Questões de Concurso
Comentadas para professor - história
Foram encontradas 23.749 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Nosso tema é o óbvio. Acho mesmo que os cientistas trabalham é com o óbvio. O negócio deles – nosso negócio – é lidar com o óbvio. Aparentemente, Deus é muito treteiro, faz as coisas de forma tão recôndita e disfarçada que se precisa desta categoria de gente – os cientistas – para ir tirando os véus, desvendando, a fim de revelar a obviedade do óbvio. O ruim deste procedimento é que parece um jogo sem fim. De fato, só conseguimos desmascarar uma obviedade para descobrir outras, mais óbvias ainda.
Para começar, antes de entrar na obviedade educacional – que é nosso tema – vejamos algumas outras obviedades. É óbvio, por exemplo, que todo santo dia o sol nasce, se levanta, dá sua volta pelo céu, e se põe. Sabemos hoje muito bem que isto não é verdade. Mas foi preciso muita astúcia e gana para mostrar que a aurora e o crepúsculo são tretas de Deus. Não é assim? Gerações de sábios passaram por sacrifícios, recordados por todos, porque disseram que Deus estava nos enganando com aquele espetáculo diário. Demonstrar que a coisa não era como parecia, além de muito difícil, foi penoso, todos sabemos.
Outra obviedade, tão óbvia quanto esta ou mais óbvia ainda, é que os pobres vivem dos ricos. Está na cara? Sem os ricos o que é que seria dos pobres? Quem é que poderia fazer uma caridade? Me dá um empreguinho aí! Seria impossível arranjar qualquer ajuda. Me dá um dinheirinho aí! Sem rico o mundo estaria incompleto, os pobres estariam perdidos. Mas vieram uns Barbados dizendo que não, e atrapalharam tudo. Tiraram aquela obviedade e puseram outra oposta no lugar. Aliás, uma obviedade subversiva.
Uma terceira obviedade que vocês conhecem bem, por ser patente, é que os negros são inferiores aos brancos. Basta olhar! Eles fazem um esforço danado para ganhar a vida, mas não ascendem como a gente. Sua situação é de uma inferioridade social e cultural tão visível, tão evidente, que é óbvia. Pois não é assim, dizem os cientistas. Não é assim, não. É diferente! Os negros foram inferiorizados. Foram e continuam sendo postos nessa posição de inferioridade por tais e quais razões históricas. Razões que nada têm a ver com suas capacidades e aptidões inatas mas, sim, tendo que ver com certos interesses muito concretos.
RIBEIRO, Darcy. Sobre o óbvio. In: RIBEIRO, D. Ensaios insólitos. Rio de
Janeiro: Fundação Biblioteca nacional; Brasília: Ed. UnB, 2011. p. 3-4.
[Adaptado].
O Imperialismo do século XIX representou uma fase de intensa expansão das potências europeias, dos Estados Unidos e do Japão sobre vastas regiões da África e da Ásia. Impulsionado pela busca por mercados consumidores, fontes de matérias-primas e áreas de investimento, esse processo foi legitimado por ideologias como o racismo científico, o etnocentrismo e o darwinismo social, que justificavam a dominação como uma "missão civilizatória" dos povos considerados superiores.
A respeito do Imperialismo do século XIX e suas justificativas ideológicas, é correto afirmar que:
A Baixa Idade Média (séculos XI-XV) na Europa foi um período de profundas transformações que marcaram a transição do feudalismo para novas configurações sociais e econômicas. O renascimento comercial e urbano, impulsionado pelo aumento da produção agrícola e pelo crescimento populacional, levou ao surgimento de cidades, feiras e corporações de ofício, reconfigurando as relações de poder e abrindo caminho para o desenvolvimento do capitalismo.
Sobre as transformações ocorridas na Baixa Idade Média europeia, assinale a alternativa correta:
A História africana é marcada por uma rica diversidade de povos, culturas e formações sociais que se desenvolveram ao longo de milênios. Contudo, a visão eurocêntrica frequentemente reduziu o continente a um bloco homogêneo, ignorando suas complexidades internas e suas profundas relações com outras partes do mundo, especialmente a Europa e a América, através de intercâmbios culturais, comerciais e, tragicamente, do tráfico transatlântico de escravizados.
