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Q4246470 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

TEXTO III


Envelhecimento saudável depende mais de hábitos do que de tecnologias experimentais

Especialista afirma que não há evidências de que medicamentos e procedimentos antienvelhecimento superem os benefícios de um estilo de vida saudável

A busca por retardar o envelhecimento ganhou força entre empresários e magnatas da tecnologia, que investem em procedimentos médicos, monitoramento constante do organismo e no uso de medicamentos e suplementos com a promessa de prolongar a vida. No entanto, muitas dessas estratégias ainda não têm comprovação científica e fazem parte de um debate mais amplo sobre a forma como a sociedade encara a velhice.

Algumas substâncias utilizadas, como os peptídeos, ainda estão em fase de testes. Mesmo os resultados preliminares são considerados controversos pela comunidade científica, explica Deusivania Falcão, professora de Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP. "O entusiasmo frequentemente é maior do que as evidências disponíveis", afirma.


Hábitos saudáveis continuam sendo a melhor estratégia

Segundo Deusivania, a tecnologia pode contribuir para o cuidado com a saúde, mas não é o principal fator para um envelhecimento ativo e saudável. As medidas com eficácia comprovada continuam sendo relativamente simples: manter a saúde física e mental, praticar atividade física regularmente, adotar uma alimentação equilibrada e estimular o cérebro com atividades intelectuais.

Como destaca a pesquisadora, o objetivo não deve ser apenas viver mais, mas viver melhor. "Não adianta você ter muitos anos de vida se você não tem vida nesses anos. Então, mais do que quantidade, a qualidade é fundamental."

A professora também ressalta que a saúde mental exerce papel central na longevidade. Manter vínculos sociais de qualidade, cultivar relações afetivas e enfrentar o envelhecimento com otimismo e capacidade de adaptação são fatores associados a uma melhor qualidade de vida.


A sociedade vive uma relação contraditória com a velhice

O interesse crescente por estratégias para evitar o envelhecimento revela uma contradição. Ao mesmo tempo em que muitas pessoas demonstram receio de envelhecer, os estereótipos sobre a velhice vêm sendo gradualmente superados, com um número cada vez maior de idosos participando ativamente da vida social. Deusivania avalia:

"Nós vivemos em uma situação paradoxal".


Longevidade também depende do contexto social

Os aspectos sociais e culturais influenciam diretamente a forma como as pessoas envelhecem. Segundo a professora, as diferenças regionais brasileiras ilustram essa realidade.

"A gente observa o quanto a velhice do Nordeste é diferente da velhice do Sudeste", afirma, destacando que desigualdades no acesso à saúde e às condições de vida ajudam a explicar essas diferenças.

O mesmo pode ser observado nas chamadas "zonas azuis", regiões do mundo onde a população apresenta elevada expectativa de vida. Nessas localidades, o fator comum não é o acesso a tecnologias sofisticadas, mas a adoção consistente de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, atividade física, convivência social e propósito de vida.


*Sob supervisão de Márcia Avanza

JORNAL DA USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/envelhecimento-saudavel-depende-mais-de-habitos-do-que-de-tecnologias-experimentais/

Quanto à classe gramatical da palavra destacada, assinale a alternativa CORRETA. 

Alternativas
Q4246469 Português
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TEXTO III


Envelhecimento saudável depende mais de hábitos do que de tecnologias experimentais

Especialista afirma que não há evidências de que medicamentos e procedimentos antienvelhecimento superem os benefícios de um estilo de vida saudável

A busca por retardar o envelhecimento ganhou força entre empresários e magnatas da tecnologia, que investem em procedimentos médicos, monitoramento constante do organismo e no uso de medicamentos e suplementos com a promessa de prolongar a vida. No entanto, muitas dessas estratégias ainda não têm comprovação científica e fazem parte de um debate mais amplo sobre a forma como a sociedade encara a velhice.

Algumas substâncias utilizadas, como os peptídeos, ainda estão em fase de testes. Mesmo os resultados preliminares são considerados controversos pela comunidade científica, explica Deusivania Falcão, professora de Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP. "O entusiasmo frequentemente é maior do que as evidências disponíveis", afirma.


