Foram encontradas 14.247 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Esse fato define a mulher que iria revolucionar o tratamento da esquizofrenia e pôr em questão alguns dogmas estéticos em vigor mesmo entre artistas antiacadêmicos e críticos de arte.
A mesma sensibilidade à flor da pele que a fez deixar, horrorizada, a aula de anatomia, levou-a a se opor ao tratamento da esquizofrenia em voga na época em que se formou: o choque elétrico, o choque insulínico, o choque de colabiosol e, pior do que tudo, a lobotomia, que consistia em secionar uma parte do cérebro do paciente. Tomou-se de revolta contra tais procedimentos, negando-se a aplicá-los nos doentes a ela confiados. Foi então que o diretor do hospital, seu amigo, disse-lhe que não poderia mantê-la no emprego, a não ser em outra atividade que não envolvesse o tratamento médico. - Mas qual?, perguntou ela. - Na terapia ocupacional, respondeu-lhe o diretor.
A terapia ocupacional, naquela época, consistia em pôr os internados para lavar os banheiros, varrer os quartos e arrumar as camas. Nise aceitou a proposta e, em pouco tempo, em lugar de faxina, os pacientes trabalhavam em ateliês improvisados, pintando, desenhando, fazendo modelagem com argila e encadernando livros. Desses ateliês saíram alguns dos artistas mais criativos da arte brasileira, cujas obras passaram a constituir o hoje famosíssimo Museu de Imagens do Inconsciente do Centro Psiquiátrico Nacional, situado no Engenho de Dentro, no Rio.
É que sua visão da doença mental diferia da aceita por seus companheiros psiquiatras. Enquanto, para estes, a loucura era um processo progressivo de degenerescência cerebral, que só se poderia retardar com a intervenção direta no cérebro, ela via de outro modo, confiando que o trabalho criativo e a expressão artística contribuiriam para dar ordem e equilíbrio ao mundo subjetivo e afetivo tumultuado pela doença.
Por isso mesmo acredito que o elemento fundamental das realizações e das concepções de Nise da Silveira era o afeto, o afeto pelo outro. Foi por não suportar o sofrimento imposto aos pacientes pelos choques que ela buscou e inventou outro caminho, no qual, em vez de ser vítima da truculência médica, o doente se tornou sujeito criador, personalidade livre capaz de criar um universo mágico em que os problemas insolúveis arrefeciam.
(Adaptado de: GULLAR, Ferreira. A Cura pelo Afeto. Resmungos, São Paulo: Imprensa Oficial, 2007)
A dor quebra a unidade vivida do homem, transparente para si mesmo enquanto goza de boa saúde, confiante em seus recursos, esquecido do enraizamento físico de sua existência, desde que nenhum obstáculo se interponha entre seus projetos e o mundo. De fato, na vida cotidiana o corpo se faz invisível, flexível; sua espessura é apagada pelas ritualidades sociais e pela repetição incansável de situações próximas umas das outras. Aliás, esse ocultar o corpo da atenção do indivíduo leva René Leriche a definir a saúde como “a vida no silêncio dos órgãos”. Georges Canguilhem acrescenta que ela é um estado de “inconsciência em que o sujeito é de seu corpo”.
(Adaptado de: BRETON, David Le. Antropologia da Dor, São Paulo, Editora Fap-Unifesp, 2013, p. 25-6)
Os segmentos acima expressam, respectivamente,
A dor quebra a unidade vivida do homem, transparente para si mesmo enquanto goza de boa saúde, confiante em seus recursos, esquecido do enraizamento físico de sua existência, desde que nenhum obstáculo se interponha entre seus projetos e o mundo. De fato, na vida cotidiana o corpo se faz invisível, flexível; sua espessura é apagada pelas ritualidades sociais e pela repetição incansável de situações próximas umas das outras. Aliás, esse ocultar o corpo da atenção do indivíduo leva René Leriche a definir a saúde como “a vida no silêncio dos órgãos”. Georges Canguilhem acrescenta que ela é um estado de “inconsciência em que o sujeito é de seu corpo”.
