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Q2303966 Português
A internet sem graça 

           Meninos, eu vi. Tenho idade suficiente para ser um dinossauro das redes sociais.
        Ou melhor, sou um pterodáctilo do pré-cambriano da internet, quando a internet era só e-mail e um punhado de sites.
           Quando não existia Google, só Netscape.
           Quando a gente se conectava a um site, depois do ruído áspero do modem, e vibrava de alegria.
           Sou da época que a internet necessitava do aposto “a rede mundial de computadores”.
           Da época que éramos chamados de “internautas” e as redes sociais eram “microblogs”.
           Desbravei esses mares.
       Vi o Orkut nascer, ser invadido por brasileiros, destruído por comunidades aleatórias, até perecer abandonado. Tive conta no MySpace. Baixei músicas no Napster.
          Blog? Tive também. Muito antes de blogs virarem moda de novo.
      Podcast a mesma coisa. No início do século gravei mais de 150 episódios, quando conteúdo não chamava “conteúdo”, nem dava dinheiro.
          Produzíamos por farra. Pela bagunça. Só por isso.
          Então nasceu o Facebook, mas não dei bola. Preferi o Twitter.
       E como criei minha conta no primeiro ou segundo dia de existência dessa rede, consegui o “arroba” Neto. Isso mesmo. Sou o @neto no Twitter até hoje, o que transforma meus domingos num mar de ofensas de torcedores que acreditam que sou comentarista de futebol.
          Um dia cansei de apenas textos curtos e comecei a escrever no jovem Facebook.
          Por anos escrevi aqui e ali, sobre tudo e porque era divertido.
          Acumulei uns 300 mil seguidores somando as duas redes.
          Aí apareceu o Instagram e eu, já veterano, disse:
         – Que bobagem. Isso não vai pegar. Quem é que tem tanta foto para postar? Isso é só um novo Fickr – o que prova que não faço ideia do que vai ou não ser sucesso.
         Foi assim que chegamos onde estamos hoje.
         E hoje, cada vez mais, está perdendo a graça.
        Eu sei que pode soar papo de dinossauro e provavelmente você, que é jovem, que é nativo das redes, vai dizer que a internet não é para ter ou não graça. Internet, para você, está e sempre esteve por aí.
       Minha decepção com a rede deve soar para você como se alguém dissesse “o ar que a gente respira anda muito sem graça”, eu entendo.
       Entendo como, para você, é impossível reconhecer que a Internet foi uma conquista incomparável da liberdade de expressão.
         Hoje mudou. Mudou para um lugar perigoso, cheio de riscos ocultos.
        Na internet de hoje, estamos sempre à beira de um conflito com quem não conhecemos. Passamos boa parte do tempo bombardeados com informações equivocadas ou descaradamente falsas. Comunidades baseadas em fake news. Gente de mentira divulgando notícias idem.
        A internet de hoje não é mais uma aventura para se entrar. O desafio agora é conseguir sair.
     Ou você nunca ouviu falar daquele sujeito que não pode sair de um grupo de WhatsApp porque vai “pegar mal”.
       Ou de uma amiga que não pode deixar de seguir fulano no Instagram porque ele ficará ofendido?
       Que ironia. Fomos escravizados pela mesma ferramenta que nos proveu liberdade.
       Mas isso é só a ponta do iceberg. E não sou eu quem está dizendo.
     Essa semana, em dois artigos diferentes, jornalistas norte-americanos endereçaram exatamente essa mudança que a internet está atravessando.
     Isabel Fattal e Charlie Warzel, ela do The Atlantic, ele, ex-Buzfeed, tratam de uma mudança muito sutil pela qual vem passando a rede mundial de computadores: a desumanização.
     Não me refiro à Inteligência Artificial. Falo dos algoritmos, da organização e controle que impedem o caos e dá cores pálidas às redes sociais, cada vez mais engajadas em compliances, conquista de audiência, controle de riscos e desumanidades.
      Inteligência Artificial vai piorar tudo, isso vai.
     Por isso, talvez, um maluco como Elon Musk, com seu Twitter sem tickezinho azul e sem censura consiga trazer de volta um pouco do caos que seduziu a todos nós, os internautas.
(MUNIZ NETO, Mentor. A internet sem graça. Disponível em: https:// istoe.com.br/a-internet-sem-graca/. Acesso em: 28/04/2023.)
“Sou da época que a internet necessitava do aposto ‘a rede mundial de computadores’.” (5º§). Com base em uma análise morfossintática do excerto anterior, analise as afirmativas a seguir.

I. O sujeito da primeira oração é classificado como oculto. II. Para se adequar à norma culta, a expressão “sou da época que” deveria ser substituída por “sou da época em que”. III. O verbo necessitava é transitivo indireto. IV. O sujeito da segunda oração é “a internet”.

