Questões de Concurso Comentadas para médico infectologista

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Q2427650 Noções de Informática

A computação em nuvem é um conceito amplamente utilizado na indústria de tecnologia da informação e oferece diversos benefícios em termos de escalabilidade, flexibilidade e custo. Existem diferentes tipos de modelos de implantação de nuvem disponíveis. Qual das seguintes opções representa corretamente três modelos de implantação de nuvem?

Alternativas
Q2427646 Noções de Informática

No sistema operacional Windows 10, qual dos seguintes recursos permite criar áreas de trabalho virtuais independentes para organizar e separar diferentes conjuntos de tarefas e janelas de aplicativos?

Alternativas
Q2427645 Legislação Federal

Conforme o estabelecido no Decreto Federal n. º 11.129/ 2022, com a celebração do acordo de leniência, serão concedidos em favor da pessoa jurídica signatária, nos termos previamente firmados no acordo, um ou mais dos seguintes efeitos:


l - isenção da publicação extraordinária da decisão administrativa sancionadora;

ll - isenção da proibição de receber incentivos, subsídios, subvenções, doações ou empréstimos de órgãos ou entidades públicos e de instituições financeiras públicas ou controladas pelo Poder Público;

lll - isenção do valor final da multa aplicável, observado o disposto na lei;

IV- isenção apenas das sanções administrativas previstas na lei de licitações e contratos.


Após a análise das afirmações, marque a alternativa correta:

Alternativas
Q2427643 Direito Administrativo

Apenas não se pode afirmar em relação aos preceitos fixados pela Lei Federal n.° 8.429/1992, e alterações, se houver:

Alternativas
Q2427642 Legislação Estadual

Analise as assertivas seguintes sobre a Lei Estadual n.º 9.341/2021, e alterações, se houver, e marque a alternativa correta:


l- O Poder Público poderá instituir, na forma da lei e no âmbito dos Poderes Legislativo e Executivo, Ouvidorias Permanentes em Defesa da Equidade Racial, para receber e encaminhar denúncias de preconceito e discriminação com base em cor e acompanhar a implementação de medidas para a promoção da igualdade.

ll- Ê assegurado às vítimas de discriminação racial o acesso aos órgãos de Ouvidoria Permanente , à Defensoria Pública, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, em todas as suas instâncias, para a garantia do cumprimento de seus direitos.

lll- O Estado assegurará atenção às mulheres negras, respeitando sua identidade de gênero, em situação de violência, garantida a assistência física, psíquica, social e jurídica bem como assegurará que sejam atendidas, de forma específica , nas demais questões jurídicas, considerando a situação de vulnerabilidade.

Alternativas
Q2427638 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.

Vou embora deste planeta sem medo

Primeira a denunciar o ex-médico Roger Abdelmassih, Vana Lopes, com câncer, diz que completou sua missão.

Quando procurei o ex-médico Roger Abdelmassih, em 1993, há exatos trinta anos, obviamente não vi nele um criminoso. Na época, era um especialista em reprodução humana assistida bem conhecido no país. Meu ex-marido e eu desejávamos muito ter um filho e já havíamos procurado outros médicos até que chegamos a sua clínica, em São Paulo. Nunca me esquecerei dele, vestido de jaleco branco e com muita lábia, me garantindo que eu engravidaria. Na primeira consulta, Abdelmassih me perguntou se tínhamos reserva financeira. Respondi que havíamos guardado um dinheirinho porque planejávamos comprar um apartamento na praia para ver o mar. Ele falou: "Você prefere ver o mar todo dia ou o sorriso do seu filho?" Aquilo me desmoronou. Na sequência, fomos ao banco e tiramos o dinheiro. Naquele momento, deveria ter percebido que se tratava de um charlatão. Até hoje, digo que superei alguns traumas, mas outros, não. Sinto-me uma idiota por não ter visto que ele não era um médico, mas um mercenário e estuprador.

