Questões de Concurso
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Considerando a Lei de Licitações:
I- Nenhuma compra será feita sem a adequada caracterização de seu objeto e indicação dos recursos orçamentários para seu pagamento, sob pena de nulidade do ato e responsabilidade de quem lhe tiver dado causa.
II- Qualquer cidadão poderá requerer à Administração Pública os quantitativos das obras e dos preços unitários de determinada obra executada.
III- Em obediência ao princípio da isonomia, é vedado o tratamento diferenciado e favorecido às licitantes, inclusive as que se enquadram como microempresas e empresas de pequeno porte na forma da lei.
IV- Admite-se participar da licitação ou da execução de uma obra, o autor do seu projeto básico, desde que indiretamente.
Estão corretas as afirmativas
INSTRUÇÃO: A questão a seguir, deve ser respondida com
base nos textos 1 e 2. Caso necessário, releia ambos os textos,
antes de responder a essa questão.
TEXTO 1
Um mundo sem utopias
Jaime Pinsky**
[1º§] O processo civilizatório se desenvolve desde que existe o ser humano. A descoberta do fogo, a invenção da roda, a domesticação de animais, a elaboração de deuses, a estruturação das cidades foram marcos na história da humanidade. Mas, depois da fala, dificilmente encontraremos fatores civilizatórios mais importantes do que a criação, a racionalização e a universalização da palavra escrita. Por meio dela, o homem se tornou capaz não apenas de produzir cultura como de guardá-la de modo eficiente e de, mais ainda, transmiti-la aos contemporâneos e às gerações seguintes.
[2º§] Com a escrita, tornava-se mais fácil apresentar descobertas, descrever invenções, divulgar técnicas, expor ideias, confessar fraquezas, compartilhar sentimentos. Praticada, inicialmente, apenas por elites, a escrita espalhava com muita parcimônia o saber acumulado, uma vez que o conservadorismo dos detentores do poder bloqueava a democratização dos avanços na cultura material e imaterial.
[3º§] Com os papiros e pergaminhos, inicialmente, e mais tarde com o papel e, mais ainda, com a imprensa de tipos móveis, a cultura, no sentido de patrimônio acumulado, passou a alcançar um número cada vez maior de pessoas, democratizando o saber e dando oportunidades a uma parcela importante da população. Sem a palavra escrita, em geral, e sem o livro, em particular, a história não teria sido a mesma.
[4º§] Ao longo do século 19, nos países mais desenvolvidos, as pessoas foram aprendendo a ler e a escrever. A desvalorização do trabalho braçal, substituído por máquinas, o crescimento do setor de serviços, o aumento da produtividade no campo, o crescimento das cidades: o mundo parecia caminhar para uma realidade sonhada pelos utopistas.
[5º§] Ao ler livros, ao escrever cartas, ao redigir o resultado de reflexões complexas, os cidadãos compartilhavam ideias e sentimentos, tão mais densos quanto mais habilitados estivessem nas técnicas da escrita e da leitura. Era permitido sonhar com uma sociedade universal de gente alfabetizada com oportunidades de ascensão social determinadas apenas pelos seus méritos. Não por acaso é o momento das grandes utopias igualitárias.
[6º§] Já no século 21, as utopias parecem coisas de um passado remoto. Mesmo não gostando do mundo como está, parece que desistimos de mudá-lo. Vivemos ou em sociedades consumistas, ou burocráticas, ou fundamentalistas. Fingimos que a felicidade pode ser encontrada comprando mercadorias, obedecendo a regras, ou acreditando em um improvável mundo pós-morte.
[7º§] Jogamos no lixo milhares de anos de avanço civilizatório e nos transformamos em meros consumidores de softwares. Estamos perdendo a habilidade de ler textos complexos, nos conformamos com a pobreza da linguagem das redes sociais.