Hábitos saudáveis continuam sendo a melhor estratégia

Segundo Deusivania, a tecnologia pode contribuir para o cuidado com a saúde, mas não é o principal fator para um envelhecimento ativo e saudável. As medidas com eficácia comprovada continuam sendo relativamente simples: manter a saúde física e mental, praticar atividade física regularmente, adotar uma alimentação equilibrada e estimular o cérebro com atividades intelectuais.

Como destaca a pesquisadora, o objetivo não deve ser apenas viver mais, mas viver melhor. "Não adianta você ter muitos anos de vida se você não tem vida nesses anos. Então, mais do que quantidade, a qualidade é fundamental."

A professora também ressalta que a saúde mental exerce papel central na longevidade. Manter vínculos sociais de qualidade, cultivar relações afetivas e enfrentar o envelhecimento com otimismo e capacidade de adaptação são fatores associados a uma melhor qualidade de vida.


A sociedade vive uma relação contraditória com a velhice

O interesse crescente por estratégias para evitar o envelhecimento revela uma contradição. Ao mesmo tempo em que muitas pessoas demonstram receio de envelhecer, os estereótipos sobre a velhice vêm sendo gradualmente superados, com um número cada vez maior de idosos participando ativamente da vida social. Deusivania avalia:

"Nós vivemos em uma situação paradoxal".


Longevidade também depende do contexto social

Os aspectos sociais e culturais influenciam diretamente a forma como as pessoas envelhecem. Segundo a professora, as diferenças regionais brasileiras ilustram essa realidade.

"A gente observa o quanto a velhice do Nordeste é diferente da velhice do Sudeste", afirma, destacando que desigualdades no acesso à saúde e às condições de vida ajudam a explicar essas diferenças.

O mesmo pode ser observado nas chamadas "zonas azuis", regiões do mundo onde a população apresenta elevada expectativa de vida. Nessas localidades, o fator comum não é o acesso a tecnologias sofisticadas, mas a adoção consistente de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, atividade física, convivência social e propósito de vida.


*Sob supervisão de Márcia Avanza

JORNAL DA USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/envelhecimento-saudavel-depende-mais-de-habitos-do-que-de-tecnologias-experimentais/
Leia o trecho do texto:
"Como destaca a pesquisadora, o objetivo não deve ser apenas viver mais, mas viver melhor." (4° parágrafo)

Em relação ao emprego da vírgula nesse trecho, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4246468 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

TEXTO III


Envelhecimento saudável depende mais de hábitos do que de tecnologias experimentais

Especialista afirma que não há evidências de que medicamentos e procedimentos antienvelhecimento superem os benefícios de um estilo de vida saudável

A busca por retardar o envelhecimento ganhou força entre empresários e magnatas da tecnologia, que investem em procedimentos médicos, monitoramento constante do organismo e no uso de medicamentos e suplementos com a promessa de prolongar a vida. No entanto, muitas dessas estratégias ainda não têm comprovação científica e fazem parte de um debate mais amplo sobre a forma como a sociedade encara a velhice.

Algumas substâncias utilizadas, como os peptídeos, ainda estão em fase de testes. Mesmo os resultados preliminares são considerados controversos pela comunidade científica, explica Deusivania Falcão, professora de Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP. "O entusiasmo frequentemente é maior do que as evidências disponíveis", afirma.


Hábitos saudáveis continuam sendo a melhor estratégia

Segundo Deusivania, a tecnologia pode contribuir para o cuidado com a saúde, mas não é o principal fator para um envelhecimento ativo e saudável. As medidas com eficácia comprovada continuam sendo relativamente simples: manter a saúde física e mental, praticar atividade física regularmente, adotar uma alimentação equilibrada e estimular o cérebro com atividades intelectuais.

Como destaca a pesquisadora, o objetivo não deve ser apenas viver mais, mas viver melhor. "Não adianta você ter muitos anos de vida se você não tem vida nesses anos. Então, mais do que quantidade, a qualidade é fundamental."

A professora também ressalta que a saúde mental exerce papel central na longevidade. Manter vínculos sociais de qualidade, cultivar relações afetivas e enfrentar o envelhecimento com otimismo e capacidade de adaptação são fatores associados a uma melhor qualidade de vida.