Fui violentada por ele dentro do seu consultório. Na terceira tentativa de inseminação artificial (o sêmen é injetado na cavidade uterina no período fértil da mulher), acordei do procedimento com Abdelmassih ejaculando sobre meu corpo. Dali em diante, minha vida virou um inferno. A solidão de uma vítima é a pior coisa que existe. Você acha que é a única, que nunca ocorreu com outra pessoa e foi a azarada. Acha que foi violentada por acaso, estava na hora errada, no lugar errado, com a roupa errada, durante anos, me senti assim. Junto à solidão, sentia uma tristeza profunda. Perdi a alegria de viver. Era estilista. Irradiava alegria e procurava fazer peças que deixassem as mulheres mais bonitas. Infelizmente, depois de tudo, me amputei, meu dom foi completamente anulado.

Separei-me do meu marido e cheguei a tentar o suicídio. Depois de muita dor, decidi denunciá-lo. Fui a primeira a fazer isso e ajudei a polícia a encontrá-lo no Paraguai, para onde fugiu depois que a justiça determinou sua prisão. Mas vi que precisava ampliar minha ação e fundei o grupo Vítimas Unidas. Minha intenção era e ainda é encorajar outras vítimas a não se calarem e lutar para que as leis sejam aplicadas aos criminosos. A minha ideia é fazer do estupro um crime contra a humanidade porque o nosso primeiro território é o nosso corpo. Você diz que é brasileira, portuguesa, americana, mas apenas nasceu em um lugar. O seu corpo é a sua nacionalidade.

Acabei reconstruindo minha vida. Casei-me novamente e moro em Portugal com meu novo marido. Tenho 62 anos, uma filha adotiva de 37, uma neta de 18 e uma bisneta que vai fazer 1 ano. Não sou mãe de sangue, mas elas são filhas do ventre da minha alma. O amor não é consanguíneo. O amor é a memória. Para mim, é isso que importa. Não é o sangue, mas a história que minha filha, neta e bisneta vão contar, não por vaidade, mas por lembranças. Plantei amor e estou colhendo amor.

Há dois anos, fui diagnosticada com câncer de mama. A doença se espalhou e chegou aos ossos. Por isso, a tendência é que eu tenha uma vida curta a partir de agora. Mas não pareço doente porque tento ser otimista e tenho planos. Tenho ideias para juristas, médicos e a rede de especialistas que contribui com o grupo Vítimas Unidas, que trabalha para a prevenção da violência sexual. Lutamos para que as pessoas sejam atendidas com respeito porque seus corpos já sofreram muito. O meu legado não será a prisão de Abdelmassih, na cadeia desde 2014. Ele não tem essa importância. Estou indo embora deste planeta sem medo. Não tenho temor de morrer porque minha missão foi cumprida.

Depoimento dado a Paula Félix. REVISTA VEJA, n. 2825, 25/01 /23.

A coesão textual pode ser feita de várias formas. A alternativa em que essa ocorre por elipse de termos no destaque entre parênteses é:

Alternativas
Q2427637 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.

Vou embora deste planeta sem medo

Primeira a denunciar o ex-médico Roger Abdelmassih, Vana Lopes, com câncer, diz que completou sua missão.

Quando procurei o ex-médico Roger Abdelmassih, em 1993, há exatos trinta anos, obviamente não vi nele um criminoso. Na época, era um especialista em reprodução humana assistida bem conhecido no país. Meu ex-marido e eu desejávamos muito ter um filho e já havíamos procurado outros médicos até que chegamos a sua clínica, em São Paulo. Nunca me esquecerei dele, vestido de jaleco branco e com muita lábia, me garantindo que eu engravidaria. Na primeira consulta, Abdelmassih me perguntou se tínhamos reserva financeira. Respondi que havíamos guardado um dinheirinho porque planejávamos comprar um apartamento na praia para ver o mar. Ele falou: "Você prefere ver o mar todo dia ou o sorriso do seu filho?" Aquilo me desmoronou. Na sequência, fomos ao banco e tiramos o dinheiro. Naquele momento, deveria ter percebido que se tratava de um charlatão. Até hoje, digo que superei alguns traumas, mas outros, não. Sinto-me uma idiota por não ter visto que ele não era um médico, mas um mercenário e estuprador.

