Questões de Concurso Para prefeitura de lajes - rn

Foram encontradas 28 questões

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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1239322 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
O Estatuto da Pessoa com Deficiência, em seu artigo 40, enfatiza que “é direito fundamental da pessoa com deficiência à educação, a fim de garantir que a mesma atinja e mantenha o nível adequado de aprendizagem, de acordo com suas características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem”. Nesse sentido, para que isso ocorra efetivamente, incumbe ao poder público, em todos os níveis e modalidades de ensino, assegurar, criar, desenvolver, implementar e incentivar:    
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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1239074 Pedagogia
A brincadeira é uma linguagem infantil que mantém um vínculo essencial com aquilo que é o “não-brincar”. No ato de brincar, os sinais, os gestos, os objetos e os espaços valem e significam outra coisa daquilo que aparentam ser, já que as crianças recriam e repensam os acontecimentos que lhes deram origem, sabendo que estão brincando. Nesse sentido, o brincar apresenta-se por meio de várias categorias de experiências que são diferenciadas pelo uso do material ou dos recursos predominantemente implicados. Essas categorias incluem 
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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1229452 Medicina
Paciente, 65 anos, homem, dislipidêmico, hipertenso, diabético e portador de neuropatia diabética, passa a apresentar quadro de anedonia, humor deprimido em grande parte do dia e sentimentos inexplicados de culpa. Visando o tratamento em monoterapia, o melhor medicamento para esse paciente é:    
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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1229408 Medicina
Os bloqueadores de canais de cálcio são fármacos muito utilizados para o tratamento de doenças cardiológicas. Dentre eles, um é caracterizado por ser uma fenilalquilamina. O fármaco que contempla essa substância é 
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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1229043 Enfermagem
O calendário vacinal para as gestantes apresenta particularidades quanto ao esquema realizado para esse público. Diante desse cenário, de acordo com o calendário de vacinação 2018 e ainda de acordo com a situação vacinal da gestante, devem ser administradas durante a gestação as vacinas    
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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1228733 Enfermagem
A notificação compulsória é obrigatória para os médicos, outros profissionais de saúde ou responsáveis pelos serviços públicos e privados de saúde, que prestam assistência ao paciente, em conformidade com o art. 8º da Lei nº 6.259, de 30 de outubro de 1975. A lista de doenças e agravos de notificação compulsória, publicada através da Portaria nº204 de 17 de fevereiro de 2016, determina que 
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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1225686 Medicina
Paciente, 38 anos, mulher, evoluindo nos últimos 4 dias com febre, poliartralgia e oligúria. Tem antecedente de hérnia de disco lombar e utilizou anti-inflamatório não hormonal nas últimas duas semanas para controlar a dor. Ao exame físico, apresenta eritemapapular em face; PA: 130x90mmHG; pulso: 80bpm; FR: 18irpm; edema de membros inferiores 2 + /4; TAX: 37,7 C. O diagnóstico mais provável diante do quadro apresentado é: 
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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1225664 Medicina
A complicação cardíaca mais classicamente atribuída ao vírus Chikungunya é a 
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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1225632 Medicina
O melanoma cutâneo é o tumor de pele mais agressivo, sendo originado nos melanócitos. O indicador prognóstico mais relevante é: 
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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1225580 Psiquiatria
Paciente, 43 anos, etilista de longa data e já portador de miocardiopatia alcoólica, está sem ingerir álcool há 15 dias e é encaminhado por seus familiares ao pronto-socorro com rebaixamento do nível de consciência e sinais sugestivos de abstinência alcoólica. É obrigatório, para reduzir o desenvolvimento da Síndrome de Wernicke-korsakoff, a prescrição da seguinte medicação   