Está correto o que se afirma apenas em 
Alternativas
Q2303965 Português
A internet sem graça 

           Meninos, eu vi. Tenho idade suficiente para ser um dinossauro das redes sociais.
        Ou melhor, sou um pterodáctilo do pré-cambriano da internet, quando a internet era só e-mail e um punhado de sites.
           Quando não existia Google, só Netscape.
           Quando a gente se conectava a um site, depois do ruído áspero do modem, e vibrava de alegria.
           Sou da época que a internet necessitava do aposto “a rede mundial de computadores”.
           Da época que éramos chamados de “internautas” e as redes sociais eram “microblogs”.
           Desbravei esses mares.
       Vi o Orkut nascer, ser invadido por brasileiros, destruído por comunidades aleatórias, até perecer abandonado. Tive conta no MySpace. Baixei músicas no Napster.
          Blog? Tive também. Muito antes de blogs virarem moda de novo.
      Podcast a mesma coisa. No início do século gravei mais de 150 episódios, quando conteúdo não chamava “conteúdo”, nem dava dinheiro.
          Produzíamos por farra. Pela bagunça. Só por isso.
          Então nasceu o Facebook, mas não dei bola. Preferi o Twitter.
       E como criei minha conta no primeiro ou segundo dia de existência dessa rede, consegui o “arroba” Neto. Isso mesmo. Sou o @neto no Twitter até hoje, o que transforma meus domingos num mar de ofensas de torcedores que acreditam que sou comentarista de futebol.
          Um dia cansei de apenas textos curtos e comecei a escrever no jovem Facebook.
          Por anos escrevi aqui e ali, sobre tudo e porque era divertido.
          Acumulei uns 300 mil seguidores somando as duas redes.
          Aí apareceu o Instagram e eu, já veterano, disse:
         – Que bobagem. Isso não vai pegar. Quem é que tem tanta foto para postar? Isso é só um novo Fickr – o que prova que não faço ideia do que vai ou não ser sucesso.
         Foi assim que chegamos onde estamos hoje.
         E hoje, cada vez mais, está perdendo a graça.
        Eu sei que pode soar papo de dinossauro e provavelmente você, que é jovem, que é nativo das redes, vai dizer que a internet não é para ter ou não graça. Internet, para você, está e sempre esteve por aí.
       Minha decepção com a rede deve soar para você como se alguém dissesse “o ar que a gente respira anda muito sem graça”, eu entendo.
       Entendo como, para você, é impossível reconhecer que a Internet foi uma conquista incomparável da liberdade de expressão.
         Hoje mudou. Mudou para um lugar perigoso, cheio de riscos ocultos.
        Na internet de hoje, estamos sempre à beira de um conflito com quem não conhecemos. Passamos boa parte do tempo bombardeados com informações equivocadas ou descaradamente falsas. Comunidades baseadas em fake news. Gente de mentira divulgando notícias idem.
        A internet de hoje não é mais uma aventura para se entrar. O desafio agora é conseguir sair.
     Ou você nunca ouviu falar daquele sujeito que não pode sair de um grupo de WhatsApp porque vai “pegar mal”.
       Ou de uma amiga que não pode deixar de seguir fulano no Instagram porque ele ficará ofendido?
       Que ironia. Fomos escravizados pela mesma ferramenta que nos proveu liberdade.
       Mas isso é só a ponta do iceberg. E não sou eu quem está dizendo.
     Essa semana, em dois artigos diferentes, jornalistas norte-americanos endereçaram exatamente essa mudança que a internet está atravessando.
     Isabel Fattal e Charlie Warzel, ela do The Atlantic, ele, ex-Buzfeed, tratam de uma mudança muito sutil pela qual vem passando a rede mundial de computadores: a desumanização.
     Não me refiro à Inteligência Artificial. Falo dos algoritmos, da organização e controle que impedem o caos e dá cores pálidas às redes sociais, cada vez mais engajadas em compliances, conquista de audiência, controle de riscos e desumanidades.
      Inteligência Artificial vai piorar tudo, isso vai.
     Por isso, talvez, um maluco como Elon Musk, com seu Twitter sem tickezinho azul e sem censura consiga trazer de volta um pouco do caos que seduziu a todos nós, os internautas.
(MUNIZ NETO, Mentor. A internet sem graça. Disponível em: https:// istoe.com.br/a-internet-sem-graca/. Acesso em: 28/04/2023.)
“Ou melhor, sou um pterodáctilo do pré-cambriano da internet, quando a internet era só e-mail e um punhado de sites.” (2º§). Ao se caracterizar como “um pterodáctilo do pré-cambriano da internet”, o autor emprega a linguagem conotativa, a partir da qual cria uma 
Alternativas
Q2303964 Português
A internet sem graça 

