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Q4099506 Pedagogia

De acordo com o Plano Nacional de Educação (PNE), analise as assertivas abaixo e assinale alternativa correta.


I. É uma das diretrizes do PNE a melhoria da qualidade da educação.


II. Uma das metas do PNE é universalizar o ensino fundamental de 8 (oito) anos para toda a população de 7 (sete) a 14 (quatorze) anos.


III. O Conselho Estadual de Educação de cada Estado é responsável pela execução do PNE e pelo cumprimento de suas metas.


IV. As metas previstas deverão ter como referência a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, o censo demográfico e os censos nacionais da educação básica e superior mais atualizados.

Alternativas
Q4099505 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, sobre o direito à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4099504 Pedagogia
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, as escolas deverão formular o ________________ e elaborar o ______________ de acordo com a proposta do Ensino Fundamental de _______ anos, por meio de processos participativos relacionados à gestão democrática.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima. 
Alternativas
Q4099502 Pedagogia
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, a educação de qualidade, como um direito fundamental, é, antes de tudo:

I. Relevante.

II. Pertinente.

III. Equitativa.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q4099501 Pedagogia
De acordo com a LDBEN, sobre a Educação Básica, assinale V, se verdadeiro, ou F, se falso.

( ) A educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurando a formação comum para o exercício da cidadania e fornecendo meios para progredir no ensino da educação profissional e tecnológica.

( ) O ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, constituirá componente curricular obrigatório da educação básica.

( ) O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, principalmente da matriz europeia.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4099500 Pedagogia
De acordo com a LDBEN – Da organização da educação nacional, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4099499 Pedagogia
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), o ensino será ministrado com base em alguns princípios. Com base nessa informação, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4099498 História e Geografia de Estados e Municípios

Sobre os primeiros imigrantes alemães, que chegaram na região do atual município de Agudo, analise as assertivas abaixo:


I. Eram provenientes da Pomerânia.


II. Chegaram na região nas primeiras décadas do século XX.


III. Desembarcaram em Cerro Chato, na margem esquerda do Rio Jacuí.


Quais estão corretas? 

Alternativas
Q4099497 História e Geografia de Estados e Municípios
A respeito do Parque Estadual da Quarta Colônia, analise as assertivas abaixo:

I. Está localizado nos municípios de Agudo e Paraíso do Sul.

II. Sua criação é resultante de compensação ambiental proveniente da construção da Usina Hidrelétrica de Dona Francisca.

III. O Parque abriga remanescentes da Floresta Estacional Decidual.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4099496 História e Geografia de Estados e Municípios
A região, onde atualmente está localizado o Município de Agudo, apareceu pela primeira vez em um mapa de 1800, organizado pela Província. Nessa região, foi criada, pelo Governo Provincial, a Colônia __________, que, a partir de 1865, se torna parte do 1º Distrito de _____________.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Alternativas
Q4099495 História e Geografia de Estados e Municípios
No território que compreende o atual Município de Agudo, foram encontrados vestígios arqueológicos das tradições dos povos indígenas:

I. Humaitá.
II. Vieira.
III. Tupi-guarani.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4099494 Geografia

Sobre o Município de Agudo no contexto do Rio Grande do Sul, analise as assertivas a seguir: 


I. Está inserido no bioma do cerrado central meridional. 


II. Pertence à mesorregião Centro Ocidental Rio-grandense.


III. Faz parte da microrregião de Restinga Sêca. 


Quais estão corretas?

 

Alternativas
Q4087136 Pedagogia
Texto para responder à questão.


