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Q3414114 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, tém que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe..." E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam as mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o né na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopéia nunca mais conseguiu andar.


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramatica. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta apertar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.

A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor — etimologicamente, no coração -, a espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Mem: um saber que o passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas.


Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas, metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem — fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que Barthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. -



(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica Editora Ltda, 1994.)

"Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram (...)". Todas as alternativas estão corretas, exceto: 
Alternativas
Q3413300 Português

TEXTO I

Pais e filhos: tão perto, tão longe


    A sociedade contemporânea se assenta, segundo vários pensadores das ciências humanas, por uma polaridade: de um lado o excesso, de outro a falta. No entanto, há muitos anos a psicanálise nos ensina: todo excesso esconde uma falta.

    Vivemos um momento sócio-histórico de excessos de trabalho, compromissos, desejos, expectativas e estímulos que atingem indistintamente crianças, adolescentes e adultos. Vivemos ocupados, com agendas cheias de cursos, reuniões, compromissos e atividades extracurriculares. Não há tempo a perder e nunca antes tivemos tanto a sensação de estarmos correndo em busca do tempo perdido. A excelência de desempenho acompanha a todos na escola, no trabalho, nos demais ambientes em que estamos inseridos. Estamos conectados permanentemente e devemos estar disponíveis todo o tempo.

    Esse ambiente de estimulação e exigências constantes, no qual às vezes damos conta das demandas que nos são impostas por nós mesmos ou pelo outro, e outras vezes não, tem uma única consequência a todos: a exaustão.

    Exaustos, ao chegarmos a casa, só queremos ficar mergulhados no nosso mundo, para de certa forma termos (ainda que na nossa fantasia) uma compensação pelas frustrações enfrentadas ao longo do dia. E é nesse ponto que começamos a nos distanciar do nosso parceiro e dos nossos filhos, porque passamos a nos tornar indisponíveis ao outro.

    Educar filhos, formá-los, é tarefa para a vida inteira e exige disposição, tempo, vitalidade e dedicação, e o fato é que, embora na teoria estejamos todos comprometidos com isso, na prática nem sempre estamos dispostos. Terceirizamos essas tarefas para professores, psicólogos, avós e babás. E, quando não temos essas pessoas à disposição, silenciamos as crianças dando-lhes a possibilidade de passar horas diante de alguma telinha: se antes era a televisão, hoje vemos crianças em idades cada vez mais precoces com um Ipad na mão. Não queremos ser perturbados no nosso mundo, no nosso silêncio e, sem percebermos, vamos criando abismos nas nossas relações.



(Valdeli Vieira Pais e filhos: tão perto, tão longe (adaptado) REVISTA E: https://www.sescsp.org.br/online/artigo/13291_PAISEFILHOS.)

A alternativa que apresenta reescrita de um trecho do texto I respeitando-se as regras de pontuação é:
Alternativas
Q3410071 Português
Considere a seguinte passagem no contexto de um texto narrativo:

"Será que vamos conseguir chegar a tempo?" perguntou Ana, ansiosa.

Qual é a principal função do ponto de interrogação utilizado na frase de Ana?
Alternativas
Q3409706 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda questão:

Baleia sim, mas eu prefiro gente

    Não sei se me comove (mas me inquieta) ver pessoas acorrendo, torcendo, chorando porque uma baleia está encalhada e ameaçada de morrer nas areias de qualquer lugar do mundo.
    Sinto pena pelo sofrimento do bicho, mas sempre imagino se fariam tanto alarido caso houvesse em seu lugar um ser humano.
    Lamento toda a ameaça a qualquer espécie em extinção, embora, olhando a história das espécies, me pareça natural que algumas desapareçam e outras surjam. Se cometo um pecado maior de ignorância, sou afinal apenas uma escritora.
    Sei que não vão me achar muito simpática, mas eu não sou sempre simpática. Aliás, se não gosto de grosseria nem de vulgaridade, também desconfio dos politicamente corretos. Todo fanatismo me assusta.
    Não posso ver bicho sofrendo: sempre curti animais, fui criada com eles. Na casa onde nasci e cresci, em certo momento, na minha remota infância, tive até uma coruja, chamada, sabe Deus por quê, Sebastião: quase branca, aquele olho revirando. Fugiu da enorme gaiola especialmente construída para ela quando apareceu por ali com uma asa quebrada. Assim que ficou curada e conseguiu uma frestinha, escapou. Por muitos dias eu a procurei no topo das árvores, doída de saudade.
    Na ilhota no mínimo lago no fundo do terreno, viveu a certa altura um casal de veadinhos, presente de um fazendeiro amigo de meu pai. (Os fanáticos vão considerar isso grande crueldade.) Um dos bichinhos também fugiu, o outro morreu pouco depois. Segundo o jardineiro, morreu de saudade do fujão: primeira visão infantil de um amor romeu-e-julieta.
    Tive uma gata chamada Adelaide, nome da sofredora personagem de uma novela de rádio que fazia suspirar minha avó, e que meu irmão pequeno matou (a gata), nunca entendi como: uma das primeiras tragédias de que tive conhecimento.
    De modo que animais fazem parte de minha história, com muitas aventuras, divertimento, e alguma emoção.
    Mas vamos às baleias e golfinhos encalhados: pessoas torcem as mãos, chegam máquinas variadas para içar os bichos, aplicam-se lençóis molhados, abrem-se manchetes em jornais, televisões comentam tudo em horário nobre. O público, presente ou em casa, acompanha como se fosse alguém da família, e quando o fim chega, é lamentado quase com pêsames e oração.
    Confesso que não consigo me comover da mesma forma: pouca sensibilidade? Não creiam, mesmo os que não me apreciam, não creiam nisso.
    Não é que eu ache que sofrimento de animal não valha a pena, a solidariedade, o dinheiro. Mas eu preferia que tudo isso fosse gasto com eles depois de não haver mais nenhuma criança sofrendo, abandonada ou explorada, enfiando a cara no vidro de meu carro para pedir dinheiro, nenhum adolescente morrendo drogado na calçada, uma família morando embaixo da ponte no inverno aqui do Sul.
        [...]