           Meninos, eu vi. Tenho idade suficiente para ser um dinossauro das redes sociais.
        Ou melhor, sou um pterodáctilo do pré-cambriano da internet, quando a internet era só e-mail e um punhado de sites.
           Quando não existia Google, só Netscape.
           Quando a gente se conectava a um site, depois do ruído áspero do modem, e vibrava de alegria.
           Sou da época que a internet necessitava do aposto “a rede mundial de computadores”.
           Da época que éramos chamados de “internautas” e as redes sociais eram “microblogs”.
           Desbravei esses mares.
       Vi o Orkut nascer, ser invadido por brasileiros, destruído por comunidades aleatórias, até perecer abandonado. Tive conta no MySpace. Baixei músicas no Napster.
          Blog? Tive também. Muito antes de blogs virarem moda de novo.
      Podcast a mesma coisa. No início do século gravei mais de 150 episódios, quando conteúdo não chamava “conteúdo”, nem dava dinheiro.
          Produzíamos por farra. Pela bagunça. Só por isso.
          Então nasceu o Facebook, mas não dei bola. Preferi o Twitter.
       E como criei minha conta no primeiro ou segundo dia de existência dessa rede, consegui o “arroba” Neto. Isso mesmo. Sou o @neto no Twitter até hoje, o que transforma meus domingos num mar de ofensas de torcedores que acreditam que sou comentarista de futebol.
          Um dia cansei de apenas textos curtos e comecei a escrever no jovem Facebook.
          Por anos escrevi aqui e ali, sobre tudo e porque era divertido.
          Acumulei uns 300 mil seguidores somando as duas redes.
          Aí apareceu o Instagram e eu, já veterano, disse:
         – Que bobagem. Isso não vai pegar. Quem é que tem tanta foto para postar? Isso é só um novo Fickr – o que prova que não faço ideia do que vai ou não ser sucesso.
         Foi assim que chegamos onde estamos hoje.
         E hoje, cada vez mais, está perdendo a graça.
        Eu sei que pode soar papo de dinossauro e provavelmente você, que é jovem, que é nativo das redes, vai dizer que a internet não é para ter ou não graça. Internet, para você, está e sempre esteve por aí.
       Minha decepção com a rede deve soar para você como se alguém dissesse “o ar que a gente respira anda muito sem graça”, eu entendo.
       Entendo como, para você, é impossível reconhecer que a Internet foi uma conquista incomparável da liberdade de expressão.
         Hoje mudou. Mudou para um lugar perigoso, cheio de riscos ocultos.
        Na internet de hoje, estamos sempre à beira de um conflito com quem não conhecemos. Passamos boa parte do tempo bombardeados com informações equivocadas ou descaradamente falsas. Comunidades baseadas em fake news. Gente de mentira divulgando notícias idem.
        A internet de hoje não é mais uma aventura para se entrar. O desafio agora é conseguir sair.
     Ou você nunca ouviu falar daquele sujeito que não pode sair de um grupo de WhatsApp porque vai “pegar mal”.
       Ou de uma amiga que não pode deixar de seguir fulano no Instagram porque ele ficará ofendido?
       Que ironia. Fomos escravizados pela mesma ferramenta que nos proveu liberdade.
       Mas isso é só a ponta do iceberg. E não sou eu quem está dizendo.
     Essa semana, em dois artigos diferentes, jornalistas norte-americanos endereçaram exatamente essa mudança que a internet está atravessando.
     Isabel Fattal e Charlie Warzel, ela do The Atlantic, ele, ex-Buzfeed, tratam de uma mudança muito sutil pela qual vem passando a rede mundial de computadores: a desumanização.
     Não me refiro à Inteligência Artificial. Falo dos algoritmos, da organização e controle que impedem o caos e dá cores pálidas às redes sociais, cada vez mais engajadas em compliances, conquista de audiência, controle de riscos e desumanidades.
      Inteligência Artificial vai piorar tudo, isso vai.
     Por isso, talvez, um maluco como Elon Musk, com seu Twitter sem tickezinho azul e sem censura consiga trazer de volta um pouco do caos que seduziu a todos nós, os internautas.
(MUNIZ NETO, Mentor. A internet sem graça. Disponível em: https:// istoe.com.br/a-internet-sem-graca/. Acesso em: 28/04/2023.)
O artigo de opinião é um gênero textual que tem como objetivo apresentar claramente o ponto de vista de seu autor sobre um assunto específico. A partir disso, pode-se afirmar que, no texto, tipologia textual predominante é a 
Alternativas
Q2303963 Português
A internet sem graça 

