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Q3814995 Medicina
Homem de 58 anos, pedreiro, tabagista e hipertenso em uso irregular de losartana e hidroclorotiazida, procura a unidade básica com tosse produtiva há três semanas, febre vespertina, sudorese noturna e perda de 8 kg. Apresenta glicemia de jejum 162 mg/dL e pressão arterial 160/100 mmHg. Ao exame: estertores em ápices pulmonares e linfonodo cervical palpável. A radiografia de tórax mostra infiltrado cavitário em lobo superior direito, e o escarro é positivo para BAAR. Durante a consulta, o paciente demonstra resistência ao tratamento prolongado e questiona a necessidade de notificação à vigilância sanitária, alegando receio de perder o emprego.
Com base na integração entre clínica médica, farmacologia, saúde pública e princípios éticos, assinale a conduta mais adequada.
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Q3814993 Psiquiatria
Mulher de 34 anos procura o pronto atendimento relatando febre, feridas de difícil cicatrização e episódios recorrentes de fraqueza. Afirma ser portadora de HIV e apresenta dois exames recentes com carga viral indetectável e contagem de CD4+ normal. Relata internações repetidas por infecções não confirmadas e múltiplos tratamentos prévios. Ao exame físico, nota-se presença de lesões em diferentes estágios de cicatrização, em locais de fácil acesso manual. Durante visita domiciliar, observam-se medicamentos e substâncias químicas não prescritas.
Considerando o quadro descrito e os princípios éticos e farmacológicos envolvidos, qual conduta é mais adequada? 
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Q3814992 Medicina
Homem de 64 anos, professor aposentado, sofreu AVC isquêmico há três meses em território da artéria cerebral média esquerda, evoluindo com afasia de expressão, mas sem déficits motores. Desde então, apresenta tristeza persistente, isolamento, perda de interesse, insônia e ideação suicida sem plano estruturado. A esposa relata dificuldade de comunicação e resistência do paciente em participar da reabilitação fonoaudiológica. A equipe da Atenção Primária acompanha o caso regularmente, sem sinais de risco suicida iminente.
Considerando os fundamentos da atenção integral, da segurança farmacológica e da articulação entre níveis de cuidado, qual conduta é mais adequada?
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Q3814991 Medicina
Homem de 42 anos, morador de área ribeirinha, procura atendimento com icterícia, urina escura, febre baixa e mialgia há 5 dias. Trabalha em abatedouro e relata contato frequente com água de enchente. Ao exame: pele e escleróticas ictéricas, dor leve à palpação em hipocôndrio direito e discreta desidratação. Exames: bilirrubina total 7,8 mg/dL (direta 5,2), creatinina 1,8 mg/dL, AST 115 U/L, ALT 98 U/L.
Considerando o quadro clínico e as medidas de saúde pública associadas, assinale a alternativa que representa a conduta mais adequada.
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Q3814990 Medicina
Mulher de 59 anos, tabagista há 30 anos, portadora de diabetes mellitus tipo 2 em uso irregular de metformina, procura atendimento com tosse produtiva, cansaço e perda de peso nas últimas semanas. Ao exame: murmúrio vesicular diminuído difusamente, sibilos expiratórios e glicemia capilar de 256 mg/dL. Relata uso frequente de corticoide inalatório.
Considerando o quadro clínico e os princípios de abordagem integrada da paciente, qual conduta inicial é mais adequada?
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Q3814989 Medicina
Homem de 68 anos, hipertenso e diabético há 15 anos, chega ao pronto atendimento com dispneia progressiva, edema de membros inferiores e aumento de peso nos últimos 10 dias. Refere uso irregular de anti-hipertensivos e furosemida. Ao exame: PA 160/90 mmHg, FC 96 bpm, estertores crepitantes bibasais e turgência jugular. Exames: creatinina 2,1 mg/dL (prévia 1,3), ureia 72 mg/dL, potássio 5,4 mEq/L, BNP 1.850 pg/mL. ECG: ritmo sinusal, sobrecarga ventricular esquerda.
Com base no quadro clínico e nos princípios fisiopatológicos envolvidos, assinale a alternativa correta. 
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Q3814673 Legislação dos Municípios do Estado do Pará
Segundo a Lei do Regime Único dos Servidores Públicos Civis do Município de Terra Santa, a reversão de servidor aposentado NÃO ocorrerá na seguinte condição:
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Q3814672 Direito Administrativo
Um candidato foi aprovado em concurso público e empossado em cargo efetivo na Prefeitura de Terra Santa. Após completar três anos de efetivo exercício, ele adquiriu estabilidade.
Considerando a Lei do Regime Único dos Servidores Públicos Civis do Município de Terra Santa, assinale a alternativa CORRETA, sobre a forma pela qual esse servidor poderá perder o cargo após adquirir estabilidade.
Alternativas
Q3814671 Legislação dos Municípios do Estado do Pará
Segundo a Lei do Regime Único dos Servidores Públicos Civis do Município de Terra Santa, é CORRETO afirmar que, no procedimento de revisão de processo disciplinar: 
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Q3814670 Direito Administrativo
No que diz respeito à isonomia de vencimentos e à equiparação salarial no serviço público municipal, conforme a Lei Orgânica Municipal de Terra Santa, assinale a alternativa correta.
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Q3814669 Direito Administrativo
De acordo com a Lei Orgânica Municipal de Terra Santa, a administração municipal, direta ou indireta, deve obedecer: 
Alternativas
Q3814668 Direito Administrativo
Quando um ato administrativo apresenta vício insanável, ele deve ser: 
Alternativas
Q3814667 Direito Administrativo
O fechamento temporário de um estabelecimento comercial por descumprimento de normas sanitárias é exemplo de exercício do poder:
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Q3814666 Direito Administrativo
Nos termos do art. 37, §6º da CF/88, as pessoas jurídicas de direito público respondem pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros. Essa responsabilidade é:
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Q3814665 Direito Constitucional
A estabilidade no serviço público, prevista no art. 41 da CF/88, é adquirida: 
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Q3814664 Direito Administrativo
A Constituição Federal, em seus artigos 37 a 41, estabelece princípios e regras aplicáveis à Administração Pública. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.
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Q3814663 Português
A música Angélica, de Chico Buarque e Miltinho, foi inspirada pela dor de Zuzu Angel diante do desaparecimento de seu filho Stuart. Considerando a letra da música e o contexto histórico, analise as afirmativas a seguir sobre o título e seu significado:

I. O nome “Angélica” não corresponde ao nome real do filho de Zuzu Angel, funcionando como uma construção poética que universaliza a experiência do luto materno;
II. O título remete a elementos simbólicos ligados à pureza e à inocência, reforçando a dimensão angelical e intensificando a carga emocional da narrativa lírica;
III. A escolha do nome “Angélica” permite ao eu lírico construir um distanciamento entre a realidade factual e a expressão artística do luto, ampliando a dimensão metafórica da obra;
IV. O título indica que a música se restringe à esfera da ficção, desvinculando-se da experiência concreta de Zuzu Angel;
V. A função do título é exclusivamente sonora e estética, não apresentando implicações interpretativas ou simbólicas.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3814662 Português
Analise as assertivas:

1. O eu lírico é uma mãe que perdeu o filho. Ela se expressa diretamente, mostrando sentimentos de dor, saudade e impotência. A repetição de perguntas como “Quem é essa mulher” revela um olhar introspectivo e emocional, típico de alguém enlutado que tenta dar sentido à própria dor;
2. O luto se manifesta em várias formas, pode ser como a saudade e ausência física do filho: “Só queria embalar meu filho que mora na escuridão do mar” indica que o filho não está mais presente, sugerindo morte ou desaparecimento. Também pode ser com o desejo de cuidado e proteção: “Só queria agasalhar meu anjo e deixar seu corpo descansar” mostra que o eu lírico ainda quer cuidar do filho, mesmo sabendo que não pode mais, evidenciando a impossibilidade da perda;
3. Há uma linguagem poética e simbólica, usando metáforas e símbolos: “escuridão do mar” representa a morte ou o desaparecimento, um espaço de sofrimento e ausência. “dobrar um sino” sugere uma comunicação simbólica, quase ritualística, ligando dor e memória.


