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Ano: 2018 Banca: FCM Órgão: IFN-MG Prova: FCM - 2018 - IFN-MG - Língua Portuguesa |
Q961075 Português

                                       Serena Sintética


                                                        Lua

                                                        morta.

                                                                       Rua

                                                                        torta

                                                        Tua

                                                        porta.

RICARDO, Cassiano. Poesias completas. Pref. Tristão de Athayde. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1957, p. 27.

Para muitos estudiosos e teóricos, a coerência e a coesão, que formam parte dos critérios tidos como constitutivos da textualidade, são os mais importantes. A partir da leitura de "Serenata Sintética", informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma acerca do poema.


( ) É destituído de elementos coesivos, o que o torna incoerente e o impede de funcionar e de ser chamado de texto.

( ) Apresenta-se segmentado, mas isso não obsta, obviamente, que funcione como um texto perfeitamente inteligível.

( ) Impossibilita o leitor de conseguir interpretá-lo, ainda que este assuma uma atitude colaborativa na produção de sentidos.

( ) Reúne fatos isolados a partir de palavras soltas distribuídas no espaço branco do papel, não forma uma sequência contínua nem exibe textura.

( ) Proporciona o entendimento de que a coesão superficial não é necessária para a textualidade, pois esta é inferida a partir da coerência identificada.


De acordo com as afirmações, a sequência correta é

Você errou!   Resposta: Parabéns! Você acertou!
Ano: 2018 Banca: FCM Órgão: IFN-MG Prova: FCM - 2018 - IFN-MG - Língua Portuguesa |
Q961074 Português

                                       Serena Sintética


                                                        Lua

                                                        morta.

                                                                       Rua

                                                                        torta

                                                        Tua

                                                        porta.

RICARDO, Cassiano. Poesias completas. Pref. Tristão de Athayde. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1957, p. 27.

“Serenata Sintética” foi publicado em 1947, no livro Um Dia Depois do Outro – que a crítica em geral considera como o marco divisório da carreira literária de Cassiano Ricardo, poeta modernista associado aos grupos Verde-Amarelo e da Anta.


Avalie o que se afirma sobre os aspectos sintático-semânticos apontados na análise do poema.

I. Nos versos, as imagens evocadas pelas palavras, assim como elas próprias, articulam-se segundo a parataxe gramatical, caracterizada por uma sequência de frases justapostas.

II. No nível semântico, nota-se o uso predominante da paranomásia, pois se extrai expressividade da combinação das palavras, que apresentam semelhança fônica, mas sentidos diferentes.

III. No poema, há a justaposição de três imagens, próximas da montagem do ideograma, e que lembram uma pintura ou uma fotografia, cuja cena anunciada em seu título é denotativamente decodificada, sem a presença de figuras de linguagem.

IV. Nos dísticos, nos quais sobressai a função apelativa da linguagem, a mensagem, centrada em seu próprio código, instrui os leitores acerca de uma pequena cidade com ruas sinuosas (rua torta), uma lua pálida (lua morta) e a sugestão de um caso amoroso (tua porta), palco para uma serenata.


Está correto apenas o que se afirma em

Você errou!   Resposta: Parabéns! Você acertou!
Ano: 2018 Banca: FCM Órgão: IFN-MG Prova: FCM - 2018 - IFN-MG - Língua Portuguesa |
Q961073 Português

Grande acervo de obras constitui a ficção brasileira da atualidade e merece destaque pelas opções estilísticas e formais que se apresentam nas escritas dos autores contemporâneos. Os textos seguintes encerram reflexões a esse respeito.

Texto I

O contemporâneo é aquele que, graças a uma diferença, uma defasagem ou um anacronismo, é capaz de captar seu tempo e enxergá-lo. Por não se identificar, por sentir-se em desconexão com o presente, cria um ângulo do qual é possível expressá-lo. Assim a literatura contemporânea não será necessariamente aquela que representa a atualidade, a não ser por uma inadequação, uma estranheza histórica que a faz perceber as zonas marginais e obscuras do presente, que se afastam de sua lógica. Ser contemporâneo, segundo esse raciocínio, é ser capaz de se orientar no escuro e, a partir daí, ter coragem de reconhecer e de se comprometer com um presente com o qual não é possível coincidir. Na perspectiva dessa compreensão da história atual como descontinuidade e do papel do escritor contemporâneo na contramão das tendências afirmativas, talvez seja possível entender alguns dos critérios implícitos que determinam quem faz sucesso, quem ganha maior visibilidade na mídia, na academia, entre os críticos ou entre os leitores.