A sociedade vive uma relação contraditória com a velhice

O interesse crescente por estratégias para evitar o envelhecimento revela uma contradição. Ao mesmo tempo em que muitas pessoas demonstram receio de envelhecer, os estereótipos sobre a velhice vêm sendo gradualmente superados, com um número cada vez maior de idosos participando ativamente da vida social. Deusivania avalia:

"Nós vivemos em uma situação paradoxal".


Longevidade também depende do contexto social

Os aspectos sociais e culturais influenciam diretamente a forma como as pessoas envelhecem. Segundo a professora, as diferenças regionais brasileiras ilustram essa realidade.

"A gente observa o quanto a velhice do Nordeste é diferente da velhice do Sudeste", afirma, destacando que desigualdades no acesso à saúde e às condições de vida ajudam a explicar essas diferenças.

O mesmo pode ser observado nas chamadas "zonas azuis", regiões do mundo onde a população apresenta elevada expectativa de vida. Nessas localidades, o fator comum não é o acesso a tecnologias sofisticadas, mas a adoção consistente de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, atividade física, convivência social e propósito de vida.


*Sob supervisão de Márcia Avanza

JORNAL DA USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/envelhecimento-saudavel-depende-mais-de-habitos-do-que-de-tecnologias-experimentais/
Releia o trecho do texto:
"Não adianta você ter muitos anos de vida se você não tem vida nesses anos."

Quanto à relação estabelecida entre as orações desse período, é correto afirmar que ele é composto por
Alternativas
Q4246467 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

TEXTO II


Mãos Dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

ESCRITAS.ORG. Disponível em: https://www.escritas.org/PT/t/10933/maos-dadas
Ao longo do poema, o eu lírico emprega pronomes para retomar elementos anteriormente mencionados, garantindo a continuidade das ideias.
Releia o verso:
"Entre eles, considero a enorme realidade."

Nesse contexto, o pronome destacado retoma
Alternativas
Q4246466 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

TEXTO II


Mãos Dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

ESCRITAS.ORG. Disponível em: https://www.escritas.org/PT/t/10933/maos-dadas
Ao iniciar o poema, o eu lírico afirma que não pretende representar um determinado tipo de realidade, empregando um vocábulo que contribui para caracterizar esse mundo.
Leia o trecho:
"Não serei o poeta de um mundo caduco."

Considerando o contexto em que a palavra destacada foi utilizada, assinale a alternativa que apresenta um sinônimo adequado para o termo destacado.
Alternativas
Q4246465 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

TEXTO II


Mãos Dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

ESCRITAS.ORG. Disponível em: https://www.escritas.org/PT/t/10933/maos-dadas
No verso
"Também não cantarei o mundo futuro."

O verbo destacado está flexionado no
Alternativas
Q4246464 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

TEXTO II


Mãos Dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

ESCRITAS.ORG. Disponível em: https://www.escritas.org/PT/t/10933/maos-dadas
Releia o verso:
"Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças."

Considerando o contexto em que a palavra destacada foi empregada, assinale a alternativa que apresenta uma substituição sem alterar o sentido do verso.
Alternativas
Q4246463 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

TEXTO II


Mãos Dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

ESCRITAS.ORG. Disponível em: https://www.escritas.org/PT/t/10933/maos-dadas
No verso "Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.", o eu lírico utiliza a expressão "de mãos dadas" para representar a união, a solidariedade e o compromisso coletivo entre as pessoas, atribuindo-lhe um sentido diferente do literal.
Nesse contexto, o recurso de linguagem empregado é um exemplo de
Alternativas
Q4246462 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


TEXTO I

Vacinação: um cuidado para todas as fases da vida

Manter o cartão de vacinação atualizado é um dos gestos mais simples e, ao mesmo tempo, mais eficazes de cuidado com a saúde. Ainda assim, muitas pessoas associam a vacinação apenas à infância e acabam negligenciando a importância das vacinas ao longo da vida adulta e na terceira idade. Esse equívoco pode trazer riscos desnecessários, tanto individuais quanto coletivos.