A alternativa correta é:
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Q3814661 Português
Zuzu Angel: história, resistência e legado


         Nascida Zuleika Angel Jones, em Curvelo, Minas Gerais, Zuzu Angel construiu uma carreira na moda brasileira criando roupas que exaltavam elementos da cultura nacional. Cresceu no Rio de Janeiro e desenvolveu seu talento em costura de forma autodidata, ganhando destaque ao criar roupas para amigas e familiares. Foi casada com o economista estadunidense Norman Angel Jones, com quem teve três filhos: Stuart, Hildegard e Ana Cristina.

        Durante sua trajetória na moda, a originalidade de suas peças e o uso de materiais brasileiros logo chamaram atenção da elite carioca e abriu o caminho para a visibilidade internacional.

            Zuzu apareceu em importantes revistas de moda, como a “Harper’s Bazaar” e o “New York Times”, e foi a primeira estilista brasileira a realizar desfiles em Nova York, além de apresentar suas criações em Los Angeles e Washington.

             Antes de se tornar um nome de peso na luta por direitos humanos, Zuzu Angel já era reconhecida por sua originalidade ao introduzir elementos brasileiros à alta costura.

           Sua trajetória na moda começou na década de 1950, quando começou a produzir roupas para vender entre amigas. A qualidade e a autenticidade de seu trabalho logo a colocaram em uma posição de destaque e teve a oportunidade de desenhar roupas para pessoas famosas da época.

            Zuzu ganhou reconhecimento ao criar peças que incorporavam elementos típicos da cultura brasileira, como rendas do Nordeste, chitas floridas, bordados manuais e estampas inspiradas na fauna e flora do país.

       No entanto, o brilho de sua carreira foi literalmente ofuscado com o desaparecimento de seu filho, Stuart Angel Jones, aos 25 anos. E foi nesse momento que Zuzu transformou completamente sua carreira, saindo de trás das máquinas de costura e indo para a luta contra a ditadura.


Moda como ferramenta política


           Tendo que lidar com a dor e com a falta de respostas pelo sumiço do filho, Zuzu Angel transformou esse sentimento em uma luta pública por justiça. Valendo-se de sua projeção internacional no mundo da moda, ela buscou envolver autoridades dos Estados Unidos, país de origem de seu ex-marido, na pressão pelo esclarecimento do assassinato de seu filho.

          Criou então uma coleção de protesto, com estampas de manchas vermelhas, motivos de guerra, pássaros presos em gaiolas e anjos ensanguentados, simbolizando a repressão brutal do regime. Em seu desfile “International Dateline Collection III – Holiday and Resort”, apresentou peças que narram, por meio de imagens e bordados, sua dor e a violência do Estado.

          Os desenhos, que evocavam traços infantis, remetem à figura do filho perdido. No encerramento do desfile, Zuzu Angel usou um vestido longo preto com manto cobrindo a cabeça, cinto com cem crucifixos e um pingente de anjo, um manifesto silencioso, mas eloquente, sobre o luto transformado em resistência.

       Dessa forma, a moda tornou-se uma linguagem de protesto que transcende fronteiras e questionava as relações de poder e violação de direitos no Brasil.


Os desfiles de Zuzu Angel


         Após o assassinato de seu filho, Stuart Angel, militante do MR-8, ela passou a usar suas criações como forma de denúncia. Seus desfiles incorporavam símbolos nacionais como anjos, pássaros em gaiolas, estampas de tortura e padrões camuflados, em uma crítica direta ao regime.

       Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi o desfile no consulado brasileiro em Nova York, em 1971, onde chocou a elite internacional ao revelar, por meio da moda, as atrocidades cometidas no Brasil.

     Entre suas peças mais simbólicas, havia vestidos com tecidos vermelhos que evocavam sangue e formas que lembravam feridas, representando a dor e a violência. Zuzu também recorria a símbolos religiosos, como cruzes e mantos, reforçando a dimensão sacrificial da luta por liberdade.

       Cada desfile era pensado como um ato político: música triste, iluminação dramática e figurinos carregados de significado transformavam a passarela em um palco de protesto.


