Questões de Concurso

Foram encontradas 44.917 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3839559 Serviço Social
Direito à educação: o que significa, na prática, garantir vaga para todos?


      Quando se fala em direito à educação, é comum imaginar uma sala de aula com carteiras alinhadas, um quadro na frente e um professor disposto a ensinar. Em muitos discursos oficiais, “garantir o direito” aparece resumido a uma frase: “há vaga para todas as crianças em idade escolar”. Mas basta olhar com um pouco mais de cuidado para perceber que, entre ter vaga na escola e, de fato, aprender, existe um longo caminho.

        Garantir vaga é o ponto de partida, não a linha de chegada. No papel, o município pode afirmar que todas as crianças estão matriculadas. Na prática, porém, é preciso perguntar: todas conseguem chegar à escola todos os dias? Em áreas rurais, o transporte escolar pode significar caminhões adaptados, estradas de terra e trajetos longos. Nas periferias urbanas, o problema pode ser a distância a pé, a insegurança no caminho, o custo do ônibus. A vaga existe, mas o acesso até ela nem sempre é simples.

        Outra dimensão é a permanência. Uma criança que chega à escola, mas sente fome, pode até ocupar uma carteira, mas dificilmente conseguirá se concentrar. A merenda escolar, muitas vezes vista apenas como um detalhe administrativo, é, na vida real, o que mantém alguns estudantes de pé. Há também quem precise trabalhar para ajudar em casa; nesse caso, conciliar estudos e jornada de trabalho transforma o direito à educação em um malabarismo diário.

      Quando se fala em “vaga para todos”, é preciso incluir aqueles que historicamente foram deixados de fora: estudantes com deficiência, pessoas que moram em áreas de difícil acesso, jovens e adultos que não concluíram o ensino básico na idade “esperada”. Não basta abrir uma sala e colocar todos juntos. É necessário pensar em acessibilidade, adaptações curriculares, materiais diferenciados, profissionais de apoio, horários flexíveis. A igualdade de direito não significa tratar todos da mesma forma, e sim garantir que cada um tenha condições reais de aprender.

       A qualidade do ensino é outra peça indispensável. Um prédio com infiltrações, banheiros quebrados, biblioteca trancada e aulas constantemente interrompidas não cumpre o que o direito à educação promete. Professores sem formação adequada, turmas superlotadas e falta de materiais didáticos também transformam a vaga em uma promessa pela metade. A presença física na escola é importante, mas não adianta sentar-se na carteira e sair de lá sem compreender o que foi ensinado.

         Por fim, garantir vaga significa ouvir quem ocupa essas vagas. Estudantes que não se sentem respeitados, que sofrem preconceito, que não se reconhecem nos conteúdos trabalhados podem até estar oficialmente “dentro” da escola, mas, subjetivamente, continuam do lado de fora. Uma escola que não escuta suas vozes corre o risco de ser apenas um prédio com gente dentro, e não um espaço de formação.

       Direito à educação, portanto, não se esgota na matrícula ou na lista de chamada preenchida. Significa assegurar acesso, permanência e aprendizagem em condições dignas, para pessoas diferentes, em realidades variadas. Entre o discurso bonito dos documentos e o cotidiano nem sempre bonito das salas de aula, há um trabalho silencioso e contínuo que define se a vaga é um número em uma planilha ou uma oportunidade real de transformar vidas.


Fonte: BANCA EXAMINADORA
No parágrafo que trata da qualidade do ensino, a expressão “promessa pela metade” refere-se à 
Alternativas
Q3839558 Serviço Social
Direito à educação: o que significa, na prática, garantir vaga para todos?


      Quando se fala em direito à educação, é comum imaginar uma sala de aula com carteiras alinhadas, um quadro na frente e um professor disposto a ensinar. Em muitos discursos oficiais, “garantir o direito” aparece resumido a uma frase: “há vaga para todas as crianças em idade escolar”. Mas basta olhar com um pouco mais de cuidado para perceber que, entre ter vaga na escola e, de fato, aprender, existe um longo caminho.

        Garantir vaga é o ponto de partida, não a linha de chegada. No papel, o município pode afirmar que todas as crianças estão matriculadas. Na prática, porém, é preciso perguntar: todas conseguem chegar à escola todos os dias? Em áreas rurais, o transporte escolar pode significar caminhões adaptados, estradas de terra e trajetos longos. Nas periferias urbanas, o problema pode ser a distância a pé, a insegurança no caminho, o custo do ônibus. A vaga existe, mas o acesso até ela nem sempre é simples.