Como médico, reforço que a vacinação é uma estratégia essencial de proteção individual e coletiva. Ela previne doenças graves, reduz hospitalizações, evita complicações e contribui diretamente para a chamada imunidade de grupo, que protege, inclusive, aqueles que, por alguma condição clínica, não podem ser vacinados. Ao longo das décadas, as vacinas se consolidaram como uma das maiores conquistas da medicina moderna.

O Brasil conta com um dos calendários de imunização mais completos do mundo, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Esse calendário contempla vacinas desde o nascimento até a terceira idade, com esquemas específicos para cada faixa etária, levando em consideração fatores como idade, condições de saúde e riscos epidemiológicos.

É importante destacar que cada fase da vida possui um cartão de vacinação diferente, justamente porque as necessidades de proteção mudam ao longo do tempo. Crianças, adolescentes, adultos e idosos demandam imunizações e reforços distintos, que acompanham o processo natural de desenvolvimento, envelhecimento e exposição a determinadas doenças.

Na prática clínica, observamos que muitos adultos não sabem quais vacinas precisam reforçar ou sequer possuem seu cartão atualizado. Doenças como hepatites, influenza, tétano, coqueluche e até algumas pneumonias podem ser prevenidas com vacinas disponíveis, seguras e amplamente testadas, reduzindo significativamente o risco de complicações e internações.

Na Unimed Cuiabá, contamos com uma equipe especializada, preparada para orientar, avaliar e regularizar o cartão de vacinação de crianças, adolescentes, adultos e idosos. Oferecemos por meio do nosso Núcleo de Vacinação, vacinas de maior abrangência, ou seja, todas as vacinas do calendário, com acompanhamento profissional, garantindo segurança, informação e acolhimento em cada etapa do cuidado.

Vacinar-se é um ato de responsabilidade consigo mesmo e com a coletividade. Em um cenário em que doenças já controladas podem voltar a circular, manter o cartão de vacinação em dia é mais do que uma escolha individual: é um compromisso com a saúde pública, com o bem-estar da sociedade e, acima de tudo, com a vida.


Carlos Bouret é diretor-presidente da Unimed Cuiabá e médico urologista.

NOTÍCIAS UNIMED. Disponível em https://www.unimed.coop.br/site/web/cuiaba/-/artigo-de-opini%C3%A3o-vacina%C3%A7%C3%A3o-um-cuidado-para-todas-as-fases-da-vida
Na construção "Se o cartão de vacinação estiver atualizado, a população estará mais protegida contra diversas doenças", o termo "se" estabelece entre as orações uma relação de
Alternativas
Q4246461 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


TEXTO I

Vacinação: um cuidado para todas as fases da vida

Manter o cartão de vacinação atualizado é um dos gestos mais simples e, ao mesmo tempo, mais eficazes de cuidado com a saúde. Ainda assim, muitas pessoas associam a vacinação apenas à infância e acabam negligenciando a importância das vacinas ao longo da vida adulta e na terceira idade. Esse equívoco pode trazer riscos desnecessários, tanto individuais quanto coletivos.

Como médico, reforço que a vacinação é uma estratégia essencial de proteção individual e coletiva. Ela previne doenças graves, reduz hospitalizações, evita complicações e contribui diretamente para a chamada imunidade de grupo, que protege, inclusive, aqueles que, por alguma condição clínica, não podem ser vacinados. Ao longo das décadas, as vacinas se consolidaram como uma das maiores conquistas da medicina moderna.

O Brasil conta com um dos calendários de imunização mais completos do mundo, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Esse calendário contempla vacinas desde o nascimento até a terceira idade, com esquemas específicos para cada faixa etária, levando em consideração fatores como idade, condições de saúde e riscos epidemiológicos.

É importante destacar que cada fase da vida possui um cartão de vacinação diferente, justamente porque as necessidades de proteção mudam ao longo do tempo. Crianças, adolescentes, adultos e idosos demandam imunizações e reforços distintos, que acompanham o processo natural de desenvolvimento, envelhecimento e exposição a determinadas doenças.

