Foram encontradas 2.339 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Cientista ensina como ter sucesso no trabalho ao controlar distração digital
Não há dúvidas de que as redes sociais e outras ferramentas [aviso de mensagem no WhatsApp] de comunicação digital facilitem a vida moderna. O problema é que ascensão e a onipresença dessas ferramentas [alerta de marcação em foto no Facebook] transformou em cacos a atenção de trabalhadores.
Quem afirma isso é o americano Cal Newport, cientista que estuda o impacto da tecnologia no trabalho. Seguindo a tendência das chamadas filosofias “deep”, de tentar isolar as distrações da vida moderna, ele criou o “deep work” (trabalho profundo, em tradução livre). […]
Newport afirma que as redes sociais e a tendência geral à hiperconectividade estão prejudicando carreiras e impedindo o sucesso e a excelência profissional.
De modo geral, o cientista da computação diz que atividades superficiais na internet, como checar e-mails constantemente ou ver as atualizações na timeline de uma das inúmeras redes sociais existentes, tomam um tempo excessivamente grande em troca de muito pouco.
Segundo Newport, a tentativa de fazer muitas coisas ao mesmo tempo leva a um trabalho com menor valor agregado e facilmente replicável. Ele chama isso de “shallow work” (trabalho superficial).
Do outro lado, o “deep work” seria a realização de atividades profissionais em estado de concentração, o que levaria as capacidades cognitivas ao limite e, consequentemente, produziria conhecimento, valor e resultados dificilmente replicáveis.
Uma das bases do pensamento de Newport é a questão da atenção residual. Segundo ele, à medida que alternamos entre atividades, uma parcela de nossa atenção permanece na tarefa original.
A ideia é partilhada por Dora Góes, psicóloga do Programa de Dependências Tecnológicas do Hospital das Clínicas da USP. “Essa história de cérebro multitarefa não existe. Se estou fazendo várias coisas, haverá foco maior em uma delas e as outras ficarão deficitárias. Mas achamos que damos conta”.
O resultado disso, tanto para a psicóloga quanto para Newport, é uma menor capacidade para aprender novas coisas. “Isso interfere na nossa memória a longo prazo, na nossa concentração”, afirma Góes. “A mente que está agitada entre um aplicativo e outro é muito diferente de uma que está concentrada lendo um texto mais profundo”. […]
(Folha de S. Paulo, 10 jan. 2017. Adaptado)
Cientista ensina como ter sucesso no trabalho ao controlar distração digital
Não há dúvidas de que as redes sociais e outras ferramentas [aviso de mensagem no WhatsApp] de comunicação digital facilitem a vida moderna. O problema é que ascensão e a onipresença dessas ferramentas [alerta de marcação em foto no Facebook] transformou em cacos a atenção de trabalhadores.
Quem afirma isso é o americano Cal Newport, cientista que estuda o impacto da tecnologia no trabalho. Seguindo a tendência das chamadas filosofias “deep”, de tentar isolar as distrações da vida moderna, ele criou o “deep work” (trabalho profundo, em tradução livre). […]
Newport afirma que as redes sociais e a tendência geral à hiperconectividade estão prejudicando carreiras e impedindo o sucesso e a excelência profissional.
De modo geral, o cientista da computação diz que atividades superficiais na internet, como checar e-mails constantemente ou ver as atualizações na timeline de uma das inúmeras redes sociais existentes, tomam um tempo excessivamente grande em troca de muito pouco.
Segundo Newport, a tentativa de fazer muitas coisas ao mesmo tempo leva a um trabalho com menor valor agregado e facilmente replicável. Ele chama isso de “shallow work” (trabalho superficial).
Do outro lado, o “deep work” seria a realização de atividades profissionais em estado de concentração, o que levaria as capacidades cognitivas ao limite e, consequentemente, produziria conhecimento, valor e resultados dificilmente replicáveis.
Uma das bases do pensamento de Newport é a questão da atenção residual. Segundo ele, à medida que alternamos entre atividades, uma parcela de nossa atenção permanece na tarefa original.
A ideia é partilhada por Dora Góes, psicóloga do Programa de Dependências Tecnológicas do Hospital das Clínicas da USP. “Essa história de cérebro multitarefa não existe. Se estou fazendo várias coisas, haverá foco maior em uma delas e as outras ficarão deficitárias. Mas achamos que damos conta”.
O resultado disso, tanto para a psicóloga quanto para Newport, é uma menor capacidade para aprender novas coisas. “Isso interfere na nossa memória a longo prazo, na nossa concentração”, afirma Góes. “A mente que está agitada entre um aplicativo e outro é muito diferente de uma que está concentrada lendo um texto mais profundo”. […]
(Folha de S. Paulo, 10 jan. 2017. Adaptado)
Cientista ensina como ter sucesso no trabalho ao controlar distração digital
Não há dúvidas de que as redes sociais e outras ferramentas [aviso de mensagem no WhatsApp] de comunicação digital facilitem a vida moderna. O problema é que ascensão e a onipresença dessas ferramentas [alerta de marcação em foto no Facebook] transformou em cacos a atenção de trabalhadores.
Quem afirma isso é o americano Cal Newport, cientista que estuda o impacto da tecnologia no trabalho. Seguindo a tendência das chamadas filosofias “deep”, de tentar isolar as distrações da vida moderna, ele criou o “deep work” (trabalho profundo, em tradução livre). […]
Newport afirma que as redes sociais e a tendência geral à hiperconectividade estão prejudicando carreiras e impedindo o sucesso e a excelência profissional.
De modo geral, o cientista da computação diz que atividades superficiais na internet, como checar e-mails constantemente ou ver as atualizações na timeline de uma das inúmeras redes sociais existentes, tomam um tempo excessivamente grande em troca de muito pouco.
Segundo Newport, a tentativa de fazer muitas coisas ao mesmo tempo leva a um trabalho com menor valor agregado e facilmente replicável. Ele chama isso de “shallow work” (trabalho superficial).
Do outro lado, o “deep work” seria a realização de atividades profissionais em estado de concentração, o que levaria as capacidades cognitivas ao limite e, consequentemente, produziria conhecimento, valor e resultados dificilmente replicáveis.
Uma das bases do pensamento de Newport é a questão da atenção residual. Segundo ele, à medida que alternamos entre atividades, uma parcela de nossa atenção permanece na tarefa original.
A ideia é partilhada por Dora Góes, psicóloga do Programa de Dependências Tecnológicas do Hospital das Clínicas da USP. “Essa história de cérebro multitarefa não existe. Se estou fazendo várias coisas, haverá foco maior em uma delas e as outras ficarão deficitárias. Mas achamos que damos conta”.
O resultado disso, tanto para a psicóloga quanto para Newport, é uma menor capacidade para aprender novas coisas. “Isso interfere na nossa memória a longo prazo, na nossa concentração”, afirma Góes. “A mente que está agitada entre um aplicativo e outro é muito diferente de uma que está concentrada lendo um texto mais profundo”. […]
(Folha de S. Paulo, 10 jan. 2017. Adaptado)
Com base no texto, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:
( ) Usar as redes sociais durante a realização de uma tarefa é um exemplo de “deep work”, de acordo com o autor.
( ) “Shallow work” são atividades profissionais feitas enquanto se está conectado a redes sociais que prejudicam a excelência no mundo do trabalho.
( ) De acordo com a psicóloga da USP, Dora Goés, o cérebro não consegue processar diversas tarefas e pensamentos da mesma forma, pois sempre haverá uma atenção maior em uma tarefa específica.
( ) A hiperconectividade deixa a mente agitada, com uma maior capacidade de aprender coisas novas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
O vírus da Zika
Zika, na língua luganda falada por 3 milhões de ugandenses, geralmente traduz-se como matagal. É um nome apropriado para a floresta nos arredores da cidade de Entebbe, que mais parece um bosque ralo e tem apenas um décimo (150 mil m²) da área do parque paulistano do Ibirapuera. Como local de batismo científico do vírus que sucedeu o ebola como o mais temido do mundo, a floresta Zika parece insignificante. Bem mais adequada soa uma segunda interpretação para o termo zika dada pelo entomologista (especialista em insetos) Louis Mukwaya, 76, do Instituto Ugandense de Pesquisa sobre Vírus (UVRI, na sigla em inglês): lugar onde muitas pessoas morreram.
A não ser essa explicação sobre seu nome, nada há de assustador na floresta Zika. Percorrem-se 11 km de ruas de terra e algum asfalto para chegar ali desde o UVRI, na área urbana de Entebbe. O instituto foi fundado por ingleses em 1936 para estudar febre amarela, quando Uganda ainda fazia parte do Império Britânico.
Não há cerca nem portão, só duas cabanas de concreto e um casebre de madeira com telhas de zinco ocupados por dois vigias. Do lado da entrada da floresta, ouve-se apenas a algazarra de crianças jogando futebol e o ruído ocasional de motosserra. Do lado de lá, impera o silêncio do pântano que margeia o lago Vitória.
Cinco minutos de caminhada levam à torre de aço, com cerca de 35 m de altura, erguida pelos ingleses em 1962, mesmo ano da independência de Uganda. Dela, projetam-se plataformas para jaulas que, no passado, eram ocupadas por macacos, presos à espera de picadas das mais de 40 espécies de “nsiri” (mosquitos) presentes na floresta Zika.
Antes da década de 60, as plataformas eram de madeira. Numa delas viveu o macaco reso (o de pelagem castanho avermelhada) número 766. Em abril de 1947, o animal teve febre de 39,7 ºC. Seguindo um procedimento padrão, amostras do sangue dele foram injetadas no crânio de camundongos, que também adoeceram.
Nos cérebros dos roedores, pesquisadores descobriram partículas de um “agente transmissível” novo para a ciência. No ano seguinte, em janeiro, o mesmo agente foi encontrado em mosquitos da espécie Aedes africanus, primo do Aedes aegypti, que tanto inferniza brasileiros.
A publicação da descoberta do novo vírus ocorreu em 1952, pelo escocês George Dick, do Instituto Nacional de Pesquisa Médica de Londres, e pelos americanos Stuart Kitchen e Alexander Haddow, da Fundação Rockefeller. Batizaram-no como zika, em razão da origem do caso. […]
(Folha de São Paulo, 7 dez. 2016)
Considere o seguinte trecho:
Devido ____ presença de mais de 40 espécies de mosquitos, ____ floresta Zika, em Uganda, foi o local em que se identificou o vírus pela primeira vez, ____ mais de 60 anos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
O vírus da Zika
Zika, na língua luganda falada por 3 milhões de ugandenses, geralmente traduz-se como matagal. É um nome apropriado para a floresta nos arredores da cidade de Entebbe, que mais parece um bosque ralo e tem apenas um décimo (150 mil m²) da área do parque paulistano do Ibirapuera. Como local de batismo científico do vírus que sucedeu o ebola como o mais temido do mundo, a floresta Zika parece insignificante. Bem mais adequada soa uma segunda interpretação para o termo zika dada pelo entomologista (especialista em insetos) Louis Mukwaya, 76, do Instituto Ugandense de Pesquisa sobre Vírus (UVRI, na sigla em inglês): lugar onde muitas pessoas morreram.
A não ser essa explicação sobre seu nome, nada há de assustador na floresta Zika. Percorrem-se 11 km de ruas de terra e algum asfalto para chegar ali desde o UVRI, na área urbana de Entebbe. O instituto foi fundado por ingleses em 1936 para estudar febre amarela, quando Uganda ainda fazia parte do Império Britânico.
Não há cerca nem portão, só duas cabanas de concreto e um casebre de madeira com telhas de zinco ocupados por dois vigias. Do lado da entrada da floresta, ouve-se apenas a algazarra de crianças jogando futebol e o ruído ocasional de motosserra. Do lado de lá, impera o silêncio do pântano que margeia o lago Vitória.
Cinco minutos de caminhada levam à torre de aço, com cerca de 35 m de altura, erguida pelos ingleses em 1962, mesmo ano da independência de Uganda. Dela, projetam-se plataformas para jaulas que, no passado, eram ocupadas por macacos, presos à espera de picadas das mais de 40 espécies de “nsiri” (mosquitos) presentes na floresta Zika.
Antes da década de 60, as plataformas eram de madeira. Numa delas viveu o macaco reso (o de pelagem castanho avermelhada) número 766. Em abril de 1947, o animal teve febre de 39,7 ºC. Seguindo um procedimento padrão, amostras do sangue dele foram injetadas no crânio de camundongos, que também adoeceram.
Nos cérebros dos roedores, pesquisadores descobriram partículas de um “agente transmissível” novo para a ciência. No ano seguinte, em janeiro, o mesmo agente foi encontrado em mosquitos da espécie Aedes africanus, primo do Aedes aegypti, que tanto inferniza brasileiros.
A publicação da descoberta do novo vírus ocorreu em 1952, pelo escocês George Dick, do Instituto Nacional de Pesquisa Médica de Londres, e pelos americanos Stuart Kitchen e Alexander Haddow, da Fundação Rockefeller. Batizaram-no como zika, em razão da origem do caso. […]
(Folha de São Paulo, 7 dez. 2016)
As atividades realizadas nos laboratórios didáticos de Química precisam ser acompanhadas do descarte correto dos resíduos produzidos durante as aulas experimentais, sendo importante classificar os resíduos e escolher o tratamento mais adequado. Nesse sentido, numere a coluna da direita de acordo com sua correspondência com a coluna da esquerda.
1. Resíduos básicos concentrados, p. ex. aminas. / ( ) Tratar com sulfito de sódio e depois ajustar o pH entre 7 e 9.
2. Resíduos fortemente oxidantes em solução, p. ex. permanganato. / ( ) Recobrir o resíduo com enxofre em pó e armazenar.
3. Resíduo de mercúrio metálico. / ( ) Diluir até obtenção de uma solução com pelo menos 50% de água (em volume) e, em seguida, ajustar o pH entre 7 e 9.
4. Resíduo contendo sais de cianeto em solução aquosa diluída. / ( ) Adicionar 1 grama de NaOH por 100 mL de solução. Adicionar água sanitária.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
Sabões são sais de sódio ou potássio de ácidos graxos, obtidos pela reação de gorduras e óleos (triglicerídeos) com NaOH, KOH ou Na2CO3. A reação de saponificação é representada a seguir:

em que R1 , R2 e R3 são cadeias lineares saturadas ou insaturadas, geralmente com doze ou mais átomos de carbono.
Com base nessas informações, considere as seguintes afirmativas:
1. Uma solução aquosa de sabão puro apresenta pH < 7.
2. Adição de ácido forte a uma solução de sabão acarreta precipitação de ácidos graxos.
3. Ca(OH)2 não pode ser usado na obtenção de sabão, pois sais de cálcio de ácidos graxos são insolúveis em água.
4. A obtenção de sabão com Na2CO3 segue a mesma estequiometria que no uso do NaOH.
Assinale a alternativa correta.
O ácido nítrico “branco” (100% puro; P.E. = 83 ºC) pode ser obtido em laboratório por destilação de uma mistura de KNO3 e H2SO4, como mostra a reação a seguir:
KNO3 + H2SO4 → HNO3 + KHSO4
Tendo em vista que o HNO3 é decomposto por aquecimento a NO2 e H2O, assinale a alternativa que apresenta a técnica de
destilação que deve ser utilizada nesse processo.
Foi realizada uma aula experimental visando a síntese de uma amida aromática, a acetanilida (ou N-fenil-acetamida), de acordo com o procedimento experimental resumidamente descrito a seguir:
Em um béquer limpo e seco, misturar o ácido acético glacial e o acetato de sódio anidro. Adicionar a anilina e, em seguida, o anidrido acético. Após 10 minutos de reação, verter o meio reacional sobre água destilada gelada, sob agitação. A acetanilida precipita. Filtrar em funil de Büchner e lavar o produto bruto com água destilada gelada até pH neutro. Purificar a acetanilida por recristalização usando água quente e carvão ativado.
Sobre esse procedimento, considere as seguintes afirmativas:
1. A reação envolvida na síntese da acetanilida é uma reação de acilação.
2. Foi utilizada água gelada na etapa de precipitação da acetanilida bruta para reduzir as perdas de produto por solubilidade em água.
3. A purificação do produto bruto foi realizada em água quente porque a acetanilida é mais solúvel em água quente que em água fria.
4. O carvão ativado foi utilizado para acelerar a precipitação da acetanilida.
Assinale a alternativa correta.
A calda bordalesa, muito utilizada como fungicida na agricultura, é preparada pela mistura de sulfato de cobre pentaidratado (CuSO4.5H2O), um pequeno excesso de cal (CaO) e água em proporção de 1:1:10 (m:m:v), respectivamente, obtendo-se uma suspensão muito fina (partículas pequenas).
De acordo com os dados de constante de solubilidade, assinale a alternativa que apresenta o constituinte principal do sólido suspenso na calda bordalesa.

A utilização de conversores catalíticos no escapamento de automóveis diminui a emissão de gases tóxicos que são também geradores de compostos ácidos, como indicado nas seguintes equações:
2CO + 2NO → 2CO2 + N2
2CO + O2 → 2CO2
2NO → N2 + O2
Em um teste de laboratório, foram colocadas em um reator inextensível quantidades estequiométricas de CO, NO, O2 e
catalisador. Considerando que o experimento foi realizado nas CNTP, que os reagentes e os produtos são gases ideais e
que a conversão foi de 100%, qual será a pressão final do sistema, em atm?
O ácido fluorídrico (HF(aq.)) é utilizado na gravação de vidro, pois esse composto reage com o SiO2 segundo as seguintes reações:
SiO2(s) + 4HF(aq.) → SiF4(g) + 2H2O(l) (Equação I)
SiO2(s) + 6HF(aq.) → H2[SiF6](aq.) + 2H2O(l) (Equação II)
Devido à toxidez do SiF4(g), qual das ações a seguir poderia evitar a formação desse composto no processo descrito?
Compostos fenólicos são utilizados como antioxidantes em alimentos, cosméticos e combustíveis, porém seu uso pode ser limitado pela solubilidade dessas substâncias nos produtos de aplicação. As estruturas de alguns antioxidantes fenólicos mais usados são mostradas ao lado:

Em relação à polaridade das substâncias apresentadas,
assinale a alternativa que apresenta a ordem crescente de
solubilidade desses compostos em óleos vegetais
(triglicerídeos).
A queima de enxofre elementar gera compostos gasosos responsáveis pela formação da chuva ácida, com consequente deterioração de edificações e de monumentos construídos em mármore, acompanhada de liberação de gás carbônico na atmosfera. Esse processo pode ser ilustrado pelas seguintes reações não balanceadas:
S + O2 → SO2
SO2 + O2 → SO3
SO3 + H2O → H2SO4
H2SO4 + CaCO3 → CaSO4 + H2CO3
H2CO3 → CO2 + H2O
Considerando essa sequência de eventos, assinale a alternativa que apresenta a equação global balanceada dos eventos
supracitados.
Na determinação de cálcio em águas naturais, a AOAC (Association of Official Analytical Chemists/USA) recomenda um método gravimétrico que consiste em adicionar excesso de ácido oxálico (C2H2O4) a um volume conhecido de amostra e, em seguida, adicionar a quantidade necessária de NH4OH. O precipitado obtido é filtrado, seco, calcinado e pesado, e a massa de CaO obtida é utilizada para calcular a quantidade de Ca na amostra que, segundo a norma da AOAC, deve ser expressa como teor de carbonato de cálcio. O método citado é ilustrado pelas equações a seguir. Na análise de uma amostra de 100,00 mL de água, a massa de CaO obtida foi de 0,2800 g.
Ca+2(aq.) + C2O4 -2 (aq.) → CaC2O4(s)
CaC2O4(s) → CaO(s) + CO + CO2
Dados: Massas molares aproximadas: MM(C2H2O4.2H2O) = 126 g/mol; MM(CaO) = 56 g/mol; MM(CO2) = 44 g/mol, MM(CaCO3) = 100 g/mol; densidade (H2O) = 1,0 kg/L.
De acordo com os dados apresentados, qual é a concentração de cálcio na amostra de água analisada, expressa em ppm
de CaCO3?
Alcanos podem ser obtidos em laboratório, pela reação de haletos de alquila em presença de sódio metálico (síntese de Wurtz), como indicado no esquema reacional abaixo:
2R-X + Na → R-R + NaX
Com base nesse esquema, assinale a alternativa que apresenta os possíveis produtos orgânicos da reação do 2-clorobutano
com o 3-cloro-pentano nas condições da síntese de Wurtz.
Alguns processos de obtenção de H2SO4 utilizam pirita (FeS2) como matéria-prima no lugar de enxofre elementar (S8). Esses processos podem ser descritos resumidamente pelas seguintes equações, nas quais se pode notar variações no estado de oxidação do enxofre:
4FeS2 + 11O2 → 2Fe2O3 + 8SO2
2SO2 + O2 → 2SO3
SO3 + H2O → H2SO4
De acordo com o texto, assinale a alternativa que apresenta os estados de oxidação do enxofre nas espécies FeS2, SO2,
SO3 e H2SO4, respectivamente.
O índice de acidez (Ia) de óleos e gorduras é um dos parâmetros para a determinação de sua qualidade, visto que, quanto maior o grau de decomposição dos lipídeos, mais alta é sua acidez. Na determinação do Ia, uma quantidade conhecida de amostra (mA) é dissolvida num solvente apropriado (p.e. etanol) e titulada com uma solução padronizada de NaOH de concentração CB, utilizando-se fenolftaleína como indicador. Sabendo que o Ia é definido como a massa de KOH (em miligramas) necessária para neutralizar 1 grama de amostra, dado pela equação
Ia = mKOH(mg) / mA(g),
e que o volume de solução de NaOH utilizado na titulação é VB, assinale a alternativa que apresenta a expressão para o cálculo do Ia, de acordo com os dados obtidos experimentalmente.
Dados: massa molar do KOH = 56,1 g/mol
Artefatos de aço inoxidável são resistentes à corrosão devido a um fenômeno conhecido como passivação, que é a formação de uma fina camada de óxido de cromo na superfície, por ação do ar ou de oxidantes químicos. Sabendo-se que o ácido nítrico (HNO3) na concentração de 1,6 mol/L pode ser usado como agente passivante, qual volume de HNO3 concentrado (em litros) deve ser utilizado para a obtenção de 100 L de solução passivante?
(Dados: MM(HNO3) = 63,0 g/mol; HNO3 concentrado: d = 1,40 g/mL; teor máximo = 65%(m/m))