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Q3553730 Português
Assinale a alternativa em que a vírgula foi empregada corretamente.
Alternativas
Q3553593 Português
Assinale a alternativa em que a vírgula foi usada CORRETAMENTE
Alternativas
Q3553542 Português
Assinale a alternativa em que o emprego da vírgula está incorreto. 
Alternativas
Q3552781 Português
“No outro dia estava pior; tratei-me enfim, mas incompletamente, sem método, nem cuidado, nem persistência; tal foi a origem do mal que me trouxe à eternidade.” (Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis)
Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita totalmente correta do trecho acima e sem alteração do seu significado básico original.
Alternativas
Q3552735 Português
A vírgula antecede uma oração reduzida em:
Alternativas
Q3552283 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Servidor certo no lugar certo: Perfil Profissiográfico é destaque na estratégia do MGI para valorizar competências


Imagina começar em um novo trabalho e já ser direcionado para uma área que tem tudo a ver com o seu perfil, suas experiências e seus interesses. Parece ideal, certo? Pois essa é justamente a proposta do Perfil Profissiográfico, uma nova ferramenta desenvolvida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), que busca proporcionar alocações mais eficientes e humanas no serviço público.


 A iniciativa começou com o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), que vai levar milhares de novos servidores para órgãos públicos federais. Com tanta gente entrando ao mesmo tempo — em alguns casos, centenas de pessoas por órgão — surgiu a necessidade de um jeito mais inteligente e justo de fazer as alocações.


"Nosso objetivo era encontrar uma forma de aproveitar melhor o potencial que cada servidor traz, de modo alinhado às necessidades dos órgãos públicos", explica Janice Oliveira Godinho, Coordenadora de Gestão de Informações e Conhecimento em Concursos e Provimentos da SGP/MGI.


 O que é, afinal, o Perfil Profissiográfico?


 É uma ferramenta digital que cruza os dados do currículo e as respostas a um questionário feito pelo servidor recém-aprovado, com os perfis de vagas informados previamente pelos órgãos. O resultado é um Relatório Individual de Subsídio à Alocação, o chamado RISA, que sugere onde aquele servidor pode ser melhor aproveitado.


Esse relatório mostra quais áreas têm mais a ver com o que o servidor sabe fazer, com suas formações e até com o que ele tem vontade de aprender. Ele também orienta os gestores sobre onde aquele servidor poderia atuar com mais eficácia e até indica quando um treinamento pode ser necessário. "Quando a pessoa atua em uma área com a qual se identifica, seu desempenho tende a ser melhor. Além disso, aumentam as chances de permanência e satisfação no cargo", ressalta Janice.


O desenvolvimento do Perfil Profissiográfico contou com o apoio técnico e científico da Universidade de Brasília (UnB). Pesquisadores da área de Psicologia Social e do Trabalho participaram voluntariamente da construção da metodologia e da validação dos relatórios gerados. "Essa parceria com a UnB foi essencial para dar rigor acadêmico ao processo, garantindo que a ferramenta tivesse base sólida e pudesse, de fato, refletir o potencial de cada servidor de forma justa e criteriosa", explica Janice.


Como funciona na prática?


O servidor ou servidora responde a um questionário profissiográfico no momento da posse, via SOUGOV. As informações são analisadas por um sistema com base em critérios pré-definidos e com uso de inteligência artificial. Esse sistema cruza os dados com os perfis de cargos previamente coletados junto aos 21 órgãos que vão receber os servidores do CPNU. 


O relatório final é entregue ao setor de gestão de pessoas do órgão. Lá, o gestor pode visualizar os dados e tomar decisões com mais embasamento e agilidade. Tudo é feito por meio da plataforma Sigepe Oportunidades, de forma segura e digital.


Janice destaca que o sistema é um apoio à decisão, e não um limitador: "Ele não obriga a alocação do servidor em determinada área. Mas oferece ao gestor uma bússola, um mapa com informações que antes eram difíceis de reunir. É uma forma mais inteligente e respeitosa de começar essa jornada", ressalta.


Embora tenha nascido como uma solução para o Concurso Nacional Unificado, o Perfil Profissiográfico poderá ser adotado por qualquer órgão público que deseje melhorar seus processos de alocação e gestão de pessoas. A ferramenta já despertou interesse em outras instituições e está pronta para ser usada em seleções futuras, inclusive no CPNU 2


 "É a primeira vez que o governo federal desenvolve um instrumento tão completo e baseado em dados para apoiar a alocação de novos servidores. Isso tem tudo para se consolidar como uma prática estratégica de gestão de pessoas", afirma Janice.


 Nova cultura


Mais do que tecnologia, o Perfil Profissiográfico representa uma mudança de olhar. Deixa de lado a lógica de "preencher buracos" e passa a reconhecer o potencial humano em sua totalidade. "Quem não passou por isso ou conhece alguém que entrou num órgão e teve a sensação de estar sendo alocado aleatoriamente, num lugar em que ninguém queria estar? É frustrante. Com o perfil Profissiográfico, a ideia é minimizar essas situações", compartilha Janice


 https://www.gov.br/gestao/pt-br/assuntos/noticias/2025/abril/servidor-ce rto-no-lugar-certo-perfil-profissiografico-e-destaque-na-estrategia-do-m gi-para-valorizar-competencias

(...) explica Janice Oliveira Godinho, Coordenadora de Gestão de Informações e Conhecimento em Concursos e Provimentos da SGP/MGI.


Analise o emprego da vírgula no enunciado acima e identifique a alternativa em que a vírgula foi usada pela mesma justificativa do trecho.

Alternativas
Q3551863 Português

Texto para responder a questão.