Sobre a História africana e suas relações com a Europa e a América, é correto afirmar que:
A chegada dos europeus ao continente americano, a partir do final do século XV, desencadeou um processo de conquista e colonização que transformou profundamente as sociedades indígenas e o próprio cenário global. Esse encontro, frequentemente romantizado como "descobrimento", foi, na realidade, um evento marcado por violência, exploração, imposição cultural e demográfica, com consequências duradouras para os povos originários e para a formação das identidades americanas.
Considerando o processo de conquista e colonização da América, assinale a alternativa correta:
A construção da identidade nacional brasileira no século XIX foi um processo complexo, marcado por tensões e idealizações. Após a Independência, houve um esforço intelectual e político para definir o que seria "ser brasileiro", muitas vezes recorrendo a elementos como a natureza exuberante e a figura do indígena idealizado, como visto na literatura romântica. Contudo, esse projeto de nação frequentemente silenciava ou marginalizava outras parcelas da população, como os africanos escravizados e seus descendentes, e as populações indígenas reais.
Sobre a construção de identidades no Brasil oitocentista, é correto afirmar que:
A respeito da temporalidade e da consciência histórica, assinale a alternativa que melhor descreve sua importância no ensino de História:
Sobre as tendências da historiografia contemporânea, especialmente a micro-história, é correto afirmar que:
Acerca da aplicação da metodologia de trabalho por projetos no ensino de História, assinale a alternativa correta:
Sobre o trabalho com documentos e diferentes linguagens no ensino de História, é correto afirmar que:
O ensino de História na educação básica contemporânea transcende a mera transmissão de datas e fatos. Ele se configura como um processo dinâmico de construção de sentido, onde o estudante é convidado a desenvolver uma compreensão crítica sobre o passado e suas relações com o presente. Nesse contexto, a mediação do professor é fundamental para que os alunos articulem seus saberes prévios com os conceitos históricos, transformando informações em conhecimento significativo.
Considerando as abordagens pedagógicas atuais para o ensino de História, assinale a alternativa que melhor descreve o papel do professor na construção do saber histórico escolar.
Ari Cipola da Agência Folha, em Coruripe
A Igreja Católica recebe taxas dos moradores do pequeno município de Coruripe, em Alagoas. O local foi terra dos índios caetés, lembrados por terem promovido o mais conhecido “banquete antropofágico” do país. Segundo o pároco local, Pedro Silva, atualmente o valor arrecadado com os “impostos territoriais” é de cerca de R$ 1,2 mil por ano. Em 16 de junho de 1556, os caetés devoraram o primeiro bispo do Brasil, dom Pedro Fernandes de Sardinha, e 90 tripulantes que naufragaram com ele na região.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fol/brasil500/report_1.htm. Acesso em: 8 fev. 2026.
O episódio do naufrágio e morte do bispo dom Pedro Fernandes de Sardinha (1556), nas terras dos caetés, foi amplamente registrado pelos cronistas coloniais e permanece como uma narrativa marcante.
A partir do fragmento jornalístico e à luz da historiografia crítica sobre o século XVI, é correto afirmar que
E: Nas grotas que não dá prá o carro ir pegar, tem que tirar no manual e o cambiteiro vai e recolhe. P: Ainda existe isso aqui? E: Existe sim. Amarra as canas e colocam no burro e leva até onde o caminhão fica. Em todos os sítios da usina tem burros. P: E um burro carrega quantas toneladas? E: O trabalhador coloca uns 20 móios (molhos/feixes de cana) ou 30 móios que dá só 100 quilos. P: Aqui tem muita ladeira. E: Sim, por isso que usa os burros. P: Esses burros são de onde? Da usina? E: Sim, são todos da usina [...] aqui [os burros] é por causa dessas ladeiras, pois a máquina não chega.
PLANCHEREL, A. A.; QUEIROZ, A. S. Antigas e recentes configurações do trabalho canavieiro. Revista Latitude, v. 5, n. 1, pp. 07-53, 2011. p.12.
A persistência do transporte manual com burros, mesmo em unidades produtivas modernas, revela uma característica histórica fundamental da agroindústria canavieira em Alagoas, que é a
Nesse contexto, assinale a alternativa correta a respeito das influências e dos legados dessas revoluções na Europa e nos Estados Unidos.
GORENDER, Jacob. O Escravismo colonial. 2. ed., São Paulo: Ática,1978, p. 54. (Adaptado).
A reflexão do texto convida a uma crítica metodológica importante também para o estudo das permanências do mundo clássico (greco-romano) na contemporaneidade.
Partindo-se dessa analogia, é correto afirmar que