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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1225543 Medicina
Paciente, 51 anos, mulher, foi ao pronto-socorro com quadro de cefaleia. Ao exame físico a FC=70bpm; PA:182x110mmhg. Realizado exame do fundo de olho A1H0 e pupilas sem alterações. Se apresenta lúcida e orientada no tempo e espaço. Eletrocardiograma com sobe carga ventricular esquerda. Diante desse quadro é correto afirmar que 
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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1222091 Enfermagem
Na consulta de pré-natal, as medidas que podem ser verificadas e registradas pelo técnico de enfermagem no cartão da gestante são: 
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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1222007 Enfermagem
A poliomielite e o sarampo são doenças de notificação compulsória e o país tem compromissos internacionais para erradicar e eliminar, respectivamente, essas doenças. Apesar dos progressos alcançados desde o início do programa global de erradicação da poliomielite, a doença ainda permanece endêmica no Afeganistão, na Nigéria e no Paquistão. Em relação ao sarampo, nos últimos anos, casos têm sido reportados em várias partes do mundo. Em relação ao calendário vacinal de 2018 e a administração das vacinas para poliomielite (VIP, VOP) e sarampo (tríplice viral) considera-se que 
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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1211839 Português
DIFERENTES MODO DE LER  Gabriel Perissé 
Precisamos ser leitores. Deixou de ser uma opção qualquer. Precisamos ser leitores, sem pestanejar. Sem hesitar. Sem titubear. Talvez nunca tenha sido uma questão tão, tão, mas tão premente. Não há mais tempo para esperar o melhor tempo. Agora é uma questão de sobrevivência para todos nós. De vida ou de vida. A leitura salvará a sociedade. A leitura salvará o planeta. A leitura salvará o livro. A leitura é o sal da terra e a luz do mundo.
Quem escreve tem incurável fascínio pelos leitores. Os escritores querem criar o seu leitorado, porque sabem que o leitorado lhe dará o único poder que um escritor merece ter: o voto de confiança em sua palavra. 
Há diferentes tipos de leitores. Ao definir o seu leitor, o escritor define o que irá fazer para que possa chamá-lo de "seu leitor". Diga-me quem é o seu leitor, e eu lhe direi que tipo de escritor você é. E na outra direção também: diga-me que leitor você é, e eu lhe direi quais os escritores criaram você. 
O pensador francês Michel de Certeau dizia que o leitor é um caçador que percorre terras alheias. Este leitor caçador invade, na página, a mente de outra pessoa. E captura imagens. Persegue palavras e prepara armadilhas para os conceitos mais ariscos. O leitor caçador coleciona em sua biblioteca particular, como se troféus fossem, os autores que um dia alvejou com seu olhar. 
Outro francês, menos conhecido, o professor Vincent Jouve, acha que o leitor é um voyeur legítimo. É um caçador diferente do anterior. É um caçador Contemplativo, que mantém distância. Gosta de olhar e ver, mirar, acompanhar de longe os gestos dos personagens. Este leitor furtivo abre o livro como quem fica por trás da persiana, observando o movimento da rua. 
O escritor argentino Ricardo Piglia definiu, em seu livro O último leitor, que o leitor é justamente aquele que busca o sentido da experiência perdida. E é assim que este outro tipo de leitor caçador recupera todo o tempo que perdeu e simultaneamente ganhou na leitura. 
Para o romancista russo-americano Vladimir Nobokov, leitor é aquele que vai construindo um dicionário cerebral abundante, complexo, e, desse modo, adquire sentido artístico ao falar e escrever. Este tipo de leitor é forte candidato a ser escritor. É também um caçador. Talvez um "caçador de mim", porque a leitura leva-o a conhecer-se melhor e a expressar-se com mais agudeza. 
Kafka reconhecia-se como um leitor lento. Por ser meticuloso demais este tipo de leitor não tem pressa. Parece-lhe necessário avançar com redobrado cuidado no labirinto do texto. E para que, afinal, ler correndo e não perceber a realidade nua, dura, crua? 
A escritora e ensaísta Francine Prose faz um alerta. Quem lê muito rápido entenderá a narrativa, as ideias, as verdades de um texto, mas tal rapidez pode tornar-se sério empecilho para saborear as entrelinhas.