    A relação entre gêneros discursivos e complexidade textual é intrínseca, pois cada género, ao se adaptar as convenções que lhe são impostas, apresenta níveis de complexidade específicos. Assim, quando pensamos em produção automatizada de textos por LLM (large language models), a questão que se coloca é saber não apenas o nível de proficiência dessas ferramentas em produzir conteúdo que seja coerente e adequado as normas linguísticas, mas também a capacidade de se adaptar ao nível de complexidade textual exigida pelo gênero do discurso a ser gerado.


 

ANTONELLL André Luis. Desafios de grandes modelos de linguagem generativa na reprodução de complexidade textual: um estudo com editoriais jomalisticos. Texto Livre, Belo Horizonte - MG, v. 18, p. e58530, 2025 Disponível em: <https://periodicos.ufmg.br/index.php/textolivre/article/view/58530/48333>. Acesso em: 16 jul. 2025, com adaptações. 

A vírgula empregada logo após  
Alternativas
Q3548312 Português
A palavra é nomofobia

Em série de reportagens da Rádio UFMG Educativa, especialistas analisam as implicações da dependência digital e do uso excessivo de celulares pelas crianças

Por UFMG | Pesquisa e Inovação

        As novas tecnologias, como smartphones, tablets e outros dispositivos digitais móveis, provocaram a incorporação de uma nova palavra ao léxico especializado: nomofobia. O termo se refere ao uso exacerbado e dependente do celular e de outras tecnologias digitais. Desde 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a dependência digital como transtorno: ela desencadeia um medo irracional de estar sem o celular ou sem aparelhos eletrônicos no geral.

        A doença está listada na chamada Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Nos Estados Unidos, pesquisa realizada pela Common Sense Media trouxe resultados alarmantes: metade dos adolescentes se sentem viciados em usar o celular. Na UFMG, alguns estudos avaliam as consequências do vício em celular. Um deles foi realizado pela psiquiatra Júlia Khoury, que se dedicou no mestrado, no doutorado e no pós-doutorado a compreender a dependência digital.

        Júlia Khoury ensina como identificar crianças e adolescentes viciados no celular: “A criança ou adolescente aumenta cada vez mais o seu tempo de exposição. O tempo gasto nas telas impede a realização ou diminui a realização de outras atividades, principalmente aquelas de que gostava e que são incompatíveis com o smartphone, como esportes e o contato com a natureza. Além disso, a pessoa pode alterar seu comportamento. Uma criança que era tranquila começa a ficar agressiva. Uma criança que interagia bem começa a ficar mais introspectiva e deixa de interagir com as pessoas”, explica a pesquisadora.

[...] 

        Ainda na UFMG, a terapeuta ocupacional e doutora em Medicina Molecular Renata Santos estudou as associações entre tempo de tela e saúde mental. Ela também indica como perceber a nomofobia infantojuvenil: “Ela aparece quando começa a atrapalhar as outras atividades, quando começam os atrasos na entrega de tarefas de casa e da escola. As crianças também começam a mentir sobre a quantidade de tempo que passam no celular. Elas não acham nada mais interessante do que ficar no celular. Elas se sentem às vezes frustradas e tristes quando não podem usar. Precisam ficar cada vez mais tempo para poder satisfazer suas necessidades. E a gente percebe que elas têm fracassado nas tentativas de diminuir o uso”. 

        O córtex pré-frontal é a região do cérebro responsável por planejamento, tomada de decisões, autocontrole e regulação emocional, e pode não estar completamente desenvolvido até os 20 anos ou mais tarde. Em geral, de acordo com o campo da neuropediatria, os celulares estimulam vias de processamento cerebral passivas. O tempo excessivo durante o qual crianças e adolescentes passam diante de telas é um tempo em que deveriam ser estimulados pelas vias ativas. O ideal é praticar atividades para desenvolvimento da coordenação motora, da comunicação, da resolução de problemas e da sociabilidade de maneira off-line.

        Um cuidado especial deve ser tomado com as recompensas fáceis que as redes sociais ofertam ao córtex pré-frontal, prejudicando o desenvolvimento de uma região cerebral controladora de impulsos, atenção, julgamentos e tomada de decisão. Apesar de tanto se falar em vício em celular, muitos pais ainda duvidam que o dispositivo e outros eletrônicos possam viciar. A neuropediatra Letícia Sampaio responde se o cérebro infantojuvenil pode mesmo se viciar no uso de celular e demais telas: “Sim, a dependência digital ou o vício em tecnologia existe. Quando se está interagindo com um dispositivo eletrônico, muitas vezes, se tem como recompensa uma gratificação imediata por meio dos jogos ou das redes sociais, dos vídeos ou de alguma forma de entretenimento. Então, isso leva a um ciclo de recompensa que vai estimular cada vez mais o uso contínuo dos aplicativos desses conteúdos digitais. Eles são projetados para ser envolventes e estimulantes, o que leva a um comportamento mais compulsivo. É aquela necessidade de verificar toda hora o telefone: a pessoa não pode ficar off-line nem um minuto, tem medo de perder algo que seja importante nas redes sociais”. 

Adaptado de: https://ufmg.br/comunicacao/noticias/vicio-aoalcance-das-maos-uso-abusivo-infanto-juvenil-de-celulares. Acesso em: 6 mar. 2025. 
Assinale a alternativa que apresenta a função com a qual os dois-pontos foram empregados no trecho “[...] a dependência digital como transtorno: ela desencadeia um medo irracional [...]”.
Alternativas
Q3547009 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01



Silêncio digital 



    Acordamos e pegamos o celular logo de cara. Passamos pelas novidades no feed, nos emocionamos com uma postagem, damos risada com um vídeo de 15 segundos, mandamos um “olha isso” no grupo de amigos. Curtimos, salvamos para ver depois e às vezes compartilhamos no privado com alguém. Mas sem postar nada, nem um stories ou foto na linha do tempo. Esse comportamento tem nome: silêncio digital. É quando consumimos conteúdo nas redes sociais sem produzir, comentar ou nos expor. Uma espécie de presença invisível, que não é ausência, mas uma escolha que vai de cada um.