    No ano de 1878, formei-me em medicina pela Universidade de Londres e logo parti para Netley, a fim de seguir o curso exigido aos médicos militares. Terminados os meus estudos, fui designado para o Quinto Regimento de Fuzileiros de Northumberland, como cirurgião assistente. Nessa época, o Quinto estava acantonado na Índia, e antes que eu pudesse me apresentar eclodiu a Segunda Guerra Afegã. Ao desembarcar em Bombaim, soube que o meu regimento já havia atravessado os desfiladeiros e se achava embrenhado em território inimigo. Tomei o mesmo caminho, com muitos outros oficiais que estavam em idêntica situação, e consegui chegar são e salvo a Kandahar, onde encontrei minha unidade e imediatamente assumi minhas novas funções.
    A campanha trouxe honras e promoções para muitos, mas a mim só proporcionou infortúnios e desastres. Fui transferido da minha brigada para as tropas de Berkshire, com as quais tomei parte na fatídica Batalha de Maiwand. Ali, a bala de um mosquete afegão atingiu-me o ombro, fraturando o osso e raspando a artéria subclávia. Teria caído nas mãos dos ferozes ghazis, se não fosse a devoção e a coragem do ordenança Murray, que me pôs num cavalo de carga e conseguiu levar-me são e salvo para as linhas britânicas.
    Combalido pelo sofrimento e pelas contínuas privações que havia suportado, fui removido, numa longa composição de feridos, para o hospital central de Peshawar. Ali fui me restabelecendo, e já tinha melhorado o suficiente para andar um pouco pelas enfermarias, ou estender-me ao sol na varanda, quando apanhei uma gastrenterite, essa praga das nossas possessões indianas. Durante meses, tive a vida por um fio, e quando, finalmente, voltei a mim e entrei em convalescença, estava de tal modo fraco e macilento que uma junta médica foi de parecer que deviam me fazer regressar imediatamente à Inglaterra. Consequentemente, fui recambiado no vapor Orontes e um mês depois desembarquei no cais de Portsmouth, com a saúde irremediavelmente arruinada, mas com a permissão, dada por um governo paternal, de tentar melhorá-la nos nove meses seguintes.
    Não tendo relações nem parentes na Inglaterra, achava-me tão livre como o ar... ou pelo menos tão livre quanto pode ser um homem cujo rendimento não passa de onze xelins e seis pence por dia. Em tais circunstâncias, fui naturalmente atraído por Londres, essa grande fossa a que irresistivelmente vão ter todos os vadios e desocupados do império. Ali fiquei algum tempo, instalado num hotel do Strand, levando uma existência sem conforto nem sentido, e gastando, com mais largueza do que devia, todo o dinheiro que me vinha às mãos. Tão alarmante se tornou o estado das minhas finanças que em breve me vi na contingência de deixar a metrópole e ir viver no campo, ou alterar completamente o meu modo de vida. Escolhendo esta última alternativa, resolvi sair do hotel e alojar-me num domicílio mais barato e menos pretensioso.
    Exatamente no dia em que cheguei a essa conclusão, encontrava-me no Bar Criterion quando alguém me bateu no ombro. Voltando-me, reconheci Stamford, um jovem que fora meu assistente no Barts. Ver um rosto amigo no imenso deserto londrino é coisa deveras agradável para um homem solitário. Nos velhos tempos da universidade, não tínhamos lá grande intimidade, mas cumprimentei-o com entusiasmo, e ele, por sua vez, pareceu feliz de me ver. Na exuberância daquele momento, convidei-o para almoçar comigo no Holborn, e juntos tomamos uma carruagem.
    — Que diabo você tem feito, Watson? — perguntou-me ele, sem esconder o seu espanto, enquanto passávamos pelas ruas apinhadas de Londres. — Vejo-o magro como um sarrafo e escuro como uma castanha.
    Fiz-lhe um breve relato das minhas aventuras e mal o concluíra chegamos ao nosso destino.
    — Coitado! — exclamou ele, condoído pelos infortúnios que acabava de ouvir. — E que faz agora?
    — Procuro alojamento — respondi. — Tento resolver o problema de encontrar quartos confortáveis a preços razoáveis.
    — É curioso — disse o meu companheiro. — Você hoje é a segunda pessoa que fala dessa maneira.
    — E quem foi a primeira? — perguntei.
    —Um sujeito que trabalha no laboratório químico do hospital. Estava se queixando, ainda esta manhã, de não encontrar com quem dividir o aluguel de uns ótimos aposentos que tinha descoberto, mas que eram demasiado caros para a sua bolsa.
    — Magnífico! — exclamei. — Se ele procura alguém para compartilhar dos quartos e das despesas, sou exatamente essa pessoa. Prefiro ter um companheiro a morar sozinho.
      Stamford olhou-me de um modo estranho, por cima do seu copo de vinho.
    — Você ainda não conhece Sherlock Holmes — disse ele. — Não sei se lhe agradará como companheiro permanente.
    — Por quê? Haverá alguma coisa que não o recomende?
    — Oh! Eu não disse isso. Ele é um pouco esquisito... tem paixão por certos ramos da ciência. Que eu saiba, é uma pessoa muito correta.
     — Estudante de medicina?
    — Não. E não tenho a menor ideia a respeito da carreira que pretende seguir. Creio que entende muito de anatomia, e é um químico de primeira ordem. Mas, ao que me consta, nunca fez um curso sistemático de medicina. Estuda sem método, de uma maneira excêntrica, e já acumulou uma série de conhecimentos pouco vulgares que espantariam os seus professores.
     — Nunca lhe perguntou qual o ramo da ciência em que deseja especializar-se?   
    — Não — respondeu Stamford. — Não é dado a confidências, embora seja bastante comunicativo quando lhe dá na telha.
    — Pois eu gostaria de conhecê-lo. Visto que preciso morar com alguém, agrada-me que seja um homem tranquilo e estudioso. Ainda não estou bastante forte para suportar ruídos ou balbúrdias. Já tive muito dessas duas coisas no Afeganistão... e estou provido delas para o resto da existência. Como poderei travar relações com esse seu amigo?
    — Ele deve estar no laboratório — respondeu o meu companheiro. —Às vezes passa semanas inteiras semaparecer, mas noutras ocasiões não sai de lá o dia todo e boa parte da noite. Se quiser, vamos procurá-lo depois do almoço.
    —Combinado —respondi, e a conversação passou a outros assuntos.
    Quando nos dirigíamos para o hospital, ao sairmos do Holborn, Stamford deu-me mais algumas informações sobre o cavalheiro com quem eu me propunha morar.