O legado de Zuzu Angel


          Com o passar dos anos, Zuzu tornou-se figura central na cultura brasileira. Mas na madrugada de 14 de abril de 1976, a estilista morreu em um acidente no Túnel Dois Irmãos, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro — hoje chamado Túnel Zuzu Angel. Sua morte, estranhamente violenta, foi investigada pelas autoridades anos depois.

       Diversas investigações ponderam se foi realmente acidente ou assassinato cometido por agentes do regime. A Comissão Nacional da Verdade, em 1998, reconheceu sua morte como violenta, causada por ação estatal.

           Em 1993, foi criado o Instituto Zuzu Angel, dedicado à memória e ensino da moda no Rio. A filha Hildegard, jornalista e herdeira da luta, conseguiu em 2020 a indenização por morte violenta, confirmando o reconhecimento jurídico da culpa do Estado.

           Seu nome está no Livro de Aço do Panteão da Pátria desde 2017. Sua história inspirou o filme Zuzu Angel (2006), dirigido por Sérgio Rezende e estrelado por Patrícia Pillar e Daniel de Oliveira. Além disso, sua luta também está eternizada nas artes, livros e músicas como a canção “Angélica” de Chico Buarque.


(ADAPTADO. www. iclnoticias.com.br/conhecimento/zuzu-angel/)

Leia os trechos retirados do texto:

I. “Entre suas peças mais simbólicas, havia vestidos com tecidos vermelhos que evocavam sangue e formas que lembravam feridas, representando a dor e a violência.”
II. “Zuzu Angel transformou completamente sua carreira, saindo de trás das máquinas de costura e indo para a luta contra a ditadura.”

Com base nos trechos acima, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3814660 Português
Zuzu Angel: história, resistência e legado


         Nascida Zuleika Angel Jones, em Curvelo, Minas Gerais, Zuzu Angel construiu uma carreira na moda brasileira criando roupas que exaltavam elementos da cultura nacional. Cresceu no Rio de Janeiro e desenvolveu seu talento em costura de forma autodidata, ganhando destaque ao criar roupas para amigas e familiares. Foi casada com o economista estadunidense Norman Angel Jones, com quem teve três filhos: Stuart, Hildegard e Ana Cristina.

        Durante sua trajetória na moda, a originalidade de suas peças e o uso de materiais brasileiros logo chamaram atenção da elite carioca e abriu o caminho para a visibilidade internacional.

            Zuzu apareceu em importantes revistas de moda, como a “Harper’s Bazaar” e o “New York Times”, e foi a primeira estilista brasileira a realizar desfiles em Nova York, além de apresentar suas criações em Los Angeles e Washington.

             Antes de se tornar um nome de peso na luta por direitos humanos, Zuzu Angel já era reconhecida por sua originalidade ao introduzir elementos brasileiros à alta costura.

           Sua trajetória na moda começou na década de 1950, quando começou a produzir roupas para vender entre amigas. A qualidade e a autenticidade de seu trabalho logo a colocaram em uma posição de destaque e teve a oportunidade de desenhar roupas para pessoas famosas da época.

            Zuzu ganhou reconhecimento ao criar peças que incorporavam elementos típicos da cultura brasileira, como rendas do Nordeste, chitas floridas, bordados manuais e estampas inspiradas na fauna e flora do país.

       No entanto, o brilho de sua carreira foi literalmente ofuscado com o desaparecimento de seu filho, Stuart Angel Jones, aos 25 anos. E foi nesse momento que Zuzu transformou completamente sua carreira, saindo de trás das máquinas de costura e indo para a luta contra a ditadura.


Moda como ferramenta política


           Tendo que lidar com a dor e com a falta de respostas pelo sumiço do filho, Zuzu Angel transformou esse sentimento em uma luta pública por justiça. Valendo-se de sua projeção internacional no mundo da moda, ela buscou envolver autoridades dos Estados Unidos, país de origem de seu ex-marido, na pressão pelo esclarecimento do assassinato de seu filho.