    Na lógica das redes, quem não se expõe parece não existir. Só que, para muitas pessoas, o silêncio é uma forma de cuidado. “Vivemos numa cultura em que compartilhar é quase compulsório. Existe uma expectativa de que todos exponham algo como uma conquista, uma dor, uma opinião. Mas há quem simplesmente não se sinta à vontade com isso, e está tudo bem”, explica a psicanalista Tássia Borges. Segundo ela, esse comportamento não é necessariamente um problema. “Existem pessoas que preferem observar. Elas estão presentes, mas de uma forma mais discreta e reflexiva. Isso pode ser uma forma de preservar a própria intimidade ou mesmo de evitar a angústia de algum tipo de julgamento. Em vez de se silenciar por medo, algumas pessoas escolhem o silêncio como um gesto de liberdade. É uma maneira de se proteger do ruído constante que as redes nos impõem”, complementa.

    Nos últimos anos, esse movimento ganhou contornos mais visíveis e até nome: o chamado low profile. É uma estética da contenção, marcada por poucas publicações, poucos seguidores, ausência de selfies e legendas mínimas ou quase inexistentes. “Muitos se decepcionam com o excesso de exposição. Quando um perfil vira um canal de publicidade, isso frustra. O low profile surge como contraponto: um desejo de autenticidade”, analisa Tássia. [...] Ela observa que o silêncio pode ter diferentes origens. “Pode vir de uma exaustão emocional, de um momento de recolhimento, ou até de uma fase de transformação interna. [...] “Quando nos afastamos das expectativas externas, ganhamos espaço para entender o que realmente importa para nós”, reflete. As redes sociais criaram uma lógica onde o extraordinário parece regra. “Todo mundo está vencendo, sendo feliz, produtivo. E quando você não está bem, isso machuca”. A comparação constante alimenta a angústia, e muitos buscam no silêncio uma pausa necessária, uma espécie de detox digital.

    Entre os fatores emocionais mais comuns estão o excesso de comparação, o medo de não corresponder a padrões idealizados e a sobrecarga mental provocada por tanta informação. “Muitas pessoas chegam à terapia se sentindo exaustas e sem saber exatamente por quê. Quando investigamos, percebemos que a fadiga vem do excesso de estímulo. É uma mente que nunca descansa”, diz Tássia.

    Por isso, o silêncio digital às vezes também é uma tentativa de se proteger da “infodemia” (excesso de informações, muitas vezes contraditórias, que confunde mais do que orienta) e também do chamado “doomscrolling”, o hábito de consumir compulsivamente notícias negativas, que alimenta a ansiedade e o medo. “A pessoa desliza o dedo sem parar, achando que está se informando, mas no fundo só se afunda mais num estado de alerta e preocupação constante”, observa. O silêncio digital pode, sim, ser uma escolha saudável, mas também pode ser um sinal de esgotamento emocional. O que diferencia essas duas situações, segundo Tássia, é o estado emocional que leva à decisão. “Quando a pessoa percebe que algo não está fazendo bem e decide se afastar das redes para cuidar da própria saúde mental, isso é uma escolha consciente e saudável. Mas quando esse afastamento acontece de forma impulsiva e sem reflexão, pode indicar uma tentativa de fuga.” Ela ressalta que muitas vezes o discurso vem disfarçado: “Ah, estou perdendo tempo aqui, podia fazer algo mais produtivo.” Mas por trás desse argumento pode existir algo mais profundo e ainda não elaborado. “O sinal de esgotamento aparece quando a decisão é tomada com pressa, sem consciência e movida por irritação ou culpa”.

    As redes nos ensinam a performar o tempo todo. O silêncio, por outro lado, nos convida a ser. Talvez quem está quieto esteja apenas vivendo e isso, por si só, já é muito”. Se recolher das redes não significa desaparecer do mundo. Manter os vínculos afetivos e sociais sem estar o tempo todo presente virtualmente, é possível. [...]



SUZUKI, Mariana. Silêncio digital. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/silencio-digital /. Acesso em: 28 jun. 2025. Adaptado. 


Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura formal do texto 01.



I- O itálico, nos estrangeirismos, poderia ser substituído pelas aspas.


II- As aspas indicam o uso do discurso direto assim como do indireto.


III- As aspas em “doomscrolling“ poderiam ser substituídas pelo itálico.


IV- Os parênteses inserem uma definição referente à palavra anterior.


V- As aspas em “infodemia“ assinalam o uso do recurso da ironia.



Estão CORRETAS apenas as afirmativas 

Alternativas
Q3546723 Português
    Cresci brincando no chio entre formigas. De uma infância livre e sem comparamentos. Eu tinha mais comunhão com as coisas do que comparação. Porque se a gente fala a partir de ser criança, a gente faz comunhão de um orvalho e sua aranha, de uma tarde e suas garças, de um pássaro e sua árvore. Então eu trago de minhas raízes crianceiras a visão comungante e obliqua das coisas. Eu sei dizer sem pudor que o escuro me ilumina. É um paradoxo que ajuda a poesia e que eu falo sem pudor. Eu tenho que essa visão obliqua vem de eu ter sido criança em algum lugar perdido onde havia transfusão da natureza e comunhão com ela. Era o menino e os bichinhos. O menino e o rio. Era o menino e as arvores. 


BARROS, Manoel de. Meu quintal é maior do que o mundo. Rio de Janeiro: Objetiva. 2025  

Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto apresentado, julgue (C ou E) o item a seguir. 


A correção gramatical e os sentidos do texto seriam preservados se fosse inserida uma virgula logo após “perdido'', no trecho “em algum lugar perdido onde havia transfusão da natureza''.  

