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Q3928885 Matemática
Um lote de 0,75 m 3 de um medicamento líquido será envasado em frascos de 500 mL cada. Sabe-se que, no processo de envase, ocorre perda de 2% do volume total do lote do medicamento.

Nesse caso, o número máximo de frascos que poderão ser completamente cheios será igual a
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Q3928879 Matemática
    Um técnico de telecomunicações precisa medir a altura de uma torre para verificar se é possível a instalação de uma nova antena 5G nessa torre. Esse técnico observa que, no ponto em que ele se encontra (P1), o ângulo entre os seus olhos e o topo da torre é de 45°. Em seguida, ele anda 10 metros, se afastando 10 metros tanto da torre quanto do ponto P1, chegando ao ponto P2, no qual o ângulo entre os seus olhos e o topo da torre é de 30°.

Nesse caso, sabendo-se que a altura dos olhos do técnico até o chão é de 1,70 metro, é correto afirmar que a altura da torre é igual a
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Q3928864 Matemática Financeira
    Um investidor aplicou R$ 60.000 em caderneta de poupança e R$ 40.000 em um fundo imobiliário. Ao final de um ano, a poupança rendeu 8% e o fundo imobiliário, 12%.

Nessa situação hipotética, o rendimento anual sobre o total aplicado foi de
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Q3928863 Raciocínio Lógico
Captura_de tela 2026-03-12 154508.png (486×199)

Considerando a figura precedente, que representa uma sequência de quadrados, em que a1 representa um quadrado de lado unitário, formado por 4 palitos, a2 representa um quadrado formado por 4 quadrados unitários e por 12 palitos, a3 representa um quadrado formado por 9 quadrados unitários e 24 palitos, e assim por diante, julgue os itens seguintes.

I O quadrado a10 será formado por 100 quadrados unitários e 220 palitos.
II O número de palitos necessários para a formação de a1, a2, ... forma uma progressão geométrica de razão 3.
III Considerado o número de palitos que formam o quadrado ak, em que k é um número inteiro, serão necessários mais 4(k + 1) palitos para formar o quadrado ak + 1.

Assinale a opção correta.
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Q3928862 Raciocínio Lógico
Considerando que um subconjunto A de números naturais seja formado por 15 múltiplos de 4, 8 múltiplos de 6, 3 múltiplos de 12 e 7 números ímpares, assinale a opção em que é apresentado o número total de elementos desse conjunto.
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Q3928849 Matemática
    Em certo povoado, a temperatura média T registrada em graus Celsius em determinada hora t de um dia foi dada pela expressão T(t) = - t2/12 + 2t + 20, em que 0 ≤ ≤ 24.

Nessa hipótese, a temperatura máxima registrada no povoado no dia em questão correspondeu a
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Q3928844 Farmácia
Diversos medicamentos são produzidos utilizando-se a tecnologia do DNA recombinante e técnicas de clonagem. Com relação à clonagem para produção de fármacos, é correto afirmar que
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Q3928833 Química
Texto para a questão.

    Determinada cidade enfrenta o desafio de reduzir sua dependência de combustíveis fósseis e minimizar os impactos ambientais causados pelo descarte inadequado de resíduos. Para isso, iniciou três projetos principais:

1 Produção de etanol a partir da cana-de-açúcar
• Etapas envolvidas: colheita da cana, extração do caldo, fermentação dos açúcares pela ação de leveduras, destilação para separação do etanol.
• Objetivo: substituir parte da gasolina utilizada nos transportes.

2 Reciclagem de alumínio proveniente de latas descartadas
• Etapas envolvidas: coleta seletiva, limpeza, fusão do metal em altas temperaturas, moldagem em novas peças.
• Objetivo: reduzir o consumo de matéria-prima.

3 Tratamento de água para abastecimento da população
• Etapas envolvidas: decantação, filtração, cloração e fluoretação.
• Objetivo: garantir água potável e segura para consumo humano. 
Os métodos de separação de misturas citados no texto apresentado incluem
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Q3928830 Química
Texto para a questão.

    Alguns bombons possuem um recheio líquido, uma espécie de “li r” u “xar pe” e eu interior. Muitos podem se perguntar: como isso é possível? Seria esse líquido inserido dentro do bombom sólido oco? Se sim, como se faria para tapar o orifício de introdução e evitar que o líquido vaze?
    Na verdade, o processo não é bem esse. O recheio é feito com uma mistura de sacarose e outros ingredientes, formando uma pasta ou um creme relativamente firme. Antes de se recobrir o recheio sólido com chocolate, a enzima invertase é adicionada à mistura. Essa enzima catalisa a hidrólise da sacarose em duas moléculas menores: glicose e frutose. Após o bombom ser fechado com a casca de chocolate, a invertase começa a agir lentamente. Em alguns dias ou semanas, a sacarose se converte em glicose e frutose, que são mais solúveis em água. Isso transforma o recheio sólido em um xarope líquido dentro da casca.
Ainda considerando-se as informações do texto anterior, é correto afirmar que a hidrólise da sacarose, produzindo glicose e frutose, é uma reação
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Q3928828 Química
Texto para a questão.

    Alguns bombons possuem um recheio líquido, uma espécie de “li r” u “xar pe” e eu interior. Muitos podem se perguntar: como isso é possível? Seria esse líquido inserido dentro do bombom sólido oco? Se sim, como se faria para tapar o orifício de introdução e evitar que o líquido vaze?
    Na verdade, o processo não é bem esse. O recheio é feito com uma mistura de sacarose e outros ingredientes, formando uma pasta ou um creme relativamente firme. Antes de se recobrir o recheio sólido com chocolate, a enzima invertase é adicionada à mistura. Essa enzima catalisa a hidrólise da sacarose em duas moléculas menores: glicose e frutose. Após o bombom ser fechado com a casca de chocolate, a invertase começa a agir lentamente. Em alguns dias ou semanas, a sacarose se converte em glicose e frutose, que são mais solúveis em água. Isso transforma o recheio sólido em um xarope líquido dentro da casca.
Caso a reação de hidrólise da sacarose, mencionada no texto apresentado, não fosse catalisada e o sistema já estivesse em equilíbrio químico, então a adição de mais sacarose à mistura do recheio
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Q3928824 Química
Texto para a questão.

    O Codex Ebers, um papiro médico produzido no antigo Egito, descreve o uso de alho para limpar feridas e tratar doenças. Hoje, sabe-se que o dissulfeto de dialila (CH2═CH─CH2─S─S─CH2─CH═CH2; M = 146 g/mol), o composto volátil responsável pelo odor do alho, é um poderoso agente antibactericida, mais potente contra febre tifoide, inclusive, que a própria penicilina.

    Em escala industrial, o dissulfeto de dialila é produzido a partir de dissulfeto de sódio (Na2S2; M = 110 g/mol) e cloreto de alila (C3H5Cl; M = 76,5 g/mol), a temperaturas entre 40 °C e 60 °C, em uma atmosfera de gás inerte, conforme a reação mostrada a seguir.

Captura_de tela 2026-03-12 142902.png (522×50)
Considerando-se que a reação entre dissulfeto de sódio e cloreto de alila, mencionada no texto precedente, tenha um rendimento de 88%, é correto afirmar que 1 kg de dissulfeto de sódio produzirá uma quantidade de dissulfeto de dialila
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Q3928807 Física
    Um corpo, inicialmente em repouso, está no topo de um plano inclinado, de altura h. O ângulo entre o plano e a direção horizontal é dado por θ, e a aceleração da gravidade é representada por g, conforme ilustrado na figura a seguir.