Autora: Lya Luft (adaptado).
Os parênteses utilizados em “(mas me inquieta)”, na primeira linha, poderiam ser substituídos, sem que houvesse alteração de sentido no texto, por: 
Alternativas
Q3408952 Português
A prova do tempo

        Uma polêmica suposição, sustentada desde 1978 pelo arqueólogo francês Bernard Vandermeersch, acaba de ser confirmada por uma técnica de última geração. Ele vinha dizendo que o homem de Neandertal, hominídeo cujo primeiro fóssil foi encontrado há 132 anos no vale do rio Neander, na Alemanha, era contemporâneo do Homo sapiens sapiens, o homem moderno. Isso contraria a hipótese tradicionalmente aceita de que este teria surgido depois daquele. Segundo o cientista, o homem do vale de Neander teria se originado na Europa há cerca de 350 mil anos, desaparecendo por razões ainda desconhecidas há 42 mil anos. Já o homem moderno teria surgido no Oriente Próximo numa época em que os neandertais ainda viviam.
        A teoria foi comprovada recentemente graças ao método da termoluminescência, que permite saber quando um mineral foi manipulado para a confecção de instrumentos. Identificando-se, por exemplo, quando uma pedra foi lascada para fazer-se uma ponta de lança, pode-se saber a idade do fóssil encontrado no mesmo local. Ao fim dos estudos, os pesquisadores concluíram que o homem moderno é mais antigo do que se pensava, tendo surgido há 94 mil anos. As duas espécies, portanto, teriam coexistido no planeta por 500 séculos, pelo menos. Resta saber se foram apresentados uns aos outros alguma vez.

(Fonte: Superinteressante — adaptado.)
Se retirássemos todas as vírgulas das orações a seguir, haverá ERRO em: 
Alternativas
Q3408951 Português
A prova do tempo

        Uma polêmica suposição, sustentada desde 1978 pelo arqueólogo francês Bernard Vandermeersch, acaba de ser confirmada por uma técnica de última geração. Ele vinha dizendo que o homem de Neandertal, hominídeo cujo primeiro fóssil foi encontrado há 132 anos no vale do rio Neander, na Alemanha, era contemporâneo do Homo sapiens sapiens, o homem moderno. Isso contraria a hipótese tradicionalmente aceita de que este teria surgido depois daquele. Segundo o cientista, o homem do vale de Neander teria se originado na Europa há cerca de 350 mil anos, desaparecendo por razões ainda desconhecidas há 42 mil anos. Já o homem moderno teria surgido no Oriente Próximo numa época em que os neandertais ainda viviam.
        A teoria foi comprovada recentemente graças ao método da termoluminescência, que permite saber quando um mineral foi manipulado para a confecção de instrumentos. Identificando-se, por exemplo, quando uma pedra foi lascada para fazer-se uma ponta de lança, pode-se saber a idade do fóssil encontrado no mesmo local. Ao fim dos estudos, os pesquisadores concluíram que o homem moderno é mais antigo do que se pensava, tendo surgido há 94 mil anos. As duas espécies, portanto, teriam coexistido no planeta por 500 séculos, pelo menos. Resta saber se foram apresentados uns aos outros alguma vez.

(Fonte: Superinteressante — adaptado.)
No trecho: “Identificando-se, por exemplo, quando uma pedra foi lascada para fazer-se uma ponta de lança. [...]” (2º parágrafo), as vírgulas foram empregadas para marcar: 
Alternativas
Q3407847 Português

TEXTO I

“Tire suas próprias conclusões”


    Essa é a frase que mais tenho ouvido recentemente. Passada a euforia de uma notícia qualificada como “bomba”, logo os atores de uma das partes corriam a público para disponibilizar a íntegra daquilo que antes foi veiculado em partes.


    É preciso saber de tudo e entender de tudo. É preciso tirar as próprias conclusões para não depender de ninguém, e é esse o grande e contraditório imperativo dos nossos tempos. É uma ordem a uma experimentação libertária, e uma quase contradição do termo. O imperativo que liberta também aprisiona: você só passa a ser, ou a pertencer, se tiver uma conclusão. Sobre qualquer coisa.


    Nas últimas décadas psicanalistas se debruçaram sobre as mudanças nos arranjos produtivos e sociais de cada período histórico para compreender e nomear as formas de sofrimento decorrentes delas. A revolução industrial, a divisão social do trabalho, a urbanização desenfreada e as guerras, por exemplo, fizeram explodir o número de sujeitos impacientes, irritadiços e perturbados com a velocidade das transformações e suas consequentes perdas de referências simbólicas.


    Pensando sobre o imperativo “Leia/Veja/Assista” e “Tire suas próprias conclusões”, começo a desconfiar de que estamos diante de uma nova forma de sofrimento relacionado a um mal-estar ainda não nomeado.


    Afinal, que tipo de sujeito está surgindo de nossa nova organização social? O que a vida em rede diz sobre as formas como nos relacionamos com o mundo? Que tipos de valores surgem dali? E, finalmente, que tipo de sofrimento essa vida em rede tem causado?


    Vou arriscar e sair correndo, já sob o risco de percorrer um campo que não é meu: estamos vendo surgir o sujeito preso à ideia da obrigação de ter algo a dizer. Ao longo dos séculos essa angústia era comum aos chamados formadores de opinião e artistas, responsáveis por reinterpretar o mundo. Hoje basta ter um celular com conexão 3G para ser chamado a opinar sobre qualquer coisa. Pensamos estar pensando mesmo quando estamos apenas terceirizando convicções ao compartilhar aquilo que não escrevemos.