**JAIME PINSKY, historiador, professor titular da Unicamp e diretor da Editora Contexto.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 24 ago. 2015 - http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/08/1672306-um-mundo-sem-utopias.shtml, texto adaptado.
Vocabulário de apoio:
1- Grande irmão: expressão usada pelo escritor George Orwell para definir o controle exercido pelo regime totalitário em seu romance 1984 (escrito em 1948). Naquela história, os trabalhadores são manipulados a tal ponto que existe uma complexa “polícia do pensamento” que a todos vigia por meio de câmaras filmadoras. Pensar “errado” é um crime passível das mais violentas torturas. O correto, naquele romance, é “não pensar”.
Fonte: http://www.unioeste.br/projetos/observatorio/texto_grande_irmao.asp, acesso em 28/09/2016.
TEXTO 2
O papel social da educação
A educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos
Vânia Amorim Café de Carvalho* e Helivane de Azevedo Evangelista**
A partir da relação entre os textos 1 e 2, analise as assertivas a seguir:
I- Ambos os textos apresentam uma estrutura dissertativo-argumentativa.
II- O letramento crítico, abordado no texto 2, caracterizaria um exemplo contemporâneo de processo civilizatório, explorado no texto 1.
III- Ambos os textos apresentam uma linguagem impessoal.
IV- No texto 1, predomina o uso da contextualização histórica como recurso argumentativo; no texto 2, predomina o uso de conceitos e de exemplos como recurso de argumentação.
Estão corretas apenas as assertivas
INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 2 a seguir. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão..
TEXTO 2
O papel social da educação
A educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos
Vânia Amorim Café de Carvalho* e Helivane de Azevedo Evangelista**
INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 2 a seguir. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão..
TEXTO 2
O papel social da educação
A educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos
Vânia Amorim Café de Carvalho* e Helivane de Azevedo Evangelista**
INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 2 a seguir. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão..
TEXTO 2
O papel social da educação
A educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos
Vânia Amorim Café de Carvalho* e Helivane de Azevedo Evangelista**
INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 2 a seguir. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão..
TEXTO 2
O papel social da educação
A educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos
Vânia Amorim Café de Carvalho* e Helivane de Azevedo Evangelista**
INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão.
TEXTO 1
Um mundo sem utopias
Jaime Pinsky**
[1º§] O processo civilizatório se desenvolve desde que existe o ser humano. A descoberta do fogo, a invenção da roda, a domesticação de animais, a elaboração de deuses, a estruturação das cidades foram marcos na história da humanidade. Mas, depois da fala, dificilmente encontraremos fatores civilizatórios mais importantes do que a criação, a racionalização e a universalização da palavra escrita. Por meio dela, o homem se tornou capaz não apenas de produzir cultura como de guardá-la de modo eficiente e de, mais ainda, transmiti-la aos contemporâneos e às gerações seguintes.
[2º§] Com a escrita, tornava-se mais fácil apresentar descobertas,
descrever invenções, divulgar técnicas, expor ideias, confessar
fraquezas, compartilhar sentimentos. Praticada, inicialmente,
apenas por elites, a escrita espalhava com muita parcimônia o
saber acumulado, uma vez que o conservadorismo dos detentores
do poder bloqueava a democratização dos avanços na cultura
material e imaterial.
[3º§] Com os papiros e pergaminhos, inicialmente, e mais tarde com o papel e, mais ainda, com a imprensa de tipos móveis, a cultura, no sentido de patrimônio acumulado, passou a alcançar um número cada vez maior de pessoas, democratizando o saber e dando oportunidades a uma parcela importante da população. Sem a palavra escrita, em geral, e sem o livro, em particular, a história não teria sido a mesma.
[4º§] Ao longo do século 19, nos países mais desenvolvidos,
as pessoas foram aprendendo a ler e a escrever. A desvalorização do trabalho braçal, substituído por máquinas, o crescimento
do setor de serviços, o aumento da produtividade no campo, o
crescimento das cidades: o mundo parecia caminhar para uma
realidade sonhada pelos utopistas.