Alternativas
Q3545481 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Como ler transforma o cérebro



Enquanto lemos, ativamos circuitos cerebrais que levaram milênios para se desenvolver. A leitura é uma habilidade que transformou o cérebro humano e a sociedade, embora não seja algo natural como a fala. A cientista cognitiva Maryanne Wolf, professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, explica que não nascemos com circuitos preparados para ler, e sim para enxergar e falar. A leitura, portanto, exigiu que nosso cérebro reciclasse funções antigas, como o reconhecimento visual, para atribuir significado a símbolos e sons. Esse processo começou por volta de 3300 a.C., com os sumérios, embora haja discussão sobre a contribuição dos egípcios.


Wolf afirma que a leitura profunda, aquela que envolve reflexão, análise e empatia, está sob ameaça com os hábitos digitais modernos, como a leitura apressada e fragmentada nas telas. O uso constante de celulares, com interrupções e excesso de estímulos, reduz a capacidade de concentração e de compreensão crítica dos textos. O cérebro passa a buscar recompensas rápidas, tornando difícil o engajamento com textos mais densos e elaborados.


Estudos mostram que palavras ativam áreas amplas do cérebro, evocando conceitos múltiplos. Por exemplo, a palavra "bug" desperta associações com insetos, erros de informática ou até o carro Fusca. Além disso, diferentes sistemas de escrita exigem circuitos distintos. O chinês, por ser logográfico, ativa áreas ligadas à memória visual, o que foi observado em pacientes bilíngues com lesões cerebrais que afetaram a leitura do chinês, mas não do inglês.


O estímulo à leitura deve começar na infância. O contato com livros desde cedo favorece o desenvolvimento emocional e cognitivo, ajudando a criança a criar empatia e senso crítico. Por outro lado, crianças privadas desse estímulo enfrentam desvantagens desde os primeiros anos escolares. Um estudo famoso indica que, até os 3 anos, crianças de lares sem estímulos verbais ou leitura escutam cerca de 30 milhões de palavras a menos que outras mais expostas ao vocabulário.


Wolf alerta para uma "crise de leitura": por ser uma habilidade adquirida, ela pode ser atrofiada se não for cultivada. A leitura superficial compromete a capacidade de análise, compreensão profunda, apreciação estética da linguagem e até a habilidade de identificar informações falsas. Crianças que crescem hiperestimuladas por telas e com pouco contato com livros apresentam menor desempenho acadêmico e maior dificuldade de concentração.


Outro ponto abordado é a dislexia, condição que afeta de 4% a 10% da população. Pessoas com dislexia enfrentam desafios específicos na leitura, mas isso não está relacionado à falta de inteligência. Muitas são altamente criativas e brilhantes, havendo indícios de que gênios como Leonardo da Vinci, Thomas Edison e Albert Einstein tivessem dislexia. A dificuldade, na verdade, está ligada a circuitos cerebrais diferentes dos típicos. Wolf, que tem um filho disléxico, defende que crianças com dislexia precisam ser compreendidas e estimuladas, e não rotuladas como preguiçosas.


A pesquisadora conclui que o antídoto para a crise da leitura está no incentivo diário ao hábito de ler, com o envolvimento de pais e professores como modelos. A leitura deve ser apresentada como um santuário pessoal, um espaço de autonomia, reflexão e desenvolvimento intelectual.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c89el24p358o.ADAPTADO.

O uso constante de celulares, com interrupções e excesso de estímulos, reduz a capacidade de concentração e de compreensão crítica dos textos.


Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase. 

Alternativas
Q3542628 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Governo federal atualiza regras para ampliar contratação de mulheres em situação de violência doméstica

Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) aperfeiçoou alguns pontos da Política de Cotas para Mulheres em Situação de Violência Doméstica nas Contratações Públicas para tornar a iniciativa mais ampla e eficiente. O Decreto nº 12.516/2025 foi publicado nesta quarta-feira (18/06), no Diário Oficial da União, e trouxe algumas atualizações ao texto do Decreto nº 11.430/2023. A nova norma deixa mais claro que os 8% das vagas reservadas a mulheres em situação de violência doméstica correspondem ao percentual mínimo exigido nos contratos de serviços terceirizados dos órgãos federais, podendo ser maior, a critério do órgão contratante.

Dessa forma, as mudanças estimulam que mais mulheres em situação de violência doméstica possam ser incluídas nos contratos. A atualização no texto reforça ainda que a reserva de vagas pode ser aplicada em qualquer contrato, não se restringindo àqueles com 25 ou mais empregados, nos quais a aplicação é obrigatória. Em contratos com quantidade menor de empregados, é admitida a previsão de percentual inferior a 8%.

"O Governo federal incentiva a aplicação da política em qualquer contrato de terceirização. O propósito da nova redação é deixar isso mais claro para os órgãos e entidades parceiros", explica Cristina Mori, secretária executiva do MGI.

O foco da política está na promoção da empregabilidade e na inclusão socioeconômica de mulheres em situação de violência doméstica por meio da reserva de vagas em contratos terceirizados celebrados com a Administração Pública Federal. A política é executada com base em parcerias interfederativas, principalmente na seleção e acompanhamento das mulheres. Até o momento, 17 unidades da federação aderiram à política. Com as novas medidas, a expectativa do governo federal é ampliar o seu alcance, beneficiando um número ainda maior de mulheres em situação de violência doméstica em todo o país.

Entre as atualizações também está a adoção do Acordo de Adesão como instrumento jurídico para a implementação da política com os entes federativos, em substituição ao Acordo de Cooperação Técnica, que vinha sendo utilizado. A mudança permite mais agilidade no trâmite do processo de formalização das parcerias, o que deve contribuir para o aumento do número de estados interessados em aderir à iniciativa do governo federal.