    É uma nova versão de um conflito descrito por Clarice Lispector a respeito da insuficiência da linguagem. Algo como: “Não só não consigo dizer o que penso como o que penso passa a ser o que digo”. Se vivesse nas redes que atribuem a ela frases que jamais disse, o “dizer” e o “pensar” teriam a interlocução de um outro verbo: “compartilhar”.



(Matheus Pichonelli, Carta Capital. 18.03.2016. www.cartacapital.com.br. Adaptado)

Leia as passagens abaixo retiradas do texto I e analise cada afirmação feita sobre o uso correto da Pontuação segundo a norma culta da Língua Portuguesa.



I- No trecho “Nas últimas décadas psicanalistas se debruçaram sobre as mudanças nos arranjos produtivos e sociais de cada período histórico...”, a expressão em destaque deveria ser isolada com uma vírgula, já que se encontra deslocada no contexto.


II- Em “A revolução industrial, a divisão social do trabalho, a urbanização desenfreada e as guerras, por exemplo, fizeram explodir o número de sujeitos impacientes, irritadiços e perturbados com a velocidade das transformações e suas consequentes perdas de referências simbólicas.”, todas as vírgulas foram usadas para elencarem itens de mesma função sintática.


III- Na passagem Ao longo dos séculos essa angústia era comum aos chamados formadores de opinião e artistas, responsáveis por reinterpretar o mundo.”, o termo destacado exerce função sintática de natureza circunstancial e, por isso, poderia ser isolado por uma vírgula prescindível no contexto a fim de manter a correção gramatical.



Pode-se considerar correto o que foi afirmado apenas em:

Alternativas
Q3405670 Português
Como as bicicletas transformaram o mundo

        Se a história não se repete, ela certamente rima. O coronavírus provocou um boom no transporte sobre duas rodas em muitas partes do mundo. Mas essa não é a primeira vez que as bicicletas são as máquinas protagonistas do mercado: o advento da bicicleta no final do século 19 transformou as sociedades em todo o mundo.
        Foi uma tecnologia extremamente revolucionária, facilmente equivalente ao smartphone de hoje. Por alguns anos inebriantes na década de 1890, a bicicleta era o que havia de mais moderno — um transporte rápido, acessível e elegante, que podia levá-lo a qualquer lugar que você quisesse ir, a qualquer hora que quisesse, de graça.
        Quase todo mundo podia aprender a andar de bicicleta, e quase todo mundo aprendia. O sultão de Zanzibar começou a andar de bicicleta. O mesmo aconteceu com o czar da Rússia. O emir de Cabul comprou bicicletas para todo o seu harém. Mas foram as classes média e trabalhadora de todo o mundo que realmente se apropriaram da bicicleta.
        Pela primeira vez na história, as massas tinham mobilidade, podendo ir e vir quando quisessem. Não havia mais necessidade de cavalos e carruagens caras. O “cavalo do povo”, como era conhecida a bicicleta, não era apenas leve, econômica e de fácil manutenção, mas também era rápida nas estradas.
        Com isso, a sociedade foi transformada. As mulheres ficaram especialmente entusiasmadas, descartando suas incômodas saias vitorianas, adotando roupas mais leves e pegando a estrada em massa. Com uma bicicleta, tudo parecia possível, e pessoas comuns partiam em jornadas extraordinárias.

(Fonte: National Geographic — Adaptado.)
Sobre o emprego da vírgula no pensamento abaixo, assinalar a alternativa CORRETA:
“Quando souber quem são os amigos dele, saberá quem é ele.” (provérbio africano) 
Alternativas
Q3405492 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



As Viagens de Marco Polo: a verdadeira história do livro do século XIV



É possível confiar em um homem que afirma ter visto um unicórnio na ilha de Sumatra, na Indonésia?


Esta e outras questões igualmente válidas lançam dúvidas sobre a confiabilidade dos relatos de Marco Polo (1254-1324), desde que o livro As Viagens de Marco Polo se tornou um best-seller, no século XIV.


A obra foi traduzida para dezenas de idiomas, copiada à mão em incontáveis manuscritos e era disponível em qualquer local sofisticado da Europa.


O livro de Marco Polo é o primeiro relato europeu sobre a Rota da Seda. Suas histórias são repletas de maravilhas, especiarias, ouro e pedras preciosas.


Elas também descrevem hábitos extravagantes e fascinantes estratégias de guerra. Tudo isso faz com que a leitura do relato de viagem seja um verdadeiro prazer — mas também, em parte, algo "difícil de acreditar", como observou um copista particularmente escrupuloso ao lado da sua cópia.


Mas não é preciso ser tão cético. Atualmente, setecentos anos após a morte de Marco Polo, no dia 8 de janeiro de 1324, podemos dizer com bastante certeza de que o famoso comerciante, explorador, escritor e antropólogo autodidata veneziano, de fato, viu um unicórnio — ou, pelo menos, não teria mentido a respeito.


"Veneza era a Nova York do mundo da época", segundo o historiador italiano Pieralvise Zorzi. Sua família tem raízes que remontam aos tempos de Marco Polo e mais além.


A cidade era uma metrópole multicultural e receptiva — um centro comercial vibrante que conectava o Ocidente ao Oriente e onde a única religião verdadeira era o comércio. E a família Polo se destacou nesta atividade.


O pai de Marco Polo, Niccolò, e seu tio, Matteo, tinham um palácio muito próximo onde hoje fica o apartamento de Zorzi no Grande Canal de Veneza.


Eles também mantinham escritórios em Istambul, na Turquia, mas sua perspicácia os levou a fechá-los pouco antes que os gregos tomassem a cidade e expulsassem os venezianos.


