Questões de Concurso
Comentadas para orientador de ensino
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Sobre o acesso à informação no contexto da Educação 4.0, analise as assertivas a seguir:
I. A informação encontra-se nas redes sociais e nas aldeias globais.
II. A informação encontra-se acessível a todos de forma horizontal e circular.
III. O educador tem o papel de organizar e sintetizar a informação, transformando-a em conhecimento.
Quais estão corretas?
São motivos para a utilização da sala de aula invertida, EXCETO:
As Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica enfatizam que nos anos iniciais do Ensino Fundamental a criança desenvolve a capacidade de representação, indispensável para:
I. A aprendizagem da leitura.
II. A aprendizagem dos conceitos matemáticos básicos.
III. A compreensão da realidade que a cerca.
Quais estão corretas?
O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece, no Art. 53, que a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, ao preparo para o exercício da cidadania e à qualificação para o trabalho, através do direito a:
Segundo o Art. 58 da LDBEN, NÃO integram o público-alvo da educação especial os educandos com:
A competência geral de número 5 da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) trata de como compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) com o objetivo de:
I. Resolver problemas.
II. Disseminar informações.
III. Produzir conhecimentos.
Quais estão corretas?
De acordo com o Anexo I da Lei Complementar nº 107/2023, que institui o Novo Plano de Cargos e Vencimentos do Magistério Municipal de Iomerê, qual é a carga horária semanal disposta para os cargos de coordenador pedagógico e orientador de ensino?
A Lei Complementar nº 107/2023, que institui o Novo Plano de Cargos e Vencimentos do Magistério Municipal de Iomerê, estabelece no Art. 22 que a gratificação de função para servidores ocupantes de cargos de provimento efetivo, exclusivamente do Poder Executivo, será concedida pelo:
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), a partir de que idade os pais ou responsáveis devem matricular as crianças na educação básica?
Sobre o adicional de pós-graduação, previsto no Art. 17 da Lei Complementar nº 107/2023, que institui o Novo Plano de Cargos e Vencimentos do Magistério Municipal de Iomerê, analise as afirmações abaixo:
1. O servidor do magistério público terá direito a, no máximo, 3 (três) adicionais de pós-graduação.
2. Não serão considerados para fins do adicional de pós-graduação os cursos que constituam requisitos para o ingresso no cargo.
3. Serão admitidos cursos de pós-graduação lato sensu somente com duração mínima de 360 (trezentas e sessenta) horas.
4. Durante os períodos de cessão a outro órgão ou ente público, afastamentos e licenças, o servidor terá o pagamento do adicional de pós-graduação suspenso.
O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é:
O Art. 33 da Lei Complementar nº 107/ 2023, que institui o Novo Plano de Cargos e Vencimentos do Magistério Municipal de Iomerê, assegura aos profissionais do Magistério no exercício da função de docência no âmbito dos órgãos e unidades educacionais vinculados à Secretaria Municipal de Educação, período de hora-atividade extraclasse, correspondente a _____________ da respectiva carga horária semanal de trabalho, para o exercício de atribuições não relacionadas ao desempenho das atividades de interação com os educandos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
A Lei Complementar nº 107/2023, que institui o Novo Plano de Cargos e Vencimentos do Magistério Municipal de Iomerê, destaca em seu Art. 20 que o servidor do magistério público municipal fará jus ao Adicional de Incentivo à Formação Continuada no percentual de _____________ do padrão de vencimento do cargo, sempre que apresentar comprovação de participação em cursos relacionados às atribuições do cargo que ocupa. O servidor do magistério público terá direito ao máximo de _________ adicionais de incentivo à formação continuada.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Com proposta de promover a dolarização da economia Argentina e de acabar com o Banco Central do país, em 19 de novembro, o país elegeu o seu novo presidente em segundo turno, o economista:
Em novembro deste ano, uma famosa apresentadora de TV e conhecida modelo brasileira foi parar nos principais sites de notícias ao denunciar o esposo por violência doméstica, assunto cujo debate é muito importante, por isso sua atitude foi considerada corajosa.