[5º§] Ao ler livros, ao escrever cartas, ao redigir o resultado de reflexões complexas, os cidadãos compartilhavam ideias e sentimentos, tão mais densos quanto mais habilitados estivessem nas técnicas da escrita e da leitura. Era permitido sonhar com uma sociedade universal de gente alfabetizada com oportunidades de ascensão social determinadas apenas pelos seus méritos. Não por acaso é o momento das grandes utopias igualitárias.
[6º§] Já no século 21, as utopias parecem coisas de um passado remoto. Mesmo não gostando do mundo como está, parece que desistimos de mudá-lo. Vivemos ou em sociedades consumistas, ou burocráticas, ou fundamentalistas. Fingimos que a felicidade pode ser encontrada comprando mercadorias, obedecendo a regras, ou acreditando em um improvável mundo pós-morte.
[7º§] Jogamos no lixo milhares de anos de avanço civilizatório e nos transformamos em meros consumidores de softwares. Estamos perdendo a habilidade de ler textos complexos, nos conformamos com a pobreza da linguagem das redes sociais.
**JAIME PINSKY, historiador, professor titular da Unicamp e diretor da Editora Contexto.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 24 ago. 2015 - http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/08/1672306-um-mundo-sem-utopias.shtml, texto adaptado.
Vocabulário de apoio:
1- Grande irmão: expressão usada pelo escritor George Orwell para definir o controle exercido pelo regime totalitário em seu romance 1984 (escrito em 1948). Naquela história, os trabalhadores são manipulados a tal ponto que existe uma complexa “polícia do pensamento” que a todos vigia por meio de câmaras filmadoras. Pensar “errado” é um crime passível das mais violentas torturas. O correto, naquele romance, é “não pensar”.
Fonte: http://www.unioeste.br/projetos/observatorio/texto_grande_irmao.asp, acesso em 28/09/2016.
INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão.
TEXTO 1
Um mundo sem utopias
Jaime Pinsky**
[1º§] O processo civilizatório se desenvolve desde que existe o ser humano. A descoberta do fogo, a invenção da roda, a domesticação de animais, a elaboração de deuses, a estruturação das cidades foram marcos na história da humanidade. Mas, depois da fala, dificilmente encontraremos fatores civilizatórios mais importantes do que a criação, a racionalização e a universalização da palavra escrita. Por meio dela, o homem se tornou capaz não apenas de produzir cultura como de guardá-la de modo eficiente e de, mais ainda, transmiti-la aos contemporâneos e às gerações seguintes.
[2º§] Com a escrita, tornava-se mais fácil apresentar descobertas,
descrever invenções, divulgar técnicas, expor ideias, confessar
fraquezas, compartilhar sentimentos. Praticada, inicialmente,
apenas por elites, a escrita espalhava com muita parcimônia o
saber acumulado, uma vez que o conservadorismo dos detentores
do poder bloqueava a democratização dos avanços na cultura
material e imaterial.
[3º§] Com os papiros e pergaminhos, inicialmente, e mais tarde com o papel e, mais ainda, com a imprensa de tipos móveis, a cultura, no sentido de patrimônio acumulado, passou a alcançar um número cada vez maior de pessoas, democratizando o saber e dando oportunidades a uma parcela importante da população. Sem a palavra escrita, em geral, e sem o livro, em particular, a história não teria sido a mesma.
[4º§] Ao longo do século 19, nos países mais desenvolvidos,
as pessoas foram aprendendo a ler e a escrever. A desvalorização do trabalho braçal, substituído por máquinas, o crescimento
do setor de serviços, o aumento da produtividade no campo, o
crescimento das cidades: o mundo parecia caminhar para uma
realidade sonhada pelos utopistas.