Niccolò e Matteo Polo venderam tudo na hora certa e saíram para o Oriente, em busca de novos mercados. Eles comercializaram seda, especiarias, pedras preciosas e a cobiçada glândula de um pequeno animal, o veado-almiscareiro, usada no preparo de perfumes.


Eles voltaram a Veneza depois de alguns anos e, na sua segunda viagem à China, em 1271, levaram Marco Polo, então com dezessete anos de idade.


Segundo o relato de Marco Polo, eles viajaram por três anos ao longo da Rota da Seda, a partir de Israel. Eles cruzaram o Oriente Médio e boa parte da Ásia Central, até a corte do imperador mongol Kublai Khan, neto de Gengis Khan, em Pequim, na China.


Os viajantes passaram cerca de vinte anos na China, negociando e trabalhando como uma espécie de embaixadores do governo local.


A família Polo voltou à Europa via Sumatra e ilhas Andaman, no Oceano Índico. Eles contornaram a Índia pelo mar até chegar ao Iêmen, Istambul e, finalmente, Veneza.


Quando os três comerciantes chegaram, Marco Polo estava na casa dos quarenta anos. A lenda conta que, quando eles bateram à porta do seu palácio, o servo perguntou quem era e eles responderam: os donos.


Mas, um ano depois, Marco Polo foi preso. Ele foi capturado pelos genoveses em uma das batalhas entre as cidades marítimas rivais de Veneza e Gênova.


Na prisão, ele teve a sorte de conhecer o escritor e editor Rustichello de Pisa, que percebeu o potencial literário do relato de Marco Polo sobre um mundo que, na época, era bastante desconhecido dos europeus. Eles, então, escreveram a história.


O livro foi um sucesso. O texto era tão envolvente que foi copiado inúmeras vezes e traduzido para diversos idiomas.


E quanto ao unicórnio?


Marco Polo explicou que seu chifre é grosso e preto. Sua cabeça parece a de um javali selvagem, ele está sempre olhando para baixo e adora a lama.


"Ele é muito feio e não se parece em nada com o que imaginamos, nem com uma criatura que pudesse ser embalada por uma mulher virgem, pelo contrário", escreveu ele.


Marco Polo realmente viu esse animal. Era o que hoje chamamos de rinoceronte.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8v2zrnqpe4o. Adaptado.

Eles voltaram a Veneza depois de alguns anos e, na sua segunda viagem à China, em 1271, levaram Marco Polo, então com dezessete anos de idade. Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3405238 Português
Fernando Venâncio, linguista português que estuda o tema há décadas, identificou algumas dessas palavras em seu livro O Português à Descoberta do Brasileiro.
Fonte: (https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51jkl0y9nlo.adaptado.)
Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3404982 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão 


  •                                        Pesquisa mede emissão de óxido nitroso na Amazônia e no Pantanal 


       Com experimentos realizados em campo e em laboratório, pesquisa do Instituto de Química da Universidade Federal Fluminense (UFF) avalia a variação de emissão de óxido nitroso (N2O) na Amazônia e no Pantanal. O óxido nitroso é capaz de agravar a destruição da camada de ozônio e sua principal forma de emissão nos dois biomas brasileiros é pelo solo de áreas alagadas.

      De acordo com o último relatório da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC), a temperatura do planeta pode aumentar até 2,6ºC até o fim do século. Na Amazônia, a diminuição do nível de chuva nos períodos de estiagem, somada ao avanço do desmatamento, pode levar à ampliação da seca em algumas áreas, enquanto o aumento das chuvas em outras regiões da floresta pode provocar o alagamento de locais nunca antes alagados.

       Esses eventos são intensificados pelo efeito estufa, um fenômeno natural que impossibilita a vida na Terra já que gases presentes na atmosfera, chamados de gases do efeito estufa (GEE), passam a reter parte da radiação emitida pelo Sol. Entre esses gases está o óxido nitroso, capaz de agravar a destruição da camada de ozônio, uma camada de proteção da atmosfera.

       Gabriela Cugler, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Geociências (Geoquímica) da UFF, explica que a agricultura e as indústrias são grandes fontes de produção do gás, mas que existe uma lacuna de informações ao tentar entender qual o impacto das emissões de N2O pelas florestas naturais. “Seja uma floresta tropical ou temperada, onde elas se encaixam dentro desse cenário?”, questiona.

       O estudo destrincha como a produção de N2O funciona em diferentes cenários do bioma amazônico, considerando a presença ou não de água e de árvores, em quatro trabalhos: dois de campo, na Amazônia e no Pantanal, para avaliar o que acontece com o ambiente com o aumento ou diminuição do nível de água, e dois experimentos em laboratório apenas na Amazônia, buscando entender o impacto desses eventos extremos de seca ou alagamento.

       “As plantas amazônicas, além de metano, que é um gás do efeito estufa, emitem também o N2O que é um outro gás de efeito estufa”, explicou Alex Enrich Prast, orientador da pesquisa. “Historicamente, as áreas amazônicas já emitiam esse gás do efeito estufa, mas existia um equilíbrio na natureza e no planeta onde os trópicos emitiam mais metano ou mais óxido nitroso e isso ajudava a manter a temperatura da Terra numa temperatura aceitável. No que o homem passa a emitir pelas atividades antrópicas mais metano e mais N2O com mais agricultura e fertilizantes, como consequência disso, emitem mais N2O. É importante acompanhar as emissões naturais”, detalhou.

       “O óxido nitroso é 310 vezes mais potente na retenção de calor do que o CO2 [gás carbônico] e o tempo que ele fica na atmosfera é maior que o CO2. O N2O aumenta os efeitos da mudança do clima, isso já está bem estabelecida na literatura”, disse Gabriela.