Quem é essa apresentadora?
Antes do final de novembro deste ano, Santa Catarina já havia registrado cinco tornados que passaram pelo Sul, Oeste e Serra do estado.
Como esse fenômeno pode ser definido?
De acordo com dados do IBGE sobre educação no município de Iomerê, analise as assertivas abaixo:
I. A taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade (2010) é de 100%, alcançando o 1º lugar entre os municípios do país (5.570 cidades).
II. Já no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – anos iniciais (2021) na rede pública, o município está em 6º lugar na região geográfica imediata com nota 6,1 (10 cidades).
III. Em relação ao Índice de Desenvolvimento Educação Básica – anos finais (2021) na rede pública, o município chegou ao 18º lugar no estado de Santa Catarina, com nota 5,6 (295 cidades).
Quais estão corretas?
Cartão vermelho contra o preconceito
Por Ernesto Neves
- O mais popular esporte do planeta, o futebol tem o poder de unir povos e culturas,
- superando diferenças de credo, raça e classe. A linguagem dos campos é universal e pode até
- dar pausa a uma guerra, como ocorreu lá atrás, nos anos 1960, quando lados antagônicos do
- conflito de Biafra pararam para assistir ao genial Pelé. Os estádios, porém, jamais estiveram
- livres de um dos males que ainda assombram a humanidade: o racismo, um nó duro de desatar
- até hoje, em pleno século XXI. Nem mesmo as grandes estrelas do gramado escapam às
- execráveis manifestações de preconceito que resistem ao tempo. Foi assim em 21 de maio,
- quando Vinícius Jr., 22 anos, jogador do Real Madrid, enfrentava o Valência pela La Liga, o
- campeonato da Espanha, e ouviu gritos de “macaco”, “macaco”.
- Ele não se calou e acabou virando um potente símbolo da luta contra esta desumana
- exibição de intolerância. Indignado, interrompeu a partida e se dirigiu aos torcedores que o
- atacavam, pedindo respeito. Nas redes, Vini frisou que era a décima vez em que fora alvo de
- discriminação por ser preto, triste histórico que nunca contou com qualquer reação das
- autoridades, algo comum na trajetória de tanta gente. Sua atitude, de expor a questão sem
- desvios, escancarou uma ferida que, nos últimos anos, vem ganhando maior visibilidade não só
- na Europa, como também no Rio de Janeiro. Segundo dados do Observatório da Discriminação
- Racial no Futebol, entre 2021 e 2022, registrou-se um aumento de 40% nas denúncias de casos
- de racismo. Tamanho crescimento dá os contornos da elevada incidência desse crime e, ao
- mesmo tempo, embute um avanço: como as pessoas estão mais conscientes da aberração que
- o racismo representa, elas _______ cada vez mais levantando a voz contra ele. “Historicamente
- atacadas, pessoas pretas não aceitam mais sofrer discriminação e, por isso, estão levando o
- problema aos holofotes”, afirma o advogado Fabiano Machado da Rocha, especialista em
- compliance antidiscriminatório.
- A reação de Vini Jr. desatou uma onda sem precedentes no mundo do futebol, que começou
- a se mexer. Autoridades, entidades, clubes e atletas se mobilizaram, e ações contra a
- intolerância nos times cariocas, algumas engavetadas, receberam um bem-vindo empurrão. O
- Flamengo abriu oficinas internas conduzidas por integrantes do movimento negro e tem
- promovido visitas a escolas da rede pública e projetos sociais. A diretoria do Fluminense trabalha
- na criação de um comitê da diversidade e promove a campanha antipreconceito Time de Todos.
- Já o Botafogo busca perfis no mercado de modo que equipare as oportunidades profissionais no
- clube, enquanto o Vasco firmou um código de conduta com as torcidas organizadas proibindo
- cânticos embalados pela intolerância.
