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Q2448314 Português

Texto: Ilusão de verdade


Lucília Diniz


        Botas e mais botas. Muito provavelmente esse será o resultado de uma busca na internet ao perguntar o melhor calçado para fazer o Caminho de Santiago. De diferentes marcas, com o cano mais ou menos alto, novas e resistentes ou surradas e amaciadas, mas sempre botas.

        Foi o que os buscadores recomendaram quando, anos atrás, meu marido, Luiz, e eu nos preparamos para nossa caminhada. Pois bem: nós descobrimos pela nossa própria experiência, a melhor alternativa para os muitos quilômetros de caminhada diários eram os tênis, com dois pares de meias.

        As botas estavam lá, enchendo as telas à exaustão, a um toque dos nossos dedos. Como poderia não ser verdade? E, no entanto, como dizem, “na prática a teoria era outra”. Isso faz pensar sobre como hoje aceitamos respostas prontas, às vezes para nossa confusão.

       Nada escapa ao “oráculo eletrônico”. A data de um evento obscuro, a sinopse de uma obra clássica ou a explicação de um teorema complicadíssimo: seja qual for o interesse, as trilhas cibernéticas, bem menos acidentadas que as do norte da Espanha, nos levam a um conhecimento instantâneo.

        Anos atrás — uma fração de segundo em termos de tempo histórico — era preciso recorrer a enciclopédias, dicionários e especialistas atrás de uma informação. Hoje as respostas vêm em uma fração literal de segundo. E cada vez fica mais fácil. Quando nos limitávamos aos buscadores, tínhamos às vezes de cruzar dados incompletos. Agora, a inteligência artificial nos entrega o que procuramos com começo meio e fim. Não dá nem para desconfiar – mas deveríamos. Não à toa, até os próprios mecanismos de IA advertem que os conteúdos podem ter imprecisões.        

        Além do risco de erros, há uma questão mais sutil. Quem acredita que todo o saber vem pela tela do celular acaba deixando de dar valor a um conhecimento menos divulgado, gerado em universidades e outros estudos. Vivi um exemplo disso, quando, em seminário na França, aprendi com o químico francês Hervé This, especialista em gastronomia molecular, sobre a utilidade de resfriar o macarrão para tornar mais lenta a absorção de seus carboidratos.        

       Naquela época, como hoje, sempre procurei variar minhas fontes de conhecimento. Não fosse por isso, talvez não tivesse me inteirado da produção científica de This, ainda fora do alcance dos mecanismos de busca na internet. Só teria tido essa mesma informação poucos meses atrás. Quando li no The New York Times uma reportagem que explicava a “nova” técnica viralizada nas mídias sociais. Fazer longas investigações nos isentava de erros. Mas dava tempo à dúvida e reflexão; tempo para digerir a informação. Absorver um conhecimento rápido é parecido com matar a fome comendo fast-food. A satisfação é imediata. Mas os efeitos posteriores nem sempre são benéficos.

     O principal risco, penso eu, é acumularmos certezas inabaláveis. Um dado errôneo, mal-intencionado ou não, pode causar bem mais danos do que as dores ocasionadas por calçado errado. Por que abriremos os olhos para outras possibilidades quando “tudo indica” que já temos a resposta que procurávamos? O pior cego, hoje não é o que não quer ver, mas o que pensa que já viu. Como dizia o filósofo grego Parmênides cinco séculos antes de Cristo, “o maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão de verdade”.


Texto adaptado do site:

https://veja.abril.com.br/coluna/coluna-dalucilia/a-ilusao-da-verdade2/#google_vignettehttps://veja.abril.com.br/coluna /coluna-da-lucilia/a-ilusao-da-verdade2/#google_vignette






Destaque a única alternativa em que a palavra ou enunciado sublinhado NÃO exerce a função sintática de objeto indireto:

Alternativas
Q2448313 Português

Texto: Ilusão de verdade


Lucília Diniz


        Botas e mais botas. Muito provavelmente esse será o resultado de uma busca na internet ao perguntar o melhor calçado para fazer o Caminho de Santiago. De diferentes marcas, com o cano mais ou menos alto, novas e resistentes ou surradas e amaciadas, mas sempre botas.