(Fonte: Adaptado. Agência Brasil, porwww.romanews.com.br/sustentabilidade/pesquisa-mede-emissao-de-oxido-nitroso-na-amazonia-e-no-pantanal/ Acesso em 02/01/2024.)


Qual alternativa abaixo melhor exemplifica o uso adequado da pontuação no trecho fornecido?
Alternativas
Q3404978 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão 


  •                                        Pesquisa mede emissão de óxido nitroso na Amazônia e no Pantanal 


       Com experimentos realizados em campo e em laboratório, pesquisa do Instituto de Química da Universidade Federal Fluminense (UFF) avalia a variação de emissão de óxido nitroso (N2O) na Amazônia e no Pantanal. O óxido nitroso é capaz de agravar a destruição da camada de ozônio e sua principal forma de emissão nos dois biomas brasileiros é pelo solo de áreas alagadas.

      De acordo com o último relatório da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC), a temperatura do planeta pode aumentar até 2,6ºC até o fim do século. Na Amazônia, a diminuição do nível de chuva nos períodos de estiagem, somada ao avanço do desmatamento, pode levar à ampliação da seca em algumas áreas, enquanto o aumento das chuvas em outras regiões da floresta pode provocar o alagamento de locais nunca antes alagados.

       Esses eventos são intensificados pelo efeito estufa, um fenômeno natural que impossibilita a vida na Terra já que gases presentes na atmosfera, chamados de gases do efeito estufa (GEE), passam a reter parte da radiação emitida pelo Sol. Entre esses gases está o óxido nitroso, capaz de agravar a destruição da camada de ozônio, uma camada de proteção da atmosfera.

       Gabriela Cugler, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Geociências (Geoquímica) da UFF, explica que a agricultura e as indústrias são grandes fontes de produção do gás, mas que existe uma lacuna de informações ao tentar entender qual o impacto das emissões de N2O pelas florestas naturais. “Seja uma floresta tropical ou temperada, onde elas se encaixam dentro desse cenário?”, questiona.

       O estudo destrincha como a produção de N2O funciona em diferentes cenários do bioma amazônico, considerando a presença ou não de água e de árvores, em quatro trabalhos: dois de campo, na Amazônia e no Pantanal, para avaliar o que acontece com o ambiente com o aumento ou diminuição do nível de água, e dois experimentos em laboratório apenas na Amazônia, buscando entender o impacto desses eventos extremos de seca ou alagamento.

       “As plantas amazônicas, além de metano, que é um gás do efeito estufa, emitem também o N2O que é um outro gás de efeito estufa”, explicou Alex Enrich Prast, orientador da pesquisa. “Historicamente, as áreas amazônicas já emitiam esse gás do efeito estufa, mas existia um equilíbrio na natureza e no planeta onde os trópicos emitiam mais metano ou mais óxido nitroso e isso ajudava a manter a temperatura da Terra numa temperatura aceitável. No que o homem passa a emitir pelas atividades antrópicas mais metano e mais N2O com mais agricultura e fertilizantes, como consequência disso, emitem mais N2O. É importante acompanhar as emissões naturais”, detalhou.

       “O óxido nitroso é 310 vezes mais potente na retenção de calor do que o CO2 [gás carbônico] e o tempo que ele fica na atmosfera é maior que o CO2. O N2O aumenta os efeitos da mudança do clima, isso já está bem estabelecida na literatura”, disse Gabriela.


(Fonte: Adaptado. Agência Brasil, porwww.romanews.com.br/sustentabilidade/pesquisa-mede-emissao-de-oxido-nitroso-na-amazonia-e-no-pantanal/ Acesso em 02/01/2024.)


O texto expositivo-argumentativo denominado “Pesquisa mede emissão de óxido nitroso na Amazônia e no Pantanal” apresenta vários trechos com discurso direto. Para isso, usa a pontuação denominada de
Alternativas
Q3404720 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.  



Texto 01



Por que a Geração Z é alvo de críticas no mercado de trabalho?


            A crença de muitos é a de que a Geração Z não é tão esforçada, resiliente ou motivada quanto o resto do mercado de trabalho. Um levantamento do site de currículos Resume Builder mostrou que, para os profissionais mais experientes, os nascidos entre os anos 1995 e 2009, que estão começando sua vida profissional, são mais difíceis de se trabalhar junto do que as outras gerações.


            Na pesquisa, 12% dos profissionais apontaram que já demitiram um funcionário da Geração Z com menos de uma semana de serviço. Entre os principais motivos, os profissionais relatam sentirem que existe uma falta de habilidades de comunicação, de motivação e de esforço desses jovens.  


            A mesma pesquisa aponta que, para os gerentes e chefes de equipe, 1 a cada 3 prefere contratar Millennials (os nascidos entre 1982 e 1994), ou a Geração X (de 1965 até 1981). O que pouca gente comenta é que essas gerações, quando entraram no mercado de trabalho, também foram alvo de críticas e desafiaram os modelos já existentes.


            Quando os Millennials entraram no mercado de trabalho, havia muitos embates. Eles também foram considerados impacientes, irresponsáveis e insubordinados. Daniela Diniz, jornalista e especialista em relações institucionais na Great People e Great Place to Work, explica que isso aconteceu com cada uma das gerações, pois todas são marcadas por trazerem propostas diferentes para o mercado.


            A Geração X, nascida durante os anos de ditadura no Brasil, entrou no mercado de trabalho no momento em que estava acontecendo no mundo corporativo um processo chamado de downsizing. Em outras palavras, empresas começavam a passar por corte de gastos e, consequentemente, desligamentos de trabalhadores.