        Outra dimensão é a permanência. Uma criança que chega à escola, mas sente fome, pode até ocupar uma carteira, mas dificilmente conseguirá se concentrar. A merenda escolar, muitas vezes vista apenas como um detalhe administrativo, é, na vida real, o que mantém alguns estudantes de pé. Há também quem precise trabalhar para ajudar em casa; nesse caso, conciliar estudos e jornada de trabalho transforma o direito à educação em um malabarismo diário.

      Quando se fala em “vaga para todos”, é preciso incluir aqueles que historicamente foram deixados de fora: estudantes com deficiência, pessoas que moram em áreas de difícil acesso, jovens e adultos que não concluíram o ensino básico na idade “esperada”. Não basta abrir uma sala e colocar todos juntos. É necessário pensar em acessibilidade, adaptações curriculares, materiais diferenciados, profissionais de apoio, horários flexíveis. A igualdade de direito não significa tratar todos da mesma forma, e sim garantir que cada um tenha condições reais de aprender.

       A qualidade do ensino é outra peça indispensável. Um prédio com infiltrações, banheiros quebrados, biblioteca trancada e aulas constantemente interrompidas não cumpre o que o direito à educação promete. Professores sem formação adequada, turmas superlotadas e falta de materiais didáticos também transformam a vaga em uma promessa pela metade. A presença física na escola é importante, mas não adianta sentar-se na carteira e sair de lá sem compreender o que foi ensinado.

         Por fim, garantir vaga significa ouvir quem ocupa essas vagas. Estudantes que não se sentem respeitados, que sofrem preconceito, que não se reconhecem nos conteúdos trabalhados podem até estar oficialmente “dentro” da escola, mas, subjetivamente, continuam do lado de fora. Uma escola que não escuta suas vozes corre o risco de ser apenas um prédio com gente dentro, e não um espaço de formação.

       Direito à educação, portanto, não se esgota na matrícula ou na lista de chamada preenchida. Significa assegurar acesso, permanência e aprendizagem em condições dignas, para pessoas diferentes, em realidades variadas. Entre o discurso bonito dos documentos e o cotidiano nem sempre bonito das salas de aula, há um trabalho silencioso e contínuo que define se a vaga é um número em uma planilha ou uma oportunidade real de transformar vidas.


Fonte: BANCA EXAMINADORA
Quando o autor afirma que “é preciso incluir aqueles que historicamente foram deixados de fora”, ele se refere, entre outros, a
Alternativas
Q3838420 Serviço Social
O Código de Ética Profissional do Assistente Social de 1993, que rege a atuação dos profissionais no Brasil, estabelece princípios fundamentais para orientar suas ações. Qual dos seguintes valores é reconhecido como um valor ético central e norteador da prática do Assistente Social, segundo este Código?
Alternativas
Q3838419 Serviço Social
A Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – ABPESS publicou, em 2009, na revista Temporalis, e cuja temática foi pobreza e exclusão social. O presente material aponta que, no cenário social, a velha questão social: 
Alternativas
Q3838418 Serviço Social
A questão social, concebida como o conjunto de desigualdades e injustiças historicamente produzidas no desenvolvimento da sociedade capitalista, assume contornos específicos e novas expressões no cenário brasileiro contemporâneo. Diante da complexidade e dinamismo dessas manifestações, qual das alternativas abaixo melhor reflete a compreensão da questão social atual e sua centralidade para o Serviço Social?
Alternativas
Q3838417 Serviço Social
A política de assistência social é a garantia de proteção social, um direito do cidadão que necessita de apoio para enfrentar vulnerabilidades, organizada pelo: 
Alternativas
Q3838416 Serviço Social
O Serviço Social ocupa um lugar central e estratégico na implementação das Políticas Sociais no contexto da descentralização e municipalização, atuando na gestão social e participativa para garantir a efetivação dos direitos da população. Sobre esse contexto, Peres e Alves (2009) assinalam:

(__) - A Assistência Social ganha status de política pública, representando a ruptura com as práticas de solidariedade e visão fatalística da pobreza;
(__) - A organização da Assistência Social prescrita nos objetivos, princípios e diretrizes da LOAS propicia condições para a universalidade dessa política, na lógica da garantia de acesso a todo cidadão que dela necessitar; 
(__) - A LOAS traz em seu bojo uma nova lógica para a Assistência Social, exigindo mudança na relação entre Estado e sociedade, introduzindo uma nova forma de administrar e enfrentar a exclusão social, colocando como maior desafio ao poder público a reorganização dos serviços socioassistenciais;
(__) - A política social brasileira foi criada para enfrentar as complexas desigualdades instaladas ao longo das diferentes conjunturas históricas do país.