O novo decreto reforça a proteção da privacidade e dignidade das mulheres atendidas pela política, de duas formas:

1) proíbe que as empresas exijam diretamente das mulheres documentação que comprove a sua situação de violência;

2) esclarece que apenas candidatas encaminhadas pelas unidades especializadas na gestão ou atendimento às mulheres em situação de violência podem ser selecionadas. Essas instituições são os chamados Organismos de Políticas para Mulheres (OPMs), como as Secretaria de Mulheres nos estados e municípios. "Isso previne constrangimentos e possíveis impactos emocionais negativos", complementa a secretária.

As 17 unidades da federação que já aderiram à iniciativa são Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Tocantins.


https://www.gov.br/gestao/pt-br/assuntos/noticias/2025/junho/governo-f ederal-atualiza-regras-para-ampliar-contratacao-de-mulheres-em-situac ao-de-violencia-domestica
"As 17 unidades da federação que já aderiram à iniciativa são Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Tocantins."

A vírgula pode ter várias funções nos enunciados. No trecho, por exemplo, ela foi empregada para separar termos que exercem a mesma função sintática. Observe os enunciados a seguir, com justificativas para o uso da vírgula, e identifique a opção INCORRETA.
Alternativas
Q3541341 Português
Texto 3

A SELVA DOS TEMPOS VERBAIS

Alessandro Boechat de Medeiro


   No português e em muitas línguas, verbos expressam tempo. Por exemplo, na frase (1) abaixo, sabemos pela terminação do verbo comprar que a ação que ele designa ocorreu no passado, ou seja, antes do momento em que a frase foi dita:

(1) Mario comprou uma vara de pesca.
    A terminação -ou, que exprime esse passado, é adicionada à raiz verbal compr-, raiz de um verbo regular de primeira conjugação da língua. Sabemos das nossas aulas de português na escola que essa terminação não codifica somente o tempo passado, mas também outras coisas importantes, como a concordância com o sujeito, o aspecto e o modo, pelo menos.

   As línguas do mundo variam no que diz respeito ao que “colocam” no verbo. Por exemplo, além do tempo e do aspecto, os verbos podem carregar concordâncias de sujeito e objeto – como é o caso da língua georgiana, língua caucasiana meridional falada na Geórgia. Podem expressar inúmeras coisas através de partículas ou morfemas acoplados: concordâncias, advérbios, objetos indiretos etc. – como é o caso da língua terena, língua aruak falada principalmente no Mato Grosso do Sul. Podem simplesmente não expressar tempo algum nem concordâncias com afixos, recorrendo, para a veiculação do tempo dos acontecimentos descritos, a advérbios ou partículas, que podem estar em outras partes da frase – como acontece com o mandarim, língua sino-tibetana falada por mais ou menos 850 milhões de pessoas na China. Contudo, grande parte das línguas estudadas pelos linguistas e antropólogos expressa alguma dimensão temporal no verbo [...].


Disponível em: https://lefufrj.wordpress.com/wpcontent/uploads/2023/12/1702995734270_ebook_noslinguistica.pdf. Acesso em: 04 de abr. de 2025. 
Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).

I. Em “No português e em muitas línguas, verbos expressam tempo.”, o uso da vírgula é motivado pelo deslocamento do adjunto adnominal.

II. Em “A terminação -ou, que exprime esse passado, é adicionada à raiz verbal compr- [...]”, as vírgulas são utilizadas para isolar uma oração adjetiva explicativa.

III. Em “Podem expressar inúmeras coisas através de partículas ou morfemas acoplados: concordâncias, advérbios, objetos indiretos etc.”, o uso dos dois-pontos é motivado pela introdução de uma enumeração explicativa.
Alternativas
Q3541294 Português
Texto I

Variação linguística


   O termo variação se aplica a uma característica das línguas humanas que faz parte de sua própria natureza: a heterogeneidade. A palavra língua nos dá uma ilusão de uniformidade, de homogeneidade, que não corresponde aos fatos. Quando nos referimos ao português, ao francês, ao chinês, ao árabe etc., usamos um rótulo único para designar uma multiplicidade de modos de falar decorrente da multiplicidade das sociedades e das culturas em que as línguas são faladas. Cada um desses modos de falar recebe o nome de variedade linguística. Por isso, muitos autores definem língua como “um conjunto de variedades” e substituem a noção da língua como um sistema pela noção da língua como um polissistema, formado por essas múltiplas variedades.

   A variação linguística se manifesta desde o nível mais elevado e coletivo – quando comparamos, por exemplo, o português falado em dois países diferentes (Brasil e Angola) – até o nível mais baixo e individual, quando observamos o modo de falar de uma única pessoa, a tal ponto que é possível dizer que o número de “línguas” num país é o mesmo de habitantes de seu território. Entre esses dois níveis extremos, a variação é observada em diversos outros níveis: grandes regiões, estados, regiões dentro dos estados, classes sociais, faixas etárias, níveis de renda, graus de escolarização, profissões, acesso às tecnologias de informação, usos escritos e usos falados.

   A consciência de que a língua é variável remonta à Antiguidade, quando os primeiros estudiosos da língua grega tentaram sistematizá-la para o ensino e para a crítica literária. Eles, no entanto, fizeram uma avaliação negativa da variação, que viram como um obstáculo para a unificação territorial e para a difusão da língua. Foi nessa época (século III a.C.) que surgiu a disciplina chamada gramática, dedicada explicitamente a criar um modelo de língua que se elevasse acima da variação e servisse de instrumento de controle social por meio de um instrumento linguístico. A consequência cultural desse processo histórico é que o termo língua passou a ser usado, no senso comum, para rotular exclusivamente esse modelo idealizado, literário, enquanto todos os usos reais, principalmente falados, foram lançados à categoria do erro. 

