Questões de Concurso
Comentadas para especialista em recursos hídricos
Foram encontradas 43 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
A gestão da drenagem pode ser realizada dentro de uma política nacional e transmitida para as municipalidades que atuam diretamente nos serviços. Os impactos decorrentes da drenagem urbana se iniciam a partir da modificação do espaço natural de drenagem do terreno, a partir da urbanização. À medida que a área é ocupada e o ambiente é transformado, os efeitos das águas pluviais sobre a área urbana e a jusante podem causar diversos impactos, que são:
I. Redução da recarga subterrânea.
II. Redução da qualidade da água pluvial.
III. Erosão e sedimentação.
IV. Aumento das vazões e inundações.
Está CORRETO o que se afirma:
A desinfecção constitui a etapa do tratamento cuja função precípua consiste na inativação dos microrganismos patogênicos, realizada por intermédio de agentes físicos e/ou químicos. Ainda que nas demais etapas da potabilização haja redução do número dos microrganismos agregados às partículas coloidais, tal intento não consiste no objetivo principal dos demais processos e operações unitárias usuais no tratamento das águas de abastecimento. A eficiência da desinfecção é governada por um extenso rol de fatores. Sobre este assunto, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Características físicas, químicas e biológicas da água.
( ) O tipo, a forma — encistada ou não — e a concentração dos microrganismos.
( ) O tipo e a concentração do desinfetante e o grau de dispersão na massa líquida.
( ) O tempo de contato entre o desinfetante e a massa líquida não chegam a ser fatores determinantes na desinfecção da água.
Os sensores remotos são equipamentos que captam e registram a energia refletida ou emitida pelos alvos na superfície da Terra. As imagens obtidas têm características muito importantes, conhecidas como resolução dos sensores, e podem ser classificadas em espacial, espectral, radiométrica e temporal. Quanto ao assunto, analisar os itens.
I. Resolução espacial: indica a capacidade que o sensor tem para registrar os detalhes do terreno na imagem. Essa resolução é expressa pelo elemento celular que compõe uma imagem de satélite, denominado pixel, que estabelece a unidade mínima de informação que estará representada em uma imagem.
II. Resolução espectral: indica qual faixa do espectro corresponde às medições efetuadas, assim como o número de medidas registradas referentes àquela área e àquele pixel. Essa resolução garante que as imagens de satélite tenham uma característica especial, ou seja, são multiespectrais.
III. Resolução radiométrica: indica a faixa de valores numéricos associados aos pixels, que representam a intensidade da radiância proveniente da área do terreno coberta pelo pixel (nível de cinza). Quanto menor for a capacidade do sensor para medir as diferenças de intensidade dos níveis de radiância, maior será a resolução radiométrica da imagem.
IV. Resolução temporal: indica a frequência com a qual uma determinada porção da superfície da Terra/cena/alvo será amostrada por um determinado sensor, ou seja, quantos dias o sensor levará para obter uma nova imagem da mesma área.
Está CORRETO o que se afirma:
Em relação às características das lagoas de estabilização no processo de tratamento de água, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) São responsáveis pela estabilização da matéria orgânica por meio da oxidação bacteriológica (oxidação aeróbia ou fermentação anaeróbia) e/ou redução fotossintética das algas.
( ) Consistem em lagoas naturais ou artificiais, onde prevalecem condições físicas, químicas e biológicas que caracterizam a autodepuração.
( ) A incidência de raios solares é um fator que prejudica a estabilização da matéria orgânica. Por tal razão, as lagoas devem ser cobertas.
De acordo com a Lei Estadual nº 13.199/1999, que dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos do Estado de Minas Gerais, são princípios básicos para o funcionamento do Sistema Estadual de Informações sobre Recursos Hídricos:
I. A centralização da obtenção e produção de dados e informações.
II. A coordenação unificada dos sistemas.
III. A garantia de acesso a dados e informações a toda a sociedade.
Está CORRETO o que se afirma:
Os Comitês de Bacia Hidrográfica são órgãos colegiados que reúnem representantes do poder público, usuários da água e da sociedade civil. Sobre esses comitês, analisar os itens.
I. Terão como área de atuação a totalidade de uma bacia hidrográfica.
II. Poderão arbitrar em última instância administrativa os conflitos relacionados aos recursos hídricos.
III. Estabelecerão critérios e promoverão o rateio de custo de obras de uso único e de interesse comum.
Está CORRETO o que se afirma:
Em relação aos termos integrantes da oração, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Em “A pessoa a quem amo está presente”, há objeto direto preposicionado.
( ) Em “Entreguei o envelope ao atendente”, há somente objeto indireto.
( ) Em “Gosto de dormir cedo”, há somente objeto direto.