[5º§] Ao ler livros, ao escrever cartas, ao redigir o resultado de reflexões complexas, os cidadãos compartilhavam ideias e sentimentos, tão mais densos quanto mais habilitados estivessem nas técnicas da escrita e da leitura. Era permitido sonhar com uma sociedade universal de gente alfabetizada com oportunidades de ascensão social determinadas apenas pelos seus méritos. Não por acaso é o momento das grandes utopias igualitárias.
[6º§] Já no século 21, as utopias parecem coisas de um passado remoto. Mesmo não gostando do mundo como está, parece que desistimos de mudá-lo. Vivemos ou em sociedades consumistas, ou burocráticas, ou fundamentalistas. Fingimos que a felicidade pode ser encontrada comprando mercadorias, obedecendo a regras, ou acreditando em um improvável mundo pós-morte.
[7º§] Jogamos no lixo milhares de anos de avanço civilizatório e nos transformamos em meros consumidores de softwares. Estamos perdendo a habilidade de ler textos complexos, nos conformamos com a pobreza da linguagem das redes sociais.
**JAIME PINSKY, historiador, professor titular da Unicamp e diretor da Editora Contexto.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 24 ago. 2015 - http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/08/1672306-um-mundo-sem-utopias.shtml, texto adaptado.
Vocabulário de apoio:
1- Grande irmão: expressão usada pelo escritor George Orwell para definir o controle exercido pelo regime totalitário em seu romance 1984 (escrito em 1948). Naquela história, os trabalhadores são manipulados a tal ponto que existe uma complexa “polícia do pensamento” que a todos vigia por meio de câmaras filmadoras. Pensar “errado” é um crime passível das mais violentas torturas. O correto, naquele romance, é “não pensar”.
Fonte: http://www.unioeste.br/projetos/observatorio/texto_grande_irmao.asp, acesso em 28/09/2016.
Considere este trecho, retirado do 7º parágrafo:
Jogamos no lixo milhares de anos de avanço civilizatório e nos transformamos em meros consumidores de softwares. Estamos perdendo a habilidade de ler textos complexos, nos conformamos com a pobreza da linguagem das redes sociais.
INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão.
TEXTO 1
Um mundo sem utopias
Jaime Pinsky**
[1º§] O processo civilizatório se desenvolve desde que existe o ser humano. A descoberta do fogo, a invenção da roda, a domesticação de animais, a elaboração de deuses, a estruturação das cidades foram marcos na história da humanidade. Mas, depois da fala, dificilmente encontraremos fatores civilizatórios mais importantes do que a criação, a racionalização e a universalização da palavra escrita. Por meio dela, o homem se tornou capaz não apenas de produzir cultura como de guardá-la de modo eficiente e de, mais ainda, transmiti-la aos contemporâneos e às gerações seguintes.
[2º§] Com a escrita, tornava-se mais fácil apresentar descobertas,
descrever invenções, divulgar técnicas, expor ideias, confessar
fraquezas, compartilhar sentimentos. Praticada, inicialmente,
apenas por elites, a escrita espalhava com muita parcimônia o
saber acumulado, uma vez que o conservadorismo dos detentores
do poder bloqueava a democratização dos avanços na cultura
material e imaterial.
[3º§] Com os papiros e pergaminhos, inicialmente, e mais tarde com o papel e, mais ainda, com a imprensa de tipos móveis, a cultura, no sentido de patrimônio acumulado, passou a alcançar um número cada vez maior de pessoas, democratizando o saber e dando oportunidades a uma parcela importante da população. Sem a palavra escrita, em geral, e sem o livro, em particular, a história não teria sido a mesma.
[4º§] Ao longo do século 19, nos países mais desenvolvidos,
as pessoas foram aprendendo a ler e a escrever. A desvalorização do trabalho braçal, substituído por máquinas, o crescimento
do setor de serviços, o aumento da produtividade no campo, o
crescimento das cidades: o mundo parecia caminhar para uma
realidade sonhada pelos utopistas.