- Em um salutar sinal de avanço, as iniciativas chegaram até o poder público. A Assembleia
- Legislativa fluminense recém aprovou o Projeto de Lei nº 1.112/2023, que cria a Política Estadual
- Vini Jr. de Combate ao Racismo nos Estádios do Rio. Com a medida, as partidas podem ser
- interrompidas diante de qualquer denúncia ou manifestação racista. O jogo ficará paralisado pelo
- tempo que se julgar necessário ou enquanto não cessarem as ofensas.
- Adequar os estádios às normas de civilidade deste século envolve uma questão financeira
- — quem não o faz pode perder dinheiro, um sinal dos novos ventos. O escrutínio parte dos
- próprios patrocinadores, que não mais toleram investir em clubes ou atletas problemáticos, e
- dos consumidores, que rejeitam gastar com produtos e serviços nocivos à sociedade. Além disso,
- as federações esportivas compreenderam que o ambiente fair play é fundamental ____
- sobrevivência do esporte e que ir a uma partida deve ser uma experiência acolhedora a todos.
- “Racismo, machismo e homofobia são construções culturais que, até pouco tempo atrás, eram
- aceitáveis nos estádios. Felizmente, isso acabou”, ressalta Kwadjo Adjepong, especialista em
- governança esportiva da ONG Sport Resolutions, de Londres.
(Disponível em: VejaRio, junho de 2023 – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considere as seguintes passagens do texto:
Assinale a alternativa que apresenta os trechos entre colchetes reescritos, correta e respectivamente, com as expressões em negrito substituídas por pronomes, de acordo com a norma padrão, no que se refere ao uso e à colocação pronominal.
Cartão vermelho contra o preconceito
Por Ernesto Neves
- O mais popular esporte do planeta, o futebol tem o poder de unir povos e culturas,
- superando diferenças de credo, raça e classe. A linguagem dos campos é universal e pode até
- dar pausa a uma guerra, como ocorreu lá atrás, nos anos 1960, quando lados antagônicos do
- conflito de Biafra pararam para assistir ao genial Pelé. Os estádios, porém, jamais estiveram
- livres de um dos males que ainda assombram a humanidade: o racismo, um nó duro de desatar
- até hoje, em pleno século XXI. Nem mesmo as grandes estrelas do gramado escapam às
- execráveis manifestações de preconceito que resistem ao tempo. Foi assim em 21 de maio,
- quando Vinícius Jr., 22 anos, jogador do Real Madrid, enfrentava o Valência pela La Liga, o
- campeonato da Espanha, e ouviu gritos de “macaco”, “macaco”.
- Ele não se calou e acabou virando um potente símbolo da luta contra esta desumana
- exibição de intolerância. Indignado, interrompeu a partida e se dirigiu aos torcedores que o
- atacavam, pedindo respeito. Nas redes, Vini frisou que era a décima vez em que fora alvo de
- discriminação por ser preto, triste histórico que nunca contou com qualquer reação das
- autoridades, algo comum na trajetória de tanta gente. Sua atitude, de expor a questão sem
- desvios, escancarou uma ferida que, nos últimos anos, vem ganhando maior visibilidade não só
- na Europa, como também no Rio de Janeiro. Segundo dados do Observatório da Discriminação
- Racial no Futebol, entre 2021 e 2022, registrou-se um aumento de 40% nas denúncias de casos
- de racismo. Tamanho crescimento dá os contornos da elevada incidência desse crime e, ao
- mesmo tempo, embute um avanço: como as pessoas estão mais conscientes da aberração que
- o racismo representa, elas _______ cada vez mais levantando a voz contra ele. “Historicamente
- atacadas, pessoas pretas não aceitam mais sofrer discriminação e, por isso, estão levando o
- problema aos holofotes”, afirma o advogado Fabiano Machado da Rocha, especialista em
- compliance antidiscriminatório.