Na prática clínica, observamos que muitos adultos não sabem quais vacinas precisam reforçar ou sequer possuem seu cartão atualizado. Doenças como hepatites, influenza, tétano, coqueluche e até algumas pneumonias podem ser prevenidas com vacinas disponíveis, seguras e amplamente testadas, reduzindo significativamente o risco de complicações e internações.

Na Unimed Cuiabá, contamos com uma equipe especializada, preparada para orientar, avaliar e regularizar o cartão de vacinação de crianças, adolescentes, adultos e idosos. Oferecemos por meio do nosso Núcleo de Vacinação, vacinas de maior abrangência, ou seja, todas as vacinas do calendário, com acompanhamento profissional, garantindo segurança, informação e acolhimento em cada etapa do cuidado.

Vacinar-se é um ato de responsabilidade consigo mesmo e com a coletividade. Em um cenário em que doenças já controladas podem voltar a circular, manter o cartão de vacinação em dia é mais do que uma escolha individual: é um compromisso com a saúde pública, com o bem-estar da sociedade e, acima de tudo, com a vida.


Carlos Bouret é diretor-presidente da Unimed Cuiabá e médico urologista.

NOTÍCIAS UNIMED. Disponível em https://www.unimed.coop.br/site/web/cuiaba/-/artigo-de-opini%C3%A3o-vacina%C3%A7%C3%A3o-um-cuidado-para-todas-as-fases-da-vida
Os vocábulos "clínica" e "médico", empregados no texto, recebem acento gráfico pela mesma regra. O mesmo ocorre com o par de palavras apresentado em:
Alternativas
Q4246460 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


TEXTO I

Vacinação: um cuidado para todas as fases da vida

Manter o cartão de vacinação atualizado é um dos gestos mais simples e, ao mesmo tempo, mais eficazes de cuidado com a saúde. Ainda assim, muitas pessoas associam a vacinação apenas à infância e acabam negligenciando a importância das vacinas ao longo da vida adulta e na terceira idade. Esse equívoco pode trazer riscos desnecessários, tanto individuais quanto coletivos.

Como médico, reforço que a vacinação é uma estratégia essencial de proteção individual e coletiva. Ela previne doenças graves, reduz hospitalizações, evita complicações e contribui diretamente para a chamada imunidade de grupo, que protege, inclusive, aqueles que, por alguma condição clínica, não podem ser vacinados. Ao longo das décadas, as vacinas se consolidaram como uma das maiores conquistas da medicina moderna.

O Brasil conta com um dos calendários de imunização mais completos do mundo, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Esse calendário contempla vacinas desde o nascimento até a terceira idade, com esquemas específicos para cada faixa etária, levando em consideração fatores como idade, condições de saúde e riscos epidemiológicos.

É importante destacar que cada fase da vida possui um cartão de vacinação diferente, justamente porque as necessidades de proteção mudam ao longo do tempo. Crianças, adolescentes, adultos e idosos demandam imunizações e reforços distintos, que acompanham o processo natural de desenvolvimento, envelhecimento e exposição a determinadas doenças.

Na prática clínica, observamos que muitos adultos não sabem quais vacinas precisam reforçar ou sequer possuem seu cartão atualizado. Doenças como hepatites, influenza, tétano, coqueluche e até algumas pneumonias podem ser prevenidas com vacinas disponíveis, seguras e amplamente testadas, reduzindo significativamente o risco de complicações e internações.

Na Unimed Cuiabá, contamos com uma equipe especializada, preparada para orientar, avaliar e regularizar o cartão de vacinação de crianças, adolescentes, adultos e idosos. Oferecemos por meio do nosso Núcleo de Vacinação, vacinas de maior abrangência, ou seja, todas as vacinas do calendário, com acompanhamento profissional, garantindo segurança, informação e acolhimento em cada etapa do cuidado.

Vacinar-se é um ato de responsabilidade consigo mesmo e com a coletividade. Em um cenário em que doenças já controladas podem voltar a circular, manter o cartão de vacinação em dia é mais do que uma escolha individual: é um compromisso com a saúde pública, com o bem-estar da sociedade e, acima de tudo, com a vida.


Carlos Bouret é diretor-presidente da Unimed Cuiabá e médico urologista.

