O excerto a seguir contextualiza a questão. Leia-o
atentamente.
O tempo constitui um dos aspectos mais importantes – se
não o mais importante – da prosa de ficção. Na verdade, é para
ele que confluem todos os integrantes da massa ficcional, desde
o enredo até a linguagem: dir-se-ia que o fim último, consciente
ou não, de qualquer narrador consiste em criar o tempo. A
explicação, que demandaria uma série de considerações de ordem literária e filosófica, pode ser sumariada no seguinte: criando o tempo, o homem nutre a sensação de superar a brevidade da existência, e de identificar-se demiurgicamente, com o tempo cósmico, que permanece para sempre, indiferente à finitude da vida humana; gerando o tempo, o ficcionista alimenta a
ilusão de imobilizá-lo ou transcendê-lo.
(MOISÉS, Massaud. Guia prático de análise literária. 2. ed. São Paulo:
Cultrix, 1973, p. 101.)
Considere o fragmento “[...] dir-se-ia que o fim último, [...]”. O
uso da mesóclise não é muito comum no português do Brasil.
No lugar dela, mantendo a correção gramatical, é mais usual
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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teste
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