    O cristão contempla o ocaso do sol. A sombra, que desce dos montes e cobre o vale, penetra sua alma. Lembra-se do lugar onde nasceu, dos entes queridos que ali deixou. Sabe ele se tornará a vê-los algum dia?

    Em torno carpe4 a natureza o dia que expira. Soluça a onda trépida5 e lacrimosa; geme a brisa na folhagem [...].

    Iracema parou em face do jovem guerreiro:

    — É a presença de Iracema que perturba a serenidade no rosto do estrangeiro?

    Martim pousou brandos olhos na face da virgem:

    — Não, filha de Araquém; tua presença alegra como a luz da manhã. Foi a lembrança da pátria que trouxe a saudade ao coração presago6 .

    — Uma noiva te espera?

     O forasteiro desviou os olhos. Iracema dobrou a cabeça sobre a espádua como a tenra7 palma da carnaúba, quando a chuva peneira8 na várzea.

    — Ela não é mais doce do que Iracema, a virgem dos lábios de mel, nem mais formosa! murmurou o estrangeiro.

    — A flor da mata é formosa quando tem rama que a abrigue e tronco onde se enlace. Iracema não vive n’alma de um guerreiro: nunca sentiu a frescura do seu sorriso.

    Emudeceram ambos, com os olhos no chão, escutando a palpitação dos seios que batiam opressos.


(Iracema, 2006.)


1 aracati: brisa do vento.

2 erriçar: arrepiar.

3 coma: copa de árvores frondosas.

4 carpir: lamentar.

5 trépido: trêmulo.

6 presago: que adivinha.

7 tenro: delicado.

8 peneirar: chuviscar.
A voz do personagem Martim parece se mesclar intimamente à voz do narrador no seguinte trecho:
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Q3921811 Literatura
Para responder à questão, leia o início do capítulo VI do romance Iracema, do escritor José de Alencar.


    Martim vai a passo e passo por entre os altos juazeiros que cercam a cabana do Pajé.

    Era o tempo em que o doce aracati1 chega do mar e derrama a deliciosa frescura pelo árido sertão. A planta respira; um suave arrepio erriça2 a verde coma3 da floresta.

    O cristão contempla o ocaso do sol. A sombra, que desce dos montes e cobre o vale, penetra sua alma. Lembra-se do lugar onde nasceu, dos entes queridos que ali deixou. Sabe ele se tornará a vê-los algum dia?

    Em torno carpe4 a natureza o dia que expira. Soluça a onda trépida5 e lacrimosa; geme a brisa na folhagem [...].

    Iracema parou em face do jovem guerreiro:

    — É a presença de Iracema que perturba a serenidade no rosto do estrangeiro?

    Martim pousou brandos olhos na face da virgem:

    — Não, filha de Araquém; tua presença alegra como a luz da manhã. Foi a lembrança da pátria que trouxe a saudade ao coração presago6 .

    — Uma noiva te espera?

     O forasteiro desviou os olhos. Iracema dobrou a cabeça sobre a espádua como a tenra7 palma da carnaúba, quando a chuva peneira8 na várzea.

    — Ela não é mais doce do que Iracema, a virgem dos lábios de mel, nem mais formosa! murmurou o estrangeiro.

    — A flor da mata é formosa quando tem rama que a abrigue e tronco onde se enlace. Iracema não vive n’alma de um guerreiro: nunca sentiu a frescura do seu sorriso.

    Emudeceram ambos, com os olhos no chão, escutando a palpitação dos seios que batiam opressos.


(Iracema, 2006.)


1 aracati: brisa do vento.

2 erriçar: arrepiar.

3 coma: copa de árvores frondosas.

4 carpir: lamentar.

5 trépido: trêmulo.

6 presago: que adivinha.

7 tenro: delicado.