Fui violentada por ele dentro do seu consultório. Na terceira tentativa de inseminação artificial (o sêmen é injetado na cavidade uterina no período fértil da mulher), acordei do procedimento com Abdelmassih ejaculando sobre meu corpo. Dali em diante, minha vida virou um inferno. A solidão de uma vítima é a pior coisa que existe. Você acha que é a única, que nunca ocorreu com outra pessoa e foi a azarada. Acha que foi violentada por acaso, estava na hora errada, no lugar errado, com a roupa errada, durante anos, me senti assim. Junto à solidão, sentia uma tristeza profunda. Perdi a alegria de viver. Era estilista. Irradiava alegria e procurava fazer peças que deixassem as mulheres mais bonitas. Infelizmente, depois de tudo, me amputei, meu dom foi completamente anulado.

Separei-me do meu marido e cheguei a tentar o suicídio. Depois de muita dor, decidi denunciá-lo. Fui a primeira a fazer isso e ajudei a polícia a encontrá-lo no Paraguai, para onde fugiu depois que a justiça determinou sua prisão. Mas vi que precisava ampliar minha ação e fundei o grupo Vítimas Unidas. Minha intenção era e ainda é encorajar outras vítimas a não se calarem e lutar para que as leis sejam aplicadas aos criminosos. A minha ideia é fazer do estupro um crime contra a humanidade porque o nosso primeiro território é o nosso corpo. Você diz que é brasileira, portuguesa, americana, mas apenas nasceu em um lugar. O seu corpo é a sua nacionalidade.

Acabei reconstruindo minha vida. Casei-me novamente e moro em Portugal com meu novo marido. Tenho 62 anos, uma filha adotiva de 37, uma neta de 18 e uma bisneta que vai fazer 1 ano. Não sou mãe de sangue, mas elas são filhas do ventre da minha alma. O amor não é consanguíneo. O amor é a memória. Para mim, é isso que importa. Não é o sangue, mas a história que minha filha, neta e bisneta vão contar, não por vaidade, mas por lembranças. Plantei amor e estou colhendo amor.

Há dois anos, fui diagnosticada com câncer de mama. A doença se espalhou e chegou aos ossos. Por isso, a tendência é que eu tenha uma vida curta a partir de agora. Mas não pareço doente porque tento ser otimista e tenho planos. Tenho ideias para juristas, médicos e a rede de especialistas que contribui com o grupo Vítimas Unidas, que trabalha para a prevenção da violência sexual. Lutamos para que as pessoas sejam atendidas com respeito porque seus corpos já sofreram muito. O meu legado não será a prisão de Abdelmassih, na cadeia desde 2014. Ele não tem essa importância. Estou indo embora deste planeta sem medo. Não tenho temor de morrer porque minha missão foi cumprida.

Depoimento dado a Paula Félix. REVISTA VEJA, n. 2825, 25/01 /23.

A figura de linguagem não foi nomeada corretamente em:

Alternativas
Q2427635 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.

Vou embora deste planeta sem medo

Primeira a denunciar o ex-médico Roger Abdelmassih, Vana Lopes, com câncer, diz que completou sua missão.

Quando procurei o ex-médico Roger Abdelmassih, em 1993, há exatos trinta anos, obviamente não vi nele um criminoso. Na época, era um especialista em reprodução humana assistida bem conhecido no país. Meu ex-marido e eu desejávamos muito ter um filho e já havíamos procurado outros médicos até que chegamos a sua clínica, em São Paulo. Nunca me esquecerei dele, vestido de jaleco branco e com muita lábia, me garantindo que eu engravidaria. Na primeira consulta, Abdelmassih me perguntou se tínhamos reserva financeira. Respondi que havíamos guardado um dinheirinho porque planejávamos comprar um apartamento na praia para ver o mar. Ele falou: "Você prefere ver o mar todo dia ou o sorriso do seu filho?" Aquilo me desmoronou. Na sequência, fomos ao banco e tiramos o dinheiro. Naquele momento, deveria ter percebido que se tratava de um charlatão. Até hoje, digo que superei alguns traumas, mas outros, não. Sinto-me uma idiota por não ter visto que ele não era um médico, mas um mercenário e estuprador.

Fui violentada por ele dentro do seu consultório. Na terceira tentativa de inseminação artificial (o sêmen é injetado na cavidade uterina no período fértil da mulher), acordei do procedimento com Abdelmassih ejaculando sobre meu corpo. Dali em diante, minha vida virou um inferno. A solidão de uma vítima é a pior coisa que existe. Você acha que é a única, que nunca ocorreu com outra pessoa e foi a azarada. Acha que foi violentada por acaso, estava na hora errada, no lugar errado, com a roupa errada, durante anos, me senti assim. Junto à solidão, sentia uma tristeza profunda. Perdi a alegria de viver. Era estilista. Irradiava alegria e procurava fazer peças que deixassem as mulheres mais bonitas. Infelizmente, depois de tudo, me amputei, meu dom foi completamente anulado.

Separei-me do meu marido e cheguei a tentar o suicídio. Depois de muita dor, decidi denunciá-lo. Fui a primeira a fazer isso e ajudei a polícia a encontrá-lo no Paraguai, para onde fugiu depois que a justiça determinou sua prisão. Mas vi que precisava ampliar minha ação e fundei o grupo Vítimas Unidas. Minha intenção era e ainda é encorajar outras vítimas a não se calarem e lutar para que as leis sejam aplicadas aos criminosos. A minha ideia é fazer do estupro um crime contra a humanidade porque o nosso primeiro território é o nosso corpo. Você diz que é brasileira, portuguesa, americana, mas apenas nasceu em um lugar. O seu corpo é a sua nacionalidade.

Acabei reconstruindo minha vida. Casei-me novamente e moro em Portugal com meu novo marido. Tenho 62 anos, uma filha adotiva de 37, uma neta de 18 e uma bisneta que vai fazer 1 ano. Não sou mãe de sangue, mas elas são filhas do ventre da minha alma. O amor não é consanguíneo. O amor é a memória. Para mim, é isso que importa. Não é o sangue, mas a história que minha filha, neta e bisneta vão contar, não por vaidade, mas por lembranças. Plantei amor e estou colhendo amor.

Há dois anos, fui diagnosticada com câncer de mama. A doença se espalhou e chegou aos ossos. Por isso, a tendência é que eu tenha uma vida curta a partir de agora. Mas não pareço doente porque tento ser otimista e tenho planos. Tenho ideias para juristas, médicos e a rede de especialistas que contribui com o grupo Vítimas Unidas, que trabalha para a prevenção da violência sexual. Lutamos para que as pessoas sejam atendidas com respeito porque seus corpos já sofreram muito. O meu legado não será a prisão de Abdelmassih, na cadeia desde 2014. Ele não tem essa importância. Estou indo embora deste planeta sem medo. Não tenho temor de morrer porque minha missão foi cumprida.

Depoimento dado a Paula Félix. REVISTA VEJA, n. 2825, 25/01 /23.

Leia o trecho seguinte: "Ele falou: 'Você prefere ver o mar todo dia ou o sorriso do seu filho?"'. Todas as alternativas são corretas, exceto:

Alternativas
Q2427634 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.

Vou embora deste planeta sem medo

Primeira a denunciar o ex-médico Roger Abdelmassih, Vana Lopes, com câncer, diz que completou sua missão.