NOTÍCIAS UNIMED. Disponível em https://www.unimed.coop.br/site/web/cuiaba/-/artigo-de-opini%C3%A3o-vacina%C3%A7%C3%A3o-um-cuidado-para-todas-as-fases-da-vida
Embora o texto apresente informações sobre vacinação, seu principal objetivo é convencer o leitor acerca da importância de manter o cartão vacinal atualizado. Essa finalidade é alcançada porque predomina a sequência textual
Alternativas
Q4246459 Português
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TEXTO I

Vacinação: um cuidado para todas as fases da vida

Manter o cartão de vacinação atualizado é um dos gestos mais simples e, ao mesmo tempo, mais eficazes de cuidado com a saúde. Ainda assim, muitas pessoas associam a vacinação apenas à infância e acabam negligenciando a importância das vacinas ao longo da vida adulta e na terceira idade. Esse equívoco pode trazer riscos desnecessários, tanto individuais quanto coletivos.

Como médico, reforço que a vacinação é uma estratégia essencial de proteção individual e coletiva. Ela previne doenças graves, reduz hospitalizações, evita complicações e contribui diretamente para a chamada imunidade de grupo, que protege, inclusive, aqueles que, por alguma condição clínica, não podem ser vacinados. Ao longo das décadas, as vacinas se consolidaram como uma das maiores conquistas da medicina moderna.

O Brasil conta com um dos calendários de imunização mais completos do mundo, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Esse calendário contempla vacinas desde o nascimento até a terceira idade, com esquemas específicos para cada faixa etária, levando em consideração fatores como idade, condições de saúde e riscos epidemiológicos.

É importante destacar que cada fase da vida possui um cartão de vacinação diferente, justamente porque as necessidades de proteção mudam ao longo do tempo. Crianças, adolescentes, adultos e idosos demandam imunizações e reforços distintos, que acompanham o processo natural de desenvolvimento, envelhecimento e exposição a determinadas doenças.

Na prática clínica, observamos que muitos adultos não sabem quais vacinas precisam reforçar ou sequer possuem seu cartão atualizado. Doenças como hepatites, influenza, tétano, coqueluche e até algumas pneumonias podem ser prevenidas com vacinas disponíveis, seguras e amplamente testadas, reduzindo significativamente o risco de complicações e internações.

Na Unimed Cuiabá, contamos com uma equipe especializada, preparada para orientar, avaliar e regularizar o cartão de vacinação de crianças, adolescentes, adultos e idosos. Oferecemos por meio do nosso Núcleo de Vacinação, vacinas de maior abrangência, ou seja, todas as vacinas do calendário, com acompanhamento profissional, garantindo segurança, informação e acolhimento em cada etapa do cuidado.

Vacinar-se é um ato de responsabilidade consigo mesmo e com a coletividade. Em um cenário em que doenças já controladas podem voltar a circular, manter o cartão de vacinação em dia é mais do que uma escolha individual: é um compromisso com a saúde pública, com o bem-estar da sociedade e, acima de tudo, com a vida.


Carlos Bouret é diretor-presidente da Unimed Cuiabá e médico urologista.

NOTÍCIAS UNIMED. Disponível em https://www.unimed.coop.br/site/web/cuiaba/-/artigo-de-opini%C3%A3o-vacina%C3%A7%C3%A3o-um-cuidado-para-todas-as-fases-da-vida
Ao defender a importância da vacinação ao longo da vida, o autor procura convencer o leitor por meio de diferentes recursos argumentativos. Assinale a alternativa que melhor caracteriza a argumentação desenvolvida no texto.
Alternativas
Q4246400 Redação Oficial
Um servidor da Câmara Municipal recebeu a incumbência de:
1. elaborar parecer técnico sobre projeto de lei; 2. redigir relatório legislativo; 3. preparar minuta de alteração de lei municipal; 4. expedir ofício ao Poder Executivo; 5. consolidar legislação municipal esparsa.
À luz da técnica legislativa, da redação oficial e das normas da Lei Complementar nº 95/1998, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4246397 Redação Oficial
Analise as assertivas:
I. A clareza e a precisão são atributos essenciais da Redação Oficial.
II. O emprego de expressões rebuscadas e de construções literárias é recomendado quando se pretende conferir solenidade ao texto administrativo.
III. A impessoalidade constitui característica fundamental das comunicações oficiais.
IV. O pronome de tratamento "Vossa Excelência" exige concordância verbal na terceira pessoa.
Estão CORRETAS
Alternativas
Q4246396 Redação Oficial
Considere o seguinte dispositivo hipotético: “Art. 5º Fica instituído o Programa Municipal de Incentivo à Cultura, sendo também criados os respectivos mecanismos de financiamento, revogando-se, ainda, as disposições em contrário e autorizando-se o Poder Executivo a regulamentar a presente Lei no prazo de noventa dias.”
À luz da Lei Complementar Federal nº 95/1998 e das regras de técnica legislativa, assinale a afirmativa CORRETA. 
Alternativas
Q4246365 Português
Texto 3


