Questões de Concurso
Comentadas para professor - matemática
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O maniqueísmo que nos alimenta e o amor que nos falta
Sérgio Pardellas
Acordamos e logo somos tragados pelo maniqueísmo. A política nacional está empanturrada dele — um mal que não escolhe governos, muito menos ideologias. Maniqueu, filósofo do século III, cuja doutrina afirma existir o dualismo entre dois princípios opostos — o bem e o mal, o certo e o errado —, transbordaria de orgulho dos súditos que amealhou. A lógica binária é capaz de corromper até o “fundo insubornável do ser” de que dizia Ortega y Gasset. Não raro, a queda-debraço retórica gira em torno de “quem está do lado correto da história”. Não demora e alguém avoca para si o monopólio da virtude. Logo, o oponente é a encarnação do que há de mais desgraçado no mundo. Muitas vezes, a polarização faz lembrar um museu de grandes novidades. O tempo não para e o argumento, outrora música para os ouvidos de um, passa a embalar a valsa do outro.
Nem o dinamarquês Soren Kierkegaard ousaria produzir uma catástrofe tão perfeita. Como o exemplo vem de cima e a sociedade segue no mesmo compasso da política, aquilo a que assistimos são relações pessoais descompassadas. Não é preciso recorrer a exemplos do cotidiano. Eles pululam, semana a semana, e encontram-se debaixo do nosso nariz. O aroma é desagradável. Falta empatia, colocar-se no lugar do outro, entender e tocar a alma alheia. Em suma, a política está colérica e os relacionamentos nas redes sociais ou mesmo fora delas são o seu retrato mais bemacabado. Um triste retrato de chorar lágrimas de esguicho. No ambiente amistoso ou não das mesas de bar não falávamos o que regurgitamos nesses ambientes. Conforme questionava Monteiro Lobato em A luz do baile, “como (o que mudou), se era a mesma gente?”.
Se é certo que opinar sobre tudo virou um fetiche dos tempos modernos, também é lícito afirmar que falta escrúpulo de delicadeza no lançamento de pareceres definitivos, quando não rasos e injuriosos, sobre o outro. Aliás, todos parecem ter prontos na cartola juízos sobre os mais diversos temas na hora de pressupor prevalência sobre terceiros. É a tal superioridade moral erigida tanto pelo Fla quanto pelo Flu. Nessa disputa infértil sobre quem paira acima de quem, a língua se transformou no açoite do que não somos, porque não é possível que nascemos para chicotearmos uns aos outros sem pensarmos em que posturas tão cáusticas irão degenerar.
É necessário descer ao inferno do autoconhecimento e desvelar a própria alma, de que falava Eric Voegelin. É preciso oferecer ao outro o que gostaríamos de receber. Mas nem as crianças, nem os idosos, nem os desvalidos, nem sequer o luto dos que sofrem, expressão máxima da dignidade humana, são respeitados mais. A urgência deve ser o amor ao próximo, não o ódio sem proximidade. A reação é do instinto humano, mas no ambiente álgido de hoje muitos contraatacam sem serem importunados pelo simples prazer de atingir alguém. Ou mesmo por puro comportamento de manada — uma maneira estranha de ser aceito ou mesmo aplaudido em suas bolhas, em geral, formadas por pessoas que abominam o contraditório. Lançada em 1981, a célebre canção “Under Pressure”, da banda britânica “Queen”, nunca foi tão atual: “Insanity laughs, under pressure we’re breaking (A insanidade ri, sob pressão estamos cedendo). Can’t we give ourselves one more chance (Não podemos dar a nós mesmos mais uma chance) Why can’t we give love that one more chance. (Por que não podemos dar ao amor mais uma chance?) Why can’t we give love?” (Por que não podemos dar amor?).
O filósofo e humanista francês Michel de Montaigne dedicou talvez o mais belo de seus ensaios ao amigo Étienne de La Boétie, falecido em 1563, aos 32 anos. Quando indagado sobre a ligação afetiva de ambos, Montaigne sacou uma das justificativas mais doces e profundas que a humanidade já produziu: “porque era ele, porque era eu”. O texto levava o título “De l’amitié: Sobre a Amizade”. Mas bem que poderia se chamar “Sobre o amor”, aquele que tanto nos falta.
Para Marcelo de C. Borba e Miriam G. Penteado, no livro Informática e educação matemática (2002), qual alternativa descreve uma marca registrada da EaD, mediada pela internet, em relação a outros modelos de EaD?
Assinale a alternativa que apresenta duas formas de comunicação assíncronas que podem ser utilizadas para possibilitar um contato mais constante entre professor e estudantes.
Analisando a proposição acima, complete as lacunas e assinale a alternativa correta:
I - Resolver situações-problema que envolvam contagem e medida, significados das operações e seleção de procedimentos de cálculo; II- Ler e escrever números, utilizando conhecimentos sobre a escrita posicional do sistema de numeração decimal; III- Comparar e ordenar quantidades que expressem grandezas familiares aos alunos, interpretar e expressar os resultados da comparação e da ordenação; IV- Medir, utilizando procedimentos pessoais, unidades de medida não convencionais ou convencionais (dependendo da familiaridade) e instrumentos disponíveis e conhecidos.” (Parâmetros Curriculares Nacionais - Matemática, 1997).
Analisando as proposições acima, é correto o que se afirma em:
Na Tendência_________________ o aluno é um recebedor do conteúdo, cabendo-lhe a obrigação de memoriza-lo. O professor tende a encaixar os alunos num modelo idealizado de homem que nada tem a ver com a vida presente e futura.
Sendo assim, o papel da educação inclusiva é:
I – Favorecer o Atendimento Educacional Especializado (AEE). II – Fortalecer a garantia das matrículas dos alunos especiais na rede regular de ensino III – Acompanhar as atividades curriculares independente das limitações vinculadas às causas orgânicas e específicas de cada um. IV – O desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades. V – A formação de atitudes e valores.
Dos itens acima:
Percebemos esta tendência como decorrência de uma abertura para uma sociedade democrática, que vai se firmando lentamente a partir do início dos anos 80, com a volta dos exilados políticos e a liberdade de expressão nos meios acadêmicos, políticos e culturais do país.
Firmando-se os interesses por escolas realmente democráticas e inclusivas. E a ideia do projeto político-pedagógico da escola como forma de identificação política que atenda aos interesses locais e regionais, primando por uma educação de qualidade para todos.
O trecho acima se refere à tendência chamada:
De acordo com a Constituição Federal de 1988, artigo 207. As universidades gozam de ____________ didático-científica, administrativa e de gestão financeira e _________________, e obedecerão ao princípio de ________________ entre ensino, pesquisa e extensão.
(___) A atitude favorável da escola para padronizar e inflexibilizar o processo de ensino – aprendizagem, de modo a atender às diferenças individuais dos alunos. (___) A identificação das necessidades educacionais especiais para justificar a priorização de recursos e meios favoráveis à sua educação. (___) A adoção de currículos abertos e propostas curriculares diversificadas em lugar de uma concepção desigual e imprópria de currículo. (___) A possibilidade de incluir professores especializados, serviços de apoio e outros, não convencionais, para favorecer o processo educacional. (___) A flexibilidade quanto à organização e ao funcionamento da escola, para atender à demanda diversificada dos alunos.
Julgue os itens acima em verdadeiro (V) ou falso (F) e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA.
Em conformidade com a Lei 8.069/90, artigo 131. O Conselho Tutelar é órgão______________ e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela______________ de zelar pelo ______________ dos direitos da criança e do adolescente, definidos nesta Lei.