Quando procurei o ex-médico Roger Abdelmassih, em 1993, há exatos trinta anos, obviamente não vi nele um criminoso. Na época, era um especialista em reprodução humana assistida bem conhecido no país. Meu ex-marido e eu desejávamos muito ter um filho e já havíamos procurado outros médicos até que chegamos a sua clínica, em São Paulo. Nunca me esquecerei dele, vestido de jaleco branco e com muita lábia, me garantindo que eu engravidaria. Na primeira consulta, Abdelmassih me perguntou se tínhamos reserva financeira. Respondi que havíamos guardado um dinheirinho porque planejávamos comprar um apartamento na praia para ver o mar. Ele falou: "Você prefere ver o mar todo dia ou o sorriso do seu filho?" Aquilo me desmoronou. Na sequência, fomos ao banco e tiramos o dinheiro. Naquele momento, deveria ter percebido que se tratava de um charlatão. Até hoje, digo que superei alguns traumas, mas outros, não. Sinto-me uma idiota por não ter visto que ele não era um médico, mas um mercenário e estuprador.

Fui violentada por ele dentro do seu consultório. Na terceira tentativa de inseminação artificial (o sêmen é injetado na cavidade uterina no período fértil da mulher), acordei do procedimento com Abdelmassih ejaculando sobre meu corpo. Dali em diante, minha vida virou um inferno. A solidão de uma vítima é a pior coisa que existe. Você acha que é a única, que nunca ocorreu com outra pessoa e foi a azarada. Acha que foi violentada por acaso, estava na hora errada, no lugar errado, com a roupa errada, durante anos, me senti assim. Junto à solidão, sentia uma tristeza profunda. Perdi a alegria de viver. Era estilista. Irradiava alegria e procurava fazer peças que deixassem as mulheres mais bonitas. Infelizmente, depois de tudo, me amputei, meu dom foi completamente anulado.

Separei-me do meu marido e cheguei a tentar o suicídio. Depois de muita dor, decidi denunciá-lo. Fui a primeira a fazer isso e ajudei a polícia a encontrá-lo no Paraguai, para onde fugiu depois que a justiça determinou sua prisão. Mas vi que precisava ampliar minha ação e fundei o grupo Vítimas Unidas. Minha intenção era e ainda é encorajar outras vítimas a não se calarem e lutar para que as leis sejam aplicadas aos criminosos. A minha ideia é fazer do estupro um crime contra a humanidade porque o nosso primeiro território é o nosso corpo. Você diz que é brasileira, portuguesa, americana, mas apenas nasceu em um lugar. O seu corpo é a sua nacionalidade.

Acabei reconstruindo minha vida. Casei-me novamente e moro em Portugal com meu novo marido. Tenho 62 anos, uma filha adotiva de 37, uma neta de 18 e uma bisneta que vai fazer 1 ano. Não sou mãe de sangue, mas elas são filhas do ventre da minha alma. O amor não é consanguíneo. O amor é a memória. Para mim, é isso que importa. Não é o sangue, mas a história que minha filha, neta e bisneta vão contar, não por vaidade, mas por lembranças. Plantei amor e estou colhendo amor.

Há dois anos, fui diagnosticada com câncer de mama. A doença se espalhou e chegou aos ossos. Por isso, a tendência é que eu tenha uma vida curta a partir de agora. Mas não pareço doente porque tento ser otimista e tenho planos. Tenho ideias para juristas, médicos e a rede de especialistas que contribui com o grupo Vítimas Unidas, que trabalha para a prevenção da violência sexual. Lutamos para que as pessoas sejam atendidas com respeito porque seus corpos já sofreram muito. O meu legado não será a prisão de Abdelmassih, na cadeia desde 2014. Ele não tem essa importância. Estou indo embora deste planeta sem medo. Não tenho temor de morrer porque minha missão foi cumprida.

Depoimento dado a Paula Félix. REVISTA VEJA, n. 2825, 25/01 /23.

Há afirmação indevida em:

Alternativas
Q2427631 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.

Vou embora deste planeta sem medo

Primeira a denunciar o ex-médico Roger Abdelmassih, Vana Lopes, com câncer, diz que completou sua missão.