Guimarães Rosa queixava-se dos leitores analfabetos para as entrelinhas. O leitor que corre nas linhas pode vencer na velocidade dos parágrafos, mas perde na maratona da compreensão profunda. E Rubem Alves, mestre de leituras, tinha outra queixa: quem lê rapidamente aquilo que o autor levou talvez uma década para pensar e produzir comete uma grande falta de respeito com o escritor. Nietzsche, uma das paixões de Rubem Alves, confessou: "Não fui, em vão, filólogo, e ainda o sou talvez. Filólogo quer dizer mestre na leitura lenta".
O leitor lento (não sonolento) medita, rumina, assimila as palavras, e as transforma em carne da sua carne. Adquire a autoridade da leitura. O leitor lento, atento, desenvolve a capacidade de caminhar com decisão em direção ao seu destino. 
Em busca de seu leitorado, o escritor faz uma incansável campanha verbal. Machado de Assis, falando através de seus narradores, refere-se ao "amado leitor". Não sejamos ingênuos, porém. Há uma pitada de ironia nesse amor. Machado também o chama "fino leitor", "leitor pacato", "curioso leitor". São 
provocações para que o leitor leia melhor. Para que sejamos realmente finos e curiosos. Ainda que continuemos cultivando a pacatez .
Num dos seus poemas em prosa, Mario Quintana constata em si a atitude quixotesca. Tal atitude o leva a recriar as coisas em imagens (diferentemente de Sancho Pança, que vê apenas a realidade). Ao invés de solucionar a contenda entre Quixote poético e Sancho pragmático, Quintana afirma que sua "atroz função não é resolver e sim propor enigmas, fazer o leitor pensar e não pensar por ele". E é isso o que o poeta faz: repassa ao "pobre leitor" o enigma da leitura. 
Tornar-se leitor consiste em assumir o claro enigma da própria existência humana. Habilidades e competências serão inúteis, se não houver (estou pensando na educação integral) algo mais do que viver somente no plano do que é prático, eficaz, do que é produtivo, lucrativo. Os moinhos de vento tornaram-se, de fato, guerreiros gigantes. 
Educação. São Paulo: Segmento,n.251.set.2018 
Considerando o texto em sua totalidade, a intenção comunicativa prioritária é  
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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1211800 Português
DIFERENTES MODO DE LER  Gabriel Perissé 
Precisamos ser leitores. Deixou de ser uma opção qualquer. Precisamos ser leitores, sem pestanejar. Sem hesitar. Sem titubear. Talvez nunca tenha sido uma questão tão, tão, mas tão premente. Não há mais tempo para esperar o melhor tempo. Agora é uma questão de sobrevivência para todos nós. De vida ou de vida. A leitura salvará a sociedade. A leitura salvará o planeta. A leitura salvará o livro. A leitura é o sal da terra e a luz do mundo.
Quem escreve tem incurável fascínio pelos leitores. Os escritores querem criar o seu leitorado, porque sabem que o leitorado lhe dará o único poder que um escritor merece ter: o voto de confiança em sua palavra. 
Há diferentes tipos de leitores. Ao definir o seu leitor, o escritor define o que irá fazer para que possa chamá-lo de "seu leitor". Diga-me quem é o seu leitor, e eu lhe direi que tipo de escritor você é. E na outra direção também: diga-me que leitor você é, e eu lhe direi quais os escritores criaram você. 
O pensador francês Michel de Certeau dizia que o leitor é um caçador que percorre terras alheias. Este leitor caçador invade, na página, a mente de outra pessoa. E captura imagens. Persegue palavras e prepara armadilhas para os conceitos mais ariscos. O leitor caçador coleciona em sua biblioteca particular, como se troféus fossem, os autores que um dia alvejou com seu olhar. 
Outro francês, menos conhecido, o professor Vincent Jouve, acha que o leitor é um voyeur legítimo. É um caçador diferente do anterior. É um caçador Contemplativo, que mantém distância. Gosta de olhar e ver, mirar, acompanhar de longe os gestos dos personagens. Este leitor furtivo abre o livro como quem fica por trás da persiana, observando o movimento da rua. 
O escritor argentino Ricardo Piglia definiu, em seu livro O último leitor, que o leitor é justamente aquele que busca o sentido da experiência perdida. E é assim que este outro tipo de leitor caçador recupera todo o tempo que perdeu e simultaneamente ganhou na leitura. 
Para o romancista russo-americano Vladimir Nobokov, leitor é aquele que vai construindo um dicionário cerebral abundante, complexo, e, desse modo, adquire sentido artístico ao falar e escrever. Este tipo de leitor é forte candidato a ser escritor. É também um caçador. Talvez um "caçador de mim", porque a leitura leva-o a conhecer-se melhor e a expressar-se com mais agudeza. 
Kafka reconhecia-se como um leitor lento. Por ser meticuloso demais este tipo de leitor não tem pressa. Parece-lhe necessário avançar com redobrado cuidado no labirinto do texto. E para que, afinal, ler correndo e não perceber a realidade nua, dura, crua? 
A escritora e ensaísta Francine Prose faz um alerta. Quem lê muito rápido entenderá a narrativa, as ideias, as verdades de um texto, mas tal rapidez pode tornar-se sério empecilho para saborear as entrelinhas.
Guimarães Rosa queixava-se dos leitores analfabetos para as entrelinhas. O leitor que corre nas linhas pode vencer na velocidade dos parágrafos, mas perde na maratona da compreensão profunda. E Rubem Alves, mestre de leituras, tinha outra queixa: quem lê rapidamente aquilo que o autor levou talvez uma década para pensar e produzir comete uma grande falta de respeito com o escritor. Nietzsche, uma das paixões de Rubem Alves, confessou: "Não fui, em vão, filólogo, e ainda o sou talvez. Filólogo quer dizer mestre na leitura lenta".
O leitor lento (não sonolento) medita, rumina, assimila as palavras, e as transforma em carne da sua carne. Adquire a autoridade da leitura. O leitor lento, atento, desenvolve a capacidade de caminhar com decisão em direção ao seu destino. 
Em busca de seu leitorado, o escritor faz uma incansável campanha verbal. Machado de Assis, falando através de seus narradores, refere-se ao "amado leitor". Não sejamos ingênuos, porém. Há uma pitada de ironia nesse amor. Machado também o chama "fino leitor", "leitor pacato", "curioso leitor". São 
provocações para que o leitor leia melhor. Para que sejamos realmente finos e curiosos. Ainda que continuemos cultivando a pacatez .
Num dos seus poemas em prosa, Mario Quintana constata em si a atitude quixotesca. Tal atitude o leva a recriar as coisas em imagens (diferentemente de Sancho Pança, que vê apenas a realidade). Ao invés de solucionar a contenda entre Quixote poético e Sancho pragmático, Quintana afirma que sua "atroz função não é resolver e sim propor enigmas, fazer o leitor pensar e não pensar por ele". E é isso o que o poeta faz: repassa ao "pobre leitor" o enigma da leitura. 
Tornar-se leitor consiste em assumir o claro enigma da própria existência humana. Habilidades e competências serão inúteis, se não houver (estou pensando na educação integral) algo mais do que viver somente no plano do que é prático, eficaz, do que é produtivo, lucrativo. Os moinhos de vento tornaram-se, de fato, guerreiros gigantes. 
Educação. São Paulo: Segmento,n.251.set.2018 
Em relação às vozes marcadas no texto, o autor recorre 
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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1211725 Português
DIFERENTES MODO DE LER  Gabriel Perissé 
Precisamos ser leitores. Deixou de ser uma opção qualquer. Precisamos ser leitores, sem pestanejar. Sem hesitar. Sem titubear. Talvez nunca tenha sido uma questão tão, tão, mas tão premente. Não há mais tempo para esperar o melhor tempo. Agora é uma questão de sobrevivência para todos nós. De vida ou de vida. A leitura salvará a sociedade. A leitura salvará o planeta. A leitura salvará o livro. A leitura é o sal da terra e a luz do mundo.
Quem escreve tem incurável fascínio pelos leitores. Os escritores querem criar o seu leitorado, porque sabem que o leitorado lhe dará o único poder que um escritor merece ter: o voto de confiança em sua palavra. 
Há diferentes tipos de leitores. Ao definir o seu leitor, o escritor define o que irá fazer para que possa chamá-lo de "seu leitor". Diga-me quem é o seu leitor, e eu lhe direi que tipo de escritor você é. E na outra direção também: diga-me que leitor você é, e eu lhe direi quais os escritores criaram você. 
O pensador francês Michel de Certeau dizia que o leitor é um caçador que percorre terras alheias. Este leitor caçador invade, na página, a mente de outra pessoa. E captura imagens. Persegue palavras e prepara armadilhas para os conceitos mais ariscos. O leitor caçador coleciona em sua biblioteca particular, como se troféus fossem, os autores que um dia alvejou com seu olhar. 