           Meninos, eu vi. Tenho idade suficiente para ser um dinossauro das redes sociais.
        Ou melhor, sou um pterodáctilo do pré-cambriano da internet, quando a internet era só e-mail e um punhado de sites.
           Quando não existia Google, só Netscape.
           Quando a gente se conectava a um site, depois do ruído áspero do modem, e vibrava de alegria.
           Sou da época que a internet necessitava do aposto “a rede mundial de computadores”.
           Da época que éramos chamados de “internautas” e as redes sociais eram “microblogs”.
           Desbravei esses mares.
       Vi o Orkut nascer, ser invadido por brasileiros, destruído por comunidades aleatórias, até perecer abandonado. Tive conta no MySpace. Baixei músicas no Napster.
          Blog? Tive também. Muito antes de blogs virarem moda de novo.
      Podcast a mesma coisa. No início do século gravei mais de 150 episódios, quando conteúdo não chamava “conteúdo”, nem dava dinheiro.
          Produzíamos por farra. Pela bagunça. Só por isso.
          Então nasceu o Facebook, mas não dei bola. Preferi o Twitter.
       E como criei minha conta no primeiro ou segundo dia de existência dessa rede, consegui o “arroba” Neto. Isso mesmo. Sou o @neto no Twitter até hoje, o que transforma meus domingos num mar de ofensas de torcedores que acreditam que sou comentarista de futebol.
          Um dia cansei de apenas textos curtos e comecei a escrever no jovem Facebook.
          Por anos escrevi aqui e ali, sobre tudo e porque era divertido.
          Acumulei uns 300 mil seguidores somando as duas redes.
          Aí apareceu o Instagram e eu, já veterano, disse:
         – Que bobagem. Isso não vai pegar. Quem é que tem tanta foto para postar? Isso é só um novo Fickr – o que prova que não faço ideia do que vai ou não ser sucesso.
         Foi assim que chegamos onde estamos hoje.
         E hoje, cada vez mais, está perdendo a graça.
        Eu sei que pode soar papo de dinossauro e provavelmente você, que é jovem, que é nativo das redes, vai dizer que a internet não é para ter ou não graça. Internet, para você, está e sempre esteve por aí.
       Minha decepção com a rede deve soar para você como se alguém dissesse “o ar que a gente respira anda muito sem graça”, eu entendo.
       Entendo como, para você, é impossível reconhecer que a Internet foi uma conquista incomparável da liberdade de expressão.
         Hoje mudou. Mudou para um lugar perigoso, cheio de riscos ocultos.
        Na internet de hoje, estamos sempre à beira de um conflito com quem não conhecemos. Passamos boa parte do tempo bombardeados com informações equivocadas ou descaradamente falsas. Comunidades baseadas em fake news. Gente de mentira divulgando notícias idem.
        A internet de hoje não é mais uma aventura para se entrar. O desafio agora é conseguir sair.
     Ou você nunca ouviu falar daquele sujeito que não pode sair de um grupo de WhatsApp porque vai “pegar mal”.
       Ou de uma amiga que não pode deixar de seguir fulano no Instagram porque ele ficará ofendido?
       Que ironia. Fomos escravizados pela mesma ferramenta que nos proveu liberdade.
       Mas isso é só a ponta do iceberg. E não sou eu quem está dizendo.
     Essa semana, em dois artigos diferentes, jornalistas norte-americanos endereçaram exatamente essa mudança que a internet está atravessando.
     Isabel Fattal e Charlie Warzel, ela do The Atlantic, ele, ex-Buzfeed, tratam de uma mudança muito sutil pela qual vem passando a rede mundial de computadores: a desumanização.
     Não me refiro à Inteligência Artificial. Falo dos algoritmos, da organização e controle que impedem o caos e dá cores pálidas às redes sociais, cada vez mais engajadas em compliances, conquista de audiência, controle de riscos e desumanidades.
      Inteligência Artificial vai piorar tudo, isso vai.
     Por isso, talvez, um maluco como Elon Musk, com seu Twitter sem tickezinho azul e sem censura consiga trazer de volta um pouco do caos que seduziu a todos nós, os internautas.
(MUNIZ NETO, Mentor. A internet sem graça. Disponível em: https:// istoe.com.br/a-internet-sem-graca/. Acesso em: 28/04/2023.)
Considerando o texto, analise as asserções e a relação proposta entre elas.

I. “O autor do texto acredita que a internet foi uma conquista incomparável da liberdade de expressão.”
PORQUE
II. “Ele acredita que a internet está mudando para um lugar perigoso e cheio de riscos ocultos.”

Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q2303962 Português
A internet sem graça 

           Meninos, eu vi. Tenho idade suficiente para ser um dinossauro das redes sociais.
        Ou melhor, sou um pterodáctilo do pré-cambriano da internet, quando a internet era só e-mail e um punhado de sites.
           Quando não existia Google, só Netscape.
           Quando a gente se conectava a um site, depois do ruído áspero do modem, e vibrava de alegria.
           Sou da época que a internet necessitava do aposto “a rede mundial de computadores”.
           Da época que éramos chamados de “internautas” e as redes sociais eram “microblogs”.
           Desbravei esses mares.
       Vi o Orkut nascer, ser invadido por brasileiros, destruído por comunidades aleatórias, até perecer abandonado. Tive conta no MySpace. Baixei músicas no Napster.
          Blog? Tive também. Muito antes de blogs virarem moda de novo.
      Podcast a mesma coisa. No início do século gravei mais de 150 episódios, quando conteúdo não chamava “conteúdo”, nem dava dinheiro.
          Produzíamos por farra. Pela bagunça. Só por isso.
          Então nasceu o Facebook, mas não dei bola. Preferi o Twitter.
       E como criei minha conta no primeiro ou segundo dia de existência dessa rede, consegui o “arroba” Neto. Isso mesmo. Sou o @neto no Twitter até hoje, o que transforma meus domingos num mar de ofensas de torcedores que acreditam que sou comentarista de futebol.
          Um dia cansei de apenas textos curtos e comecei a escrever no jovem Facebook.
          Por anos escrevi aqui e ali, sobre tudo e porque era divertido.
          Acumulei uns 300 mil seguidores somando as duas redes.
          Aí apareceu o Instagram e eu, já veterano, disse:
         – Que bobagem. Isso não vai pegar. Quem é que tem tanta foto para postar? Isso é só um novo Fickr – o que prova que não faço ideia do que vai ou não ser sucesso.
         Foi assim que chegamos onde estamos hoje.
         E hoje, cada vez mais, está perdendo a graça.
        Eu sei que pode soar papo de dinossauro e provavelmente você, que é jovem, que é nativo das redes, vai dizer que a internet não é para ter ou não graça. Internet, para você, está e sempre esteve por aí.
       Minha decepção com a rede deve soar para você como se alguém dissesse “o ar que a gente respira anda muito sem graça”, eu entendo.
       Entendo como, para você, é impossível reconhecer que a Internet foi uma conquista incomparável da liberdade de expressão.
         Hoje mudou. Mudou para um lugar perigoso, cheio de riscos ocultos.
        Na internet de hoje, estamos sempre à beira de um conflito com quem não conhecemos. Passamos boa parte do tempo bombardeados com informações equivocadas ou descaradamente falsas. Comunidades baseadas em fake news. Gente de mentira divulgando notícias idem.
        A internet de hoje não é mais uma aventura para se entrar. O desafio agora é conseguir sair.
     Ou você nunca ouviu falar daquele sujeito que não pode sair de um grupo de WhatsApp porque vai “pegar mal”.
       Ou de uma amiga que não pode deixar de seguir fulano no Instagram porque ele ficará ofendido?
       Que ironia. Fomos escravizados pela mesma ferramenta que nos proveu liberdade.
       Mas isso é só a ponta do iceberg. E não sou eu quem está dizendo.
     Essa semana, em dois artigos diferentes, jornalistas norte-americanos endereçaram exatamente essa mudança que a internet está atravessando.
     Isabel Fattal e Charlie Warzel, ela do The Atlantic, ele, ex-Buzfeed, tratam de uma mudança muito sutil pela qual vem passando a rede mundial de computadores: a desumanização.
     Não me refiro à Inteligência Artificial. Falo dos algoritmos, da organização e controle que impedem o caos e dá cores pálidas às redes sociais, cada vez mais engajadas em compliances, conquista de audiência, controle de riscos e desumanidades.
      Inteligência Artificial vai piorar tudo, isso vai.
     Por isso, talvez, um maluco como Elon Musk, com seu Twitter sem tickezinho azul e sem censura consiga trazer de volta um pouco do caos que seduziu a todos nós, os internautas.
(MUNIZ NETO, Mentor. A internet sem graça. Disponível em: https:// istoe.com.br/a-internet-sem-graca/. Acesso em: 28/04/2023.)
“Eu sei que pode soar papo de dinossauro e provavelmente você, que é jovem, que é nativo das redes, vai dizer que a internet não é para ter ou não graça. Internet, para você, está e sempre esteve por aí.” (21º§). A partir desta interação do autor com o público jovem, pode-se inferir que a temática do texto se centra em
Alternativas
Q2303961 Português
A internet sem graça 