        Foi o que os buscadores recomendaram quando, anos atrás, meu marido, Luiz, e eu nos preparamos para nossa caminhada. Pois bem: nós descobrimos pela nossa própria experiência, a melhor alternativa para os muitos quilômetros de caminhada diários eram os tênis, com dois pares de meias.

        As botas estavam lá, enchendo as telas à exaustão, a um toque dos nossos dedos. Como poderia não ser verdade? E, no entanto, como dizem, “na prática a teoria era outra”. Isso faz pensar sobre como hoje aceitamos respostas prontas, às vezes para nossa confusão.

       Nada escapa ao “oráculo eletrônico”. A data de um evento obscuro, a sinopse de uma obra clássica ou a explicação de um teorema complicadíssimo: seja qual for o interesse, as trilhas cibernéticas, bem menos acidentadas que as do norte da Espanha, nos levam a um conhecimento instantâneo.

        Anos atrás — uma fração de segundo em termos de tempo histórico — era preciso recorrer a enciclopédias, dicionários e especialistas atrás de uma informação. Hoje as respostas vêm em uma fração literal de segundo. E cada vez fica mais fácil. Quando nos limitávamos aos buscadores, tínhamos às vezes de cruzar dados incompletos. Agora, a inteligência artificial nos entrega o que procuramos com começo meio e fim. Não dá nem para desconfiar – mas deveríamos. Não à toa, até os próprios mecanismos de IA advertem que os conteúdos podem ter imprecisões.        

        Além do risco de erros, há uma questão mais sutil. Quem acredita que todo o saber vem pela tela do celular acaba deixando de dar valor a um conhecimento menos divulgado, gerado em universidades e outros estudos. Vivi um exemplo disso, quando, em seminário na França, aprendi com o químico francês Hervé This, especialista em gastronomia molecular, sobre a utilidade de resfriar o macarrão para tornar mais lenta a absorção de seus carboidratos.        

       Naquela época, como hoje, sempre procurei variar minhas fontes de conhecimento. Não fosse por isso, talvez não tivesse me inteirado da produção científica de This, ainda fora do alcance dos mecanismos de busca na internet. Só teria tido essa mesma informação poucos meses atrás. Quando li no The New York Times uma reportagem que explicava a “nova” técnica viralizada nas mídias sociais. Fazer longas investigações nos isentava de erros. Mas dava tempo à dúvida e reflexão; tempo para digerir a informação. Absorver um conhecimento rápido é parecido com matar a fome comendo fast-food. A satisfação é imediata. Mas os efeitos posteriores nem sempre são benéficos.

     O principal risco, penso eu, é acumularmos certezas inabaláveis. Um dado errôneo, mal-intencionado ou não, pode causar bem mais danos do que as dores ocasionadas por calçado errado. Por que abriremos os olhos para outras possibilidades quando “tudo indica” que já temos a resposta que procurávamos? O pior cego, hoje não é o que não quer ver, mas o que pensa que já viu. Como dizia o filósofo grego Parmênides cinco séculos antes de Cristo, “o maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão de verdade”.


Texto adaptado do site:

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Considere o enunciado “Vivi um exemplo disso, quando, em seminário na França, aprendi com o químico francês Hervé This, especialista em gastronomia molecular, sobre a utilidade de resfriar o macarrão para tornar mais lenta a absorção de seus carboidratos” para destacar qual a informação é recuperada pela palavra DISSO:

Alternativas
Q2448312 Português

Texto: Ilusão de verdade


Lucília Diniz


        Botas e mais botas. Muito provavelmente esse será o resultado de uma busca na internet ao perguntar o melhor calçado para fazer o Caminho de Santiago. De diferentes marcas, com o cano mais ou menos alto, novas e resistentes ou surradas e amaciadas, mas sempre botas.