(DOYLE, Arthur Conan. Um estudo em vermelho. Disponível em: https:// docero.com.br/doc/seces8. Adaptado.)
“Um estudo em vermelho” é um romance policial, escrito por um dos maiores representantes desse gênero. Ao levar textos como esse, pertencentes à literatura canônica, para sala de aula e discuti-los com os estudantes, seja por meio de leitura coletiva, protocolada ou individual, o professor demonstra uma compreensão 
Alternativas
Q4087135 Português
O excerto a seguir contextualiza a questão. Leia-o atentamente.

    O tempo constitui um dos aspectos mais importantes – se não o mais importante – da prosa de ficção. Na verdade, é para ele que confluem todos os integrantes da massa ficcional, desde o enredo até a linguagem: dir-se-ia que o fim último, consciente ou não, de qualquer narrador consiste em criar o tempo. A explicação, que demandaria uma série de considerações de ordem literária e filosófica, pode ser sumariada no seguinte: criando o tempo, o homem nutre a sensação de superar a brevidade da existência, e de identificar-se demiurgicamente, com o tempo cósmico, que permanece para sempre, indiferente à finitude da vida humana; gerando o tempo, o ficcionista alimenta a ilusão de imobilizá-lo ou transcendê-lo.


(MOISÉS, Massaud. Guia prático de análise literária. 2. ed. São Paulo: Cultrix, 1973, p. 101.)
Considere o fragmento “[...] dir-se-ia que o fim último, [...]”. O uso da mesóclise não é muito comum no português do Brasil.
No lugar dela, mantendo a correção gramatical, é mais usual 
Alternativas
Q4087134 Português
O excerto a seguir contextualiza a questão. Leia-o atentamente.

    O tempo constitui um dos aspectos mais importantes – se não o mais importante – da prosa de ficção. Na verdade, é para ele que confluem todos os integrantes da massa ficcional, desde o enredo até a linguagem: dir-se-ia que o fim último, consciente ou não, de qualquer narrador consiste em criar o tempo. A explicação, que demandaria uma série de considerações de ordem literária e filosófica, pode ser sumariada no seguinte: criando o tempo, o homem nutre a sensação de superar a brevidade da existência, e de identificar-se demiurgicamente, com o tempo cósmico, que permanece para sempre, indiferente à finitude da vida humana; gerando o tempo, o ficcionista alimenta a ilusão de imobilizá-lo ou transcendê-lo.