Levando-se em consideração que (V) significa Verdadeiro e (F) significa Falso, a sequência CORRETA das proposições acima é, respectivamente:
Alternativas
Q3838414 Serviço Social
A Reforma do Estado brasileiro, que ganhou força a partir da década de 1990, promoveu reestruturações significativas no papel do Estado, na gestão das políticas sociais e na forma como os direitos sociais são concebidos e efetivados. Nesse contexto de mudanças, o Serviço Social foi desafiado a redefinir e adaptar suas estratégias de intervenção profissional. Considerando essa conjuntura de Reforma do Estado e suas implicações para as políticas e os direitos sociais, e para o Serviço Social, analise as afirmativas a seguir:

I - A Reforma do Estado, ao priorizar a eficiência gerencial e a desregulamentação, impulsionou a focalização das políticas sociais em segmentos específicos da população, levantando debates sobre a universalidade dos direitos sociais;
II - O Serviço Social, em face da redefinição do papel estatal e da crescente limitação de recursos públicos, foi impelido a fortalecer sua dimensão técnico-operativa e política, buscando estratégias para a defesa e efetivação dos direitos sociais;
III - O principal impacto da Reforma do Estado foi a garantia da universalidade plena de todos os direitos sociais, com um substancial aumento dos investimentos públicos e a eliminação de qualquer seletividade no acesso às políticas;
IV - As políticas sociais foram integralmente privatizadas, desobrigando o Estado de qualquer responsabilidade na provisão de serviços e benefícios, com a completa substituição do setor público pelo terceiro setor;
V - A questão dos direitos sociais perdeu totalmente sua relevância na agenda governamental durante a Reforma do Estado, sendo completamente desconsiderada em favor de um modelo puramente econômico sem qualquer interface com o social.

Dos itens acima:
Alternativas
Q3838236 Serviço Social
Conforme a Tipificação Nacional dos Serviços Assistenciais, assinale a alternativa CORRETA em relação ao Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos: 
Alternativas
Q3838235 Serviço Social
De acordo com a Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993 (Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS), assinale a alternativa correta quanto ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS):
Alternativas
Q3838234 Serviço Social
Conforme estabelece a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, assinale a alternativa CORRETA que corresponde ao Serviço ofertado na Proteção Social Básica:
Alternativas
Q3838233 Serviço Social
Conforme estabelece o art. 1º da Lei Orgânica da Assistência Social (Lei nº 8.742/1993 - LOAS), assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3838177 Serviço Social
De acordo com as Orientações Técnicas dos Serviços de Acolhimento, assinale a alternativa CORRETA quanto ao Serviço de Acolhimento em República:
Alternativas
Q3838176 Serviço Social
De acordo com a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais, assinale a alternativa que NÃO corresponde a um Serviço da Proteção Social Especial de Alta Complexidade:
Alternativas
Q3838175 Serviço Social
Conforme estabelece a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, assinale a alternativa CORRETA que corresponde ao Serviço ofertado na Proteção Social Básica:
Alternativas
Q3838143 Serviço Social
De acordo com a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais, assinale a alternativa CORRETA quanto a descrição do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI):
Alternativas
Q3838142 Serviço Social
De acordo com o material Orientações Técnicas Centro de Referência de Assistência Social – CRAS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS), assinale a alternativa CORRETA acerca do CENSO CRAS: 
Alternativas
Q3838141 Serviço Social
De acordo com a Lei Nº 12.435, de 6 de Julho de 2011, assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE um dos objetivos da Assistência Social:
Alternativas
Q3838140 Serviço Social
Conforme a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais, assinale a alternativa CORRETA acerca do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF):
Alternativas
Q3838139 Serviço Social
Conforme estabelece o art. 1º da Lei Orgânica da Assistência Social (Lei nº 8.742/1993 - LOAS), assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
1501: C
1502: A
1503: D
1504: C
1505: A
1506: B
1507: C
1508: A
1509: A
1510: A
1511: C
1512: A
1513: A
1514: E
1515: C
1516: D
1517: A
1518: B
1519: E
1520: A