O perfil do consumidor brasileiro mudou drasticamente em 2026, tornando-se mais imediatista e focado em benefícios práticos para o bolso e para a rotina. É o que revela a nova edição do relatório anual Consumer Pulse, divulgado em março pela consultoria global Bain & Company. Segundo o estudo, a Inteligência Artificial (IA) consolidou-se no país, sendo adotada por 77% da população como uma ferramenta essencial para acelerar a jornada de compra e obter vantagens financeiras imediatas. Trata-se de um salto expressivo frente aos 62% registrados no ano anterior.
O levantamento aponta que o “consumidor equilibrista” de 2025, que tentava balancear cortes de custos sem abrir mão de prioridades, deu lugar a um cliente que exige soluções rápidas e retornos tangíveis das marcas. Essa busca por valor molda diretamente a relação com o comércio digital, com os programas de fidelidade e com o orçamento doméstico.
A IA deixou de ser um diferencial tecnológico para se transformar em um motor de vendas no varejo digital. O relatório da Bain & Company mostra que os brasileiros já manifestam o desejo de transferir mais de 50% de suas compras on-line para Assistentes Virtuais de Compra.
No entanto, o avanço do e-commerce desenha um cenário híbrido. Embora o ambiente digital lidere em categorias como eletrônicos (48% de preferência) e moda (39%), o varejo físico ainda mantém a soberania nas compras do dia a dia, como alimentos e itens essenciais.


Disponível em: https://niddedigital.com/77-dos-consumidores-brasileiros-jausam-inteligencia-artificial/. Acesso em: 4 jun. 2026.
Na produção de textos escritos, a acentuação gráfica contribui para a escrita adequada das palavras e para a compreensão da mensagem. No trecho “Segundo o estudo, a Inteligência Artificial (IA) consolidou-se no país...”, a palavra “país” é acentuada pela mesma regra aplicada à palavra
Alternativas
Q4246364 Português
Texto 3


O perfil do consumidor brasileiro mudou drasticamente em 2026, tornando-se mais imediatista e focado em benefícios práticos para o bolso e para a rotina. É o que revela a nova edição do relatório anual Consumer Pulse, divulgado em março pela consultoria global Bain & Company. Segundo o estudo, a Inteligência Artificial (IA) consolidou-se no país, sendo adotada por 77% da população como uma ferramenta essencial para acelerar a jornada de compra e obter vantagens financeiras imediatas. Trata-se de um salto expressivo frente aos 62% registrados no ano anterior.
O levantamento aponta que o “consumidor equilibrista” de 2025, que tentava balancear cortes de custos sem abrir mão de prioridades, deu lugar a um cliente que exige soluções rápidas e retornos tangíveis das marcas. Essa busca por valor molda diretamente a relação com o comércio digital, com os programas de fidelidade e com o orçamento doméstico.
A IA deixou de ser um diferencial tecnológico para se transformar em um motor de vendas no varejo digital. O relatório da Bain & Company mostra que os brasileiros já manifestam o desejo de transferir mais de 50% de suas compras on-line para Assistentes Virtuais de Compra.
No entanto, o avanço do e-commerce desenha um cenário híbrido. Embora o ambiente digital lidere em categorias como eletrônicos (48% de preferência) e moda (39%), o varejo físico ainda mantém a soberania nas compras do dia a dia, como alimentos e itens essenciais.