(MOISÉS, Massaud. Guia prático de análise literária. 2. ed. São Paulo: Cultrix, 1973, p. 101.)
A tradução do trecho do excerto que não provoca alteração de sentido está em:
Alternativas
Q4087133 Linguística
Relacione adequadamente o conceito de gramática às exposições relacionadas a tais conceitos.

1. Gramática normativa.
2. Gramática descritiva.
3. Gramática reflexiva.
4. Gramática de uso.

( ) Esse conceito de gramática se refere mais ao processo do que aos resultados, uma vez que se trata de uma gramática em explicitação.
( ) Trata-se de uma gramática que resulta do trabalho de observação do que se diz ou do que se escreve na realidade, realizado por um linguista.
( ) É considerada como a competência linguística internalizada do falante, podendo ser considerada, portanto, implícita, já que o falante não tem consciência dela.
( ) De modo geral, baseia-se mais nos fatos da língua escrita, sendo pouco relevante a variedade oral da norma culta, que, consciente ou inconscientemente, é vista como idêntica à língua escrita.

A sequência está correta em 
Alternativas
Q4087131 Português
Texto para responder à questão.

    Até parece que a Mafalda não falaria das mulheres! Como passaria despercebido que ela não pode ser presidenta (e o Miguelito, sim, pode); que sua mãe não tem vida própria – o famoso “Mamãe, o que você gostaria de ser se você vivesse?” – porque casa e trabalho são a mesma coisa; que o futuro que ela vê, olhando através de um bobe de cabelo, começa com o amor romântico e termina na cozinha.
    Como ela não perceberia isso, se é uma garota dos anos 1960 e, à sua volta, estão os Beatles e o Vietnã e, de repente, a “tendência” é uma metralhadora? Mafalda – essa garotinha desenhada que deve seu nome a um personagem de David Viñas, ou seja, tem origem de esquerda e intelectual – é filha e expoente da classe média argentina no seu apogeu: visto de agora, aquele tempo passado que parece tão melhor.
    Em seu ensaio Mafalda, historia y política, a historiadora Isabella Cosse – citando Gino Germani – conta que naquele momento a classe média representava 39,5% da população. “No começo dos anos 1960, os jovens que haviam protagonizado a expansão da matrícula no Ensino Médio durante a década peronista chegavam à idade adulta, em um processo que continuou nos anos seguintes, com o crescimento dos estudos superiores e universitários”, destaca. O terreno estava preparado para que Mafalda quisesse mais. E também para que lhe parecesse natural se imaginar como universitária e, portanto, questionar sua mãe por ter abandonado “a carreira” e viver de espanador na mão (ou detrás do aspirador de pó, tanto faz, Quino destrói a ideia de libertação por meio dos eletrodomésticos).
    Se a estrutura familiar tinha sido um dos pilares da ascensão social – o expediente respeitável –, a geração bem alimentada dos anos de 1960 a desafiou, e assim, diz a historiadora, abriu “poderosos questionamentos sobre os valores da classe média (...) que explicitamente conectaram o familiar e o político”.
    Este talvezseja o aspecto mais explicitamente feminista de Mafalda: o familiar – o pessoal – é político. Uma máxima velha e poderosa que não tem origem nesta década nem nestes pampas. “Independentemente de todas as leis que emancipam a mulher, ela continua sendo uma escrava, porque o trabalho doméstico a oprime, estrangula-a, degrada-a e a reduz à cozinha e ao cuidado dos filhos, e ela, assim, desperdiça suas forças em trabalhos improdutivos e nada transcendentais, que esgotam seus nervos e a idiotizam”, afirmava Lênin em 1919. A paisagem denuncia a transformação da sociedade e Quino sabe disso. Mafalda se preocupa com a sua mãe, com a cabeça de sua mãe, e se lança contra esse modelo. Mas também a preocupa – sobretudo – o mundo inteiro: o futuro era algo pessoal, por isso Mafalda se propõe concertá-lo sendo uma “boa” intérprete das Nações Unidas.

(QUINO; tradução Monica Stahel. Mafalda: feminino singular. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2020, p. 05-06. Fragmento adaptado.)
A finalidade comunicativa desse excerto é
Alternativas
Q4087130 Português
Texto para responder à questão.