Quando procurei o ex-médico Roger Abdelmassih, em 1993, há exatos trinta anos, obviamente não vi nele um criminoso. Na época, era um especialista em reprodução humana assistida bem conhecido no país. Meu ex-marido e eu desejávamos muito ter um filho e já havíamos procurado outros médicos até que chegamos a sua clínica, em São Paulo. Nunca me esquecerei dele, vestido de jaleco branco e com muita lábia, me garantindo que eu engravidaria. Na primeira consulta, Abdelmassih me perguntou se tínhamos reserva financeira. Respondi que havíamos guardado um dinheirinho porque planejávamos comprar um apartamento na praia para ver o mar. Ele falou: "Você prefere ver o mar todo dia ou o sorriso do seu filho?" Aquilo me desmoronou. Na sequência, fomos ao banco e tiramos o dinheiro. Naquele momento, deveria ter percebido que se tratava de um charlatão. Até hoje, digo que superei alguns traumas, mas outros, não. Sinto-me uma idiota por não ter visto que ele não era um médico, mas um mercenário e estuprador.

Fui violentada por ele dentro do seu consultório. Na terceira tentativa de inseminação artificial (o sêmen é injetado na cavidade uterina no período fértil da mulher), acordei do procedimento com Abdelmassih ejaculando sobre meu corpo. Dali em diante, minha vida virou um inferno. A solidão de uma vítima é a pior coisa que existe. Você acha que é a única, que nunca ocorreu com outra pessoa e foi a azarada. Acha que foi violentada por acaso, estava na hora errada, no lugar errado, com a roupa errada, durante anos, me senti assim. Junto à solidão, sentia uma tristeza profunda. Perdi a alegria de viver. Era estilista. Irradiava alegria e procurava fazer peças que deixassem as mulheres mais bonitas. Infelizmente, depois de tudo, me amputei, meu dom foi completamente anulado.

Separei-me do meu marido e cheguei a tentar o suicídio. Depois de muita dor, decidi denunciá-lo. Fui a primeira a fazer isso e ajudei a polícia a encontrá-lo no Paraguai, para onde fugiu depois que a justiça determinou sua prisão. Mas vi que precisava ampliar minha ação e fundei o grupo Vítimas Unidas. Minha intenção era e ainda é encorajar outras vítimas a não se calarem e lutar para que as leis sejam aplicadas aos criminosos. A minha ideia é fazer do estupro um crime contra a humanidade porque o nosso primeiro território é o nosso corpo. Você diz que é brasileira, portuguesa, americana, mas apenas nasceu em um lugar. O seu corpo é a sua nacionalidade.

Acabei reconstruindo minha vida. Casei-me novamente e moro em Portugal com meu novo marido. Tenho 62 anos, uma filha adotiva de 37, uma neta de 18 e uma bisneta que vai fazer 1 ano. Não sou mãe de sangue, mas elas são filhas do ventre da minha alma. O amor não é consanguíneo. O amor é a memória. Para mim, é isso que importa. Não é o sangue, mas a história que minha filha, neta e bisneta vão contar, não por vaidade, mas por lembranças. Plantei amor e estou colhendo amor.

Há dois anos, fui diagnosticada com câncer de mama. A doença se espalhou e chegou aos ossos. Por isso, a tendência é que eu tenha uma vida curta a partir de agora. Mas não pareço doente porque tento ser otimista e tenho planos. Tenho ideias para juristas, médicos e a rede de especialistas que contribui com o grupo Vítimas Unidas, que trabalha para a prevenção da violência sexual. Lutamos para que as pessoas sejam atendidas com respeito porque seus corpos já sofreram muito. O meu legado não será a prisão de Abdelmassih, na cadeia desde 2014. Ele não tem essa importância. Estou indo embora deste planeta sem medo. Não tenho temor de morrer porque minha missão foi cumprida.

Depoimento dado a Paula Félix. REVISTA VEJA, n. 2825, 25/01 /23.

É possível inferir que Vana Lopes não relaciona a profissão de médico à ganância e à perversão em:

Alternativas
Q2364290 Medicina
Paciente de 25 anos de idade, gestante, é encaminhada pelo obstetra com alguns resultados de sorologia para hepatites virais e solicita sua conduta para paciente assintomática. O resultado dos exames é: anti‑HBs: reagente; anti‑HBc (total): reagente; HBs Ag: não reagente; HBeAg: não reagente; anti‑HBe: não reagente; anti‑HAV (IgM/IgG): não reagente/reagente; anti‑HCV: não reagente.

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a medida indicada para prevenção de transmissão vertical de hepatite para o caso acima.
Alternativas
Q2364289 Medicina
Paciente do sexo masculino de 68 anos de idade apresenta infecção de corrente sanguínea por klebsiella pneumoniae. Ainda sem resultado do antibiograma, foi preciso ir até o laboratório para ver os testes de sensibilidade que foram realizados para esse microrganismo. Após avaliar os testes, foi iniciado Ceftazidima‑avibactam.

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o teste decisivo para a tomada de decisão terapêutica, considerando a utilização de princípios de uso racional de antimicrobianos.
Alternativas
Q2364288 Medicina
Paciente de 34 anos de idade, sexo masculino, proveniente de Minas Gerais, assintomático, vem ao consultório com primodiagnóstico de HIV feito em exames de triagem e confirmado conforme protocolo diagnóstico de HIV pelo Ministério da saúde. Na sua história, refere que já fez tratamento para Leishmaniose Visceral (LV) há um ano, com melhora do quadro. Nos resultados dos exames laboratoriais, Contagem de Linfócito T‑CD4+ de 110/mm³.

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta uma profilaxia que deve ser realizada para esse paciente.
Alternativas
Q2364287 Medicina
Paciente de 56 anos de idade, renal crônico dialítico, faz uso de cateter de longa permanência e diálise três vezes por semana. Assintomático, foi indicada internação para confecção de fístula para diálise. Internação realizada em 12/08/2023, em leito de enfermaria, em dia de diálise programada no próprio hospital pelo cateter de longa permanência. Precisou permanecer internado por 5 dias para realização de exames pré‑operatórios. No sexto dia, apresentou quadro de choque séptico, quando foram coletadas culturas de sangue periférico, sangue do cateter e de urina para identificação etiológica do choque séptico. No mesmo dia, como parte do quadro, apresentou febre de 39,0 o C. Precisou ser intubado pelo rebaixamento de nível de consciência, com introdução de cateter vesical de demora. Iniciou Meropenem e Vancomicina, já que era dialítico e com risco de infecção por enterobactérias com resistência ESBL e MRSA. Após dois dias em terapia intensiva, manteve choque refratário e evoluiu a óbito. Um dia seguinte ao óbito, houve identificação de candida glabrata na urocultura, hemocultura do cateter e hemocultura periférica.

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico epidemiológico de IRAS (Infecção relacionada à assistência à saúde), de acordo com os critérios diagnósticos da ANVISA, de 2023. 
Alternativas
Q2364286 Medicina
Paciente de 64 anos de idade, DPOCítico, com diagnóstico de leucemia mieloide aguda e mantendo uso de cateter de longa permanência, interna, com quadro de insuficiência respiratória e choque, associados a febre de 39,0 o C após 3 semanas da última quimioterapia. No local onde reside e convive com outras pessoas, o risco de infecção invasiva por aspergillus é de 2% e por candida de 15%. O hemograma apresenta pancitopenia, com 200 leucócitos, sem diferencial e perspectiva de neutropenia acima de 7 dias.

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta uma conduta correta para o caso relatado.
Alternativas
Q2364285 Medicina
Paciente de 59 anos de idade, hipertenso, diabético, é trazido ao pronto atendimento por familiares desacordado. A história é de que, há 6 dias, iniciou quadro de febre, tosse com expectoração purulenta e dor para respirar. Há um dia começou a apresentar respiração ofegante e hoje não acordou mesmo chamando várias vezes. Não houve queda, traumas ou sangramento.
Ao exame: sonolento, ECG 8, PA: 86/44 mmHg, FC 134 bpm, FR: 42 irpm, TEC > 3s; Sat O2 89% AA. Ausculta respiratória com estertores em hemitórax direito. Foi iniciado reposição volêmica com 30 ml/kg de solução cristaloide, procedido com intubação orotraqueal e solicitado hemograma, creatinina, hemocultura, cultura de secreção traqueal, dosagem sérica de lactato, proteína c reativa, radiografia de tórax. Depois da coleta de culturas, iniciado Ceftriaxona 2g EV. Paciente encaminhado à UTI para seguimento das condutas.

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a melhor análise sobre o caso acima. 
Alternativas
Q2364284 Medicina
Paciente do sexo feminino, 36 anos de idade, sexualmente ativa, sem parceiro fixo, é diagnosticada com sífilis latente tardia em exames de rotina (VDRL 1:64) e faz tratamento com Benzilpenicilina Benzatina (2,4 mi UI, IM, 1x por semana, por 3 semanas consecutivas). Demais sorologias (incluindo HIV) não reagentes. Após 3 meses do tratamento, realiza novo VDRL, agora com resultado 1:32, permanecendo assintomática.

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a melhor definição e(ou) conduta acerca do caso apresentado.
Alternativas
Q2364283 Medicina
Paciente de 44 anos de idade, sexo masculino, drogadito, etilista, ex‑detento (por 3 anos), vem ao ambulatório com quadro de emagrecimento não intencional, tosse há 5 semanas (ora seca, ora produtiva), sudorese frequente, sensação de febre (não aferida) diariamente no fim da tarde há 2 semanas. Nega sangramentos, falta de ar, diarreia, linfonodomegalia ou dor abdominal. Já foi tratado por pneumonia bacteriana com três antibióticos diferentes, sem melhora. Emagrecido ao exame físico. Sem alterações em exame cardiovascular e abdominal. Presença de crepitação pulmonar à direita, sem dor à inspiração. Eupneico com sat O2 96% AA.

Com base nessa situação hipotética, em relação ao quadro apresentado, assinale a alternativa que apresenta o padrão ouro para o diagnóstico etiológico.
Alternativas
Q2364282 Medicina
Paciente de 22 anos de idade, sexo masculino, refere que esteve em acampamento no final de semana, em que realizou várias atividades na mata, sem proteção adequada de vestimenta contra picada de carrapato. Ao retornar para casa, 2 dias após o fim do acampamento, refere que retirou 6 carrapatos ao todo, nas duas pernas. Ficou preocupado, porque ouviu na televisão que estavam aparecendo casos de febre maculosa perto de onde reside. Resolveu procurar atendimento médico para saber o que deve fazer agora. Não apresentou qualquer sintoma até o momento.

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta corretamente a conduta a ser tomada para o caso acima.
Alternativas
Q2364281 Medicina
Paciente do sexo feminino, 18 anos de idade, dá entrada no pronto atendimento com queixa de febre de 38,0 o C há 3 dias, dor abdominal de localização difusa, intensidade 8 em 10 e persistente. Durante anamnese, a paciente referiu aumento do volume menstrual. Nega viagens nos últimos 3 meses ou a presença de animais em casa. Relata que outras pessoas, em sua rua, apresentaram quadros de febre e manchas no corpo na última semana. Nega contato com enchentes, embora esteja tempo chuvoso em um período de clima quente no local onde reside. No exame: PA: 100/78 mmHg; FC: 98 bpm; FR: 20 irpm; Afebril; sem alterações no exame cardiorrespiratório. Presença de dor abdominal à palpação superficial difusamente, sem dor à descompressão brusca e sem visceromegalias. Em investigação com US de abdome total, observado ascite laminar, com ausência de massas, coleções ou alterações ginecológicas. Hemograma com Hb: 10.2 g/dL, Ht: 49%, leucócitos: 4.000/mm3 , Plq: 82.000/mm3 .

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta diagnóstica e(ou) terapêutica para o caso.
Alternativas
Respostas
1541: E
1542: C
1543: A
1544: A
1545: E
1546: C
1547: E
1548: D
1549: A
1550: B
1551: C
1552: C
1553: B
1554: A
1555: E
1556: E
1557: A
1558: D
1559: C
1560: D