        Foi o que os buscadores recomendaram quando, anos atrás, meu marido, Luiz, e eu nos preparamos para nossa caminhada. Pois bem: nós descobrimos pela nossa própria experiência, a melhor alternativa para os muitos quilômetros de caminhada diários eram os tênis, com dois pares de meias.

        As botas estavam lá, enchendo as telas à exaustão, a um toque dos nossos dedos. Como poderia não ser verdade? E, no entanto, como dizem, “na prática a teoria era outra”. Isso faz pensar sobre como hoje aceitamos respostas prontas, às vezes para nossa confusão.

       Nada escapa ao “oráculo eletrônico”. A data de um evento obscuro, a sinopse de uma obra clássica ou a explicação de um teorema complicadíssimo: seja qual for o interesse, as trilhas cibernéticas, bem menos acidentadas que as do norte da Espanha, nos levam a um conhecimento instantâneo.

        Anos atrás — uma fração de segundo em termos de tempo histórico — era preciso recorrer a enciclopédias, dicionários e especialistas atrás de uma informação. Hoje as respostas vêm em uma fração literal de segundo. E cada vez fica mais fácil. Quando nos limitávamos aos buscadores, tínhamos às vezes de cruzar dados incompletos. Agora, a inteligência artificial nos entrega o que procuramos com começo meio e fim. Não dá nem para desconfiar – mas deveríamos. Não à toa, até os próprios mecanismos de IA advertem que os conteúdos podem ter imprecisões.        

        Além do risco de erros, há uma questão mais sutil. Quem acredita que todo o saber vem pela tela do celular acaba deixando de dar valor a um conhecimento menos divulgado, gerado em universidades e outros estudos. Vivi um exemplo disso, quando, em seminário na França, aprendi com o químico francês Hervé This, especialista em gastronomia molecular, sobre a utilidade de resfriar o macarrão para tornar mais lenta a absorção de seus carboidratos.        

       Naquela época, como hoje, sempre procurei variar minhas fontes de conhecimento. Não fosse por isso, talvez não tivesse me inteirado da produção científica de This, ainda fora do alcance dos mecanismos de busca na internet. Só teria tido essa mesma informação poucos meses atrás. Quando li no The New York Times uma reportagem que explicava a “nova” técnica viralizada nas mídias sociais. Fazer longas investigações nos isentava de erros. Mas dava tempo à dúvida e reflexão; tempo para digerir a informação. Absorver um conhecimento rápido é parecido com matar a fome comendo fast-food. A satisfação é imediata. Mas os efeitos posteriores nem sempre são benéficos.

     O principal risco, penso eu, é acumularmos certezas inabaláveis. Um dado errôneo, mal-intencionado ou não, pode causar bem mais danos do que as dores ocasionadas por calçado errado. Por que abriremos os olhos para outras possibilidades quando “tudo indica” que já temos a resposta que procurávamos? O pior cego, hoje não é o que não quer ver, mas o que pensa que já viu. Como dizia o filósofo grego Parmênides cinco séculos antes de Cristo, “o maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão de verdade”.


Texto adaptado do site:

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Assinale a alternativa em que o verbo sublinhado não está no passado (pretérito imperfeito e pretérito perfeito do indicativo):

Alternativas
Q2448311 Português

Texto: Ilusão de verdade


Lucília Diniz


        Botas e mais botas. Muito provavelmente esse será o resultado de uma busca na internet ao perguntar o melhor calçado para fazer o Caminho de Santiago. De diferentes marcas, com o cano mais ou menos alto, novas e resistentes ou surradas e amaciadas, mas sempre botas.

        Foi o que os buscadores recomendaram quando, anos atrás, meu marido, Luiz, e eu nos preparamos para nossa caminhada. Pois bem: nós descobrimos pela nossa própria experiência, a melhor alternativa para os muitos quilômetros de caminhada diários eram os tênis, com dois pares de meias.

        As botas estavam lá, enchendo as telas à exaustão, a um toque dos nossos dedos. Como poderia não ser verdade? E, no entanto, como dizem, “na prática a teoria era outra”. Isso faz pensar sobre como hoje aceitamos respostas prontas, às vezes para nossa confusão.

       Nada escapa ao “oráculo eletrônico”. A data de um evento obscuro, a sinopse de uma obra clássica ou a explicação de um teorema complicadíssimo: seja qual for o interesse, as trilhas cibernéticas, bem menos acidentadas que as do norte da Espanha, nos levam a um conhecimento instantâneo.

        Anos atrás — uma fração de segundo em termos de tempo histórico — era preciso recorrer a enciclopédias, dicionários e especialistas atrás de uma informação. Hoje as respostas vêm em uma fração literal de segundo. E cada vez fica mais fácil. Quando nos limitávamos aos buscadores, tínhamos às vezes de cruzar dados incompletos. Agora, a inteligência artificial nos entrega o que procuramos com começo meio e fim. Não dá nem para desconfiar – mas deveríamos. Não à toa, até os próprios mecanismos de IA advertem que os conteúdos podem ter imprecisões.        

        Além do risco de erros, há uma questão mais sutil. Quem acredita que todo o saber vem pela tela do celular acaba deixando de dar valor a um conhecimento menos divulgado, gerado em universidades e outros estudos. Vivi um exemplo disso, quando, em seminário na França, aprendi com o químico francês Hervé This, especialista em gastronomia molecular, sobre a utilidade de resfriar o macarrão para tornar mais lenta a absorção de seus carboidratos.        

       Naquela época, como hoje, sempre procurei variar minhas fontes de conhecimento. Não fosse por isso, talvez não tivesse me inteirado da produção científica de This, ainda fora do alcance dos mecanismos de busca na internet. Só teria tido essa mesma informação poucos meses atrás. Quando li no The New York Times uma reportagem que explicava a “nova” técnica viralizada nas mídias sociais. Fazer longas investigações nos isentava de erros. Mas dava tempo à dúvida e reflexão; tempo para digerir a informação. Absorver um conhecimento rápido é parecido com matar a fome comendo fast-food. A satisfação é imediata. Mas os efeitos posteriores nem sempre são benéficos.

     O principal risco, penso eu, é acumularmos certezas inabaláveis. Um dado errôneo, mal-intencionado ou não, pode causar bem mais danos do que as dores ocasionadas por calçado errado. Por que abriremos os olhos para outras possibilidades quando “tudo indica” que já temos a resposta que procurávamos? O pior cego, hoje não é o que não quer ver, mas o que pensa que já viu. Como dizia o filósofo grego Parmênides cinco séculos antes de Cristo, “o maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão de verdade”.


Texto adaptado do site:

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O ponto de vista defendido pela autora e, apresentado por meio de uma crônica narrativa, é que:

Alternativas
Q2448310 Português

Texto: Ilusão de verdade


Lucília Diniz


        Botas e mais botas. Muito provavelmente esse será o resultado de uma busca na internet ao perguntar o melhor calçado para fazer o Caminho de Santiago. De diferentes marcas, com o cano mais ou menos alto, novas e resistentes ou surradas e amaciadas, mas sempre botas.

        Foi o que os buscadores recomendaram quando, anos atrás, meu marido, Luiz, e eu nos preparamos para nossa caminhada. Pois bem: nós descobrimos pela nossa própria experiência, a melhor alternativa para os muitos quilômetros de caminhada diários eram os tênis, com dois pares de meias.

        As botas estavam lá, enchendo as telas à exaustão, a um toque dos nossos dedos. Como poderia não ser verdade? E, no entanto, como dizem, “na prática a teoria era outra”. Isso faz pensar sobre como hoje aceitamos respostas prontas, às vezes para nossa confusão.

       Nada escapa ao “oráculo eletrônico”. A data de um evento obscuro, a sinopse de uma obra clássica ou a explicação de um teorema complicadíssimo: seja qual for o interesse, as trilhas cibernéticas, bem menos acidentadas que as do norte da Espanha, nos levam a um conhecimento instantâneo.

        Anos atrás — uma fração de segundo em termos de tempo histórico — era preciso recorrer a enciclopédias, dicionários e especialistas atrás de uma informação. Hoje as respostas vêm em uma fração literal de segundo. E cada vez fica mais fácil. Quando nos limitávamos aos buscadores, tínhamos às vezes de cruzar dados incompletos. Agora, a inteligência artificial nos entrega o que procuramos com começo meio e fim. Não dá nem para desconfiar – mas deveríamos. Não à toa, até os próprios mecanismos de IA advertem que os conteúdos podem ter imprecisões.        

        Além do risco de erros, há uma questão mais sutil. Quem acredita que todo o saber vem pela tela do celular acaba deixando de dar valor a um conhecimento menos divulgado, gerado em universidades e outros estudos. Vivi um exemplo disso, quando, em seminário na França, aprendi com o químico francês Hervé This, especialista em gastronomia molecular, sobre a utilidade de resfriar o macarrão para tornar mais lenta a absorção de seus carboidratos.        

       Naquela época, como hoje, sempre procurei variar minhas fontes de conhecimento. Não fosse por isso, talvez não tivesse me inteirado da produção científica de This, ainda fora do alcance dos mecanismos de busca na internet. Só teria tido essa mesma informação poucos meses atrás. Quando li no The New York Times uma reportagem que explicava a “nova” técnica viralizada nas mídias sociais. Fazer longas investigações nos isentava de erros. Mas dava tempo à dúvida e reflexão; tempo para digerir a informação. Absorver um conhecimento rápido é parecido com matar a fome comendo fast-food. A satisfação é imediata. Mas os efeitos posteriores nem sempre são benéficos.

     O principal risco, penso eu, é acumularmos certezas inabaláveis. Um dado errôneo, mal-intencionado ou não, pode causar bem mais danos do que as dores ocasionadas por calçado errado. Por que abriremos os olhos para outras possibilidades quando “tudo indica” que já temos a resposta que procurávamos? O pior cego, hoje não é o que não quer ver, mas o que pensa que já viu. Como dizia o filósofo grego Parmênides cinco séculos antes de Cristo, “o maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão de verdade”.


Texto adaptado do site:

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O texto “Ilusão de verdade” é uma crônica e se organiza a partir de características narrativas. Marque a única alternativa INCORRETA acerca da organização que caracteriza o texto de Lucília Diniz, como sendo narrativo:

Alternativas
Q2448129 Administração Geral
Na medida em que a Administração Científica de Taylor tomava conta dos EUA, a teoria clássica se desenvolvia na Europa através de Henri Fayol. Fayol, assim como Taylor, percebeu a ineficiência então dominante e elaborou uma ciência administrativa; porém, sob enfoque diferente de Taylor. Fayol acreditava que a eficiência organizacional seria alcançada através da análise da estrutura da empresa, dos órgãos que a compõem. Nesse sentido, a teoria clássica tem ênfase na estrutura, correspondendo a uma abordagem clássica estruturalista. Para Fayol, seis são as funções básicas de qualquer empresa; relacione-as adequadamente. 

1. Técnicas. 2. Comerciais. 3. Financeiras. 4. De segurança. 5. Contábeis. 6. Administrativas.

( ) Proteção e preservação dos bens e das pessoas. ( ) Integração das outras cinco funções. Coordenam as demais funções da empresa, pairando acima delas. ( ) Produção de bens ou de serviços da empresa. ( ) Compra, venda e permutação. ( ) Procura e gerência de capitais. ( ) Inventários, registros, balanços, custos e estatísticas.


A sequência está correta em
Alternativas
Q2448128 Administração Geral
No desenvolvimento do processo de departamentalização, além dos referenciais ligados a teorias e modelos, devem ser considerados alguns aspectos que exercem papel preponderante na solução final, tanto na área formal quanto na informal. São fatores na área formal a serem considerados: 
Alternativas
Q2448127 Redação Oficial
As comunicações oficiais são sempre redigidas pela Administração Pública; sendo que os destinatários dessas informações podem ser tanto o próprio poder público quanto os particulares que compõem a sociedade. A principal referência para as comunicações oficiais no Brasil é o Manual de Redação da Presidência da República. De acordo com a estrutura do Padrão Ofício constante do Manual de Redação da Presidência da República, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q2448126 Arquivologia
A teoria das três idades pode ser entendida como a sucessão de fases por que passam os documentos desde o momento de criação até a sua destinação final. As idades dos documentos são definidas como: arquivo corrente, arquivo intermediário e arquivo permanente. O conceito de arquivo permanente pode ser entendido como:
Alternativas
Q2448125 Administração de Recursos Materiais
Considerando que o almoxarifado tem como uma das funções principais o controle efetivo de todo o estoque, sua operação deve vir ao encontro dos objetivos de custo e de serviços pretendidos pela administração. Dessa forma, periodicamente, deve-se efetuar contagens físicas de seus itens de estoque e produtos em processo para:

I. Verificar discrepâncias, em valores monetários, entre o estoque físico e o estoque contábil.
II. Verificar discrepâncias, em quantidades, entre registro contábil e as quantidades reais nas prateleiras.
III. Apuração do valor total do estoque físico para efeito de balanços ou balancetes. Nesse caso, o inventário é realizado próximo ao encerramento do ano fiscal.
IV. Verificar discrepâncias, em valores monetários, entre registro contábil e as quantidades reais nas prateleiras. Nesse caso, o inventário é realizado no início do ano fiscal.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q2448124 Direito Administrativo
No primeiro dia de atuação como administrador no Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de determinado município, Dorival foi orientado sobre a relevância do conhecimento sobre as diversas espécies de atos administrativos e suas características para o desempenho eficaz de suas responsabilidades. Em busca de informações nos manuais de direito administrativo, Dorival identificou a seguinte modalidade específica de ato administrativo: “são atos administrativos internos pelos quais os chefes de órgãos, repartições ou serviços expedem determinações gerais ou especiais a seus subordinados, ou designam servidores para funções e cargos secundários.” A definição identificada por Dorival refere-se ao ato administrativo denominado:
Alternativas
Q2448123 Administração Geral
De acordo com Daft (2014, p. 380), a cultura organizacional é um conjunto de valores, normas, crenças orientadoras e modos de pensar compartilhados pelos membros de uma organização e transmitidos aos novos membros como sendo as maneiras certas de pensar, sentir e se comportar. Neste sentido, as culturas têm a função de integrar os membros para que eles possam saber como se relacionar entre si e ajudar as organizações a se adaptar ao meio externo. Com base nas categorias de cultura organizacional propostas por Richard L. Daft, relacione adequadamente as colunas a seguir. 

1. Cultura adaptativa. 2. Cultura de missão. 3. Cultura de clã. 4. Cultura burocrática.

( ) Refere-se a uma cultura que se destaca pela orientação estratégica voltada para o ambiente externo, utilizando flexibilidade e adaptabilidade para atender às demandas dos clientes. Essa abordagem fomenta o empreendedorismo, a inovação e a criatividade.
( ) Refere-se a uma cultura organizacional centrada no envolvimento e na participação ativa dos membros, com o objetivo primordial de atender às necessidades dos funcionários e fomentar um senso de responsabilidade e pertencimento. Isso visa promover um comprometimento mais profundo por parte dos colaboradores com a organização.
( ) Refere-se a uma cultura organizacional marcada pela concentração interna e uma abordagem metódica na condução dos negócios. Essa cultura destaca-se pela ênfase em símbolos, heróis e cerimônias que reforçam valores fundamentais de cooperação e tradição, sustentando políticas, práticas e procedimentos estabelecidos como meios para alcançar metas específicas.
( ) Refere-se a uma cultura organizacional que se destaca pela ênfase nos objetivos e metas da organização, tais como crescimento de vendas, lucratividade ou participação no mercado. Nesse contexto cultural, observa-se uma atenção contínua à avaliação de desempenho dos colaboradores.

A sequência está correta em
Alternativas
Q2448122 Direito Administrativo
A licitação é uma importante ferramenta de contratação para a Administração Pública, visto que um dos objetivos é assegurar a seleção da proposta apta a gerar o resultado de contratação mais vantajoso.A Lei nº 14.133/2021 busca estabelecer normais gerais de licitação e contratação para as Administração Públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (BRASIL, 2021). Dentre as modalidades de licitação e suas regras de contratação, trata-se um bem, serviço ou material que NÃO poderia ser contratado pela modalidade pregão:
Alternativas
Q2448121 Administração Pública
O modelo gerencial da Administração Pública, popularmente conhecido como nova Administração Pública, emerge na segunda metade do século XX, em respostas à expansão das funções econômicas e sociais do Estado, desenvolvimento tecnológico e globalização da economia mundial (PALUDO, 2013). Sobre o modelo gerencial e suas características, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) O modelo gerencial tem como principal objetivo orientar a Administração Pública em direção a valores de eficácia e qualidade na prestação dos serviços públicos, promovendo o desenvolvimento de uma cultura gerencial nas organizações, inspirada no setor privado.
( ) Uma das disfunções do modelo gerencial é o apego exagerado às normas e regulamentos internos, em que o servidor era mais valorizado por conhecer as regras e os procedimentos do que pelos conhecimentos técnico-profissionais.
( ) O modelo gerencial objetiva fortalecer e ampliar a autonomia da burocracia estatal, organizada em carreiras de Estado, valorizando o seu trabalho técnico e político. Isso visa permitir sua participação, junto aos políticos e à sociedade, na formulação e gestão das políticas públicas.
( ) O modelo gerencial caracteriza-se pela centralização, criação de novos níveis hierárquicos e pela padronização dos processos, visando garantir maior eficiência, controle e aprimoramento nos serviços públicos.

A sequência está correta em
Alternativas
Q2448120 Gestão de Pessoas
A análise e a descrição de cargos desempenham um papel crucial no gerenciamento de pessoas, uma vez que possibilitam a aquisição, classificação e documentação abrangente de informações pertinentes aos cargos. A partir disso, permite também detalhar o conjunto de atividades, funções, atribuições e responsabilidades associadas a cada posição ocupacional, proporcionando uma compreensão clara e organizada das expectativas e contribuindo para a eficácia global da gestão de recursos humanos (MAXIMIANO, 2014). “______________ é um grupo de cargos encontrados em mais de uma organização, nos quais se desempenham um conjunto de tarefas, que são comuns ou que têm objetivos ou empregam metodologias, materiais, produtos, ações e características dos trabalhadores similares.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior. 
Alternativas
Q2448119 Governança de TI
A gestão estratégica na Administração Pública engloba um conjunto de decisões e ações direcionadas à consecução de objetivos específicos. Nesse contexto, é imperativo que represente a opção mais adequada, sendo a mais viável e alinhada com a missão, competências e estrutura da organização. Uma ferramenta estratégica cada vez mais adotada nas organizações públicas é o Balanced Scorecard (BSC), um modelo prospectivo que harmoniza missão, visão e estratégias a um conjunto equilibrado de indicadores, abrangendo tanto aspectos financeiros quanto não-financeiros (PALUDO, 2013). Dentre as perspectivas do Balanced Scorecard (BSC), a capacidade da organização para melhorar continuamente e se preparar para alcançar o sucesso no futuro, constituindo, assim, a base fundamental para a sustentabilidade da empresa ao longo prazo, trata-se da perspectiva
Alternativas
Q2448118 Gerência de Projetos
Em uma repartição pública, foi iniciado um projeto de modernização do sistema de gestão de documentos. Esse projeto objetiva otimizar os processos internos, melhorando a eficiência operacional, garantindo o acesso rápido e seguro às informações relevantes. Essa modernização é necessária para agilizar os fluxos de trabalho, reduzir erros e proporcionar maior transparência nas operações. Para uma boa elaboração do projeto, foi requerido dos servidores envolvidos na elaboração e gestão a compreensão do o ciclo de projetos PMBOK. Com base no Guia PMBOK (2013), o ciclo dos projetos refere-se às diferentes fases que um projeto percorre desde a sua concepção até a sua conclusão. Sabe-se que cada fase possui características específicas e atividades distintas que são realizadas para atingir os objetivos do projeto. As fases típicas do ciclo de projetos PMBOK são, respectivamente:
Alternativas
Q2448117 Administração Pública
De acordo com Paludo (2013), o processo de organização da Administração Pública envolve a criação de órgãos e entidades, a sua estruturação, eventuais alterações e extinções, a definição de suas atribuições e competências administrativas, entre outras determinações. Sobre o processo de organização da Administração Pública, analise as afirmativas a seguir.

I. A Administração Pública direta é composta pelos próprios órgãos dos poderes que compõem as pessoas jurídicas de direito público e privado, com capacidade política ou administrativa.
II. As agências reguladoras são autarquias especiais criadas para exercer as funções de regulação e fiscalização, e, embora sujeitas à supervisão ministerial, se encontram fora da hierarquia administrativa e da influência política.
III. As fundações públicas são entidades que possuem personalidade jurídica de direito público, e tem como características: criação autorizada por lei específica, personalidade jurídica própria, patrimônio próprio e autonomia administrativa.
IV. As empresas públicas são entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado, criadas mediante legislação específica, com patrimônio próprio e capital majoritariamente privado.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q2448116 Administração Geral
De acordo com Chiavenato (2022, p. 163), a departamentalização “é uma característica típica das grandes organizações, pois está diretamente relacionada com o tamanho da organização e com a complexidade de suas operações. Além disso, permite a homogeneidade dos recursos e tarefas de cada órgão”. Sobre as vantagens do tipo de departamentalização, baseada na sequência do processo produtivo ou operacional, ou no arranjo e disposição racional do equipamento utilizado, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q2448115 Direito Administrativo
Mônica foi nomeada para atuar como administradora no Instituto de Previdência dos servidores de determinado município. Em seu primeiro dia, foi informada que deveria compreender bem as relações de poderes que regem a atividade administrativa e a atuação nas organizações públicas. De acordo com Medeiros, Burle Filho e Burle (2016, p. 137), os poderes administrativos nascem com a Administração e se apresentam diversificados segundo as exigências do serviço público, o interesse da coletividade e os objetivos a que se dirigem. Dentre os tipos de poderes administrativos e suas características, aquele que “decorre das faculdades implícitas para o superior, tais como dar ordens e fiscalizar o seu cumprimento, a de delegar e avocar atribuições e rever os atos dos inferiores” denomina-se poder 
Alternativas
Respostas
4041: A
4042: C
4043: B
4044: A
4045: D
4046: A
4047: D
4048: C
4049: B
4050: A
4051: B
4052: A
4053: D
4054: A
4055: D
4056: D
4057: D
4058: B
4059: C
4060: C