[5º§] Ao ler livros, ao escrever cartas, ao redigir o resultado de reflexões complexas, os cidadãos compartilhavam ideias e sentimentos, tão mais densos quanto mais habilitados estivessem nas técnicas da escrita e da leitura. Era permitido sonhar com uma sociedade universal de gente alfabetizada com oportunidades de ascensão social determinadas apenas pelos seus méritos. Não por acaso é o momento das grandes utopias igualitárias.
[6º§] Já no século 21, as utopias parecem coisas de um passado remoto. Mesmo não gostando do mundo como está, parece que desistimos de mudá-lo. Vivemos ou em sociedades consumistas, ou burocráticas, ou fundamentalistas. Fingimos que a felicidade pode ser encontrada comprando mercadorias, obedecendo a regras, ou acreditando em um improvável mundo pós-morte.
[7º§] Jogamos no lixo milhares de anos de avanço civilizatório e nos transformamos em meros consumidores de softwares. Estamos perdendo a habilidade de ler textos complexos, nos conformamos com a pobreza da linguagem das redes sociais.
**JAIME PINSKY, historiador, professor titular da Unicamp e diretor da Editora Contexto.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 24 ago. 2015 - http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/08/1672306-um-mundo-sem-utopias.shtml, texto adaptado.
Vocabulário de apoio:
1- Grande irmão: expressão usada pelo escritor George Orwell para definir o controle exercido pelo regime totalitário em seu romance 1984 (escrito em 1948). Naquela história, os trabalhadores são manipulados a tal ponto que existe uma complexa “polícia do pensamento” que a todos vigia por meio de câmaras filmadoras. Pensar “errado” é um crime passível das mais violentas torturas. O correto, naquele romance, é “não pensar”.
Fonte: http://www.unioeste.br/projetos/observatorio/texto_grande_irmao.asp, acesso em 28/09/2016.
INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão.
TEXTO 1
Um mundo sem utopias
Jaime Pinsky**
[1º§] O processo civilizatório se desenvolve desde que existe o ser humano. A descoberta do fogo, a invenção da roda, a domesticação de animais, a elaboração de deuses, a estruturação das cidades foram marcos na história da humanidade. Mas, depois da fala, dificilmente encontraremos fatores civilizatórios mais importantes do que a criação, a racionalização e a universalização da palavra escrita. Por meio dela, o homem se tornou capaz não apenas de produzir cultura como de guardá-la de modo eficiente e de, mais ainda, transmiti-la aos contemporâneos e às gerações seguintes.
[2º§] Com a escrita, tornava-se mais fácil apresentar descobertas,
descrever invenções, divulgar técnicas, expor ideias, confessar
fraquezas, compartilhar sentimentos. Praticada, inicialmente,
apenas por elites, a escrita espalhava com muita parcimônia o
saber acumulado, uma vez que o conservadorismo dos detentores
do poder bloqueava a democratização dos avanços na cultura
material e imaterial.
[3º§] Com os papiros e pergaminhos, inicialmente, e mais tarde com o papel e, mais ainda, com a imprensa de tipos móveis, a cultura, no sentido de patrimônio acumulado, passou a alcançar um número cada vez maior de pessoas, democratizando o saber e dando oportunidades a uma parcela importante da população. Sem a palavra escrita, em geral, e sem o livro, em particular, a história não teria sido a mesma.
[4º§] Ao longo do século 19, nos países mais desenvolvidos,
as pessoas foram aprendendo a ler e a escrever. A desvalorização do trabalho braçal, substituído por máquinas, o crescimento
do setor de serviços, o aumento da produtividade no campo, o
crescimento das cidades: o mundo parecia caminhar para uma
realidade sonhada pelos utopistas.