          Criou então uma coleção de protesto, com estampas de manchas vermelhas, motivos de guerra, pássaros presos em gaiolas e anjos ensanguentados, simbolizando a repressão brutal do regime. Em seu desfile “International Dateline Collection III – Holiday and Resort”, apresentou peças que narram, por meio de imagens e bordados, sua dor e a violência do Estado.

          Os desenhos, que evocavam traços infantis, remetem à figura do filho perdido. No encerramento do desfile, Zuzu Angel usou um vestido longo preto com manto cobrindo a cabeça, cinto com cem crucifixos e um pingente de anjo, um manifesto silencioso, mas eloquente, sobre o luto transformado em resistência.

       Dessa forma, a moda tornou-se uma linguagem de protesto que transcende fronteiras e questionava as relações de poder e violação de direitos no Brasil.


Os desfiles de Zuzu Angel


         Após o assassinato de seu filho, Stuart Angel, militante do MR-8, ela passou a usar suas criações como forma de denúncia. Seus desfiles incorporavam símbolos nacionais como anjos, pássaros em gaiolas, estampas de tortura e padrões camuflados, em uma crítica direta ao regime.

       Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi o desfile no consulado brasileiro em Nova York, em 1971, onde chocou a elite internacional ao revelar, por meio da moda, as atrocidades cometidas no Brasil.

     Entre suas peças mais simbólicas, havia vestidos com tecidos vermelhos que evocavam sangue e formas que lembravam feridas, representando a dor e a violência. Zuzu também recorria a símbolos religiosos, como cruzes e mantos, reforçando a dimensão sacrificial da luta por liberdade.

       Cada desfile era pensado como um ato político: música triste, iluminação dramática e figurinos carregados de significado transformavam a passarela em um palco de protesto.


O legado de Zuzu Angel


          Com o passar dos anos, Zuzu tornou-se figura central na cultura brasileira. Mas na madrugada de 14 de abril de 1976, a estilista morreu em um acidente no Túnel Dois Irmãos, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro — hoje chamado Túnel Zuzu Angel. Sua morte, estranhamente violenta, foi investigada pelas autoridades anos depois.

       Diversas investigações ponderam se foi realmente acidente ou assassinato cometido por agentes do regime. A Comissão Nacional da Verdade, em 1998, reconheceu sua morte como violenta, causada por ação estatal.

           Em 1993, foi criado o Instituto Zuzu Angel, dedicado à memória e ensino da moda no Rio. A filha Hildegard, jornalista e herdeira da luta, conseguiu em 2020 a indenização por morte violenta, confirmando o reconhecimento jurídico da culpa do Estado.

           Seu nome está no Livro de Aço do Panteão da Pátria desde 2017. Sua história inspirou o filme Zuzu Angel (2006), dirigido por Sérgio Rezende e estrelado por Patrícia Pillar e Daniel de Oliveira. Além disso, sua luta também está eternizada nas artes, livros e músicas como a canção “Angélica” de Chico Buarque.


(ADAPTADO. www. iclnoticias.com.br/conhecimento/zuzu-angel/)

Quanto à argumentação (coerência e análise crítica do discurso), assinale a alternativa que relaciona corretamente cada trecho adaptado à sua organização textual:

1. Com o passar dos anos, Zuzu tornou-se figura central na cultura brasileira.
2. Dessa forma, a moda tornou-se uma linguagem de protesto que transcende fronteiras e questionava as relações de poder e violação de direitos no Brasil.
3. No encerramento do desfile, Zuzu Angel usou um vestido longo preto com manto cobrindo a cabeça, cinto com cem crucifixos e um pingente de anjo, um manifesto silencioso, mas eloquente, sobre o luto transformado em resistência.
4. Mas na madrugada de 14 de abril de 1976, a estilista morreu em um acidente no Túnel Dois Irmãos, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro — hoje chamado Túnel Zuzu Angel.
5. Estude a trajetória de Zuzu Angel e reflita sobre como a moda pode ser usada como forma de denúncia e resistência.
Alternativas
Respostas
401: C
402: C
403: B
404: B
405: C
406: C
407: D
408: B
409: C
410: B
411: E
412: E
413: D
414: C
415: B
416: B
417: D
418: C
419: E
420: A