Outro francês, menos conhecido, o professor Vincent Jouve, acha que o leitor é um voyeur legítimo. É um caçador diferente do anterior. É um caçador Contemplativo, que mantém distância. Gosta de olhar e ver, mirar, acompanhar de longe os gestos dos personagens. Este leitor furtivo abre o livro como quem fica por trás da persiana, observando o movimento da rua. 
O escritor argentino Ricardo Piglia definiu, em seu livro O último leitor, que o leitor é justamente aquele que busca o sentido da experiência perdida. E é assim que este outro tipo de leitor caçador recupera todo o tempo que perdeu e simultaneamente ganhou na leitura. 
Para o romancista russo-americano Vladimir Nobokov, leitor é aquele que vai construindo um dicionário cerebral abundante, complexo, e, desse modo, adquire sentido artístico ao falar e escrever. Este tipo de leitor é forte candidato a ser escritor. É também um caçador. Talvez um "caçador de mim", porque a leitura leva-o a conhecer-se melhor e a expressar-se com mais agudeza. 
Kafka reconhecia-se como um leitor lento. Por ser meticuloso demais este tipo de leitor não tem pressa. Parece-lhe necessário avançar com redobrado cuidado no labirinto do texto. E para que, afinal, ler correndo e não perceber a realidade nua, dura, crua? 
A escritora e ensaísta Francine Prose faz um alerta. Quem lê muito rápido entenderá a narrativa, as ideias, as verdades de um texto, mas tal rapidez pode tornar-se sério empecilho para saborear as entrelinhas.
Guimarães Rosa queixava-se dos leitores analfabetos para as entrelinhas. O leitor que corre nas linhas pode vencer na velocidade dos parágrafos, mas perde na maratona da compreensão profunda. E Rubem Alves, mestre de leituras, tinha outra queixa: quem lê rapidamente aquilo que o autor levou talvez uma década para pensar e produzir comete uma grande falta de respeito com o escritor. Nietzsche, uma das paixões de Rubem Alves, confessou: "Não fui, em vão, filólogo, e ainda o sou talvez. Filólogo quer dizer mestre na leitura lenta".
O leitor lento (não sonolento) medita, rumina, assimila as palavras, e as transforma em carne da sua carne. Adquire a autoridade da leitura. O leitor lento, atento, desenvolve a capacidade de caminhar com decisão em direção ao seu destino. 
Em busca de seu leitorado, o escritor faz uma incansável campanha verbal. Machado de Assis, falando através de seus narradores, refere-se ao "amado leitor". Não sejamos ingênuos, porém. Há uma pitada de ironia nesse amor. Machado também o chama "fino leitor", "leitor pacato", "curioso leitor". São 
provocações para que o leitor leia melhor. Para que sejamos realmente finos e curiosos. Ainda que continuemos cultivando a pacatez .
Num dos seus poemas em prosa, Mario Quintana constata em si a atitude quixotesca. Tal atitude o leva a recriar as coisas em imagens (diferentemente de Sancho Pança, que vê apenas a realidade). Ao invés de solucionar a contenda entre Quixote poético e Sancho pragmático, Quintana afirma que sua "atroz função não é resolver e sim propor enigmas, fazer o leitor pensar e não pensar por ele". E é isso o que o poeta faz: repassa ao "pobre leitor" o enigma da leitura. 
Tornar-se leitor consiste em assumir o claro enigma da própria existência humana. Habilidades e competências serão inúteis, se não houver (estou pensando na educação integral) algo mais do que viver somente no plano do que é prático, eficaz, do que é produtivo, lucrativo. Os moinhos de vento tornaram-se, de fato, guerreiros gigantes. 
Educação. São Paulo: Segmento,n.251.set.2018 
Há subjacente, no texto de Perrisé, uma concepção de leitura que considera o ato de ler como 
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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1211610 Português
DIFERENTES MODO DE LER  Gabriel Perissé 
Precisamos ser leitores. Deixou de ser uma opção qualquer. Precisamos ser leitores, sem pestanejar. Sem hesitar. Sem titubear. Talvez nunca tenha sido uma questão tão, tão, mas tão premente. Não há mais tempo para esperar o melhor tempo. Agora é uma questão de sobrevivência para todos nós. De vida ou de vida. A leitura salvará a sociedade. A leitura salvará o planeta. A leitura salvará o livro. A leitura é o sal da terra e a luz do mundo.
Quem escreve tem incurável fascínio pelos leitores. Os escritores querem criar o seu leitorado, porque sabem que o leitorado lhe dará o único poder que um escritor merece ter: o voto de confiança em sua palavra. 
