Questões de Concurso Para prefeitura de mãe d`água - pb

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Q4300715 Português
Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I


Excesso de redes sociais entre crianças está associado a sintomas mais graves de depressão e ansiedade


A explicação para isso, segundo novo estudo, é que o excesso desregula o sono.


Por Diego Facundini - 24 mar 2026, 10h00


    Mais de três horas por dia nas redes sociais é o suficiente para que crianças desenvolvam quadros de depressão ou ansiedade mais graves. Quando comparadas àquelas que fazem uso moderado (até meia hora por dia), o excesso de exposição às redes pode agravar a severidade dos sintomas em aproximadamente 47%, para depressão, e 40%, para ansiedade.

     É o que indica um estudo feito com mais de 71 mil crianças em escolas de Londres, na Inglaterra. Ao longo de quatro anos, pesquisadores do Imperial College London acompanharam estudantes de 31 escolas, coletando dados relacionados a hábitos de uso das tecnologias digitais, saúde mental e estilo de vida.

    Os achados, publicados em fevereiro no periódico BMC Medicine, apontam para um perigo silencioso das tecnologias digitais: seus prejuízos para o sono das crianças - e os efeitos danosos que isso pode trazer à saúde mental.

    O artigo faz parte do SCAMP(Study of Cognition, Adolescents and Mobile Phones, do inglês para “Estudo sobre Cognição, Adolescentes e Telefones Celulares”), o maior estudo investigando os impactos de longo prazo do uso de tecnologias digitais por crianças e adolescentes.

    Desde sua fundação, em 2014, o SCAMP tem acumulado dados sobre uma série de marcadores - como o desenvolvimento cognitivo, a dieta e as rotinas de sono - relacionados à saúde física e mental de pessoas expostas às redes sociais desde a infância.

    No trabalho mais recente, os cientistas comparam para a saúde mental das crianças em dois momentos: quando tinham entre 11 e 12 anos (no período entre 2014 e 2016) e, depois, quando entre 13 e 15 (entre 2016 e 2018). Ao longo do estudo, os participantes responderam questionários detalhados, com perguntas sobre estilo de vida, saúde mental e seus comportamentos diante às telas.

    Com base nessas respostas, junto aos resultados de um conjunto de testes cognitivos, os pesquisadores reuniram os dados das crianças que apresentaram sintomas depressivos ou de ansiedade – um total de 2.350 pessoas.

    Analisando a progressão dos sintomas ao longo dos anos, e olhando, ao mesmo tempo, o uso que essas crianças faziam das redes sociais, os pesquisadores encontraram uma relação entre o tempo de tela e a gravidade dos sintomas. Isto é, crianças que, entre os 11 e 12 anos, ficavam nas redes sociais por mais de 3 horas por dia tinham uma chance bem maior de chegar à faixa dos 13 aos 15 com quadros mais severos de depressão e ansiedade. Já separando entre os gêneros, essa associação se torna ainda mais forte entre as meninas.

    As redes sociais mudaram muito desde 2014 e 2018, isso é uma limitação que os cientistas não negam. O consumo mudou, as dinâmicas das plataformas mudaram e, naquela época, o formato de vídeos curtos ainda não capturava a atenção de todo mundo. Porém, a vantagem de um estudo de longo prazo é que, acompanhando os participantes por um longo período de tempo, os cientistas conseguem entender melhor quais comportamentos relacionados ao uso de telas mais influenciam na saúde mental das crianças.

    Nesse caso, um fator medido pelos questionários se sobressaiu aos demais: a quantidade de sono. Os jovens com mais tempo de tela também dormiam menos (principalmente nos dias de escola). E a falta de sono, por sua vez, é um grande fator de risco para o agravamento de transtornos da saúde mental.

    “Nossa análise mostra uma tendência clara em termos da quantidade de tempo gasto nas redes sociais e os desfechos de saúde mental. Crianças que usam aplicativos de redes sociais por mais tempo, e até mais tarde à noite, podem estar comprometendo o sono de que precisam para funcionar de forma saudável. Acreditamos que essa é a principal razão pela qual estamos observando um impacto duradouro na saúde mental delas ao longo do tempo”, afirma, em nota, a pesquisadora Mireille Toledano. [...]


Disponível em: https://super.abril.com.br/tecnologia/excesso-de-redes-sociais-entre-criancas-esta-associado-a-sintomas-mais-graves-de-depressao-e-ansiedade/. Acesso em: 16 abr. 2026.
Assinale a alternativa que melhor aponta o objetivo central do Texto I.
Alternativas
Q4300714 Português
Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I


Excesso de redes sociais entre crianças está associado a sintomas mais graves de depressão e ansiedade


A explicação para isso, segundo novo estudo, é que o excesso desregula o sono.


Por Diego Facundini - 24 mar 2026, 10h00


    Mais de três horas por dia nas redes sociais é o suficiente para que crianças desenvolvam quadros de depressão ou ansiedade mais graves. Quando comparadas àquelas que fazem uso moderado (até meia hora por dia), o excesso de exposição às redes pode agravar a severidade dos sintomas em aproximadamente 47%, para depressão, e 40%, para ansiedade.

