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“Não se pode dizer que se avaliou apenas por ter observado algo do aluno. Ou denominar por avaliação apenas a correção de tarefas ou testes, e o registro de notas. Nesse caso, não houve a mediação, ou seja, a intervenção pedagógica, decorrente da interpretação das tarefas, uma ação pedagógica desafiadora e favorecedora à superação intelectual dos alunos.” (Jussara Hoffmann)
Para a autora, todo processo avaliativo tem que ter por intenção:
“O educador, numa postura atual, compreende que não é ele que deposita o conhecimento na cabeça dos alunos. Por outro lado, sabe também que não é deixando o educando sozinho que o conhecimento brotará de forma espontânea.” (Celso Vasconcellos)
Quem constrói o conhecimento é o sujeito, mas:
“O currículo oculto é constituído por todos aqueles aspectos do ambiente escolar que, sem fazer parte do currículo oficial, explícito, contribuem, de forma implícita, para aprendizagens sociais relevantes.” (Tomaz Tadeu da Silva)
Numa perspectiva crítica, percebe-se que o que se aprende no currículo oculto são, fundamentalmente:
Leia o texto.
Um aluno de 16 anos frequenta a mesma escola desde a 1ª série (o que acontece por três anos consecutivos). Na 3ª série foi novamente reprovado. Atualmente, está cursando a 5ª série pela terceira vez, sem expectativa de aprovação. É considerado um aluno difícil, que demonstra total desinteresse pela sala de aula, só quer brincar. Implica o tempo todo com os outros colegas, não faz nada em aula, não entrega os trabalhos solicitados.
No primeiro conselho de classe deste ano, os professores, questionados sobre o aluno, disseram: “Ah, esse deixa pra lá, não quer saber de nada, vai ficar a vida toda na quinta série!”
Numa aproximação maior com a produção do aluno, foi percebido que o mesmo tem defasagem na alfabetização, isto é, escreve em nível silábico-alfabético e desconhece os processos de multiplicação e divisão.
Para Jussara Hoffmann:
O sociólogo Pedro Demo critica severamente os cursos de formação de Pedagogia. Dentre outras observações, diz que a Pedagogia fala de inovação e de necessidade de transformação, mas não sabe aplicá-la a si mesma.
Para o autor, a pior consequência dessa situação é que, enquanto a Pedagogia fala de transformação mas nunca a faz, o mercado não fala, faz; tornando a educação:
