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Produzimos textos por processos de textualização inadequados quando não conseguimos oferecer condições de acesso a algum sentido, seja por ausência de informações necessárias, ou por ausência de contextualização de dados ou, então, simplesmente por inobservância de restrições na linearização e violação de relações lógicas ou incompatibilidades informativas. Luiz Antônio Marcushi
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre critérios de textualização.
( ) O segmento linguístico a seguir , em princípio, não é um texto, apesar de apresentar um dos critérios de textualidade, ou seja, uma coesão forte no encadeamento das frases: “José vai à padaria. A padaria é feita de tijolos. Os tijolos são caríssimos. Também os mísseis são caríssimos. Os mísseis são lançados no espaço. Segundo a Teoria da Relatividade, o espaço é curvo. A geometria rimaniana dá conta desse fenômeno”.
( ) Se coerência é a continuidade baseada na forma, a coesão é a continuidade baseada no sentido. Trata-se de duas formas de observar a textualidade.
( ) A coerência textual não é observável como fenômeno empírico, mas se dá por razões conceituais, cognitivas, pragmáticas dentre outras.
( ) A intencionalidade e a aceitabilidade são dois critérios para a textualidade. Esta diz respeito ao que o produtor do texto pretende; aquela diz respeito a como o leitor reage, aceita, considera o que está posto.
( ) Intertextualidade, como critério de textualidade, é uma propriedade constitutiva de qualquer texto, é o conjunto das relações explícitas ou implícitas que um texto mantém com outros textos.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
1. Uma pessoa que consegue ditar uma carta de maneira apropriada ao gênero, mesmo que não saiba escrever, não é iletrada.
2. Não ter o domínio do código escrito, ou seja, não conseguir a codificação e a decodificação de palavras ou frases é uma característica de pessoa analfabeta.
3. Fazer uso social da escrita não implica dominar o código da escrita.
4. Podemos dizer que uma sociedade é mais letrada que a outra.
5. O letramento escolar é a forma de se obter mais prestígio social, pois só ela valida conhecimentos adquiridos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
1. Partindo-se da premissa que a capacidade comunicativa já se acha muito bem desenvolvida no aluno quando ele chega à escola, esta não deve ensinar o que ele já sabe. Isso implica dizer que a escola não ensina a língua, mas usos da língua e formas não corriqueiras de comunicação oral e escrita.
2. As pessoas falam para serem “ouvidas”, às vezes para serem respeitadas e também para exercer uma influência no ambiente em que realizam os atos linguísticos. O poder da palavra é o poder de mobilizar a autoridade acumulada pelo falante e concentrá-la num ato linguístico.
3. O que o indivíduo faz ao usar a língua é traduzir, exteriorizar um pensamento, ou transmitir informações a outrem, seu interlocutor. Isso precisa ser feito com ideias claras que devem ser expressas de forma lógica, precisa, sem equívocos e sem ambiguidades, buscando a perfeição.
4. O texto é um produto da codificação de um emissor a ser decodificado pelo seu interlocutor que deve já conhecer o código usado. O papel do interlocutor passa a ser passivo, uma vez que a informação deve ser recebida tal qual havia na mente do emissor.
5. Um texto não se esclarece em seu pleno funcionamento apenas no âmbito da língua, mas exige aspectos sociais e cognitivos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
I. Conteúdo temático: o que pode transformar-se de acordo com o gênero. II. Construção composicional: estrutura particular dos textos pertencentes ao gênero. III. Estilo: configurações específicas das unidades de linguagem derivadas, sobretudo, da posição enunciativa do locutor; conjuntos particulares de sequências que compõem o texto etc.
Quais estão em DESACORDO com o que está previsto no referido documento?
( ) A repetição de fonemas consonantais com a intenção de criar um efeito sensorial é chamada de assonância.
( ) Metonímia ocorre quando uma palavra é utilizada em lugar de outra para designar algo que mantém uma relação de ‘proximidade’ (contiguidade) com o referente da palavra substituída, como, por exemplo, utilizar-se a parte pelo todo.
( ) A sinestesia ocorre pela associação, em uma mesma expressão, de sensações percebidas por diferentes órgãos de sentido.
( ) A perífrase consiste na quebra ou interrupção do fio da frase, ficando termos sintaticamente desligados do resto do período, sem função.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. Ambiguidade diz respeito à indeterminação de sentido que certas palavras ou expressões apresentam, dificultando a compreensão do enunciado.
II. A ambiguidade estrutural está relacionada ao posicionamento de determinada expressão em um enunciado.
III. A ambiguidade lexical é desencadeada, às vezes, pelo uso de uma palavra que não permite identificação precisa de seu referente no texto.
