Questões de Concurso Comentadas para médico veterinário

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Q2586719 Veterinária

O texto a seguir é referência para as questões 34 e 35.

As doenças transmitidas por alimentos (DTA) são originadas pela ingestão de alimentos e/ou de água que contenham agentes etiológicos (biológicos, toxinas, físicos ou substâncias químicas) em quantidades tais que afetem a saúde do consumidor em nível individual ou grupo de população.


Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_integrado_prevencao_doencas_alimentos.pdf

A toxinfecção é causada:

Alternativas
Q2586717 Veterinária

Sobre a classificação dos resíduos de serviços de saúde, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2586716 Veterinária

A notificação imediata ao Serviço Veterinário Oficial de ocorrências de determinadas doenças animais é de fundamental importância para a proteção da pecuária nacional e da saúde pública. Pode ser feita presencialmente ou por telefone em qualquer instância do Serviço Veterinário Oficial, representado pelos Órgãos Estaduais de Sanidade Agropecuária e pelas Superintendências Federais de Agricultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A Instrução Normativa n.º 50 de 2013 lista as doenças passíveis de aplicação de medidas de defesa sanitária animal.


Disponível em: https://www.gov.br/pt-br/servicos/notificar-suspeita-de-doencas-em-animais

São doenças que requerem notificação imediata de qualquer caso suspeito:

Alternativas
Q2586712 Veterinária

Assinale a alternativa correta sobre os acidentes botrópicos com animais domésticos.

Alternativas
Q2586705 Legislação dos Municípios do Estado do Paraná

De acordo com a Lei Municipal n.º 1.100/2019, de Campo Magro, que trata das políticas de controle de natalidade de cães e gatos:

Alternativas
Q2586701 Veterinária

Na _________________, os médicos-veterinários atuam em frentes de trabalho onde há interações humano-animal negativas e que envolvem, portanto, o enfrentamento dos crimes contra a fauna. Na _________________, a medicina veterinária do coletivo atua em diversas frentes de trabalho, a fim de evitar agravos que afetem tanto os animais como os seres humanos e o espaço em que vivem. Já a _________________ envolve ações preventivas ao abandono e estratégias de cuidado dos animais alojados para que sejam inseridos novamente na sociedade por meio da adoção.

Alternativas
Q2586696 Veterinária

Assinale a alternativa correta a respeito dos métodos de controle populacional de cães e gatos:

Alternativas
Q2586670 Veterinária

Sobre os métodos de contenção em animais domésticos, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2586669 Veterinária

Sobre a esporotricose e sua situação no estado do Paraná, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2586668 Direito Ambiental

Considere o seguinte texto:

Crime ambiental é qualquer dano ou prejuízo causado aos elementos que compõem o meio ambiente, protegidos pela legislação. A lei federal que regulamenta esse tema é a de n.º 9.605/1998, que também protege os animais, impondo severas penas aos casos previstos em seus dispositivos (art. 29 a 37).


Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/crimes-ambientais-breve-digressao-conceitual-lei-9605-98/145666624. Adaptado.

Em relação aos crimes contra a fauna, de acordo com a lei federal supracitada:

Alternativas
Q2586667 Legislação Estadual

A Lei n.º 13.331/2001 do Governo do Estado do Paraná estabelece normas para a promoção, proteção e recuperação da saúde e dispõe sobre a organização, a regulamentação, a fiscalização e o controle das ações e dos serviços de saúde nas esferas estadual e municipal. A seção V do capítulo II trata sobre as atividades da vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental.

De acordo com essa seção, as ações de vigilância sanitária e/ou ambiental recaem sobre:

Alternativas
Q2586666 Legislação Estadual

De acordo com a Lei n.º 1.188/2021 do Município de Campo Magro, entende-se por maus-tratos contra animais toda e qualquer ação ou omissão decorrente de negligência, imprudência, imperícia ou ato voluntário e intencional que atente contra a saúde e necessidades naturais, físicas e mentais do animal.

Nessa lei, são considerados maus-tratos as seguintes ações/omissões:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586570 Matemática

Um proprietário possui um terreno de, precisamente, 300 m², com a forma de um trapézio isósceles em que a base maior é o dobro da base menor, que é, por sua vez, exatamente igual a 20 m. Qual o perímetro desse terreno?

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Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586569 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

No que diz respeito às relações de coesão textual, o termo “dela”, destacado no último parágrafo, é referente a:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586568 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

O termo “que”, destacado no primeiro parágrafo, é relativo a:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586567 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

O termo “confluíram”, destacado no segundo parágrafo, é empregado no texto com o sentido de:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586564 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

O termo “Entretanto”, destacado no último parágrafo, pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586563 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

Em relação aos aspectos de concordância verbal, a forma verbal “estavam”, destacada no primeiro parágrafo, foi empregada em concordância com:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586562 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

O trecho “sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina”, destacado no terceiro parágrafo, exerce a função de:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586560 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

As ideias apresentadas pelo texto deixam ver, nas entrelinhas, uma opinião sendo defendida. O recurso utilizado predominantemente no texto para marcar essa opinião é:

Alternativas
Respostas
6381: A
6382: D
6383: A
6384: E
6385: B
6386: D
6387: E
6388: C
6389: B
6390: D
6391: A
6392: E
6393: E
6394: B
6395: C
6396: C
6397: A
6398: E
6399: B
6400: D