     É o que indica um estudo feito com mais de 71 mil crianças em escolas de Londres, na Inglaterra. Ao longo de quatro anos, pesquisadores do Imperial College London acompanharam estudantes de 31 escolas, coletando dados relacionados a hábitos de uso das tecnologias digitais, saúde mental e estilo de vida.

    Os achados, publicados em fevereiro no periódico BMC Medicine, apontam para um perigo silencioso das tecnologias digitais: seus prejuízos para o sono das crianças - e os efeitos danosos que isso pode trazer à saúde mental.

    O artigo faz parte do SCAMP(Study of Cognition, Adolescents and Mobile Phones, do inglês para “Estudo sobre Cognição, Adolescentes e Telefones Celulares”), o maior estudo investigando os impactos de longo prazo do uso de tecnologias digitais por crianças e adolescentes.

    Desde sua fundação, em 2014, o SCAMP tem acumulado dados sobre uma série de marcadores - como o desenvolvimento cognitivo, a dieta e as rotinas de sono - relacionados à saúde física e mental de pessoas expostas às redes sociais desde a infância.

    No trabalho mais recente, os cientistas comparam para a saúde mental das crianças em dois momentos: quando tinham entre 11 e 12 anos (no período entre 2014 e 2016) e, depois, quando entre 13 e 15 (entre 2016 e 2018). Ao longo do estudo, os participantes responderam questionários detalhados, com perguntas sobre estilo de vida, saúde mental e seus comportamentos diante às telas.

    Com base nessas respostas, junto aos resultados de um conjunto de testes cognitivos, os pesquisadores reuniram os dados das crianças que apresentaram sintomas depressivos ou de ansiedade – um total de 2.350 pessoas.

    Analisando a progressão dos sintomas ao longo dos anos, e olhando, ao mesmo tempo, o uso que essas crianças faziam das redes sociais, os pesquisadores encontraram uma relação entre o tempo de tela e a gravidade dos sintomas. Isto é, crianças que, entre os 11 e 12 anos, ficavam nas redes sociais por mais de 3 horas por dia tinham uma chance bem maior de chegar à faixa dos 13 aos 15 com quadros mais severos de depressão e ansiedade. Já separando entre os gêneros, essa associação se torna ainda mais forte entre as meninas.

    As redes sociais mudaram muito desde 2014 e 2018, isso é uma limitação que os cientistas não negam. O consumo mudou, as dinâmicas das plataformas mudaram e, naquela época, o formato de vídeos curtos ainda não capturava a atenção de todo mundo. Porém, a vantagem de um estudo de longo prazo é que, acompanhando os participantes por um longo período de tempo, os cientistas conseguem entender melhor quais comportamentos relacionados ao uso de telas mais influenciam na saúde mental das crianças.

    Nesse caso, um fator medido pelos questionários se sobressaiu aos demais: a quantidade de sono. Os jovens com mais tempo de tela também dormiam menos (principalmente nos dias de escola). E a falta de sono, por sua vez, é um grande fator de risco para o agravamento de transtornos da saúde mental.

    “Nossa análise mostra uma tendência clara em termos da quantidade de tempo gasto nas redes sociais e os desfechos de saúde mental. Crianças que usam aplicativos de redes sociais por mais tempo, e até mais tarde à noite, podem estar comprometendo o sono de que precisam para funcionar de forma saudável. Acreditamos que essa é a principal razão pela qual estamos observando um impacto duradouro na saúde mental delas ao longo do tempo”, afirma, em nota, a pesquisadora Mireille Toledano. [...]


Disponível em: https://super.abril.com.br/tecnologia/excesso-de-redes-sociais-entre-criancas-esta-associado-a-sintomas-mais-graves-de-depressao-e-ansiedade/. Acesso em: 16 abr. 2026.
Analise as assertivas abaixo:

I- O estudo realizado pelos cientistas evidenciou a associação entre os sintomas de depressão e ansiedade em crianças que utilizavam as redes sociais por mais de três horas diárias e o agravamento dos sintomas quando elas se tornaram adolescentes.
II- O prejuízo ao sono das crianças é o principal fator evidenciado na pesquisa para explicar a relação entre o uso excessivo das redes sociais e o agravamento dos danos à saúde mental.
III- O uso das redes sociais por menos de meia hora diária impede que as crianças tenham a saúde mental comprometida.

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4304100 Psicologia
Um usuário em intensa crise psíquica é levado por familiares a um hospital geral. Após avaliação inicial, a equipe médica considera a necessidade de internação, embora o paciente manifeste oposição ao procedimento. À luz da Lei nº 10.216/2001 e dos princípios que orientam a Reforma Psiquiátrica brasileira, a situação apresentada deve ser compreendida da seguinte forma: 
Alternativas
Q4304082 Pedagogia

Considerando as duas perspectivas de função social da aprendizagem apresentadas por Zabala (1998): uma de caráter seletivo, propedêutico e uniformizador, e a outra voltada à formação integral e à valorização da diversidade, observe as descrições no quadro a seguir. 


Imagem associada para resolução da questão


Após a análise do quadro, leia as alternativas e assinale a que expressa uma análise crítica coerente com a segunda perspectiva.