SCHOLLHAMMER, Karl Erik. Ficção brasileira contemporânea. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p. 10.


Texto II

O medo que mora em nós

No conto de terror "O Próximo da Fila" (1955), de Ray Bradbury, uma mulher visita as catacumbas de Guanajuato, México. Corpos mumificados forram as paredes. Acordada em sua cama, na noite seguinte, assombrada pelo passeio macabro, ela percebe que seu coração "era um fole eternamente soprando sobre um pequeno tição de medo... Uma luz entranhada para a qual seus olhos internos se voltavam fixamente, com fascínio indesejado".

Em nosso tempo atual, o coração da cultura assopra com força sobre um tição de medo, e o fascínio está em toda parte. Filmes de terror quebram recordes, e as vendas de literatura desse gênero sobem a cada ano.

E o sucesso não é apenas comercial. Tradicionalmente um tanto malfalado, hoje o horror desfruta uma aura de respeitabilidade crítica.

OWEN, M. M. O medo que mora em nós. Folha de São Paulo. Ilustríssima, 28 out. 2018, p. 4.


De acordo com o que aponta o autor do Texto I acerca da produção ficcional contemporânea e sobre os "critérios implícitos que determinam quem faz sucesso" na atualidade, é correto afirmar que, por meio de interpretações feitas com a contribuição do Texto II, o gênero conto de terror tem guarida entre os leitores, na contemporaneidade, EXCETO porque

Você errou!   Resposta: Parabéns! Você acertou!
Ano: 2018 Banca: FCM Órgão: IFN-MG Prova: FCM - 2018 - IFN-MG - Língua Portuguesa |
Q961072 Português

Segundo Cunha (2008, p. 568), no discurso, "certas conjunções coordenativas podem assumir variados matizes significativos de acordo com a relação que estabelecem entre os membros (palavras e orações) coordenados."


A esse respeito, observe a tirinha cujos personagens são Calvin e Haroldo, uma série criada, escrita e ilustrada pelo autor norte-americano Bill Watterson e publicada em mais de 2000 jornais do mundo inteiro.


Disponível em:<https://cultura.estadao.com.br/fotos/quadrinhos,o-melhor-de-calvin,855476> . Acesso em: 20 out. 2018. Adaptado.


No primeiro quadrinho, o valor semântico da conjunção MAS é de

Você errou!   Resposta: Parabéns! Você acertou!
Ano: 2018 Banca: FCM Órgão: IFN-MG Prova: FCM - 2018 - IFN-MG - Língua Portuguesa |
Q961071 Português

Leia o poema "O prazer", correspondente ao rondó XXIV do livro Glaura, cujo autor é o poeta árcade Manoel Inácio da Silva Alvarenga, mineiro nascido em Vila Rica, capitania de Minas Gerais, em 1749.


O prazer


Sobre o feno recostado

Descansando afino a lira ESTRIBILHO

Que respira com ternura Pouca terra cultivada

Na doçura do prazer Me agrade com seus frutos;

Mas os olhos tenho enxutos,

Amo a simples Natureza: Quanto agrada assim viver!

Busquem outros a vaidade

Nos tumultos da cidade O meu peito só deseja

Na riqueza e no poder. Doce paz neste retiro;

Por delícias não suspiro

Desse pélago furioso Onde a inveja faz tremer!

Não me assustam os perigos, [...]

Nem dos ventos inimigos

O raivoso combater.

[...]

ALVARENGA, Manuel Inácio da. Glaura. Poemas eróticos. Lisboa. Lisboa: Of. Nunesiana, 1799, p. 93.


Nos versos, NÃO se identifica, implícita ou explicitamente, a defesa do ideal arcádico denominado

Você errou!   Resposta: Parabéns! Você acertou!
Respostas
1: E
2: C
3: C
4: A
5: B