           Meninos, eu vi. Tenho idade suficiente para ser um dinossauro das redes sociais.
        Ou melhor, sou um pterodáctilo do pré-cambriano da internet, quando a internet era só e-mail e um punhado de sites.
           Quando não existia Google, só Netscape.
           Quando a gente se conectava a um site, depois do ruído áspero do modem, e vibrava de alegria.
           Sou da época que a internet necessitava do aposto “a rede mundial de computadores”.
           Da época que éramos chamados de “internautas” e as redes sociais eram “microblogs”.
           Desbravei esses mares.
       Vi o Orkut nascer, ser invadido por brasileiros, destruído por comunidades aleatórias, até perecer abandonado. Tive conta no MySpace. Baixei músicas no Napster.
          Blog? Tive também. Muito antes de blogs virarem moda de novo.
      Podcast a mesma coisa. No início do século gravei mais de 150 episódios, quando conteúdo não chamava “conteúdo”, nem dava dinheiro.
          Produzíamos por farra. Pela bagunça. Só por isso.
          Então nasceu o Facebook, mas não dei bola. Preferi o Twitter.
       E como criei minha conta no primeiro ou segundo dia de existência dessa rede, consegui o “arroba” Neto. Isso mesmo. Sou o @neto no Twitter até hoje, o que transforma meus domingos num mar de ofensas de torcedores que acreditam que sou comentarista de futebol.
          Um dia cansei de apenas textos curtos e comecei a escrever no jovem Facebook.
          Por anos escrevi aqui e ali, sobre tudo e porque era divertido.
          Acumulei uns 300 mil seguidores somando as duas redes.
          Aí apareceu o Instagram e eu, já veterano, disse:
         – Que bobagem. Isso não vai pegar. Quem é que tem tanta foto para postar? Isso é só um novo Fickr – o que prova que não faço ideia do que vai ou não ser sucesso.
         Foi assim que chegamos onde estamos hoje.
         E hoje, cada vez mais, está perdendo a graça.
        Eu sei que pode soar papo de dinossauro e provavelmente você, que é jovem, que é nativo das redes, vai dizer que a internet não é para ter ou não graça. Internet, para você, está e sempre esteve por aí.
       Minha decepção com a rede deve soar para você como se alguém dissesse “o ar que a gente respira anda muito sem graça”, eu entendo.
       Entendo como, para você, é impossível reconhecer que a Internet foi uma conquista incomparável da liberdade de expressão.
         Hoje mudou. Mudou para um lugar perigoso, cheio de riscos ocultos.
        Na internet de hoje, estamos sempre à beira de um conflito com quem não conhecemos. Passamos boa parte do tempo bombardeados com informações equivocadas ou descaradamente falsas. Comunidades baseadas em fake news. Gente de mentira divulgando notícias idem.
        A internet de hoje não é mais uma aventura para se entrar. O desafio agora é conseguir sair.
     Ou você nunca ouviu falar daquele sujeito que não pode sair de um grupo de WhatsApp porque vai “pegar mal”.
       Ou de uma amiga que não pode deixar de seguir fulano no Instagram porque ele ficará ofendido?
       Que ironia. Fomos escravizados pela mesma ferramenta que nos proveu liberdade.
       Mas isso é só a ponta do iceberg. E não sou eu quem está dizendo.
     Essa semana, em dois artigos diferentes, jornalistas norte-americanos endereçaram exatamente essa mudança que a internet está atravessando.
     Isabel Fattal e Charlie Warzel, ela do The Atlantic, ele, ex-Buzfeed, tratam de uma mudança muito sutil pela qual vem passando a rede mundial de computadores: a desumanização.
     Não me refiro à Inteligência Artificial. Falo dos algoritmos, da organização e controle que impedem o caos e dá cores pálidas às redes sociais, cada vez mais engajadas em compliances, conquista de audiência, controle de riscos e desumanidades.
      Inteligência Artificial vai piorar tudo, isso vai.
     Por isso, talvez, um maluco como Elon Musk, com seu Twitter sem tickezinho azul e sem censura consiga trazer de volta um pouco do caos que seduziu a todos nós, os internautas.
(MUNIZ NETO, Mentor. A internet sem graça. Disponível em: https:// istoe.com.br/a-internet-sem-graca/. Acesso em: 28/04/2023.)
“Vi o Orkut nascer, ser invadido por brasileiros, destruído por comunidades aleatórias, até perecer abandonado.” (8º§). Assinale a alternativa em que a troca da palavra destacada, de acordo com o contexto, não acarreta ao excerto mudança substancial de sentido. 
Alternativas
Q2301719 Fonoaudiologia
A paralisia cerebral caracteriza-se como um grupo de desordens permanentes do desenvolvimento do movimento e da postura, ocasionando limitações de atividades atribuídas a distúrbios não progressivos que ocorrem no cérebro infantil em desenvolvimento. Crianças com tais alterações apresentam, frequentemente, modificações na função de deglutição, levando a comprometimentos clínicos, como a pneumonia de repetição e a desnutrição. Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir.