            “Isso fez com que muitas organizações enxugassem os seus quadros, demitindo esses profissionais que eram extremamente fiéis”, contextualiza Daniela. E é nesse contexto que a Geração X entra no mercado de trabalho e começa a questionar a lealdade dos trabalhadores a apenas uma corporação.  


            Segundo a especialista, foi um componente muito importante para o mercado de trabalho, pois a Geração X rompeu com essa lealdade e começou a procurar empresas que pagassem melhor e que oferecessem melhores possibilidades de desenvolvimento e crescimento na carreira. Esse movimento levou as corporações a buscarem melhorar seus benefícios para atrair profissionais.


            “A entrada de uma nova geração sempre vai dar uma chacoalhada, porque a gente está falando de jovens que vêm com um conceito diferente de mundo”, explica a profissional. Ela complementa que os mais novos têm uma maturidade diferente de quem já está no mercado de trabalho. Para Daniela, eles precisam ainda adquirir uma certa experiência, conhecer o que é uma corporação, e tudo isso leva tempo.


            “A imaturidade é um traço da juventude. Quando a gente tem 20 anos, a gente é muito mais imaturo do que quando a gente tem 30, 40 e por assim vai”, complementa Daniela. “São anos de vida que você vai acumulando experiência, leituras de cenário, adversidades, conquistas e derrotas, e tudo isso vai moldando a sua personalidade e a sua resiliência. [...]


Disponível em: vidasimples.com. Acesso em: 1 abr. 2024. Adaptado. 
 

Considere a passagem do texto:


“Quando os Millennials entraram no mercado de trabalho, havia muitos embates. Eles também foram considerados impacientes, irresponsáveis e insubordinados.” 


Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística do trecho. 


I- O termo “quando” insere na passagem uma circunstância de tempo.

II- O verbo “havia” foi usado no singular por se tratar de verbo impessoal.

III- As vírgulas, usadas nos dois períodos da passagem, separam orações.

IV- Os adjetivos presentes no segundo período, referem-se ao termo “eles”.

V- O termo “também” foi usado, no segundo período, com ideia de adição.



Estão CORRETAS as afirmativas 

Alternativas
Q3403947 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.



TEXTO I


A palavra ‹rizz› não tem ‹rizz›



Quando, esta semana, se soube que a Universidade de Oxford tinha escolhido «rizz» como palavra do ano, lembrei-me que, no mês passado, a Universidade de Cambridge tinha escolhido “hallucinate”.


De acordo com as notícias, ‘rizz’ representa uma forma abreviada da palavra carisma. Ao que parece, é o modo como uma determinada geração define a inquestionável capacidade de atrair ou seduzir alguém.


Se uma pessoa se torna particularmente sedutora, essa pessoa tem rizz. Mas hallucinate refere-se ao momento em que um dispositivo de inteligência artificial produz informação falsa. Dele se diz então que alucinou.


É possível que rizz seja produto de uma alucinação. Talvez Oxford tenha pedido ao ChatGPT que escolhesse a palavra do ano e ele tenha alucinado. De acordo com a Wikipédia, a palavra rizz foi cunhada por Kai Cenat, youtuber e streamer do Twitch, em maio de 2021. E este mesmo prestigiado lexicógrafo disse que, ao contrário do que os jornais dizem, rizz não é uma abreviatura de carisma.


É apenas um conjunto de sons que ele inventou em 2021. Ora, não sei que meios frequenta quem, em Oxford, escolhe a palavra do ano, mas eu nunca ouvi ninguém a articulá-la. E devo confessar, sob pena de condenarem o meu reacionarismo linguístico, que jamais usei nem tenho intenção de alguma vez vir a usar a palavra rizz. 


Curiosamente, a palavra que indica a habilidade de seduzir não me seduz. Concebo a ideia de recorrer a palavras inventadas em 2021 pra referir coisas inventadas em 2021 que ainda não tinham termo que as designasse, mas não vejo a utilidade de usar vocábulos inventados por youtubers pra designar o que sempre existiu.


Os responsáveis pelo dicionário de Oxford parecem aquele tio que, sendo já uma pessoa de meia-idade, mantém a vontade de ser jovem e, por isso, dedica-se a reproduzir o linguajar dos jovens.


Não funciona, não só porque o tio já não é jovem, mas também porque o linguajar dos jovens, ironicamente, envelhece muito depressa. As palavras usadas pelos jovens hoje ficam velhas ou morrem já amanhã.


Sei disso porque agora já ninguém usa as palavras com que eu me exprimia quando era jovem – nem eu. Em resumo, não há nada que tenha menos rizz do que alguém que está desvairado, desesperadamente a tentar ter rizz.



PEREIRA, Ricardo Araújo. A palavra ‘rizz’ não tem ‘rizz’. Folha de S.Paulo, Ilustrada, 17 dez. 2023, p. C8 (adaptado).

Na frase do texto I “Dele se diz então que alucinou.”, sem prejuízo para o significado e mantendo a norma-padrão, as vírgulas devem ser corretamente colocadas em:
Alternativas
Q3403232 Português
Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda


        O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07.


         A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? 


        Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. 


        Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos.


       O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." 


       O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. 


        Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad.


       Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal", diz Cordenonssi. "O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo."


         Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes.


         Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." 

        
        Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações.


        Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país.


      Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem".

https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024
        
Assinale a alternativa que apresenta um fragmento do texto reescrito de forma incorreta, segundo a norma culta da Língua Portuguesa aplicada às regras de Pontuação ou quanto ao uso de elementos conectivos.
Alternativas
Q3403145 Português
“Como viver até os 100’’

Ana Adelaide Peixoto


E “Os Segredos das zonas azuis”. Esse é o título de um delicioso documentário, viajando pelo mundo com o escritor Dan Buettner e descobrindo cinco comunidades únicas, onde as pessoas têm vidas muito longas e felizes e tem saúde até o fim da vida. Nada de novo no front! Ou do que já sabemos. Mas, outra coisa é ver tudo registrado. Entrevistas; lugares lindos e as suas longevas pessoas.