- A reação de Vini Jr. desatou uma onda sem precedentes no mundo do futebol, que começou
- a se mexer. Autoridades, entidades, clubes e atletas se mobilizaram, e ações contra a
- intolerância nos times cariocas, algumas engavetadas, receberam um bem-vindo empurrão. O
- Flamengo abriu oficinas internas conduzidas por integrantes do movimento negro e tem
- promovido visitas a escolas da rede pública e projetos sociais. A diretoria do Fluminense trabalha
- na criação de um comitê da diversidade e promove a campanha antipreconceito Time de Todos.
- Já o Botafogo busca perfis no mercado de modo que equipare as oportunidades profissionais no
- clube, enquanto o Vasco firmou um código de conduta com as torcidas organizadas proibindo
- cânticos embalados pela intolerância.
- Em um salutar sinal de avanço, as iniciativas chegaram até o poder público. A Assembleia
- Legislativa fluminense recém aprovou o Projeto de Lei nº 1.112/2023, que cria a Política Estadual
- Vini Jr. de Combate ao Racismo nos Estádios do Rio. Com a medida, as partidas podem ser
- interrompidas diante de qualquer denúncia ou manifestação racista. O jogo ficará paralisado pelo
- tempo que se julgar necessário ou enquanto não cessarem as ofensas.
- Adequar os estádios às normas de civilidade deste século envolve uma questão financeira
- — quem não o faz pode perder dinheiro, um sinal dos novos ventos. O escrutínio parte dos
- próprios patrocinadores, que não mais toleram investir em clubes ou atletas problemáticos, e
- dos consumidores, que rejeitam gastar com produtos e serviços nocivos à sociedade. Além disso,
- as federações esportivas compreenderam que o ambiente fair play é fundamental ____
- sobrevivência do esporte e que ir a uma partida deve ser uma experiência acolhedora a todos.
- “Racismo, machismo e homofobia são construções culturais que, até pouco tempo atrás, eram
- aceitáveis nos estádios. Felizmente, isso acabou”, ressalta Kwadjo Adjepong, especialista em
- governança esportiva da ONG Sport Resolutions, de Londres.
(Disponível em: VejaRio, junho de 2023 – texto adaptado especialmente para esta prova).
Em “Sua atitude, de expor a questão sem desvios, escancarou uma ferida que, nos últimos anos, vem ganhando maior visibilidade não só na Europa, como também no Rio de Janeiro”, a oração destacada estabelece uma relação de sentido de:
Cartão vermelho contra o preconceito
Por Ernesto Neves
- O mais popular esporte do planeta, o futebol tem o poder de unir povos e culturas,
- superando diferenças de credo, raça e classe. A linguagem dos campos é universal e pode até
- dar pausa a uma guerra, como ocorreu lá atrás, nos anos 1960, quando lados antagônicos do
- conflito de Biafra pararam para assistir ao genial Pelé. Os estádios, porém, jamais estiveram
- livres de um dos males que ainda assombram a humanidade: o racismo, um nó duro de desatar
- até hoje, em pleno século XXI. Nem mesmo as grandes estrelas do gramado escapam às
- execráveis manifestações de preconceito que resistem ao tempo. Foi assim em 21 de maio,
- quando Vinícius Jr., 22 anos, jogador do Real Madrid, enfrentava o Valência pela La Liga, o
- campeonato da Espanha, e ouviu gritos de “macaco”, “macaco”.