I. Crianças com paralisia cerebral frequentemente apresentam aumento do tempo de preparo e de trânsito oral, ocasionando maior gasto energético durante a ingestão oral, prejudicando a manutenção e o ganho de peso na criança. Diante da alta incidência em paciente com paralisia cerebral, o tempo de preparo e de trânsito oral não pode ser um indicador da gravidade da disfagia, apesar de estar mais aumentado naquelas com maior comprometimento motor.

II. O maior conhecimento frente às correlações dos achados de deglutição com as demais alterações motoras em pacientes com paralisia cerebral pode facilitar as condutas da equipe. A incidência de disfagia em todos os níveis de comprometimento motor global demonstra a necessidade de rastrear a deglutição em todos os pacientes com paralisia cerebral, independentemente da presença de queixas alimentares e/ou de quadros motores mais graves.

III. A distribuição da gravidade da deglutição em relação ao nível motor evidencia tendência de piora da disfagia de acordo com a piora nos níveis de comprometimento motor global. Espera-se maior incidência de disfagia grave para líquidos em crianças com maior comprometimento motor.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q2301718 Fonoaudiologia
O manejo das disfagias orofaríngeas consiste na prática especializada do fonoaudiólogo, que pode atuar ambulatorialmente, em domicílio ou em hospitais. Esta prática exige conhecimentos e técnicas específicas determinadas pelas manifestações dos pacientes. Considerando o processo de reabilitação das disfagias, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) O paciente neurológico pode apresentar diversas alterações de sensibilidade, em sua maioria, restritas à região intraoral. A sensibilidade é um aspecto importante a ser considerado durante a terapia do paciente com disfagia, pois se a mobilidade do sistema estomatognático é eficaz para preparar o bolo alimentar, a aferência dos estímulos não influencia no tempo de trânsito oral ou mesmo no desencadeamento da deglutição.

( ) No momento da deglutição, há movimentação das paredes laterais e posterior de faringe, pela contração de seus músculos constritores, promovendo o alongamento da faringe e a medialização de suas paredes. Este mecanismo, além de aumentar a pressão na câmara faríngea, empurra dinamicamente o bolo alimentar em direção ao esôfago. Por se tratar de movimentos presentes em uma fase involuntária da deglutição, não há exercícios que auxiliem nesta movimentação e favoreçam uma movimentação mais adequada e ágil do paciente ao engolir, cabendo ao profissional direcionar suas ações apenas para a fase oral da deglutição.

( ) A conjunção de movimentos de elevação e anteriorização do complexo hiolaríngeo é um dos mecanismos que garantem a proteção das vias aéreas. É possível, de certa forma, trabalhar a movimentação laríngea por meio de exercícios que utilizam a fonação, tais como: curvas melódicas e agudos com protrusão exagerada de língua.

( ) O fechamento glótico adequado, fisiologicamente determinado pela ação dos músculos adutores da laringe – tireoaritenoideos, cricoaritenoideos laterais e ariaritenoideos, é também um importante mecanismo de defesa de vias aéreas. Assim, exercícios vocais para adução glótica podem contribuir para o processo de reabilitação das disfagias, se realizados de forma criteriosa e com enfoque funcional e dinâmico.