Okinaya, no Japão; Sardenha, na Itália; Ikaria, na Grécia; Nicoya na Cosa Rica; e Loma Linda, na California-EUA, foram os lugares escolhidos, ou melhor observados que tinham algo em comum, para que se vivesse tanto e com tanta qualidade de vida. De quebra ainda teve matéria em Singapura e numa pesquisa aplicada especial na pequena comunidade de Albert Lea, nos EUA, e o resultado em um ano foi o aumento da expectativa de vida de seus habitantes, o que pode indicar que seus resultados puderam, de algum modo, ser comprovados.

Claro que a comida (vegetais, raízes, mel ao invés do açúcar), outros ingredientes são vitais. As pessoas trabalham muito e por menos tempo, para que sobre tempo para o lazer. Andam muito. Fazem coisas com as mãos, como jardinagem. Tem um plano de vida, um propósito que os alimentam ao acordar. Rituais sagrados diários para aliviar o stress, as inflamações, e evitar a diabetes e o câncer. Pensar em deixar algo para a posteridade, conversar com amigos, a religiosidade, a fé. Tudo no pacote. Bebem, mas fazem o seu próprio vinho. Em Costa Rica colhem o seu feijão, o milho e o jerimum. Em Loma Linda, tem muito voluntariado. Estar em paz, cochilar, preocupação de pertencimento à uma comunidade de fé; fazer happy hours. Tem até um vocabulário específico para denominar a razão que os fazem levantar pela manhã. Seus gostos não funcionam todos os dias. Alimentos integrais e naturais. E os carboidratos, contém substancias outras, e se juntam ao milho, batata doce, verdes, castanhas, chás. E comem pouco, até 80% da saciedade.

Atitude, outra coisa importante. Comer com a família, cuidar dos idosos, comem devagar, e comida plantada por eles; e com moderação, conversam. Como se conectar? Priorizam a família. Parceria, amor, cuidar e amar. Círculo de amigos – investem a vida toda. Ter os amigos certos! Para fazer as coisas certas![...]

Singapura é um país inteiro de longevidade saudável. Expectativa de vida mais alta do mundo. E até outro dia era uma Vila de pescadores. Trabalhar duro, ser honesto, ser humilde. Quem joga tênis, vive mais (viu Teca e Anthony?). Políticas públicas que melhora a vida das pessoas. Interações ocasionais com porteiros e pessoais em geral. Proporcionam pequenos povoados artificiais para idosos. Com centro médico, praça de alimentação, e promovem encontros. A solidão existe como função do nosso ambiente. Sair para interagir com pessoas, um remédio que se opõe ao sentar e assistir TV. Não se consegue viver sozinho. Criar moradias de proximidade, pais e filhos, o que se opõe veementemente às Casas de Repousos, impessoais e tristes. O investimento econômico de adesão gera mais saúde e se constitui num benefício humano.

Setembro foi o mês Amarelo/Saúde Mental, e vejo ao meu redor muita gente com depressão, ansiedade, e outras doenças da alma. Nesse filme, e a vida nesses lugares, todos os espaços do corpo e do espírito são preenchidos com sabedoria. Comida, descanso, pausa, tempo, diversão, comunhão, compartilhamento, olhar ao outro, sono, trabalho, propósito, destino, ritmo lento, e amor.

Eu que já estou quase dobrando outro cabo da esperança, vivo a pensar na vida. Nas realizações, nas faltas, nas conquistas, no tempo do dia, nos prazeres, nos amigos, no social que falta, no que sobra, nas recusas, nos filhos, e no bemestar deles, nas minhas responsabilidades, ou nas ausências, mas principalmente no amor, aquilo que nos define aqui e lá. Jovem ou velho. Nesta ou em qualquer outra vida [...]

Disponível em: <https://www.carlosromero.com.br/2023/10/>. Acesso em 04 de março de 2024.
Considere o trecho "Sem reclamar, sem ser rabugento, sem amarguras, azedumes, mágoas ou recalques."
Com relação ao emprego da vírgula, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3402783 Português
Os efeitos da guerra no desenvolvimento infantil

        A guerra, inegavelmente, instaura repercussões profundamente devastadoras, sobretudo em crianças. Esta situação é caracterizada por uma extrema violência que acarreta danos de ordem física, emocional, psicológica, sexual, além de privações e o abandono, configurando um ambiente de profunda angústia para todos os que nela se veem envolvidos.
        A exposição à guerra, por sua vez, traz consigo severas consequências de natureza emocional, notadamente marcadas pela manifestação de quadros de ansiedade, medo e depressão, os quais, com frequência, resultam em comportamentos de índole agressiva, no isolamento social e, ainda mais alarmante, na regressão do desenvolvimento de habilidades previamente adquiridas pelas crianças.
        Cabe ressaltar, de forma enfática, que é absolutamente impraticável preparar uma criança para as vicissitudes da guerra, uma vez que o crescimento saudável demanda desafios, ao invés de ameaças. No caso de crianças em tenra idade, torna-se imperativo evitar a exposição a conteúdos violentos disponíveis nos meios de comunicação, com especial atenção para as notícias de guerra que frequentemente retratam cenas de agressões e morte.
        Não obstante, para crianças mais maduras, situadas na faixa etária entre quatro e seis anos, é recomendável adotar uma abordagem prudente diante da inevitabilidade da exposição a conteúdos violentos. Nesse contexto, a discussão acerca das notícias de guerra deve ser conduzida de maneira sensível, propiciando uma oportunidade para explorar os pensamentos, sentimentos e conhecimentos da criança a respeito do conflito armado, permitindo, igualmente, uma reflexão sobre valores humanos fundamentais, tais como solidariedade e empatia.
        Abordar o tema da guerra e suas nefastas consequências apresenta, portanto, uma oportunidade ímpar para o ensino de valores como a empatia, a partilha, a colaboração e a participação em atividades de cunho comunitário, mesmo em meio à brutalidade do contexto bélico.