   Com os avanços das ciências da linguagem, essa visão foi abandonada: o exame minucioso de cada variedade linguística revela que ela tem sua própria lógica gramatical, é tão regrada quanto a língua literária idealizada, e serve perfeitamente bem como recurso de interação e integração social para seus falantes. Diante disso, um novo projeto de educação linguística vem se formando: é preciso ampliar o repertório e a competência linguística dos aprendizes, levá-los a se apoderar da escrita e dos muitos gêneros discursivos associados a ela, sem contudo desprezar suas variedades linguísticas de origem, valorizando-as, ao contrário, como elementos formadores de sua identidade individual e social e como patrimônio cultural do país.


BAGNO, Marcos. Variação linguística. Glossário Ceale – Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita. Universidade Federal de Minas Gerais, 2013. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/preconceitolinguistico. Acesso em: 21 mar. 2025.
Com base no Texto I, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.

I. No trecho “Por isso, muitos autores definem língua como ‘um conjunto de variedades’ e substituem a noção da língua como um sistema pela noção da língua como um polissistema, formado por essas múltiplas variedades: grandes regiões, estados, regiões dentro dos estados, classes sociais, faixas etárias [...]”, o uso dos dois-pontos está adequado à norma-padrão, pois introduz uma enumeração que exemplifica o conceito anterior.

II. Em “Foi nessa época (século III a.C.) que surgiu a disciplina chamada gramática, dedicada explicitamente a criar um modelo de língua que se elevasse acima da variação e servisse de instrumento de controle social por meio de um instrumento linguístico.”, o termo “século III a.C.” é um aposto e sua pontuação entre parênteses poderia ser substituída por travessões, sem prejuízo de sentido ou de correção gramatical.

III. Em “Eles, no entanto, fizeram uma avaliação negativa da variação [...]”, a concordância verbal está adequada à norma-padrão, mesmo com a intercalação do termo “no entanto” entre o sujeito “eles” e o verbo “fizeram”.

IV. O excerto “Por isso, muitos autores definem língua como ‘um conjunto de variedades’ [...]” contém o pronome demonstrativo “isso”, que funciona como um elemento de coesão referencial catafórico, por antecipar no enunciado a justificativa que será dada a seguir.

V. Em “Eles, no entanto, fizeram uma avaliação negativa da variação, que viram como um obstáculo para a unificação territorial e para a difusão da língua.”, o termo “Eles” funciona como um elemento de coesão referencial anafórica, ao retomar o termo “os estudiosos” apresentado anteriormente no texto.
Alternativas
Q3540684 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão




O fenômeno do narcogarimpo



    A rede de garimpos legalizados e clandestinos da Amazônia Legal tornou-se central para a expansão do narcotráfico na região. A área abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além de parte do Maranhão.


    Pesquisa publicada no começo de 2024 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostra que facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), passaram a utilizar a estrutura logística estabelecida para a extração de ouro em Roraima e no Pará para desenvolver atividades como a venda de drogas.


    O estudo envolveu a realização de pesquisas de campo nos municípios de Itaituba, Jacareacanga e Santarém, no Pará, na cidade de Boa Vista e na Terra Indígena Raposa Serra do Sol (Tirss), ambas em Roraima. Durante o trabalho, foram entrevistados dezenas de profissionais de segurança pública e agentes de fiscalização ambiental. Também ocorreram observações etnográficas e conversas informais com garimpeiros e moradores das localidades.


    A pesquisa identificou que membros de organizações criminosas vendem drogas para consumo da população local e atuam como segurança armada de garimpeiros. “Aeronaves, pilotos e pistas ilegais de pouso criadas para atender às atividades de garimpo estão sendo aproveitados para o narcotráfico.


    Essa conexão deu origem a um fenômeno recente, conhecido como “narcogarimpo”, relata o sociólogo Rodrigo Pereira Chagas, da Universidade Federal de Roraima (UFRR). “O garimpo se intensificou nos últimos cinco anos na região. E a articulação entre essa atividade e o narcotráfico tem causado o acirramento de situações de violência e ameaças ambientais”, prossegue Chagas, que é um dos autores do estudo. Segundo o pesquisador, em 2022, a taxa de mortes violentas intencionais (MVI) por 100 mil habitantes no Brasil foi de 23,3 vítimas, enquanto na Amazônia Legal esse número chegou a 33,8.


(Christina Queiroz. Revista Fapesp, setembro de 2024)

Assinale a alternativa em que a inclusão de vírgulas no trecho foi feita em conformidade com a norma-padrão.
Alternativas
Q3539986 Português
Lhama mais velha do mundo trabalha em
acampamento para crianças doentes


Nascido em 1997, Whitetop é conhecido por seu trato
gentil e a paixão por selfies – um pedido constante
dos pequenos com problemas crônicos ou terminais.


Por Bela Lobato


      Em 1997, o mundo conheceu Pokémon, uma franquia repleta de criaturas adoráveis e fascinantes que formam laços com seus treinadores. No mesmo ano, nasceu Whitetop, uma lhama que, com sua presença tranquila, viria a desempenhar um papel igualmente adorável e especial no acampamento para crianças com doenças crônicas e terminais em que trabalha e vive.

     Nascida em 30 de maio de 1997, com 27 anos e 250 dias, Whitetop foi reconhecida pelo Guinness World Records como a lhama mais velha do mundo. Ele foi doado ao acampamento Victory Junction, nos EUA, em 2006, onde até hoje divide um curral com nove cavalos, duas cabras, dois coelhos, dois burros e uma vaca.

        No pasto, Whitetop é acompanhada por dois burros em miniatura chamados Jed e Jethro, e seu melhor amigo é Gus-Gus, uma vaca highland (aquela raça bem peluda, de cor marrom) em miniatura que cresceu ao seu lado e o trata como um avô.