A sequência está correta em 
Alternativas
Q2301717 Fonoaudiologia
A alimentação correta do bebê propicia o crescimento físico adequado, favorece o desenvolvimento neuropsicomotor, ajuda a fortalecer o seu sistema imunológico, além de ser um dos momentos de afetividade entre a mãe e o bebê considerados importantes para o desenvolvimento de linguagem. A sucção desempenha um papel fundamental na alimentação dos bebês. Dessa forma, para promover uma alimentação segura e eficiente, a atuação fonoaudiológica relaciona-se com a habilidade de sucção e da coordenação sucção x deglutição x respiração. Considerando fisiologia e biomecânica da sucção em bebês e suas estruturas envolvidas, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Q2301716 Fonoaudiologia
A aquisição do sistema fonológico de uma língua, incluindo seu inventário fonético e as regras fonológicas, ocorre de forma contínua e gradativa. Embora seja possível identificar as tendências gerais, cada criança desenvolve sua linguagem de forma particular. Os processos fonológicos constituem mudanças sistemáticas que afetam uma classe ou sequência de sons e se constituem em descrições de padrões que ocorrem regularmente na fala da criança com o objetivo de simplificar os sons alvos dos adultos. A análise dos processos fonológicos favorece o estabelecimento de prioridades e estratégias para a terapia fonoaudiológica. Representa o processo fonológico de posteriorização para palatal:
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Q2301715 Fonoaudiologia
Processos de maturação fisiológicos e neuroanatômicos provavelmente estão relacionados com o surgimento da gagueira desenvolvimental em crianças pré-escolares, a qual parece estar intimamente vinculada às habilidades metalinguísticas. Sobre as disfluências, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Além das disfluências comuns, a fala pode ser interrompida pelas disfluências atípicas ou gagas, que são comportamentos característicos de indivíduos com gagueira. A gagueira é um distúrbio da fluência caracterizada por interrupções no fluxo da fala do indivíduo, impossibilitando, em alguns momentos, a produção da fala contínua, suave e sem esforço.

( ) A gagueira é uma desordem de aspecto multidimensional, na qual inúmeros fatores podem interferir no desenvolvimento da fluência infantil, como o histórico pré-peri-pós-natal, o histórico familial, o fator ambiental, assim como as capacidades linguísticas e cognitivas da criança. Assim, fatores biológicos, psicológicos e sociais interagem de uma forma complexa nesta desordem.

( ) Quanto à evolução clínica, a gagueira infantil mais frequentemente tem um desenvolvimento abrupto. Nos estágios iniciais, podem ocorrer períodos de remissão parcial, conferindo à gagueira infantil um caráter permanente. Embora possa haver uma recuperação espontânea (na minoria dos casos), quando isso não acontece, há a possibilidade de ocorrer o agravamento do quadro tanto de disfluências gagas quanto comuns. A criança pré-escolar com gagueira pode apresentar tensões faciais e/ou corporais. Movimentos corporais associados podem surgir e se intensificar com a evolução da gagueira, o que não é observado nas disfluências comuns.

A sequência está correta em
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Q2301714 Fonoaudiologia
Paciente, 73 anos de idade, apresenta histórico de Acidente Vascular Cerebral isquêmico (AVC), em região fronto-temporal. Cursa com hemiplegia à direita; dificuldades na nomeação; repetição e compreensão preservadas; presença de perserverações, hesitações; e, prosódia preservada. A hipótese diagnóstica fonoaudiológica é que o paciente apresenta afasia
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Q2301713 Fonoaudiologia
A deficiência auditiva é definida pela perda parcial ou total da audição, podendo causar comprometimento em diversos âmbitos e, ainda, afetar a dinâmica interpessoal do indivíduo. Tendo em vista que o diagnóstico e a reabilitação tardios tendem a ocasionar alterações consistentes no desenvolvimento da linguagem, analise as afirmativas a seguir.

I. Estudos evidenciaram a associação da perda auditiva com anemia por deficiência de ferro, sendo 55% maior a chance de desenvolver perda auditiva sensorioneural em indivíduos que possuem anemia do que naqueles que não apresentam. A hipótese seria de que a anemia ferropriva comprometeria o fornecimento de oxigênio aos tecidos, provocando um processo de isquemia na cóclea. Outra hipótese está relacionada ao sistema nervoso, em que a deficiência de ferro prejudicaria o metabolismo de neurotransmissores, a mielinização e a síntese de DNA, danificando a mielina do nervo auditivo e causando prejuízos na condução nervosa.

II. As anomalias de orelha acontecem na embriogênese e acometem apenas a orelha externa e média. De maneira geral, as alterações congênitas danificam o pavilhão auricular e o meato acústico externo, podendo acontecer modificações significativas, em geral, unilaterais.

III. As etiologias mais recorrentes da perda auditiva foram intituladas em seis grupos principais: no período neonatal; infecção neonatal congênita; genéticas sindrômicas e genéticas não sindrômicas; neuropatia auditiva; indeterminada (após exclusão das outras causas de perda auditiva); e, outras anomalias de orelha interna e etiologias centrais. Para que o diagnóstico etiológico seja realizado adequadamente e possa contribuir com o manejo prognóstico da deficiência, é necessário que a perda auditiva seja diagnosticada o mais precocemente possível.

IV. A literatura aponta uma associação etiológica entre surdez súbita e doenças microvasculares, com correlação significativa entre lesões da substância branca, identificada na ressonância magnética nuclear, e indivíduos diagnosticados com surdez súbita sensorioneural idiopática. Tal relação pode ser explicada pela presença de fatores de riscos vasculares como hipertensão arterial sistêmica; diabetes mellitus; e, dislipidemia.