Solidariedade
O gesto não precisa ser grandioso nem público, não é necessário pertencer a uma ONG ou fazer uma campanha. Sobretudo, convém não aparecer. O gesto primeiro devia ser natural, e não decorrer de nenhum lema ou imposição, nem convite nem sugestão vinda de fora.
Assim devíamos ser habitualmente, e não somos, ou geralmente não somos: cuidar do que está do nosso lado. Cuidar não só na doença ou na pobreza, mas no cotidiano, em que tantas vezes falta a delicadeza, a gentileza, a compreensão; esquecidos os pequenos rituais de respeito, de preservação do mistério, e igualmente da superação das barreiras estéreis entre pessoas da mesma casa, da família, das amizades mais próximas.
Dentro de casa, onde tudo deveria começar, onde se (1) deveria fazer todo dia o aprendizado do belo, do generoso, do delicado, do respeitoso, do agradável e do acolhedor, mal passamos, correndo, tangidos pelas obrigações. Tão fácil atualmente desculpar-se (2) com a pressa: o trânsito, o patrão, o banco, a conta, a hora extra... Tudo isso é real, tudo isso acontece e nos (3) enreda e nos paralisa.
Mas, por outro lado, se a gente parasse (mas parar pra pensar pode ser tão ameaçador...) e fizesse um pequeno cálculo, talvez metade ou boa parte desses deveres aparecesse como supérfluo, frívolo, dispensável.
Uma hora a mais em casa não para se (4) trancar no quarto, mas para conviver. Não com obrigação, sermos felizes com hora marcada e prazo pra terminar, mas promover desde sempre a casa como o lugar do encontro, não da passagem; a mesa como lugar do diálogo, não do engolir quieto e apressado; o quarto como o lugar do afeto, não do cansaço.
Pois se ainda não começamos a ser solidários dentro de nós mesmos e dentro de nossa casa ou do nosso círculo de amigos, como querer fazer campanhas, como pretender desfraldar bandeiras, como desejar salvar o mundo — se estamos perdidos no nosso cotidiano?
Como dizer a palavra certa se estamos mudos, como escutar se estamos surdos, como abraçar se estamos congelados?
Para mim, a solidariedade precisa ser antes de tudo o aprendizado da humanidade pessoal.
Depois de sermos gente, podemos — e devemos — sair dos muros e tentar melhorar o mundo, que anda tão, tão precisado.
Lya Luft - Caminhos da Solidariedade.
Solidariedade
O gesto não precisa ser grandioso nem público, não é necessário pertencer a uma ONG ou fazer uma campanha. Sobretudo, convém não aparecer. O gesto primeiro devia ser natural, e não decorrer de nenhum lema ou imposição, nem convite nem sugestão vinda de fora.
Assim devíamos ser habitualmente, e não somos, ou geralmente não somos: cuidar do que está do nosso lado. Cuidar não só na doença ou na pobreza, mas no cotidiano, em que tantas vezes falta a delicadeza, a gentileza, a compreensão; esquecidos os pequenos rituais de respeito, de preservação do mistério, e igualmente da superação das barreiras estéreis entre pessoas da mesma casa, da família, das amizades mais próximas.
Dentro de casa, onde tudo deveria começar, onde se (1) deveria fazer todo dia o aprendizado do belo, do generoso, do delicado, do respeitoso, do agradável e do acolhedor, mal passamos, correndo, tangidos pelas obrigações. Tão fácil atualmente desculpar-se (2) com a pressa: o trânsito, o patrão, o banco, a conta, a hora extra... Tudo isso é real, tudo isso acontece e nos (3) enreda e nos paralisa.
Mas, por outro lado, se a gente parasse (mas parar pra pensar pode ser tão ameaçador...) e fizesse um pequeno cálculo, talvez metade ou boa parte desses deveres aparecesse como supérfluo, frívolo, dispensável.
Uma hora a mais em casa não para se (4) trancar no quarto, mas para conviver. Não com obrigação, sermos felizes com hora marcada e prazo pra terminar, mas promover desde sempre a casa como o lugar do encontro, não da passagem; a mesa como lugar do diálogo, não do engolir quieto e apressado; o quarto como o lugar do afeto, não do cansaço.
Pois se ainda não começamos a ser solidários dentro de nós mesmos e dentro de nossa casa ou do nosso círculo de amigos, como querer fazer campanhas, como pretender desfraldar bandeiras, como desejar salvar o mundo — se estamos perdidos no nosso cotidiano?
Como dizer a palavra certa se estamos mudos, como escutar se estamos surdos, como abraçar se estamos congelados?
Para mim, a solidariedade precisa ser antes de tudo o aprendizado da humanidade pessoal.
Depois de sermos gente, podemos — e devemos — sair dos muros e tentar melhorar o mundo, que anda tão, tão precisado.
Lya Luft - Caminhos da Solidariedade.