Disponível em: https://niddedigital.com/77-dos-consumidores-brasileiros-jausam-inteligencia-artificial/. Acesso em: 4 jun. 2026.
Em textos informativos, diferentes recursos gráficos podem contribuir para a construção dos sentidos. No segundo parágrafo do texto, o uso das aspas com a expressão “consumidor equilibrista” justifica-se por
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Q4246363 Português
Texto 3


O perfil do consumidor brasileiro mudou drasticamente em 2026, tornando-se mais imediatista e focado em benefícios práticos para o bolso e para a rotina. É o que revela a nova edição do relatório anual Consumer Pulse, divulgado em março pela consultoria global Bain & Company. Segundo o estudo, a Inteligência Artificial (IA) consolidou-se no país, sendo adotada por 77% da população como uma ferramenta essencial para acelerar a jornada de compra e obter vantagens financeiras imediatas. Trata-se de um salto expressivo frente aos 62% registrados no ano anterior.
O levantamento aponta que o “consumidor equilibrista” de 2025, que tentava balancear cortes de custos sem abrir mão de prioridades, deu lugar a um cliente que exige soluções rápidas e retornos tangíveis das marcas. Essa busca por valor molda diretamente a relação com o comércio digital, com os programas de fidelidade e com o orçamento doméstico.
A IA deixou de ser um diferencial tecnológico para se transformar em um motor de vendas no varejo digital. O relatório da Bain & Company mostra que os brasileiros já manifestam o desejo de transferir mais de 50% de suas compras on-line para Assistentes Virtuais de Compra.
No entanto, o avanço do e-commerce desenha um cenário híbrido. Embora o ambiente digital lidere em categorias como eletrônicos (48% de preferência) e moda (39%), o varejo físico ainda mantém a soberania nas compras do dia a dia, como alimentos e itens essenciais.


Disponível em: https://niddedigital.com/77-dos-consumidores-brasileiros-jausam-inteligencia-artificial/. Acesso em: 4 jun. 2026.
A ideia principal de uma notícia corresponde à informação que organiza e articula os demais dados apresentados. No relatório mencionado no texto, essa ideia principal está relacionada à afirmação de que, em 2026, o consumidor brasileiro
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Q4246360 Português
Texto 1


A linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo, dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, comover... Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.) A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em Gramática pura.
Claro que eu não disse tudo isso para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas, – isto eu disse – vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão dispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas a exemplar conduta de um cafetão profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que os outros já fizeram com elas. Se bem que não tenha também o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.
Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda.


VERISSIMO, Luis Fernando. Gramática. In: GULLAR, Ferreira et al. O melhor
da crônica brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 2013. p.139-141. [Adaptado].
Em diversos momentos da crônica, o narrador utiliza palavras e expressões em sentido figurado para construir sua visão sobre a escrita. Na afirmação “Sou um gigolô das palavras”, a construção produz o efeito de representar o autor como alguém que 
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Q4246359 Português
Texto 1


A linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo, dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, comover... Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.) A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em Gramática pura.
Claro que eu não disse tudo isso para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas, – isto eu disse – vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão dispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas a exemplar conduta de um cafetão profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que os outros já fizeram com elas. Se bem que não tenha também o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.
Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda.


VERISSIMO, Luis Fernando. Gramática. In: GULLAR, Ferreira et al. O melhor
da crônica brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 2013. p.139-141. [Adaptado].
Ao comentar a possibilidade de um escritor tratar suas palavras “com a deferência de um namorado”, o narrador emprega um termo que contribui para caracterizar uma atitude diante da linguagem. Nesse contexto, a substituição da palavra “deferência” por um sinônimo preserva o sentido do trecho quando se utiliza a palavra
Alternativas
Respostas
4901: C
4902: B
4903: C
4904: D
4905: B
4906: D
4907: A
4908: D
4909: C
4910: D
4911: D
4912: B
4913: D
4914: C
4915: B
4916: B
4917: D
4918: B
4919: B
4920: D