- Ele não se calou e acabou virando um potente símbolo da luta contra esta desumana
- exibição de intolerância. Indignado, interrompeu a partida e se dirigiu aos torcedores que o
- atacavam, pedindo respeito. Nas redes, Vini frisou que era a décima vez em que fora alvo de
- discriminação por ser preto, triste histórico que nunca contou com qualquer reação das
- autoridades, algo comum na trajetória de tanta gente. Sua atitude, de expor a questão sem
- desvios, escancarou uma ferida que, nos últimos anos, vem ganhando maior visibilidade não só
- na Europa, como também no Rio de Janeiro. Segundo dados do Observatório da Discriminação
- Racial no Futebol, entre 2021 e 2022, registrou-se um aumento de 40% nas denúncias de casos
- de racismo. Tamanho crescimento dá os contornos da elevada incidência desse crime e, ao
- mesmo tempo, embute um avanço: como as pessoas estão mais conscientes da aberração que
- o racismo representa, elas _______ cada vez mais levantando a voz contra ele. “Historicamente
- atacadas, pessoas pretas não aceitam mais sofrer discriminação e, por isso, estão levando o
- problema aos holofotes”, afirma o advogado Fabiano Machado da Rocha, especialista em
- compliance antidiscriminatório.
- A reação de Vini Jr. desatou uma onda sem precedentes no mundo do futebol, que começou
- a se mexer. Autoridades, entidades, clubes e atletas se mobilizaram, e ações contra a
- intolerância nos times cariocas, algumas engavetadas, receberam um bem-vindo empurrão. O
- Flamengo abriu oficinas internas conduzidas por integrantes do movimento negro e tem
- promovido visitas a escolas da rede pública e projetos sociais. A diretoria do Fluminense trabalha
- na criação de um comitê da diversidade e promove a campanha antipreconceito Time de Todos.
- Já o Botafogo busca perfis no mercado de modo que equipare as oportunidades profissionais no
- clube, enquanto o Vasco firmou um código de conduta com as torcidas organizadas proibindo
- cânticos embalados pela intolerância.
- Em um salutar sinal de avanço, as iniciativas chegaram até o poder público. A Assembleia
- Legislativa fluminense recém aprovou o Projeto de Lei nº 1.112/2023, que cria a Política Estadual
- Vini Jr. de Combate ao Racismo nos Estádios do Rio. Com a medida, as partidas podem ser
- interrompidas diante de qualquer denúncia ou manifestação racista. O jogo ficará paralisado pelo
- tempo que se julgar necessário ou enquanto não cessarem as ofensas.
- Adequar os estádios às normas de civilidade deste século envolve uma questão financeira
- — quem não o faz pode perder dinheiro, um sinal dos novos ventos. O escrutínio parte dos
- próprios patrocinadores, que não mais toleram investir em clubes ou atletas problemáticos, e
- dos consumidores, que rejeitam gastar com produtos e serviços nocivos à sociedade. Além disso,
- as federações esportivas compreenderam que o ambiente fair play é fundamental ____
- sobrevivência do esporte e que ir a uma partida deve ser uma experiência acolhedora a todos.
- “Racismo, machismo e homofobia são construções culturais que, até pouco tempo atrás, eram
- aceitáveis nos estádios. Felizmente, isso acabou”, ressalta Kwadjo Adjepong, especialista em
- governança esportiva da ONG Sport Resolutions, de Londres.
(Disponível em: VejaRio, junho de 2023 – texto adaptado especialmente para esta prova).
Quanto ao emprego do sinal indicativo de crase, assinale a alternativa que apresenta uma reescrita correta para o trecho “Nem mesmo as grandes estrelas do gramado escapam às execráveis manifestações de preconceito que resistem ao tempo”.
Cartão vermelho contra o preconceito
Por Ernesto Neves
- O mais popular esporte do planeta, o futebol tem o poder de unir povos e culturas,
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- dar pausa a uma guerra, como ocorreu lá atrás, nos anos 1960, quando lados antagônicos do
- conflito de Biafra pararam para assistir ao genial Pelé. Os estádios, porém, jamais estiveram
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- quando Vinícius Jr., 22 anos, jogador do Real Madrid, enfrentava o Valência pela La Liga, o
- campeonato da Espanha, e ouviu gritos de “macaco”, “macaco”.