[5º§] Ao ler livros, ao escrever cartas, ao redigir o resultado de reflexões complexas, os cidadãos compartilhavam ideias e sentimentos, tão mais densos quanto mais habilitados estivessem nas técnicas da escrita e da leitura. Era permitido sonhar com uma sociedade universal de gente alfabetizada com oportunidades de ascensão social determinadas apenas pelos seus méritos. Não por acaso é o momento das grandes utopias igualitárias.
[6º§] Já no século 21, as utopias parecem coisas de um passado remoto. Mesmo não gostando do mundo como está, parece que desistimos de mudá-lo. Vivemos ou em sociedades consumistas, ou burocráticas, ou fundamentalistas. Fingimos que a felicidade pode ser encontrada comprando mercadorias, obedecendo a regras, ou acreditando em um improvável mundo pós-morte.
[7º§] Jogamos no lixo milhares de anos de avanço civilizatório e nos transformamos em meros consumidores de softwares. Estamos perdendo a habilidade de ler textos complexos, nos conformamos com a pobreza da linguagem das redes sociais.
**JAIME PINSKY, historiador, professor titular da Unicamp e diretor da Editora Contexto.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 24 ago. 2015 - http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/08/1672306-um-mundo-sem-utopias.shtml, texto adaptado.
Vocabulário de apoio:
1- Grande irmão: expressão usada pelo escritor George Orwell para definir o controle exercido pelo regime totalitário em seu romance 1984 (escrito em 1948). Naquela história, os trabalhadores são manipulados a tal ponto que existe uma complexa “polícia do pensamento” que a todos vigia por meio de câmaras filmadoras. Pensar “errado” é um crime passível das mais violentas torturas. O correto, naquele romance, é “não pensar”.
Fonte: http://www.unioeste.br/projetos/observatorio/texto_grande_irmao.asp, acesso em 28/09/2016.
INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão.
TEXTO 1
Um mundo sem utopias
Jaime Pinsky**
[1º§] O processo civilizatório se desenvolve desde que existe o ser humano. A descoberta do fogo, a invenção da roda, a domesticação de animais, a elaboração de deuses, a estruturação das cidades foram marcos na história da humanidade. Mas, depois da fala, dificilmente encontraremos fatores civilizatórios mais importantes do que a criação, a racionalização e a universalização da palavra escrita. Por meio dela, o homem se tornou capaz não apenas de produzir cultura como de guardá-la de modo eficiente e de, mais ainda, transmiti-la aos contemporâneos e às gerações seguintes.
[2º§] Com a escrita, tornava-se mais fácil apresentar descobertas,
descrever invenções, divulgar técnicas, expor ideias, confessar
fraquezas, compartilhar sentimentos. Praticada, inicialmente,
apenas por elites, a escrita espalhava com muita parcimônia o
saber acumulado, uma vez que o conservadorismo dos detentores
do poder bloqueava a democratização dos avanços na cultura
material e imaterial.
[3º§] Com os papiros e pergaminhos, inicialmente, e mais tarde com o papel e, mais ainda, com a imprensa de tipos móveis, a cultura, no sentido de patrimônio acumulado, passou a alcançar um número cada vez maior de pessoas, democratizando o saber e dando oportunidades a uma parcela importante da população. Sem a palavra escrita, em geral, e sem o livro, em particular, a história não teria sido a mesma.
[4º§] Ao longo do século 19, nos países mais desenvolvidos,
as pessoas foram aprendendo a ler e a escrever. A desvalorização do trabalho braçal, substituído por máquinas, o crescimento
do setor de serviços, o aumento da produtividade no campo, o
crescimento das cidades: o mundo parecia caminhar para uma
realidade sonhada pelos utopistas.
[5º§] Ao ler livros, ao escrever cartas, ao redigir o resultado de reflexões complexas, os cidadãos compartilhavam ideias e sentimentos, tão mais densos quanto mais habilitados estivessem nas técnicas da escrita e da leitura. Era permitido sonhar com uma sociedade universal de gente alfabetizada com oportunidades de ascensão social determinadas apenas pelos seus méritos. Não por acaso é o momento das grandes utopias igualitárias.
