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Q3955246 História
Impõe-se, por conseguinte, a conclusão de que o modo de produção escravista colonial é inexplicável como síntese de modos de produção preexistentes, no caso do Brasil. Seu surgimento não encontra explicação nas direções unilaterais do evolucionismo e do difusionismo. [...] Nem ele constituiu repetição ou retorno do escravismo antigo, colocando-se em sequência “regular” ao comunismo primitivo, nem resultou da conjugação sintética entre as tendências inerentes à formação social portuguesa do século XVI e às tribos indígenas.

GORENDER, Jacob. O Escravismo colonial. 2. ed., São Paulo: Ática,1978, p. 54. (Adaptado).

A reflexão do texto convida a uma crítica metodológica importante também para o estudo das permanências do mundo clássico (greco-romano) na contemporaneidade.
Partindo-se dessa analogia, é correto afirmar que
Alternativas

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Gabarito: E

O que precisava saber: Era necessário compreender que a presença de elementos greco-romanos no mundo contemporâneo não autoriza afirmar continuidade linear, reprodução integral ou evolução necessária entre Antiguidade e modernidade. A base exige uma leitura por mediações históricas, rupturas, apropriações seletivas e transformações profundas, rejeitando tanto o evolucionismo quanto o difusionismo como explicações suficientes.

Critério decisivo: A alternativa correta é a que rejeita a ideia de continuidade linear, mecânica e ininterrupta entre Antiguidade clássica e mundo contemporâneo, reconhecendo mediações históricas, rupturas e transformações.

Tema central: Crítica a leituras evolucionistas e difusionistas da história; permanências do legado greco-romano sem linearidade histórica direta.
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque defende um retorno cíclico e regular de estruturas socioeconômicas idênticas, enquanto a base rejeita precisamente a ideia de repetição histórica e de sequência regular entre formas sociais antigas e modernas.
B
Errada
Está incorreta porque trata uma semelhança superficial como prova de reprodução integral dos modelos políticos clássicos. A base afirma que permanências não significam continuidade direta, pois é preciso considerar diferenças de contexto, mediações históricas e transformações profundas.
C
Errada
Está incorreta porque toma o difusionismo cultural como chave explicativa e ainda associa isso à superioridade das civilizações ocidentais modernas. A base critica o difusionismo como explicação suficiente e não autoriza esse tipo de leitura hierarquizante.
D
Errada
Está incorreta porque vincula a presença de elementos clássicos à teoria evolucionista da história, baseada em estágios previsíveis e universais. A base afirma justamente que o enunciado rejeita esse tipo de explicação linear e necessária.
E
Certa
A alternativa E está correta porque afirma que o legado cultural de Grécia e Roma deve ser compreendido sem projetar uma linha evolutiva direta e ininterrupta entre instituições antigas e modernas. Esse é exatamente o ponto central da base: há permanências do legado clássico, mas elas foram reelaboradas por processos históricos longos, com descontinuidades, apropriações seletivas e mudanças de função. Além disso, a base destaca a importância das mediações históricas, que impedem qualquer equivalência direta entre instituições antigas e modernas.
Pegadinha da questão
A pegadinha está em confundir permanência cultural com continuidade institucional direta. O fato de haver legado greco-romano na filosofia, no direito ou na arte não significa reprodução integral de modelos antigos, nem prova evolução histórica linear ou simples difusão de um centro civilizacional para o presente.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão tratar de legado clássico, verifique se a alternativa reconhece permanências sem afirmar continuidade direta e ininterrupta entre Antiguidade e modernidade.
  • Desconfie de opções que expliquem o presente por estágios universais e previsíveis, porque a base rejeita o evolucionismo histórico.
  • Desconfie também de alternativas que reduzam a influência greco-romana a mera transmissão cultural automática, pois a base exige considerar mediações, reinterpretações e mudanças históricas.
  • Procure a alternativa que combine permanências com rupturas, apropriações seletivas e transformações de função ao longo do tempo.

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e) a compreensão do legado cultural de Grécia e Roma deve evitar interpretações que projetem uma linha evolutiva direta e ininterrupta entre as instituições antigas e as modernas, reconhecendo-se mediações históricas e transformações profundas.

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