IV. A ambiguidade pode ser resultado do uso de uma palavra ou expressão que, em um contexto específico, ganha sentido oposto ou diverso daquele que costuma ser utilizado.
Quais estão corretas?
Para responder à questão , considere a Lei Complementar Municipal nº 72/2012
O Plano de Cargos e Carreiras do Magistério Público do Município de Santa Rosa obedece ao regime estatutário e estrutura-se em um quadro que se compõe de:
I. Parte permanente, com os respectivos cargos efetivos com suas atribuições ocupacionais.
II. Funções gratificadas.
III. Quantitativo dos cargos.
Quais estão corretas?
Para Mittler, a inclusão não diz respeito a colocar as crianças nas escolas regulares, mas:
I. A mudar as escolas para torná-las mais responsivas às necessidades de todas as crianças.
II. A ajudar todos os professores a aceitarem a responsabilidade quanto à aprendizagem de todas as crianças nas suas escolas.
III. Prepará-los para ensinarem àquelas crianças que estão atual e correntemente excluídas das escolas por qualquer razão.
Quais estão corretas?
Para responder à questão, considere as teorias de Avaliação e Planejamento Escolar de Celso Vasconcellos.
Existem três dimensões básicas que precisam ser consideradas no planejamento
escolar, quais sejam:
É necessário reconhecer que, no contexto da escola brasileira contemporânea, está muito difícil ser professor. Nesse sentido, a avaliação tradicional acaba sendo uma forma de “alívio”, uma vez que:
I. Canaliza a culpa para alguém (aluno/família). II. Possibilita o controle disciplinar. III. Serve como seleção social.
Quais estão corretas?
De fato, antes procurava‐se mostrar que o valor e o significado de uma obra dependiam de ela exprimir ou não certo aspecto da realidade, e que este aspecto constituía o que ela tinha de essencial. Depois, chegou‐se à posição oposta, procurando‐se mostrar que a matéria de uma obra é secundária, e que a sua importância deriva das operações formais postas em jogo, conferindo‐lhe uma peculiaridade que a torna de fato independente de quaisquer condicionamentos, sobretudo social, considerado inoperante como elemento de compreensão. Hoje sabemos que a integridade da obra não permite adotar nenhuma dessas visões dissociadas; e que só a podemos entender fundindo texto e contexto numa interpretação dialeticamente íntegra, em que tanto o velho ponto de vista que explicava pelos fatores externos, quanto o outro, norteado pela convicção de que a estrutura é virtualmente independente, se combinam como momentos necessários do processo interpretativo. Sabemos, ainda, que o externo (no caso, o social) importa, não como causa, nem como significado, mas como elemento que desempenha um certo papel na constituição da estrutura, tornando‐se, portanto, interno.
Antonio Candido. Crítica e sociologia. In: Literatura e sociedade.
Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2010, p. 13 e 14.
A respeito das duas correntes teóricas de interpretação da obra literária apresentadas no texto acima, assinale a alternativa correta.
Essa coisa da realidade, essa dificuldade, esse suposto confronto entre poesia e realidade, talvez ele não exista verdadeiramente, ou será que existe? Manuel Bandeira tem razão quando diz que estamos imersos em poesia e isso é uma grande verdade. Ao mesmo tempo, João Cabral também está certo quando diz, nos versos finais de Uma faca só lâmina, que a realidade arrebenta com toda palavra; isso também é uma verdade. São contradições? São. Mas o que importa é que ambos dizem verdades. É que a realidade é uma coisa muito difícil, imensamente difícil de saber. As palavras, quer dizer, essa coisa da fala, como se fosse um canto geral, uma música, uma verdadeira música que o homem diz nas circunstâncias mais banais, têm um sentido de uma intensidade admirável; não há no mundo palavra que seja uma palavra perdida, ao contrário das balas. As palavras acertam fundo; todo o discurso humano é um canto realmente extraordinário. Isso ultrapassa o país, isso ultrapassa as fronteiras. Agora, o ouvido é pequeno, o ouvido é insuficiente, o ouvido realmente não dá, não tem a medida do diapasão desse canto, que é o canto da realidade, do qual, no entanto, não desistimos, não desanimamos de escutar onde quer que estejamos.
Francisco Alvim. In: Flora Süssekind e Tânia Dias (org.).
Cultura brasileira hoje: diálogos. Rio de Janeiro:
Fundação Casa de Rui Barbosa, 2018. p. 236.
Internet:<http://www.casaruibarbosa.gov.br/>
(com adaptações).
Com base no texto acima, assinale a alternativa correta acerca de literatura, cultura e realidade.