- Ele não se calou e acabou virando um potente símbolo da luta contra esta desumana
- exibição de intolerância. Indignado, interrompeu a partida e se dirigiu aos torcedores que o
- atacavam, pedindo respeito. Nas redes, Vini frisou que era a décima vez em que fora alvo de
- discriminação por ser preto, triste histórico que nunca contou com qualquer reação das
- autoridades, algo comum na trajetória de tanta gente. Sua atitude, de expor a questão sem
- desvios, escancarou uma ferida que, nos últimos anos, vem ganhando maior visibilidade não só
- na Europa, como também no Rio de Janeiro. Segundo dados do Observatório da Discriminação
- Racial no Futebol, entre 2021 e 2022, registrou-se um aumento de 40% nas denúncias de casos
- de racismo. Tamanho crescimento dá os contornos da elevada incidência desse crime e, ao
- mesmo tempo, embute um avanço: como as pessoas estão mais conscientes da aberração que
- o racismo representa, elas _______ cada vez mais levantando a voz contra ele. “Historicamente
- atacadas, pessoas pretas não aceitam mais sofrer discriminação e, por isso, estão levando o
- problema aos holofotes”, afirma o advogado Fabiano Machado da Rocha, especialista em
- compliance antidiscriminatório.
- A reação de Vini Jr. desatou uma onda sem precedentes no mundo do futebol, que começou
- a se mexer. Autoridades, entidades, clubes e atletas se mobilizaram, e ações contra a
- intolerância nos times cariocas, algumas engavetadas, receberam um bem-vindo empurrão. O
- Flamengo abriu oficinas internas conduzidas por integrantes do movimento negro e tem
- promovido visitas a escolas da rede pública e projetos sociais. A diretoria do Fluminense trabalha
- na criação de um comitê da diversidade e promove a campanha antipreconceito Time de Todos.
- Já o Botafogo busca perfis no mercado de modo que equipare as oportunidades profissionais no
- clube, enquanto o Vasco firmou um código de conduta com as torcidas organizadas proibindo
- cânticos embalados pela intolerância.
- Em um salutar sinal de avanço, as iniciativas chegaram até o poder público. A Assembleia
- Legislativa fluminense recém aprovou o Projeto de Lei nº 1.112/2023, que cria a Política Estadual
- Vini Jr. de Combate ao Racismo nos Estádios do Rio. Com a medida, as partidas podem ser
- interrompidas diante de qualquer denúncia ou manifestação racista. O jogo ficará paralisado pelo
- tempo que se julgar necessário ou enquanto não cessarem as ofensas.
- Adequar os estádios às normas de civilidade deste século envolve uma questão financeira
- — quem não o faz pode perder dinheiro, um sinal dos novos ventos. O escrutínio parte dos
- próprios patrocinadores, que não mais toleram investir em clubes ou atletas problemáticos, e
- dos consumidores, que rejeitam gastar com produtos e serviços nocivos à sociedade. Além disso,
- as federações esportivas compreenderam que o ambiente fair play é fundamental ____
- sobrevivência do esporte e que ir a uma partida deve ser uma experiência acolhedora a todos.
- “Racismo, machismo e homofobia são construções culturais que, até pouco tempo atrás, eram
- aceitáveis nos estádios. Felizmente, isso acabou”, ressalta Kwadjo Adjepong, especialista em
- governança esportiva da ONG Sport Resolutions, de Londres.
(Disponível em: VejaRio, junho de 2023 – texto adaptado especialmente para esta prova).
Em relação aos elementos coesivos que atuam na articulação do texto, analise as assertivas abaixo:
I. Em “desatou uma onda sem precedentes no mundo do futebol, que começou a se mexer”, o pronome destacado retoma o referente “mundo do futebol”.
II. Em “Adequar os estádios às normas de civilidade deste século envolve uma questão financeira — quem não o faz pode perder dinheiro, um sinal dos novos ventos”, o pronome destacado se refere à informação “adequar os estádios às normas de civilidade”.
III. Em “Felizmente, isso acabou”, o pronome destacado faz a retomada de um termo antecedente.
Quais estão corretas?