[6º§] Já no século 21, as utopias parecem coisas de um passado remoto. Mesmo não gostando do mundo como está, parece que desistimos de mudá-lo. Vivemos ou em sociedades consumistas, ou burocráticas, ou fundamentalistas. Fingimos que a felicidade pode ser encontrada comprando mercadorias, obedecendo a regras, ou acreditando em um improvável mundo pós-morte.
[7º§] Jogamos no lixo milhares de anos de avanço civilizatório e nos transformamos em meros consumidores de softwares. Estamos perdendo a habilidade de ler textos complexos, nos conformamos com a pobreza da linguagem das redes sociais.
**JAIME PINSKY, historiador, professor titular da Unicamp e diretor da Editora Contexto.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 24 ago. 2015 - http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/08/1672306-um-mundo-sem-utopias.shtml, texto adaptado.
Vocabulário de apoio:
1- Grande irmão: expressão usada pelo escritor George Orwell para definir o controle exercido pelo regime totalitário em seu romance 1984 (escrito em 1948). Naquela história, os trabalhadores são manipulados a tal ponto que existe uma complexa “polícia do pensamento” que a todos vigia por meio de câmaras filmadoras. Pensar “errado” é um crime passível das mais violentas torturas. O correto, naquele romance, é “não pensar”.
Fonte: http://www.unioeste.br/projetos/observatorio/texto_grande_irmao.asp, acesso em 28/09/2016.
Ao receber um e-mail na sua conta Gmail, Marcelo quer facilmente reenviar a mensagem para o colega de trabalho cujo e-mail é [email protected].
Como Marcelo deve proceder?
Utilizando o Calc do LibreOffice 4.1.1, a professora Sílvia montou uma planilha com as notas dos alunos.
As colunas de B a D representam os alunos BIANCA, JULIO e MARIA, respectivamente, e as linhas de 2 a
4 representam as disciplinas MATEMÁTICA, PORTUGUÊS e HISTÓRIA, respectivamente, conforme é
mostrado na figura a seguir:

Qual função representa a média das notas do aluno JULIO?
Ao escrever um texto no Write do LibreOffice 4.2.5, Renato destacou a palavra amor conforme é mostrado no trecho do texto a seguir:
“Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria”.
( RUSSO, Renato. Monte Castelo. In.: As Quatro Estações. EMI, c1989. 1 CD. Faixa 7 (3 min 50).)
Utilizando a barra de formatação apresentada parcialmente na figura a seguir, qual sequência Renato executou para destacar a palavra amor?

Antônia, ao tentar copiar um arquivo chamado audio.mp3 de 600MB para o seu pen drive inserido no sistema operacional Windows 8.1, recebeu a mensagem de que não há espaço suficiente. No pen drive da Antônia, existem muitos arquivos que ela precisa manter, entretanto há um arquivo chamado video.avi de 1GB que ela não precisa manter.
Qual sequência Antônia pode executar para liberar espaço no pen drive e assim conseguir copiar o
arquivo audio.mp3 para o pen drive mantendo os arquivos de que ela necessita?
O Plano de Cargos e Carreira dos Técnico-Administrativos em Educação - PCCTAE, criado pela Lei Federal nº 11.091/2005, é o plano de carreira dos servidores técnico-administrativos das Instituições Federais de Ensino (IFE).
O conceito de Plano de Carreira, de acordo com a Lei nº 11.091/2005, é o:
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte em 22 de setembro de 1988 e promulgada em 5 de outubro de 1988, é a lei fundamental e suprema do Brasil, servindo de parâmetro de validade a todas as demais espécies normativas, situando-se no topo do ordenamento jurídico.
Não se trata de princípio previsto no art. 37, da CF de 88, a ser obedecido pela administração pública
direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios a: