Questões de Concurso
Comentadas para magistério superior
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Um dos processos bastante utilizados na Libras para a criação de novos sinais é a composição. Neste, se dá a combinação de dois sinais para originar um novo, como nos sinais para escola (sinal de casa + sinal de estudar) e veterinário (sinal de animais + sinal de médico) (1ª parte). A incorporação de um numeral a um sinal na Libras também é um processo importante na criação de novos sinais, na medida em que há a mudança na configuração de 1 para 2, 3 ou 4, por exemplo, na indicação da quantidade de meses. Processo similar de incorporação de numeral ocorre nos sinais que se referem, por exemplo, a anos, dias e horas (2ª parte). Na Libras também é usual a incorporação da negação ao sinal. Esta pode ocorrer apenas por um processo, que é a alteração do parâmetro do movimento com o qual este é sinalizado. Como exemplo, tem-se os sinais "TER" e "NÃO-TER” (3ª parte).
A sentença está:
( ) Na aula de Educação Física da turma de J., que é cego, quando a atividade é jogar futebol, o professor deve disponibilizar uma bola com guizo para que J. consiga localizar a bola por meio do som.
( ) Na turma de A., que é surda, a professora deve, também, utilizar a Língua Brasileira de Sinais.
I. Conservação do número é o ato de perceber que a quantidade não depende da arrumação, da forma ou da posição.
II. Correspondência é o ato de estabelecer diferenças ou semelhanças. Por exemplo: esta bola é maior que aquela.
III. Sequenciação é o ato de fazer suceder, a cada elemento, outro elemento, sem considerar a ordem linear entre eles, como na escolha ou na apresentação dos números nos jogos loto, sena e bingo.
IV. Seriação é o ato de classificar sem seguir critérios ou uma ordem predefinida.
Estão CORRETOS:
( ) É uma possibilidade de análise só dos avanços de cada criança, não dos efeitos da prática desenvolvida.
( ) Realça que, por meio do registro, é possível redirecionar as práticas, visualizando as dificuldades e os avanços dos alunos.
( ) Permite ao Professor a reflexão sobre sua prática, na busca de melhorar o processo de ensino-aprendizagem.
( ) Atua como um instrumento de avaliação apenas da postura profissional do Professor, e não do nível de desenvolvimento da turma.
I. É a fase final do processo de alfabetização de um indivíduo. Significa que todas as dificuldades foram vencidas, inclusive os problemas relativos à ortografia.
II. Nesse nível, pode-se considerar que a criança venceu as barreiras do sistema de representação da linguagem escrita.
III. A criança já é capaz de fazer uma análise sonora dos fonemas das palavras que escreve.
Está(ão) CORRETO(S):
I. As Classes constituem a linha de promoção dos profissionais do magistério e são designadas pelas letras A, B, C, D, E, F e G, sendo esta última a Classe final da carreira.
II. As promoções obedecerão exclusivamente ao critério de Merecimento.
III. A promoção dos profissionais do magistério dar-se-á a cada 5 anos de efetivo exercício profissional na Classe, num total de 1.825 dias, que representará um aumento de 5%, tendo como condição o determinado por esta Lei, segundo os critérios estabelecidos por Decreto.
Estão CORRETOS:
I. O Ensino Fundamental deve ter compromisso com o desenvolvimento do letramento matemático, que é definido como as competências e as habilidades de raciocinar, representar, comunicar e argumentar matematicamente.
II. Nessa etapa de ensino, a Matemática se restringe à quantificação de fenômenos determinísticos — contagem, medição de objetos, grandezas — e a técnicas de cálculo com os números e as grandezas.
III. No Ensino Fundamental, não se tem a expectativa de que o estudante possa desenvolver a capacidade de identificar oportunidades de utilização da matemática para resolver problemas aplicando conceitos, procedimentos e resultados para obter soluções e interpretá-las segundo os contextos das situações.
Está(ão) CORRETO(S):
I. Todos os sinais apresentam uma relação de iconicidade. Por serem de modalidade visual-espacial, o que significa que a comunicação se realiza no espaço, sendo compreendida a partir da enunciação visual, alguns sinais se apresentam em forma icônica, isto é, em formas linguísticas que imitam o referencial real em suas características visuais, fazendo alusão à imagem do seu significado. Assim, mesmo os sinais criados a partir de uma motivação icônica apresentam baixo grau de arbitrariedade, uma vez que a escolha de qual aspecto físico representar e de como representá-lo é em poucos casos arbitrária.
II. Sobre o universalismo atribuído às línguas de sinais, parece constituir-se como reflexo da lógica etnocentrista, a partir da qual os surdos são vistos como deficientes; logo, a cultura surda ainda não é reconhecida como legítima, mas vista, no máximo, como uma "cultura patológica". Assim, como qualquer língua viva tem sua origem na cultura de seu povo, esta é perspectivada como universal, por entender-se que os surdos não têm cultura, pelo menos de valor. Isso explica a crença de que as línguas de sinais derivariam da comunicação gestual dos ouvintes, o que reafirma a resistência em aceitá-las como línguas.
I. O bilinguismo não busca sobrepor uma língua em relação a outra, mas um equilíbrio entre as línguas, de forma que o aluno surdo aprenda o português escrito e suas regras por meio da língua de sinais, sua L1, o que o levará à autonomia para pensar sobre a Língua Portuguesa escrita.
II. O bilinguismo é uma resposta contrária ao oralismo, porque considera o canal visogestual de fundamental importância para a aquisição da linguagem da pessoa surda. No entanto, o bilinguismo não se opõe à comunicação total por defender um espaço positivo para o trabalho na educação do surdo a partir da língua de sinais sendo complementada de gestos ou leitura labial.