Questões de Concurso
Para prefeitura de santa luzia - mg
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O texto a seguir foi retirado da obra A força das palavras, de Ana Lúcia Tinoco Cabral (2011).
Torrada engorda menos que pão
Não. Muita gente ainda acredita que, por ser leve (no peso), a torrada tem menos calorias que o pão. No Livro Dietas – escolha a sua (Verus Editora), a autora e nutricionista americana Marie-Laure André faz a comparação em 100 gramas: o pão tem perto de 255 calorias e a torrada 390. Essa diferença é grande porque a torrada não tem água.
Revista Boa Forma, mar. de 2009, edição 264, p. 39.
A propósito da noção de polifonia, Cabral explica que, nesse texto,
Ao escrever seus livros, o senhor não se preocupa em deixar as tramas datadas?
Pedro Bandeira
Tenho de usar aquilo que nunca muda: as emoções humanas. Por que Shakespeare vale até hoje? Porque ele não faz histórias de reis ingleses, mas sobre sonhos, inveja, cobiça, ambição, velhice, paixão de adolescentes... Faz histórias eternas, que não dependem da tecnologia. Até hoje você lê Ricardo III e fica impressionado, por ser um homem que faz tudo pela ambição do poder — isso existe até hoje. A emoção de uma jovem nunca mudará. Uma menina vai estar sempre apaixonada, vai ter sempre ciúmes da colega, vai ter medo do mundo, vai ter problemas com os pais que se separam. O furor uterino da Madame Bovary jamais será ultrapassado — é até hoje um romance atemporal. Hoje em dia se discute até que Lobato tem dificuldade de se tornar um clássico. Porque ele centrou muito na vida rural quando o Brasil já estava se tornando urbano.
O senhor também faz algumas releituras de clássicos da literatura mundial.
Pedro Bandeira
Um personagem como Iago vira Iara, uma menina ciumenta [em A Hora da Verdade]; Hamlet, lido de trás para frente, vira Telmah — aí transformei Hamlet na menina Telmah, que vive as mesmas dúvidas [em Agora Estou Sozinha]. Ou Cirano de Bergerac, um homem feio que escreve cartas para serem entregues pelo seu rival a sua amada — mas Cirano vira Isabel, de A Marca de uma Lágrima. Porque quero ajudar o jovem a gostar de ler. Não sou literatura final, de resultado final; sou introdução. Como para mim foram introdução Monteiro Lobato, Mark Twain, Emilio Salgari, Charles Dickens, Victor Hugo. A cultura é uma montanha enorme, de conhecimentos, de beleza, amontoada ao longo de muitos séculos. Para você chegar lá em cima, onde estão Shakespeare, Baudelaire, Cervantes, tem de subir uma escada. Para uma criança chegar um dia a Baudelaire, ela tem de pisar em Ruth Rocha, em Ziraldo, em Pedro Bandeira. Esses degraus têm de ser confortáveis, para ela gostar de continuar subindo.
Revista Língua, nº 67. São Paulo: Segmento, maio de 2011. (Adaptação).
Ao escrever seus livros, o senhor não se preocupa em deixar as tramas datadas?
Pedro Bandeira
Tenho de usar aquilo que nunca muda: as emoções humanas. Por que Shakespeare vale até hoje? Porque ele não faz histórias de reis ingleses, mas sobre sonhos, inveja, cobiça, ambição, velhice, paixão de adolescentes... Faz histórias eternas, que não dependem da tecnologia. Até hoje você lê Ricardo III e fica impressionado, por ser um homem que faz tudo pela ambição do poder — isso existe até hoje. A emoção de uma jovem nunca mudará. Uma menina vai estar sempre apaixonada, vai ter sempre ciúmes da colega, vai ter medo do mundo, vai ter problemas com os pais que se separam. O furor uterino da Madame Bovary jamais será ultrapassado — é até hoje um romance atemporal. Hoje em dia se discute até que Lobato tem dificuldade de se tornar um clássico. Porque ele centrou muito na vida rural quando o Brasil já estava se tornando urbano.
O senhor também faz algumas releituras de clássicos da literatura mundial.
Pedro Bandeira
Um personagem como Iago vira Iara, uma menina ciumenta [em A Hora da Verdade]; Hamlet, lido de trás para frente, vira Telmah — aí transformei Hamlet na menina Telmah, que vive as mesmas dúvidas [em Agora Estou Sozinha]. Ou Cirano de Bergerac, um homem feio que escreve cartas para serem entregues pelo seu rival a sua amada — mas Cirano vira Isabel, de A Marca de uma Lágrima. Porque quero ajudar o jovem a gostar de ler. Não sou literatura final, de resultado final; sou introdução. Como para mim foram introdução Monteiro Lobato, Mark Twain, Emilio Salgari, Charles Dickens, Victor Hugo. A cultura é uma montanha enorme, de conhecimentos, de beleza, amontoada ao longo de muitos séculos. Para você chegar lá em cima, onde estão Shakespeare, Baudelaire, Cervantes, tem de subir uma escada. Para uma criança chegar um dia a Baudelaire, ela tem de pisar em Ruth Rocha, em Ziraldo, em Pedro Bandeira. Esses degraus têm de ser confortáveis, para ela gostar de continuar subindo.
Revista Língua, nº 67. São Paulo: Segmento, maio de 2011. (Adaptação).
Sintaxe estranha?
Sírio Possenti
Em sua coluna de 13/3/2014 na Folha de S. Paulo, o Prof. Pasquale criticou duramente uma construção cada vez mais frequente. Os exemplos são do tipo “O técnico da TAP estava previsto para chegar a Cabo Verde…” e “Aponte está prevista para ser inaugurada…”. Segundo ele, não faz o menor sentido ligar “ponte” ou “técnico” a “estar previsto/a”. O que se prevê é a chegada do técnico e a inauguração da ponte. Esta concepção de sintaxe como devendo não se sustenta, no entanto. São muitos os exemplos de estruturas sintáticas que interpretamos “indiretamente”, digamos assim. Todos sabemos, por exemplo, que pneus de carro podem furar, que ponteiros de relógio podem quebrar (ou ser furados e quebrados). Mas todos ouvimos e dizemos também construções como “o carro furou o pneu” e “o relógio quebrou o ponteiro”. Isso não quer dizer que pensamos que o carro e o relógio são os agentes que furam o pneu e quebram o ponteiro. Esses exemplos são pequena amostra de que a organização sintática não é uma exteriorização ponto por ponto, e na mesma ordem, de eventuais pensamentos. O sentido é sempre o resultado da interpretação. Há algum tempo, comentei aqui uma instrução que se ouve assim que aviões pousam: “… só fume nas áreas permitidas”. É óbvio que o que se permite em certas áreas é que se fume. Isso não faz da área uma “área permitida” – literalmente. A sintaxe “da aviação” expressa a ordem de forma indireta. A sintaxe é preservada (concordância etc.) e o sentido não é segredo para ninguém. Para os falantes que dizem “fume na área permitida” e “o técnico está previsto para chegar” não há segredo nenhum na interpretação. Só se vê nonsense nesses casos se não se considera o real funcionamento da língua.
Disponível em: <http://terramagazine.terra.com.br/blogdosirio>. Acesso em: 20 fev. 2019.
Corrobora a argumentação desenvolvida por Possenti a ocorrência, normalmente aceita, da construção
Na obra Ensino de Português e Linguística, Juliana Bertucci Barbosa discute contribuições da fonologia para uma compreensão dos desvios de escrita cometidos por alunos. A autora aborda alguns fenômenos, como os que seguem:

A propósito desses e de outros fenômenos pertinentes à relação “fala/escrita”, assinale a alternativa que apresenta uma
concepção equivocada por parte do professor de português.
Na obra Gramática pedagógica do português brasileiro, Marcos Bagno discute criticamente a noção de erro em torno da ocorrência de orações formadas por “para mim + infinitivo”, como: “O ilustrador trouxe uns desenhos para mim examinar”. O autor argumenta que o uso de “mim”, no lugar de “eu”, pode ser explicado, entre outros fatores, pela atribuição de caso oblíquo pela preposição “para” e, também, pela fusão de duas construções com essa preposição em uma única construção, como mostra o esquema a seguir:

No que diz respeito à postura do professor de português frente a esse tópico de ensino, Bagno
Para Marcelo de C. Borba e Miriam G. Penteado, no livro Informática e educação matemática (2002), qual alternativa descreve uma marca registrada da EaD, mediada pela internet, em relação a outros modelos de EaD?
Assinale a alternativa que apresenta duas formas de comunicação assíncronas que podem ser utilizadas para possibilitar um contato mais constante entre professor e estudantes.
Uma esfera de raio √3cm está inscrita em um prisma hexagonal regular reto.
Qual é o volume do prisma, em cm3?
Um praticante de corridas, certo dia, dividiu seu treino em 4 etapas, cada uma delas com duração de 15 minutos, e verificou que na:
• primeira etapa, registrou uma velocidade média de 10 km/h;
• segunda etapa, a velocidade média observada foi de 3 m/s;
• terceira etapa, seu ritmo foi de 6 min gastos por km percorrido;
• quarta etapa, percorreu 2 km.
O corredor percorreu a maior distância na
Até o instante em que a água no interior do barril transbordar, qual será a razão entre a água que vazou pelo fundo e a capacidade total do barril?
• os segmentos BC e AB são congruentes; • os segmentos CD e BD são congruentes; • os ângulos CDB (de vértice D) e ACB (de vértice C) são congruentes.

Nessas condições, qual é o valor ângulo CBA, de vértice B?
Todas as faces de 27 cubinhos idênticos de aresta a são pintadas de branco. Em seguida, eles são organizados de modo a formarem, juntos, um cubo maior, de aresta 3a. Uma vez constituído o maior cubo, suas faces são pintadas de preto. Finalmente, o cubo maior é novamente desmontado, e as faces dos cubinhos tornam-se todas visíveis.
Ao todo, quantas faces de cubinhos de aresta a continuaram na cor branca?