Está correto o que se afirma apenas em
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Q2301712 Fonoaudiologia
O esqueleto laríngeo é formado por cartilagens, músculos, membranas e mucosas. As cartilagens laríngeas são em número de nove – três ímpares, uma par principal e duas outras pares, consideradas acessórias. Sobre as cartilagens, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) A cartilagem cricoidea é uma cartilagem única, a segunda maior da laringe, com formato circular de anel completo. Observa-se uma variação importante entre os diâmetros ântero-posterior e lateral de acordo com o sexo, tendo um formato ovoide nos homens e circular nas mulheres.

( ) A cartilagem tireoidea é uma cartilagem única, a maior cartilagem da laringe; possui formato de escudo, sendo composta por duas lâminas laterais, de forma quadrangular e dois pares de cornos posteriores.

( ) A cartilagem aritenoidea é uma cartilagem única, com forma geométrica circular; considerada como a unidade funcional da laringe devido à sua importância nas funções fonatória, respiratória e digestória. Sabe-se que há relevante variabilidade entre os sexos, sendo maior nos homens, representando os elementos cartilaginosos de configuração mais instável da laringe.

( ) A cartilagem epiglótica é uma cartilagem única, formada principalmente por fibras elásticas, cuja função é proteger as vias aéreas inferiores por meio do abaixamento e fechamento do ádito laríngeo.

A sequência está correta em
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Q2301711 Fonoaudiologia
O nódulo é uma formação bilateral, reconhecido como a lesão da laringe que recebe maior influência do comportamento vocal. Trata-se de lesão comum em mulheres jovens e adultas, na faixa etária de 25 a 35 anos, assim como em crianças de ambos os sexos. Acredita-se que o nódulo de prega vocal seja a lesão laríngea mais comum, perfazendo uma média de 20% das diversas patologias laríngeas diagnosticadas. Diante do exposto, assinale a afirmativa correta. 
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Q2301710 Fonoaudiologia
O desenvolvimento da linguagem oral está relacionado a uma série complexa de habilidades cognitivas, perceptuais e linguísticas. Considerando que a construção simbólica faz parte das habilidades cognitivas essenciais para a formação do signo linguístico e, consequentemente, da utilização de vocábulos como forma de expressão, analise as afirmativas a seguir.

I. Durante o desenvolvimento infantil, existe uma grande e estreita relação entre as áreas cognitiva, afetiva, social e comunicativa, que constituem a base para a emergência dos símbolos. Dessa forma, o desenvolvimento do simbolismo está diretamente relacionado ao da linguagem oral.

II. A função simbólica consiste na capacidade de representar o mundo experienciado e vivido. Envolve, além da linguagem e da brincadeira simbólica, a imitação diferida, a resolução de problemas por combinação mental de ações e imagens mentais, que constituem um sistema de significantes das funções simbólicas e cognitivas, possibilitando diversas formas de representação.

III. Vários estudos já consolidaram que a maturidade simbólica e as habilidades linguísticas têm seu desenvolvimento apoiado em habilidades distintas, uma vez que ambas envolvem a capacidade de representação; entretanto, utilizam elementos representativos distintos relacionados a objetos, pessoas, lugar ou ação de um outro elemento ou situação.

Está correto o que se afirma em
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Q2301558 Direito Administrativo
Segundo José dos Santos Carvalho Filho (2020), “Princípios Administrativos são os postulados fundamentais que inspiram todo o modo de agir da Administração Pública. Representam cânones pré-normativos, norteando a conduta do Estado quando no exercício de atividades administrativas”. A Constituição Federal cuidou de trazer expressamente os princípios norteadores da Administração Pública, quais sejam: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. Qual das seguintes afirmativas melhor descreve o Princípio da Legalidade na Administração Pública? 
Alternativas
Q2301557 Direito Administrativo
O Estado atua através de seus órgãos, pessoas jurídicas e agentes, sendo certo que a sua organização administrativa é resultado do conjunto de normas jurídicas que regem o exercício da função administrativa. Esta organização administrativa se dá a partir da centralização, da descentralização e da desconcentração. A respeito do tema, define corretamente a desconcentração administrativa:
Alternativas
Q2301556 Direito Administrativo
Atos administrativos podem ser compreendidos, em sentido amplo, como todo e qualquer ato que emane de agentes da Administração Pública. Para que o ato seja válido, contudo, é necessário o atendimento de pressupostos. São considerados requisitos do ato administrativo, EXCETO:
Alternativas
Q2301555 Direito Administrativo
À Administração Pública são concedidas determinadas prerrogativas que se mostram indispensáveis à consecução do interesse público, que integram os denominados Poderes da Administração Pública. Uma das prerrogativas constitui-se da possibilidade de edição de atos para complementação de leis, de forma a permitir sua efetiva aplicação. A prerrogativa descrita corresponde ao Poder
Alternativas
Respostas
12621: C
12622: C
12623: D
12624: D
12625: B
12626: B
12627: D
12628: A
12629: C
12630: B
12631: B
12632: C
12633: C
12634: C
12635: A
12636: B
12637: C
12638: D
12639: D
12640: C