Alternativas
Q4303292 Português

Leia o Texto II para responder à questão.




No Texto II, o personagem “Substantivo” diz: “Tô indo embora. Vocês são muito possessivos!” A expressão “Tô indo embora” apresenta marca de:
Alternativas
Q4303285 Português
Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I


Pesquisa revela como aquecimento global pode levar à extinção de lagarto na Amazônia e favorecer sua expansão na Mata Atlântica


Isso indica ampla tolerância térmica e mecanismos fisiológicos favoráveis à sobrevivência em ambientes quentes


    No Dia Nacional da Mata Atlântica (27/05), uma pesquisa coordenada pelo professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Daniel Oliveira Mesquita, chama atenção para os impactos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade brasileira. O estudo investigou como o aquecimento global pode afetar a distribuição do lagarto Cnemidophorus cryptus , espécie encontrada na Amazônia e recentemente registrada também em áreas da Mata Atlântica.

    
     A pesquisa é apoiada pelo Governo da Paraíba, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq-PB), no âmbito da iniciativa Amazônia+10, e reúne pesquisadores de cinco estados brasileiros. Segundo a Profa. Fernanda Werneck, os resultados mostram que o locomotor em torno de Cnemidophorus cryptus apresenta melhor desempenho , com temperatura corporal preferencial muito próxima desse valor.


    Segundo os pesquisadores, isso 36,6°C indica ampla tolerância térmica e mecanismos fisiológicos favoráveis à sobrevivência em ambientes quentes. Apesar dessa resistência, a pesquisa aponta que o aquecimento global pode representar uma ameaça importante para a conservação da espécie, especialmente na Amazônia.


    A pesquisa também identificou um comportamento distinto da espécie na Mata Atlântica. Nesse bioma, onde o lagarto foi recentemente registrado, os modelos apontam uma expansão potencial de aproximadamente 10% da área de ocorrência, associada ao surgimento de ambientes mais abertos. Os pesquisadores alertam, no entanto, que isso não deve ser interpretado como um benefício do desmatamento. Algumas espécies conseguem ocupar áreas degradadas, enquanto outras desaparecem, o que pode resultar em perda da biodiversidade.


    “Uma espécie pode expandir sua ocorrência em ambientes alterados, mas isso não significa que o ecossistema esteja melhor. Muitas espécies mais sensíveis podem desaparecer nesse processo”, destaca Daniel Mesquita.


    Além do Cnemidophorus cryptus, o projeto estuda diversos grupos da fauna, incluindo sapos, pererecas, serpentes, lagartos e anfíbios subterrâneos raramente observados. Todo o material coletado é catalogado e depositado em coleções científicas, como as da UFPB e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), servindo de base para estudos sobre genética, ecologia, reprodução e adaptação às mudanças climáticas.


    Embora pouco conhecido pelo público, o Cnemidophorus cryptus desempenha papel importante nos ecossistemas, ajudando no controle de insetos e pequenos invertebrados e servindo de alimento para outras espécies. Por depender diretamente de condições ambientais, o lagarto também funciona como um importante bioindicador climático , auxiliando cientistas a compreender os efeitos do aquecimento global sobre a biodiversidade brasileira.


Fonte: Mesquita, Daniel. Pesquisa revela como aquecimento global pode levar à extinção de lagarto na Amazônia e favorecer sua expansão na Mata Atlântica Disponível em https://fapesq.rpp.br/noticias/pesquisa-revela-como-mudancas-climaticas-podem-ameacar-o-futuro-de-lagarto-de-mesma-especie-na-amazonia-e : na-mata-atlantica [Trecho] . Acesso em: 05 jun. 2026.
No trecho “A pesquisa é apoiada pelo Governo da Paraíba, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq-PB), no âmbito da iniciativa Amazônia+10, e reúne pesquisadores de cinco estados brasileiros”, identifique a alternativa que traz CORRETAMENTE a classe gramatical da palavra “cinco”.
Alternativas
Q4300747 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Com o avanço da Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), a proteção das crianças e adolescentes no ambiente digital tem sido um desafio crescente frente ao qual o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) digital representa uma importante conquista. Nesse contexto, analise as proposições a seguir acerca das obrigações dos fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação direcionados a crianças e a adolescentes, ou de acesso provável por eles.

I- Realizar avaliação do conteúdo disponibilizado para crianças e adolescentes de acordo com a faixa etária, para que seja compatível com a respectiva classificação indicativa.
II- Oferecer sistemas e processos projetados para impedir que crianças e adolescentes encontrem, por meio do produto ou serviço, conteúdos ilegais e pornográficos, bem como outros conteúdos manifestamente inadequados à sua faixa etária, conforme as normas de classificação indicativa e a legislação aplicável.
III- Desenvolver, a partir da marca de um milhão de usuários, configurações que evitem o uso compulsivo de produtos ou serviços por crianças e adolescentes.

Conforme a Lei nº 15.211/2025, que dispõe sobre a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais, conhecida como ECA digital, é CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
141: B
142: D
143: D
144: B
145: B
146: C
147: A