8 peneirar: chuviscar.
Um traço característico da prosa romântica que pode ser encontrado nesse trecho é
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Q3921810 Português
Examine o meme publicado pelo perfil @artesdepressao no Instagram em 15.10.2024. O meme foi criado a partir da pintura intitulada “Sir Michael Foster” (1869), do artista inglês John Collier (1850-1934).

Q5.png (298×313)

Para obter seu efeito de humor, o meme explora, sobretudo, o recurso expressivo denominado 
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Q3921809 Português
Para responder à questão, leia o capítulo IV do romance Quincas Borba, de Machado de Assis.


     Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias póstumas de Brás Cubas, é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena. [...]

    Saberia Rubião que o nosso Quincas Borba trazia aquele grãozinho de sandice, que um médico supôs achar-lhe? Seguramente, não; tinha-o por homem esquisito. É, todavia, certo que o grãozinho não se despegou do cérebro de Quincas Borba, — nem antes, nem depois da moléstia que lentamente o comeu. Quincas Borba tivera ali alguns parentes, mortos já agora em 1867; o último foi o tio que o deixou por herdeiro de seus bens. Rubião ficou sendo o único amigo do filósofo. Regia então uma escola de meninos, que fechou para tratar do enfermo. Antes de professor, metera ombros a algumas empresas, que foram a pique. [...]

    A opinião ostensiva do médico era que a doença do Quincas Borba iria saindo devagar. Um dia, o nosso Rubião, acompanhando o médico até à porta da rua, perguntou-lhe qual era o verdadeiro estado do amigo. Ouviu que estava perdido, completamente perdido; mas, que o fosse animando. Para que tornar-lhe a morte mais aflitiva pela certeza...?

    — Lá isso, não, atalhou Rubião; para ele, morrer é negócio fácil. Nunca leu um livro que ele escreveu, há anos, não sei que negócio de filosofia...

     — Não; mas filosofia é uma coisa, e morrer de verdade é outra; adeus.


(Quincas Borba, 2012.)
“Saberia Rubião que o nosso Quincas Borba trazia aquele grãozinho de sandice, que um médico supôs achar-lhe? Seguramente, não; tinha-o por homem esquisito. É, todavia, certo que o grãozinho não se despegou do cérebro de Quincas Borba, — nem antes, nem depois da moléstia que lentamente o comeu.” (2° parágrafo)

No contexto em que se insere, a conjunção sublinhada expressa ideia de
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Q3921808 Literatura
Para responder à questão, leia o capítulo IV do romance Quincas Borba, de Machado de Assis.


     Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias póstumas de Brás Cubas, é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena. [...]

    Saberia Rubião que o nosso Quincas Borba trazia aquele grãozinho de sandice, que um médico supôs achar-lhe? Seguramente, não; tinha-o por homem esquisito. É, todavia, certo que o grãozinho não se despegou do cérebro de Quincas Borba, — nem antes, nem depois da moléstia que lentamente o comeu. Quincas Borba tivera ali alguns parentes, mortos já agora em 1867; o último foi o tio que o deixou por herdeiro de seus bens. Rubião ficou sendo o único amigo do filósofo. Regia então uma escola de meninos, que fechou para tratar do enfermo. Antes de professor, metera ombros a algumas empresas, que foram a pique. [...]

    A opinião ostensiva do médico era que a doença do Quincas Borba iria saindo devagar. Um dia, o nosso Rubião, acompanhando o médico até à porta da rua, perguntou-lhe qual era o verdadeiro estado do amigo. Ouviu que estava perdido, completamente perdido; mas, que o fosse animando. Para que tornar-lhe a morte mais aflitiva pela certeza...?

    — Lá isso, não, atalhou Rubião; para ele, morrer é negócio fácil. Nunca leu um livro que ele escreveu, há anos, não sei que negócio de filosofia...

     — Não; mas filosofia é uma coisa, e morrer de verdade é outra; adeus.


(Quincas Borba, 2012.)
No primeiro parágrafo, o narrador refere-se a Quincas Borba como “inventor de uma filosofia”. No contexto do romance, tal filosofia é denominada Humanitismo (cujo lema era “Ao vencedor, as batatas”) e pode ser vista como uma espécie de sátira
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Q3921807 Literatura
Para responder à questão, leia o capítulo IV do romance Quincas Borba, de Machado de Assis.


     Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias póstumas de Brás Cubas, é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena. [...]

    Saberia Rubião que o nosso Quincas Borba trazia aquele grãozinho de sandice, que um médico supôs achar-lhe? Seguramente, não; tinha-o por homem esquisito. É, todavia, certo que o grãozinho não se despegou do cérebro de Quincas Borba, — nem antes, nem depois da moléstia que lentamente o comeu. Quincas Borba tivera ali alguns parentes, mortos já agora em 1867; o último foi o tio que o deixou por herdeiro de seus bens. Rubião ficou sendo o único amigo do filósofo. Regia então uma escola de meninos, que fechou para tratar do enfermo. Antes de professor, metera ombros a algumas empresas, que foram a pique. [...]

    A opinião ostensiva do médico era que a doença do Quincas Borba iria saindo devagar. Um dia, o nosso Rubião, acompanhando o médico até à porta da rua, perguntou-lhe qual era o verdadeiro estado do amigo. Ouviu que estava perdido, completamente perdido; mas, que o fosse animando. Para que tornar-lhe a morte mais aflitiva pela certeza...?

    — Lá isso, não, atalhou Rubião; para ele, morrer é negócio fácil. Nunca leu um livro que ele escreveu, há anos, não sei que negócio de filosofia...

     — Não; mas filosofia é uma coisa, e morrer de verdade é outra; adeus.


(Quincas Borba, 2012.)
“Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias póstumas de Brás Cubas, é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena.” (1° parágrafo)

Observa-se nesse parágrafo o seguinte procedimento estilístico que caracteriza a prosa madura de Machado de Assis:
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Q3921806 Português
Para responder à questão, leia o capítulo IV do romance Quincas Borba, de Machado de Assis.


     Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias póstumas de Brás Cubas, é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena. [...]

    Saberia Rubião que o nosso Quincas Borba trazia aquele grãozinho de sandice, que um médico supôs achar-lhe? Seguramente, não; tinha-o por homem esquisito. É, todavia, certo que o grãozinho não se despegou do cérebro de Quincas Borba, — nem antes, nem depois da moléstia que lentamente o comeu. Quincas Borba tivera ali alguns parentes, mortos já agora em 1867; o último foi o tio que o deixou por herdeiro de seus bens. Rubião ficou sendo o único amigo do filósofo. Regia então uma escola de meninos, que fechou para tratar do enfermo. Antes de professor, metera ombros a algumas empresas, que foram a pique. [...]

    A opinião ostensiva do médico era que a doença do Quincas Borba iria saindo devagar. Um dia, o nosso Rubião, acompanhando o médico até à porta da rua, perguntou-lhe qual era o verdadeiro estado do amigo. Ouviu que estava perdido, completamente perdido; mas, que o fosse animando. Para que tornar-lhe a morte mais aflitiva pela certeza...?

    — Lá isso, não, atalhou Rubião; para ele, morrer é negócio fácil. Nunca leu um livro que ele escreveu, há anos, não sei que negócio de filosofia...

     — Não; mas filosofia é uma coisa, e morrer de verdade é outra; adeus.


(Quincas Borba, 2012.)
Contida na fala do médico de Quincas Borba de que “filosofia é uma coisa, e morrer de verdade é outra” (5o parágrafo) está a seguinte oposição:
Alternativas
Respostas
41: B
42: D
43: E
44: C
45: A
46: C
47: E
48: B
49: D
50: B
51: D
52: E
53: C
54: C
55: E
56: E
57: B
58: D
59: D
60: A