Há diferentes tipos de leitores. Ao definir o seu leitor, o escritor define o que irá fazer para que possa chamá-lo de "seu leitor". Diga-me quem é o seu leitor, e eu lhe direi que tipo de escritor você é. E na outra direção também: diga-me que leitor você é, e eu lhe direi quais os escritores criaram você. 
O pensador francês Michel de Certeau dizia que o leitor é um caçador que percorre terras alheias. Este leitor caçador invade, na página, a mente de outra pessoa. E captura imagens. Persegue palavras e prepara armadilhas para os conceitos mais ariscos. O leitor caçador coleciona em sua biblioteca particular, como se troféus fossem, os autores que um dia alvejou com seu olhar. 
Outro francês, menos conhecido, o professor Vincent Jouve, acha que o leitor é um voyeur legítimo. É um caçador diferente do anterior. É um caçador Contemplativo, que mantém distância. Gosta de olhar e ver, mirar, acompanhar de longe os gestos dos personagens. Este leitor furtivo abre o livro como quem fica por trás da persiana, observando o movimento da rua. 
O escritor argentino Ricardo Piglia definiu, em seu livro O último leitor, que o leitor é justamente aquele que busca o sentido da experiência perdida. E é assim que este outro tipo de leitor caçador recupera todo o tempo que perdeu e simultaneamente ganhou na leitura. 
Para o romancista russo-americano Vladimir Nobokov, leitor é aquele que vai construindo um dicionário cerebral abundante, complexo, e, desse modo, adquire sentido artístico ao falar e escrever. Este tipo de leitor é forte candidato a ser escritor. É também um caçador. Talvez um "caçador de mim", porque a leitura leva-o a conhecer-se melhor e a expressar-se com mais agudeza. 
Kafka reconhecia-se como um leitor lento. Por ser meticuloso demais este tipo de leitor não tem pressa. Parece-lhe necessário avançar com redobrado cuidado no labirinto do texto. E para que, afinal, ler correndo e não perceber a realidade nua, dura, crua? 
A escritora e ensaísta Francine Prose faz um alerta. Quem lê muito rápido entenderá a narrativa, as ideias, as verdades de um texto, mas tal rapidez pode tornar-se sério empecilho para saborear as entrelinhas.
Guimarães Rosa queixava-se dos leitores analfabetos para as entrelinhas. O leitor que corre nas linhas pode vencer na velocidade dos parágrafos, mas perde na maratona da compreensão profunda. E Rubem Alves, mestre de leituras, tinha outra queixa: quem lê rapidamente aquilo que o autor levou talvez uma década para pensar e produzir comete uma grande falta de respeito com o escritor. Nietzsche, uma das paixões de Rubem Alves, confessou: "Não fui, em vão, filólogo, e ainda o sou talvez. Filólogo quer dizer mestre na leitura lenta".
O leitor lento (não sonolento) medita, rumina, assimila as palavras, e as transforma em carne da sua carne. Adquire a autoridade da leitura. O leitor lento, atento, desenvolve a capacidade de caminhar com decisão em direção ao seu destino. 
Em busca de seu leitorado, o escritor faz uma incansável campanha verbal. Machado de Assis, falando através de seus narradores, refere-se ao "amado leitor". Não sejamos ingênuos, porém. Há uma pitada de ironia nesse amor. Machado também o chama "fino leitor", "leitor pacato", "curioso leitor". São 
provocações para que o leitor leia melhor. Para que sejamos realmente finos e curiosos. Ainda que continuemos cultivando a pacatez .
Num dos seus poemas em prosa, Mario Quintana constata em si a atitude quixotesca. Tal atitude o leva a recriar as coisas em imagens (diferentemente de Sancho Pança, que vê apenas a realidade). Ao invés de solucionar a contenda entre Quixote poético e Sancho pragmático, Quintana afirma que sua "atroz função não é resolver e sim propor enigmas, fazer o leitor pensar e não pensar por ele". E é isso o que o poeta faz: repassa ao "pobre leitor" o enigma da leitura. 
Tornar-se leitor consiste em assumir o claro enigma da própria existência humana. Habilidades e competências serão inúteis, se não houver (estou pensando na educação integral) algo mais do que viver somente no plano do que é prático, eficaz, do que é produtivo, lucrativo. Os moinhos de vento tornaram-se, de fato, guerreiros gigantes. 
Educação. São Paulo: Segmento,n.251.set.2018 
Quanto à progressão temática, o autor  
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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1209939 Português
A 15 de setembro de 1830, um observador atento assim se expressou sobre o espetáculo inaugural da linha ferroviária Liverpool-Manchester, uma das primeiras do mundo: 