(Fonte: Recreio — adaptado.)
Assinalar a alternativa em que a pontuação está corretamente empregada: 
Alternativas
Q3402563 Português

Leia o texto para responder à questão.


Brasil fecha 2023 com taxa média de 7,8% de desemprego, aponta IBGE.

Taxa de desocupação caiu 1,8% entre 2022 e 2023 e chegou ao menor patamar desde 2014; desemprego no país é mais alto para população preta e parda.


André Lucena - 16.02.2024


A taxa média de desocupação no Brasil fechou o ano de 2023 em 7,8%, a menor desde 2014. O índice representa uma queda de 1,8% em relação a 2022, segundo dados da Pnad Contínua referente ao quarto trimestre do ano passado, divulgada nesta sexta-feira 16 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em números, o índice indica que a população desocupada no país totalizou 8,5 milhões de pessoas no ano passado. Em comparação a 2022, houve queda de 1,8 milhão de pessoas. A queda na desocupação foi geral e uniforme, pelo menos do ponto de vista regional. Segundo o IBGE, 26 das 27 unidades da federação registraram queda na taxa anual de desocupação, com destaque para o Acre (-4,9%), o Maranhão (-3,5%), o Rio de Janeiro e Amazonas (ambos com queda de 3,2%). Roraima, por sua vez, foi o único estado onde a taxa de desocupação experimentou aumento (+1,7%).

Entretanto, obter uma ocupação no Brasil ainda é um fenômeno influenciado pela cor. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no país é mais baixa para a população branca (5,9%) do que para pretos (8,9%) e pardos (8,5%), em comparação com a média nacional.

No último trimestre do ano passado, a taxa de desocupação ficou em 7,4%, o que representa uma queda de 0,3% em relação ao trimestre anterior (julho-setembro de 2023).

Como resultado da queda na taxa de desocupação, a população ocupada atingiu o maior patamar da série histórica, que teve início em 2012: 100,7 milhões de pessoas em 2023, de acordo com o IBGE.

Houve, também, um aumento no número de empregados com carteira assinada no setor privado. Em comparação a 2022, a subida foi de 5,8%, totalizando 37,7 milhões de pessoas em 2023.

A taxa de empregados sem carteira assinada no setor privado também cresceu, chegando a 13,4 milhões de pessoas. O aumento entre 2022 e 2023 foi de 5,9%.

Por seu turno, a taxa anual de informalidade se manteve praticamente estável, com leve queda: dos 39,4% de 2022, o índice recuou para 39,2% em 2023. O número de trabalhadores por conta própria, nesse quadro, também subiu (0,9%, na comparação entre os dois anos), chegando a 25,6 milhões de pessoas.


https://www.cartacapital.com.br

“No último trimestre do ano passado, a taxa de desocupação ficou em 7,4% [...].” 5º§


A vírgula nessa frase separa

Alternativas
Q3402345 Português
Uma das maneiras mais acessíveis, econômicas e fáceis de se exercitar é fazer uma caminhada. Afinal, caminhar é algo que se faz desde sempre e não requer um local específico para praticar. Pesquisas recentes mostram que ficar sentado pode ser mais prejudicial à sua saúde do que fumar.

Felizmente, levantar-se da cadeira ou do sofá e sair para caminhar pode ajudar a prevenir muitas enfermidades, desde doenças cardíacas e diabetes até pressão alta, evitar câncer, melhorar a imunidade e muito mais.

Caminhar cerca de 1,5 km gasta cerca de 100 calorias, portanto, como o corpo naturalmente armazena gordura, ao aumentar a quantidade e o nível de atividade física apenas com uma caminhada constante, a pessoa já abate calorias.

Além disso, caminhar neutraliza os efeitos dos genes que promovem o peso corporal. Pesquisadores analisaram 32 genes que promovem a obesidade em mais de 12 mil pessoas para determinar o quanto esses genes realmente contribuem para o peso corporal. Entre os participantes do estudo que caminharam rapidamente por cerca de uma hora por dia, os efeitos desses genes foram reduzidos pela metade.

Outro ponto que merece destaque é que o ato de andar impulsiona as funções cardíacas. Como o coração é o músculo responsável por bombear o sangue para o corpo e para seu funcionamento geral (inclusive dos demais músculos), uma caminhada tranquila ou moderada é uma maneira segura e eficaz de fortalecer o coração.

É fácil perceber que a caminhada se destaca como uma opção acessível e eficaz para promover a saúde. Além de queimar calorias e prevenir doenças, esse exercício atenua os efeitos negativos de genes ligados à obesidade e fortalece a saúde cardiovascular, reforçando sua importância como hábito saudável e fácil de incorporar na rotina.

(Fonte: National Geographic — Adaptado). 
No trecho “Como o coração é o músculo responsável por bombear o sangue para o corpo e para seu funcionamento geral (inclusive dos demais músculos), uma caminhada tranquila...”, os parênteses foram usados para incluir uma informação adicional. Que outro sinal de pontuação poderia substituir os parênteses sem prejuízo gramatical e de sentido?
Alternativas
Q3402268 Português
A supressão das vírgulas ocasionará um problema de ambiguidade, isto é, duplicidade de sentido, em:
Alternativas
Respostas
2461: A
2462: B
2463: D
2464: C
2465: A
2466: C
2467: A
2468: C
2469: C
2470: A
2471: A
2472: B
2473: B
2474: D
2475: D
2476: A
2477: A
2478: D
2479: D
2480: C