(Adaptado de: BRETON, David Le. Antropologia da Dor, São Paulo, Editora Fap-Unifesp, 2013, p. 25-6)
Um adolescente, com quinze anos de idade, chegou desacompanhado a um pronto-socorro, tendo sido trazido por uma ambulância. Apresentou-se hipervigilante, agressivo, com ideação persecutória e falando de uma sensação de vários insetos andando sob sua pele. Após o exame físico, estava taquicárdico, hipertenso, com pupilas midriáticas e sudorese profusa.
Com relação a esse caso clínico, assinale a opção que apresenta a principal hipótese diagnóstica.Texto para as questões 78 e 79
Um adolescente, com dezesseis anos de idade, relatou que sempre fora tímido, tristonho, quieto e de poucos amigos e que se sentia com pouca energia e com excesso de sono. Havia cerca de dois meses, sem motivo aparente, passou a ficar mais agitado e impaciente, sentindo-se mais disposto, acelerado e sem sono. O menino acordava de madrugada e ouvia músicas em alto volume. Essas mudanças foram acompanhadas de redução significativa do rendimento escolar. Os pais foram chamados à escola porque, na última semana, ele esteve extremamente inquieto: não ficava sentado em sala de aula, conversava muito, desrespeitava os professores, irritava-se facilmente, agredia fisicamente colega. No dia anterior, havia assediado uma colega e foi pego masturbando-se em sala de aula. Em face desse comportamente, foi submetido à avaliação clínica e laboratorial e a exame toxicológico de sangue, que não detectaram anormalidades.Assinale a opção que apresenta abordagem terapêutica mais adequada para esse quadro clínico.
Texto para as questões 78 e 79
Um adolescente, com dezesseis anos de idade, relatou que sempre fora tímido, tristonho, quieto e de poucos amigos e que se sentia com pouca energia e com excesso de sono. Havia cerca de dois meses, sem motivo aparente, passou a ficar mais agitado e impaciente, sentindo-se mais disposto, acelerado e sem sono. O menino acordava de madrugada e ouvia músicas em alto volume. Essas mudanças foram acompanhadas de redução significativa do rendimento escolar. Os pais foram chamados à escola porque, na última semana, ele esteve extremamente inquieto: não ficava sentado em sala de aula, conversava muito, desrespeitava os professores, irritava-se facilmente, agredia fisicamente colega. No dia anterior, havia assediado uma colega e foi pego masturbando-se em sala de aula. Em face desse comportamente, foi submetido à avaliação clínica e laboratorial e a exame toxicológico de sangue, que não detectaram anormalidades.Assinale a opção que apresenta o diagnóstico mais provável para esse caso clínico.
Um menino, com cinco anos de idade, foi levado ao pediatra devido a sintomas de obstipação intestinal iniciados havia cerca de dois anos, quando a criança passou a se queixar de muitas dores para evacuar e a reter as fezes por medo da evacuação. Quatro meses depois dos primeiros sintomas, além da obstipação, passou a sujar suas roupas várias vezes ao dia. Após a idade de quatro anos, a criança passou a evacuar no vaso sanitário, porém em pouca quantidade, continuando a evacuar nas roupas durante o dia. O desenvolvimento neuropsicomotor da criança foi normal. A avaliação médica não detectou alterações que justificassem os sintomas. Segundo a mãe, o menino era alegre e sociável, porém, nos últimos meses, mostrou-se bastante envergonhado de seus sintomas.
Com base no caso clínico acima, assinale a opção que apresenta o diagnóstico mais provável.No que diz respeito aos transtornos de ajustamento, assinale a opção correta.
Com relação ao uso de psicofármacos na infância e adolescência, assinale a opção correta.
Acerca do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), assinale a opção correta.
No que se refere aos transtornos ansiosos na infância, assinale a opção correta.
Em relação ao uso de psicofármacos na infância e adolescência, assinale a opção correta.
A respeito do desenvolvimento da sexualidade, assinale a opção correta.