Questões de Concurso
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(Fonte: PIAGET, J. A psicologia da criança. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998)
Nesse sentido, assinale a alternativa que indica corretamente o estágio que se caracteriza pelo início da função simbólica, pela capacidade de representação mental e pela utilização de linguagem e brincadeiras simbólicas, abrangendo aproximadamente o período entre 2 e 7 anos de idade.
Nesse sentido, assinale a alternativa correta.
“Além disso, nessas experiências e em muitas outras, as crianças também se deparam, frequentemente, com conhecimentos matemáticos (avaliação de distâncias, reconhecimento de formas geométricas, conhecimento e reconhecimento de numerais cardinais e ordinais etc.) que igualmente aguçam a curiosidade.”
(Fonte: adaptador de BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília, DF: MEC, 2017. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br)
Assinale a alternativa que indica corretamente o campo de experiência ao qual o trecho pertence.
(Fonte: adaptado de BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998. v. 3.)
Sobre o chamado ambiente alfabetizador, de acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, assinale a alternativa correta, conforme o documento.
"Elegia a brincadeira e os brinquedos como mediadores tanto no processo de apreensão do mundo pela criança, por meio da interiorização, como também no processo de conhecimento de si mesma pela criança (autoconhecimento), por meio da exteriorização. Entendia que os brinquedos e as brincadeiras não poderiam mais ser escolhidos ao acaso. Eles deveriam ser estudados para que se pudesse oferecer às crianças as atividades mais adequadas ao seu nível de desenvolvimento."
(Fonte: adaptado de ARCE, Alessandra. Cadernos CEDES, Campinas, v. 24, n. 62, abr. 2004.)
Assinale a alternativa que indica o(a) pensador(a) a que se refere a assertiva.
Na figura, ABCD é um quadrado de lado 2√5, M é ponto médio do lado
e
é perpendicular a 

Com base nas informações, qual é a medida da área do triângulo APM?
Ela pretende formar triângulos tomando os pontos como vértices. Com base nisso, quantos triângulos, no máximo, Marcela conseguirá formar?
Ao escolher um aluno ao acaso, a probabilidade de ele gostar apenas de um dos alimentos é, aproximadamente, de
I. A BNCC prioriza a aprendizagem da língua apenas como instrumento normativo, enfatizando a gramática e a correção formal, desconsiderando contextos sociais e culturais.
II. O ensino da literatura deve desenvolver a leitura crítica e reflexiva, valorizando diferentes vozes, contextos históricos e sociais, e promovendo experiências estéticas e formativas.
III. A leitura e a escrita são processos integrados, em que o estudante deve ser capaz de interpretar, produzir e refletir sobre textos de múltiplos gêneros e mídias, considerando intenções comunicativas e interlocutores diversos.
IV. A BNCC reconhece a variedade linguística e orienta o combate a preconceitos linguísticos, promovendo o respeito às diferentes formas de expressão e comunicação.
A alternativa correta é:
I. A leitura deve ser compreendida como um processo dinâmico, no qual o leitor atribui significados singulares às palavras, ultrapassando a mera decodificação.
II. O efeito de estranhamento nas obras literárias funciona como mecanismo de amadurecimento, transformação e ampliação da experiência crítica do leitor.
III. A leitura na escola deve ser interpretativa, objetiva de fatos e enredos, para garantir uniformidade de compreensão entre os alunos.
IV. O desenvolvimento das habilidades de leitura envolve estratégias múltiplas, que podem ocorrer simultânea ou sequencialmente, integrando competências cognitivas automáticas e conscientes.
V. A interação entre leitor e texto é essencial para a produção de sentidos e para a formação crítica e social do indivíduo.
A alternativa correta é:
Para a questão, considere o texto “Aniversário”, de Álvaro de Campos:
Aniversário
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui…
A que distância!…
(Nem o acho…) O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes…
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio…
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim…
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui…
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,
com mais copos,
O aparador com muitas coisas: doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…
Para, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!…
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!…
No poema “Aniversário”, de Álvaro de Campos, a linguagem poética reflete escolhas conscientes do autor para expressar a subjetividade e o impacto emocional da memória do passado.
Leia o trecho abaixo:
"Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida."
Considerando a habilidade EM13LP17, analise as alternativas e assinale a que apresenta a interpretação mais adequada sobre a variação linguística e estilística presente nesse trecho.
Para a questão, considere o texto “Aniversário”, de Álvaro de Campos:
Aniversário
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui…
A que distância!…
(Nem o acho…) O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes…
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio…
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim…
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui…
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,
com mais copos,
O aparador com muitas coisas: doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…
Para, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!…
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!…
Assinale a alternativa que completa adequadamente a caracterização da corrente da Teoria Literária apresentada.