    Até parece que a Mafalda não falaria das mulheres! Como passaria despercebido que ela não pode ser presidenta (e o Miguelito, sim, pode); que sua mãe não tem vida própria – o famoso “Mamãe, o que você gostaria de ser se você vivesse?” – porque casa e trabalho são a mesma coisa; que o futuro que ela vê, olhando através de um bobe de cabelo, começa com o amor romântico e termina na cozinha.
    Como ela não perceberia isso, se é uma garota dos anos 1960 e, à sua volta, estão os Beatles e o Vietnã e, de repente, a “tendência” é uma metralhadora? Mafalda – essa garotinha desenhada que deve seu nome a um personagem de David Viñas, ou seja, tem origem de esquerda e intelectual – é filha e expoente da classe média argentina no seu apogeu: visto de agora, aquele tempo passado que parece tão melhor.
    Em seu ensaio Mafalda, historia y política, a historiadora Isabella Cosse – citando Gino Germani – conta que naquele momento a classe média representava 39,5% da população. “No começo dos anos 1960, os jovens que haviam protagonizado a expansão da matrícula no Ensino Médio durante a década peronista chegavam à idade adulta, em um processo que continuou nos anos seguintes, com o crescimento dos estudos superiores e universitários”, destaca. O terreno estava preparado para que Mafalda quisesse mais. E também para que lhe parecesse natural se imaginar como universitária e, portanto, questionar sua mãe por ter abandonado “a carreira” e viver de espanador na mão (ou detrás do aspirador de pó, tanto faz, Quino destrói a ideia de libertação por meio dos eletrodomésticos).
    Se a estrutura familiar tinha sido um dos pilares da ascensão social – o expediente respeitável –, a geração bem alimentada dos anos de 1960 a desafiou, e assim, diz a historiadora, abriu “poderosos questionamentos sobre os valores da classe média (...) que explicitamente conectaram o familiar e o político”.
    Este talvezseja o aspecto mais explicitamente feminista de Mafalda: o familiar – o pessoal – é político. Uma máxima velha e poderosa que não tem origem nesta década nem nestes pampas. “Independentemente de todas as leis que emancipam a mulher, ela continua sendo uma escrava, porque o trabalho doméstico a oprime, estrangula-a, degrada-a e a reduz à cozinha e ao cuidado dos filhos, e ela, assim, desperdiça suas forças em trabalhos improdutivos e nada transcendentais, que esgotam seus nervos e a idiotizam”, afirmava Lênin em 1919. A paisagem denuncia a transformação da sociedade e Quino sabe disso. Mafalda se preocupa com a sua mãe, com a cabeça de sua mãe, e se lança contra esse modelo. Mas também a preocupa – sobretudo – o mundo inteiro: o futuro era algo pessoal, por isso Mafalda se propõe concertá-lo sendo uma “boa” intérprete das Nações Unidas.

(QUINO; tradução Monica Stahel. Mafalda: feminino singular. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2020, p. 05-06. Fragmento adaptado.)
Sobre os elementos de coesão textual responsáveis pelo processo de retomada de informações, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Em “[...] o futuro que ela vê, [...]” (1º§), o pronome pessoal tem como referente a mãe de Mafalda e foi usado a fim de evitar repetições desnecessárias no texto.
( ) Em “Como ela não perceberia isso, [...]” (2º§), há dois elementos de reiteração: os pronomes “ela” e “isso”. Nos dois casos, esses elementos estabelecem relação anafórica com a informação a que fazem referência.
( ) Em “Este talvez seja o aspecto mais explicitamente feminista de Mafalda: o familiar – o pessoal – é político.” (5º§), o pronome demonstrativo “este” estabelece relação catafórica com a informação a que faz referência.
( ) Em “[...] porque o trabalho doméstico a oprime, estrangula-a, degrada-a [...]” (5º§), há apenas dois elementos de referenciação. Ambos estão pospostos ao verbo com que se relacionam, em situação de ênclise, já que não há fator de próclise.

A sequência está correta em
Alternativas
Q4087129 Português
Texto para responder à questão.

