Muito se fala sobre como as inteligências artificiais (IAs)
estão dominando tarefas humanas. Elas escrevem textos, criam
imagens, atuam em diagnósticos médicos, e por aí vai. Elas
também escrevem crônicas que podem, quem sabe, enganar
qualquer leitor. Será mesmo? Hoje, lanço um desafio: você
consegue diferenciar uma crônica minha, escrita a partir das
inquietações e alegrias humanas, de uma criada por inteligência
artificial? Apresento duas crônicas: uma é minha, outra da IA.
Vamos ver até onde vai a diferença entre o humano e o sintético.
Crônica 1 – A última parada
Acordou sem pressa. O dia prometia ser longo, como
todos os outros, mas sem a mínima expectativa. Na janela, o Sol
nascia sem entusiasmo, como quem cumpre uma tarefa sem
sentido. A cidade parecia se arrastar, assim como ele, engolido
pela rotina. Saiu de casa sem rumo. As ruas estavam cheias, mas
ele mal via as pessoas ao seu redor. Ele não sabia o que
procurava, mas também não acreditava que encontraria algo.
Passou horas assim, até chegar à estação de trem. Não sabia para
onde os trilhos o levariam. Só queria sentir o movimento, a ilusão
de estar indo a algum lugar, mesmo que fosse para lugar nenhum.
O trem partiu e ele se sentou na janela, observando o mundo
passar. No fundo, sabia que não havia mais volta. E isso, de
algum modo, parecia ser o único sentido.
Crônica 2 – O incêndio
O incêndio começou enquanto ele assistia distraidamente
a sua série favorita. Estava no último episódio da segunda
temporada quando sentiu o cheiro de fumaça. Hesitou alguns
instantes: estava diante da grande descoberta. Afinal de contas,
será que Brian Miller era realmente um espião industrial? O
grand finale fez com que Alceu demorasse a sair. Quando
começou a tossir loucamente, percebeu que a situação era séria.
Deixou sua série favorita para trás e saiu correndo do
apartamento. Alceu estava em pânico e chegou a pensar no pior.
Mas mal sabia ele que o pior ainda estava por vir: Brian Miller
não somente era um espião, como também havia roubado os
planos para a construção de uma arma química capaz de devastar
a inteira Nova York.
Juliano Martinz. Desafio: você consegue diferenciar uma crônica minha de uma gerada por IA?
Na Crônica 2 – O incêndio, que integra o texto Desafio, está
implícita uma opinião acerca do comportamento humano diante
do entretenimento. Essa opinião é revelada por meio
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
Veja como esse erro impacta seu desempenho geral. Ver estatísticas