       “Por terem brincado tanto juntos, Gus-Gus acha que Whitetop é uma vaca!”, disse Billie Jo Davis, diretora do celeiro em Victory Junction, em um comunicado. “Gus-Gus gosta de tentar pular em cima dele para brincar, e nós dizemos: ‘Não, ele é velho, deixe-o em paz!’ Mas Whitetop é muito carinhoso com todos.”


[...]


      Os cuidadores relatam que o animal tem uma doçura incomum para a espécie, já que, diferente de outras lhamas, nunca cospe em ninguém. Eles contam que Whitetop até tenta cuspir em outros animais quando eles disputam comida ou têm briguinhas, mas ele é tão velho que não sai mais nada.

     “Ele é tão bom com as nossas crianças que, assim que os dias de acampamento começam, ele simplesmente se deita e não se levanta até o almoço. Ele fica ali deitado e deixa que as crianças corram até ele e o acariciem”, acrescenta Davis. “Ele trata isso como um trabalho – e é o trabalho dele!”

      O Victory Junction oferece, sem custos, experiências recreativas para crianças com doenças graves ou condições crônicas. Em um ambiente seguro, elas podem participar de atividades como escalada, passeios de barco, esportes e artes, aproveitando espaços adaptados para garantir inclusão e diversão. 

      Whitetop faz parte de um programa que permite que as crianças o acariciem, cuidem dele e tirem fotos com ele. Ele acorda antes da maioria das crianças e começa o dia com uma grande tigela de café da manhã – sua comida favorita é ração para lhama misturada com ração sênior para cavalos e probióticos secos em seu balde especial.

      Ele recebe as crianças no turno da manhã, entre 9h30 e meio-dia e depois faz um horário de almoço generoso. Entre as 15h e as 18h, retorna para as crianças. Segundo os tratadores, Whitetop ama fazer selfies com as pessoas, e geralmente encosta a cabeça na cabeça das crianças para posar.

        “Ele não tem medo de nada. Ele é tão bom em seu trabalho que sempre pode ser confiado a campistas de todas as habilidades”, disse Davis. Quase um Pokémon da vida real.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/sociedade/lhama-maisvelha-do-mundo-trabalha-em-acampamento-para-criancasdoentes/. Acesso em: 14 mar. 2025.
Considere o seguinte trecho:
“Gus-Gus gosta de tentar pular em cima dele para brincar, e nós dizemos: ‘Não, ele é velho, deixe-o em paz!’ Mas Whitetop é muito carinhoso com todos.”
Nesse caso, as aspas simples foram utilizadas pelo autor do texto com a função de 
Alternativas
Q3539868 Português
Cortar o glúten? Pesquisa revela por que essa
pode ser uma ideia desastrosa


Por Victor Bianchin


         Um novo estudo comparou 39 alimentos com e sem glúten para analisar as diferenças reais entre eles. A conclusão pode ser um choque para quem está adotando dietas “gluten free” por motivos de saúde: os alimentos sem glúten contêm menos fibras, menos proteínas e menos nutrientes essenciais.

        O estudo, publicado no periódico Plant Foods for Human Nutrition, afirma que, devido a essas faltas, os supostos benefícios da dieta sem glúten, como diminuição de peso e controle da diabetes, são exagerados. Além dos problemas citados, os alimentos sem glúten possuem quantidades de açúcar mais elevadas em comparação aos que contém a proteína. Por isso, estão associados a um aumento do índice de massa corporal (IMC) e de deficiências nutricionais.

       Nos EUA, os produtos sem glúten são definidos como aqueles que contêm no máximo 20 partes por milhão de glúten. Em geral, eles não contêm ingredientes como trigo, centeio, cevada e, às vezes, aveia. Esses ingredientes são ricos em arabinoxilano, um polissacarídeo não amiláceo essencial. O arabinoxilano oferece vários benefícios à saúde, incluindo a promoção de bactérias benéficas no intestino, a melhora da digestão, a regulação dos níveis de açúcar no sangue e o suporte a uma microbiota intestinal equilibrada.

       É curioso notar, entretanto, que um produto específico se mostrou exceção. O pão sem glúten com sementes contém significativamente mais fibras – 38,24 gramas por 100 gramas – do que suas versões com glúten. O estudo sugere que isso se deve, provavelmente, aos esforços dos fabricantes para compensar a deficiência de fibras utilizando ingredientes como pseudocereais, amaranto e hidrocoloides de quinoa.

        Essas adições, no entanto, mudam muito de região para região e de fabricante para fabricante, de modo que não é possível atestar com certeza que qualquer pão sem glúten tem mais fibras do que um com glúten.

       A princípio, o consumo de alimentos sem glúten só era indicado para pessoas com doença celíaca ou com alergia a trigo. No entanto, a partir do final dos anos 2000, começou a se popularizar na mídia a ideia de que uma dieta sem glúten poderia trazer benefícios como a perda de peso e a melhora na digestão, mesmo para quem não tinha intolerância diagnosticada. 

     O crescimento dessa tendência foi impulsionado por celebridades, influenciadores de saúde e livros como Barriga de Trigo (2011), de William Davis, e A Dieta da Mente (2013), de David Perlmutter, que associaram o consumo de glúten a diversos problemas de saúde. A indústria de alimentos respondeu lançando ao grande público diversos alimentos sem glúten e criando um novo nicho — em 2024, o mercado global de produtos sem glúten movimentou US$ 7,28 bilhões.
 
      Em 2023, uma pesquisa da UESB detectou que, no Brasil, os produtos sem glúten apresentam menor teor calórico (5% a 35%), mas também menor teor de carboidratos (1% a 13%), de gorduras totais (10% a 140%), proteína (35% a 192%) e fibras (11% a 94%), para a maioria das categorias analisadas. Além disso, o preço final ao consumidor chega ser até 110% mais caro quando comparado com as versões com glúten do mesmo produto, em todas as categorias analisadas. 