Não há palavras que possam dar uma ideia adequada da grandiosidade de nosso progresso. A princípio era relativamente lento; mas logo sentimos que verdadeiramente estávamos em marcha, e então todos aqueles para quem o veículo era novo devem haver-se dado conta de que a aplicação da força locomotora estava estabelecendo uma nova era no estado da sociedade, cujo resultado definitivo é impossível colocar-se. 

Apud HARDMAN, Francisco Foot. Trem fantasma: a modernidade na selva. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. (adaptado). 

As impressões desse observador sugerem a(o) 
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Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1209918 Conhecimentos Gerais
Considere os textos a seguir. 

Texto 1 – o trabalho e o tempo no medievo.    "[...]  Março, em que começam os trabalhos da vinha  Abril, colhem-se as primeiras flores  Maio, 'o tempo está belo e amoroso'  Junho, os trabalhos das terras  Julho, o corte do feno  Agosto, a ceifa  Setembro, a sementeira  Outubro, a vindima  [...]." 
GIAUVILLE, Barthelemy de. Le proprietaire des choses [1485]. In: LE GOFF, J. (org.). Enciclopédia Einaudi: memória-história. Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1984. p. 284. Disponível em: http://oridesmjr.blogspot.com.br/2011/05/o-tempo-na-sociedade-industrial-e-no.html. Acesso em: 20 fev. 2019. 

Texto 2 – o trabalho e o tempo na contemporaneidade. 

"[...] Na realidade não havia horas regulares: os mestres e gerentes faziam o que queriam conosco. Os relógios nas fábricas eram frequentemente adiantados de manhã e atrasados à noite e, em vez de serem instrumentos para a medição do tempo, eram usados como capas para dissimular a trapaça e a opressão. Embora isso fosse conhecido pelos operários, todos tinham medo de falar, e um trabalhador tinha medo de usar relógio, na medida em que não era incomum despedir qualquer um que pretendesse saber demais sobre a ciência da horologia." 

Anônimo. Capítulos na vida de um garoto de fábrica de Dundee [1887]. In: THOMPSON, E. P. Time, Work-discipline and industrial capitalism. Disponível: em http://libcom.org. Acesso em: 20 fev. 2019. 

No comparativo dos diferentes contextos históricos, os excertos evidenciam a(o) 
Alternativas
Ano: 2019 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Lajes - RN
Q1209876 Conhecimentos Gerais
um professor de história propôs para seus alunos a análise do seguinte texto:

A sociedade do que hoje denominamos era moderna caracteriza-se, acima de tudo no Ocidente, por certo nível de monopolização. Os meios financeiros arrecadados pela autoridade sustentam-lhe o monopólio da força militar, o que, por seu lado, mantém o monopólio da tributação. Neles, certos números de outros monopólios cristalizam-se em torno dos já mencionados. Mas esses dois são e continuam a ser os monopólios decisivos. Se entram em decadência, o mesmo acontece com todo o resto. 

ELIAS, Norbert. O processo civilizador. v.2. Rio de Janeiro: Zahar, 1993. (Adaptado). 

Na análise desse trecho, verifica-se o(a)   
Alternativas
Respostas
1: D
2: C
3: B
4: D
5: C
6: B
7: A
8: A
9: D
10: C
11: C
12: B
13: D
14: B
15: C
16: D
17: A
18: C
19: A
20: D