    Até parece que a Mafalda não falaria das mulheres! Como passaria despercebido que ela não pode ser presidenta (e o Miguelito, sim, pode); que sua mãe não tem vida própria – o famoso “Mamãe, o que você gostaria de ser se você vivesse?” – porque casa e trabalho são a mesma coisa; que o futuro que ela vê, olhando através de um bobe de cabelo, começa com o amor romântico e termina na cozinha.
    Como ela não perceberia isso, se é uma garota dos anos 1960 e, à sua volta, estão os Beatles e o Vietnã e, de repente, a “tendência” é uma metralhadora? Mafalda – essa garotinha desenhada que deve seu nome a um personagem de David Viñas, ou seja, tem origem de esquerda e intelectual – é filha e expoente da classe média argentina no seu apogeu: visto de agora, aquele tempo passado que parece tão melhor.
    Em seu ensaio Mafalda, historia y política, a historiadora Isabella Cosse – citando Gino Germani – conta que naquele momento a classe média representava 39,5% da população. “No começo dos anos 1960, os jovens que haviam protagonizado a expansão da matrícula no Ensino Médio durante a década peronista chegavam à idade adulta, em um processo que continuou nos anos seguintes, com o crescimento dos estudos superiores e universitários”, destaca. O terreno estava preparado para que Mafalda quisesse mais. E também para que lhe parecesse natural se imaginar como universitária e, portanto, questionar sua mãe por ter abandonado “a carreira” e viver de espanador na mão (ou detrás do aspirador de pó, tanto faz, Quino destrói a ideia de libertação por meio dos eletrodomésticos).
    Se a estrutura familiar tinha sido um dos pilares da ascensão social – o expediente respeitável –, a geração bem alimentada dos anos de 1960 a desafiou, e assim, diz a historiadora, abriu “poderosos questionamentos sobre os valores da classe média (...) que explicitamente conectaram o familiar e o político”.
    Este talvezseja o aspecto mais explicitamente feminista de Mafalda: o familiar – o pessoal – é político. Uma máxima velha e poderosa que não tem origem nesta década nem nestes pampas. “Independentemente de todas as leis que emancipam a mulher, ela continua sendo uma escrava, porque o trabalho doméstico a oprime, estrangula-a, degrada-a e a reduz à cozinha e ao cuidado dos filhos, e ela, assim, desperdiça suas forças em trabalhos improdutivos e nada transcendentais, que esgotam seus nervos e a idiotizam”, afirmava Lênin em 1919. A paisagem denuncia a transformação da sociedade e Quino sabe disso. Mafalda se preocupa com a sua mãe, com a cabeça de sua mãe, e se lança contra esse modelo. Mas também a preocupa – sobretudo – o mundo inteiro: o futuro era algo pessoal, por isso Mafalda se propõe concertá-lo sendo uma “boa” intérprete das Nações Unidas.

(QUINO; tradução Monica Stahel. Mafalda: feminino singular. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2020, p. 05-06. Fragmento adaptado.)
Os posicionamentos de Mafalda, em conformidade com o excerto, são motivados por 
Alternativas
Q4085450 Atualidades
A tecnologia 5G no Brasil virá para mudar a vida das pessoas, empresas e aumentar a competitividade. A nova tecnologia é a quinta geração de conexões de internet móveis com maior alcance e velocidade.

(Disponível em: https://www.portaldaindustria.com.br.)

Sobre a tecnologia 5G, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Trata-se da primeira fase expansiva das máquinas interconectadas em tempo real, desde eletrodomésticos e gadgets até maquinaria, veículos e qualquer tipo de sensor.
( ) Proporcionará um menor consumo de energia e um aumento da duração das baterias.
( ) Permitirá a possibilidade de estudos e trabalho remoto com maior qualidade nas videoconferências, acesso à medicina à distância, melhoria da mobilidade urbana e desenvolvimento de cidades inteligentes.

A sequência correta está em 
Alternativas
Respostas
12641: D
12642: A
12643: C
12644: E
12645: C
12646: A
12647: B
12648: C
12649: D
12650: A
12651: E
12652: D
12653: C
12654: D
12655: B
12656: A
12657: A
12658: A
12659: C
12660: A