Texto adaptado de: https://super.abril.com.br/saude/cortar-o-glutenpesquisa-revela-por-que-essa-pode-ser-uma-ideia-desastrosa/.Acesso em: 14 mar. 2025.
No trecho “[...] Barriga de Trigo (2011), de William Davis, e A Dieta da Mente (2013), de David Perlmutter, [...]”, as vírgulas isolam
Alternativas
Q3539646 Português
O TEXTO I A SEGUIR SERVIRÁ DE BASE PARA A RESOLUÇÃO DA QUESTÃO.


    Há milhões de anos, durante uma era glacial, quando parte de nosso planeta esteve coberto por grandes camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições.

    Foi, então, que uma grande quantidade de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começaram a se unir, juntar-se mais e mais.

    Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam uns aos outros, aqueciam-se mutuamente, enfrentando por mais tempo aquele frio rigoroso.

    Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito...

    Mas essa não foi a melhor solução! Afastados, separados, logo começaram a morrer de frio, congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com cuidado, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos e dores uns nos outros.

    Assim, suportaram-se, resistindo à longa era glacial. Sobreviveram.

(Autor desconhecido)

https://mentepensante.com.br/a-fabula-do-porco-espinho/#google_vignette. Adaptado. 
Assinale a alternativa cuja reescrita de um fragmento do texto esteja incorreta segundo as regras gramaticais de Pontuação da Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q3538792 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Sobre a tranquilidade da alma

        Há desejos nossos que não devem ser levados para muito longe de nós; permitamos-lhes, então, que saiam apenas para as proximidades, de vez que não podem ser totalmente domesticados. Abandonando aquilo que não pode acontecer, ou que só muito dificilmente poderia estar ao nosso alcance, sigamos as coisas próximas que favorecem nossa esperança. Saibamos, no entanto, que essas coisas mais junto de nós podem ser levianas, e embora tenham por fora diversas faces, por dentro são igualmente väs.

        E não invejemos as criaturas que estão mais alto: o que parece altura é também precipício. Aqueles, pelo contrário, aos quais uma sorte iníqua conduziu a uma encruzilhada, mais seguros estarão diminuindo sua soberba nas coisas que naturalmente levam à altivez orgulhosa de si.

        Muitos, na verdade, existem imperiosamente atados às alturas, e de lá não podem desceranão ser caindo. Nada, todavia, nos livrará das flutuações da alma como o saber fixar sempre um limite às ambições, sem deixá-las ao arbítrio da fortuna, assim coто deter-nos a nós mesmos diante das promessas vertiginosas. Ainda que venham a excitar a alma, ou por isso mesmo, alguns dos nossos desejos, uma vez limitados, não avançarão temerariamente às regiões do que é imenso e incerto.

        Vejam: é aos imperfeitos, medíocres e insensatos que se dirigem esses meus preceitos, não ao sábio. O sábio não precisa caminhar com timidez, pé ante pé: ele tem tanta confiança em si mesmo e em seus recursos que não hesita em sair ao encontro do seu destino. Não tem, porisso, que temé-lo; aprendeu a viver sabendo o que pertence ao rol das coisas precárias e o que, estando ao seu alcance, cumpre-lhe guardar como seu.

(Adaptado de SÊNECA. Sobre a tranquilidade da alma. Trad. José Rodrigues Seabra Filho. São Paulo: Nova Alexandria, 1994, p. 51)
É plenamente regular a pontuação da frase:
Alternativas
Q3538738 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Nosso cérebro e os sistemas digitais

    O cérebro humano não opera comо ит сотрutador digital, mas isso não impede que esses nossos computadores orgânicos sejam programados por sinais externos. Muito pelo contrário! E preciso considerar os graves riscos que a humanidade enfrentará nos próximos anos, em decorréncia da nossa interação e da nossa dependência cada vez maior em relação aos sistemas digitais, estabelecendo uma verdadeira simbiose que pode afetar profundamente o cérebro, por meio do fenômeno da plasticidade neural.
   Basicamente, a convivência contínua com computadores pode afetar a forma como o cérebro funciona e, no limite, nos transformar em meros zumbis orgânicos. De acordo com a minha estimativa, essa transformação pode ocorrer muito mais depressa do que imaginamos. Esse cenário se manifestará quão mais rapidamente o nosso cérebro for ludibriado, convencendo-se de que recompensas maiores seriam auferidas se ele cessasse de expressar os atributos mais celebrados e únicos da condição humana.
    Que atributos seriam esses? Eles incluem a imensa criatividade e a intuição, a inteligéncia bem como a compaixão, a empatia pelo próximo e a busca de um fim benéfico comum. Em troca, o cérebro optaria pela produção de comportamentos mais eficientes e produtivos, seguindo as rígidas normas impostas pela modernidade, que nos condenariam a uma existência primordialmente virtual onde -de acordo com a falsa utopia dominante dos nossos tempos - poderíamos nos defender melhor das frustrações e das dores cotidianas advindas do mundo real.
  Na verdade, esse seria o caminho mais rápido para nos transformarmos em simples autômatos controlados por um sistema ditatorial e por um tipo de economia divorciada da promoção do bem-estar geral. 

(Adaptado de: NICOLELIS, Miguel. O verdadeiro criador de tudo. São Paulo: Planeta, 2020, p. 21)
A supressão da vírgula implicará alteração de sentido na frase: 
Alternativas
Respostas
1661: D
1662: A
1663: D
1664: C
1665: C
1666: B
1667: E
1668: E
1669: B
1670: E
1671: D
1672: C
1673: A
1674: D
1675: C
1676: B
1677: C
1678: C
1679: A
1680: A