Captura_de tela 2026-03-12 142446.png (283×177)

    Sabe-se que há atrito entre o corpo e a superfície do plano inclinado e que o coeficiente de atrito estático é o dobro do coeficiente de atrito cinético e tem valor adimensional igual a 1. Sabe-se, também, que o valor de θ é o menor valor possível para que o corpo não permaneça em repouso. Sobre o corpo atua a força peso.

    A partir dessas informações, assinale a opção que corresponde ao tempo que o corpo demorará para descer do topo até a base do plano inclinado.
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Q3928800 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
    Tecnologia assistiva (ou ajuda técnica), conforme definida na Lei Brasileira de Inclusão, são produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivem promover a funcionalidade, relacionada à atividade e à participação da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, visando à autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.

Brasil. Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Manual de acessibilidade em eventos presenciais. 1.ª ed. Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, 2025. Internet: <gov.br>.

Considerando as informações apresentadas, assinale a opção correta acerca do uso de tecnologia assistiva em eventos e produções artísticas.
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Q3928797 Português
Amor

    Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem. Parecia ter descoberto que tudo era passível de aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão do homem.
    No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado.
        (...)
      O bonde vacilava nos trilhos, entrava em ruas largas. Ana respirou profundamente e uma grande aceitação deu ao seu rosto um ar de mulher. O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto.
     A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego.
    O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranquila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles.
     Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo que os irmãos viriam jantar — o coração batia-lhe violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele mastigava goma na escuridão. Sem sofrimento, com os olhos abertos. O movimento da mastigação fazia-o parecer sorrir e de repente deixar de sorrir, sorrir e deixar de sorrir — como se ele a tivesse insultado, Ana olhava-o. E quem a visse teria a impressão de uma mulher com ódio.

Clarice Lispector. Todos os contos. Benjamin Moser (org.).
Rio de Janeiro: Rocco, 2016, p. 145-7 (com adaptações).

No texto Amor, a imagem de um cego no ponto do bonde provoca na personagem Ana uma reação tão intensa que “quem a visse teria a impressão de uma mulher com ódio”. Pelos sentidos veiculados no fragmento, infere-se que tal reação se deve
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Q3928792 Português
Gesso
                                Manuel Bandeira

Esta minha estatuazinha de gesso, quando nova
— O gesso muito branco, as linhas muito puras, —
Mal sugeria a imagem de vida
(Embora a figura chorasse).
Há muitos anos tenho-a comigo.

O tempo envelheceu-a, carcomeu-a, manchou-a de pátina
amarelo-suja.
Os meus olhos, de tanto a olharem,
Impregnaram-na da minha humanidade irônica de tísico.

Um dia mão estúpida
Inadvertidamente a derrubou e partiu.
Então ajoelhei com raiva, recolhi aqueles tristes fragmentos,
recompus a
        [figurinha que chorava.
E o tempo sobre as feridas escureceu ainda mais o sujo mordente
da pátina...

Hoje este gessozinho comercial
É tocante e vive, e me fez agora refletir
Que só é verdadeiramente vivo o que já sofreu.

Manuel Bandeira. Gesso. In: Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986, p. 68.
A composição do poema Gesso estrutura-se
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Q3928791 Português
Gesso
                                Manuel Bandeira

Esta minha estatuazinha de gesso, quando nova
— O gesso muito branco, as linhas muito puras, —
Mal sugeria a imagem de vida
(Embora a figura chorasse).
Há muitos anos tenho-a comigo.

O tempo envelheceu-a, carcomeu-a, manchou-a de pátina
amarelo-suja.
Os meus olhos, de tanto a olharem,
Impregnaram-na da minha humanidade irônica de tísico.

Um dia mão estúpida
Inadvertidamente a derrubou e partiu.
Então ajoelhei com raiva, recolhi aqueles tristes fragmentos,
recompus a
        [figurinha que chorava.
E o tempo sobre as feridas escureceu ainda mais o sujo mordente
da pátina...

Hoje este gessozinho comercial
É tocante e vive, e me fez agora refletir
Que só é verdadeiramente vivo o que já sofreu.

Manuel Bandeira. Gesso. In: Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986, p. 68.
Segundo os sentidos veiculados no poema Gesso, de Manuel Bandeira, o que diferencia os seres vivos dos objetos inanimados é, sobretudo,
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Q3928789 Português
O alienista

    Nisto chegou do Rio de Janeiro D. Evarista, esposa do alienista, a tia, a mulher do Crispim Soares, e toda a mais comitiva — ou quase toda — que algumas semanas antes partira de Itaguaí.
    (...)
    Três horas depois cerca de cinquenta convivas sentavam-se em volta da mesa de Simão Bacamarte; era o jantar das boas-vindas. D. Evarista foi o assunto obrigado dos brindes, discursos, versos de toda a casta, metáforas, amplificações, apólogos. Ela era a esposa do novo Hipócrates, a musa da ciência, anjo, divina, aurora, caridade, vida, consolação; trazia nos olhos duas estrelas segundo a versão modesta de Crispim Soares e dous sóis, no conceito de um vereador. (...) Um dos oradores, por exemplo, Martim Brito, rapaz de vinte e cinco anos, pintalegrete acabado, curtido de namoros e aventuras, declamou um discurso em que o nascimento de D. Evarista era explicado pelo mais singular dos reptos. “Deus”, disse ele, “depois de dar o universo ao homem e à mulher, esse diamante e essa pérola da coroa divina,” (e o orador arrastava triunfalmente esta frase de uma ponta a outra da mesa) “Deus quis vencer a Deus, e criou D. Evarista.” 
    D. Evarista baixou os olhos com exemplar modéstia. Duas senhoras, achando a cortesanice excessiva e audaciosa, interrogaram os olhos do dono da casa; e, na verdade, o gesto do alienista pareceu-lhes nublado de suspeitas, de ameaças e, provavelmente, de sangue. O atrevimento foi grande, pensaram as duas damas. (...) Mas o alienista sorria agora para o Martim Brito e, levantados todos, foi ter com ele e falou-lhe do discurso. Não lhe negou que era um improviso brilhante, cheio de rasgos magníficos. Seria dele mesmo a ideia relativa ao nascimento de D. Evarista ou tê-la-ia encontrado em algum autor que?... Não senhor; era dele mesmo; achou-a naquela ocasião e parecera-lhe adequada a um arroubo oratório. De resto, suas ideias eram antes arrojadas do que ternas ou jocosas. Dava para o épico. (...)
    “Pobre moço!”, pensou o alienista. E continuou consigo: “Trata-se de um caso de lesão cerebral: fenômeno sem gravidade, mas digno de estudo...”
    D. Evarista ficou estupefata quando soube, três dias depois, que o Martim Brito fora alojado na Casa Verde. Um moço que tinha ideias tão bonitas! As duas senhoras atribuíram o ato a ciúmes do alienista. Não podia ser outra cousa; realmente, a declaração do moço fora audaciosa demais.
    Ciúmes? Mas como explicar que, logo em seguida, fossem recolhidos José Borges do Couto Leme, pessoa estimável, o Chico das cambraias, folgazão emérito, o escrivão Fabrício e ainda outros? O terror acentuou-se. Não se sabia já quem estava são, nem quem estava doudo. 

Machado de Assis. O alienista. In: 50 contos de Machado de Assis.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p.38; 55-56 (com adaptações).
Como forma literária humanizadora, o trecho apresentado da obra machadiana O alienista permite ao leitor o reconhecimento de certos valores sociais, como
Alternativas
Q3928786 Português
Desafio

    Muito se fala sobre como as inteligências artificiais (IAs) estão dominando tarefas humanas. Elas escrevem textos, criam imagens, atuam em diagnósticos médicos, e por aí vai. Elas também escrevem crônicas que podem, quem sabe, enganar qualquer leitor. Será mesmo? Hoje, lanço um desafio: você consegue diferenciar uma crônica minha, escrita a partir das inquietações e alegrias humanas, de uma criada por inteligência artificial? Apresento duas crônicas: uma é minha, outra da IA. Vamos ver até onde vai a diferença entre o humano e o sintético.

Crônica 1 – A última parada

    Acordou sem pressa. O dia prometia ser longo, como todos os outros, mas sem a mínima expectativa. Na janela, o Sol nascia sem entusiasmo, como quem cumpre uma tarefa sem sentido. A cidade parecia se arrastar, assim como ele, engolido pela rotina. Saiu de casa sem rumo. As ruas estavam cheias, mas ele mal via as pessoas ao seu redor. Ele não sabia o que procurava, mas também não acreditava que encontraria algo. Passou horas assim, até chegar à estação de trem. Não sabia para onde os trilhos o levariam. Só queria sentir o movimento, a ilusão de estar indo a algum lugar, mesmo que fosse para lugar nenhum. O trem partiu e ele se sentou na janela, observando o mundo passar. No fundo, sabia que não havia mais volta. E isso, de algum modo, parecia ser o único sentido.

Crônica 2 – O incêndio

    O incêndio começou enquanto ele assistia distraidamente a sua série favorita. Estava no último episódio da segunda temporada quando sentiu o cheiro de fumaça. Hesitou alguns instantes: estava diante da grande descoberta. Afinal de contas, será que Brian Miller era realmente um espião industrial? O grand finale fez com que Alceu demorasse a sair. Quando começou a tossir loucamente, percebeu que a situação era séria. Deixou sua série favorita para trás e saiu correndo do apartamento. Alceu estava em pânico e chegou a pensar no pior. Mas mal sabia ele que o pior ainda estava por vir: Brian Miller não somente era um espião, como também havia roubado os planos para a construção de uma arma química capaz de devastar a inteira Nova York.

Juliano Martinz. Desafio: você consegue diferenciar uma crônica minha de uma gerada por IA?
Internet: <https://corrosiva.com.br> (com adaptações).
Na Crônica 2 – O incêndio, que integra o texto Desafio, está implícita uma opinião acerca do comportamento humano diante do entretenimento. Essa opinião é revelada por meio
Alternativas
Q3928785 Português
Desafio

    Muito se fala sobre como as inteligências artificiais (IAs) estão dominando tarefas humanas. Elas escrevem textos, criam imagens, atuam em diagnósticos médicos, e por aí vai. Elas também escrevem crônicas que podem, quem sabe, enganar qualquer leitor. Será mesmo? Hoje, lanço um desafio: você consegue diferenciar uma crônica minha, escrita a partir das inquietações e alegrias humanas, de uma criada por inteligência artificial? Apresento duas crônicas: uma é minha, outra da IA. Vamos ver até onde vai a diferença entre o humano e o sintético.

Crônica 1 – A última parada

    Acordou sem pressa. O dia prometia ser longo, como todos os outros, mas sem a mínima expectativa. Na janela, o Sol nascia sem entusiasmo, como quem cumpre uma tarefa sem sentido. A cidade parecia se arrastar, assim como ele, engolido pela rotina. Saiu de casa sem rumo. As ruas estavam cheias, mas ele mal via as pessoas ao seu redor. Ele não sabia o que procurava, mas também não acreditava que encontraria algo. Passou horas assim, até chegar à estação de trem. Não sabia para onde os trilhos o levariam. Só queria sentir o movimento, a ilusão de estar indo a algum lugar, mesmo que fosse para lugar nenhum. O trem partiu e ele se sentou na janela, observando o mundo passar. No fundo, sabia que não havia mais volta. E isso, de algum modo, parecia ser o único sentido.

Crônica 2 – O incêndio

    O incêndio começou enquanto ele assistia distraidamente a sua série favorita. Estava no último episódio da segunda temporada quando sentiu o cheiro de fumaça. Hesitou alguns instantes: estava diante da grande descoberta. Afinal de contas, será que Brian Miller era realmente um espião industrial? O grand finale fez com que Alceu demorasse a sair. Quando começou a tossir loucamente, percebeu que a situação era séria. Deixou sua série favorita para trás e saiu correndo do apartamento. Alceu estava em pânico e chegou a pensar no pior. Mas mal sabia ele que o pior ainda estava por vir: Brian Miller não somente era um espião, como também havia roubado os planos para a construção de uma arma química capaz de devastar a inteira Nova York.

Juliano Martinz. Desafio: você consegue diferenciar uma crônica minha de uma gerada por IA?
Internet: <https://corrosiva.com.br> (com adaptações).
Na Crônica 1 – A última parada, inserida no texto Desafio, observa-se no trecho “Na janela, o Sol nascia sem entusiasmo, como quem cumpre uma tarefa sem sentido” (terceiro período) o uso da figura de linguagem denominada
Alternativas
Q3928784 Português
Desafio

    Muito se fala sobre como as inteligências artificiais (IAs) estão dominando tarefas humanas. Elas escrevem textos, criam imagens, atuam em diagnósticos médicos, e por aí vai. Elas também escrevem crônicas que podem, quem sabe, enganar qualquer leitor. Será mesmo? Hoje, lanço um desafio: você consegue diferenciar uma crônica minha, escrita a partir das inquietações e alegrias humanas, de uma criada por inteligência artificial? Apresento duas crônicas: uma é minha, outra da IA. Vamos ver até onde vai a diferença entre o humano e o sintético.

Crônica 1 – A última parada

    Acordou sem pressa. O dia prometia ser longo, como todos os outros, mas sem a mínima expectativa. Na janela, o Sol nascia sem entusiasmo, como quem cumpre uma tarefa sem sentido. A cidade parecia se arrastar, assim como ele, engolido pela rotina. Saiu de casa sem rumo. As ruas estavam cheias, mas ele mal via as pessoas ao seu redor. Ele não sabia o que procurava, mas também não acreditava que encontraria algo. Passou horas assim, até chegar à estação de trem. Não sabia para onde os trilhos o levariam. Só queria sentir o movimento, a ilusão de estar indo a algum lugar, mesmo que fosse para lugar nenhum. O trem partiu e ele se sentou na janela, observando o mundo passar. No fundo, sabia que não havia mais volta. E isso, de algum modo, parecia ser o único sentido.

Crônica 2 – O incêndio

    O incêndio começou enquanto ele assistia distraidamente a sua série favorita. Estava no último episódio da segunda temporada quando sentiu o cheiro de fumaça. Hesitou alguns instantes: estava diante da grande descoberta. Afinal de contas, será que Brian Miller era realmente um espião industrial? O grand finale fez com que Alceu demorasse a sair. Quando começou a tossir loucamente, percebeu que a situação era séria. Deixou sua série favorita para trás e saiu correndo do apartamento. Alceu estava em pânico e chegou a pensar no pior. Mas mal sabia ele que o pior ainda estava por vir: Brian Miller não somente era um espião, como também havia roubado os planos para a construção de uma arma química capaz de devastar a inteira Nova York.

Juliano Martinz. Desafio: você consegue diferenciar uma crônica minha de uma gerada por IA?
Internet: <https://corrosiva.com.br> (com adaptações).
Em relação ao período “O incêndio começou enquanto ele assistia distraidamente a sua série favorita.” da Crônica 2 – O incêndio, que integra o texto Desafio, julgue os itens a seguir.

I A substituição da forma verbal “começou” por tinha começado não prejudicaria a correção gramatical nem alteraria os sentidos originais do texto.
II O emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” é facultativo.
III O referente do pronome pessoal “ele” revela-se no quinto período de tal crônica.

Assinale a opção correta. 
Alternativas
Respostas
1: C
2: A
3: B
4: E
5: D
6: C
7: A
8: E
9: E
10: A
11: A
12: B
13: A
14: D
15: E
16: A
17: A
18: A
19: E
20: D