O ato de vacinar é uma responsabilidade social de proteção ...
Gabarito comentado
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Tema central: regras práticas de administração de vacinas em crianças e adolescentes, especialmente vacinas de vírus vivos atenuados, e como evitar interferência imunológica entre doses. Baseado em SBIm/Ministério da Saúde e CDC.
Alternativa correta: C
Quando duas vacinas injetáveis de vírus vivos (ex.: tríplice viral e varicela) não são aplicadas no mesmo dia, deve-se respeitar intervalo mínimo de 28–30 dias entre elas para evitar interferência imunológica (bloqueio do “take” vacinal pelo primeiro estímulo). Se forem aplicadas simultaneamente, não há interferência. Diretrizes: Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação – Ministério da Saúde/PNI, SBIm e CDC – General Best Practice Guidelines.
Por que as demais estão incorretas?
A) Afirma que o risco de complicações graves das vacinas “tende a ser maior” que o das doenças. Falso. Eventos adversos graves são raríssimos (ex.: anafilaxia ~1/milhão de doses na MMR), enquanto as doenças têm alta morbimortalidade (ex.: sarampo: pneumonia ~1/20, encefalite ~1/1000, óbito 1–2/1000 em não vacinados). Evidências: WHO, CDC, SBIm, UpToDate. Logo, o benefício supera amplamente o risco.
B) Define 2 meses como intervalo universal após hemoderivados para vacinas vivas. Incorreto. O intervalo varia conforme o produto e dose de imunoglobulina, pois anticorpos passivos podem neutralizar a vacina: concentrados de hemácias: 3–6 meses; imunoglobulina IV: 3–11 meses; plaquetas: ~6 semanas; hemácias lavadas: sem necessidade de adiar. Logo, “2 meses” não é regra. Fontes: PNI/MS, SBIm, CDC.
D) Diz que vacinas vivas “estão liberadas” em uso crônico de corticoides. Errado. Corticoide sistêmico em dose imunossupressora (prednisona ≥2 mg/kg/dia ou ≥20 mg/dia por ≥14 dias) é contraindicação para vacinas vivas (ex.: MMR, varicela). Exceções: uso tópico, inalatório, intra-articular, ou dose baixa/curta (<14 dias) podem permitir. Referências: SBIm, PNI/MS, CDC.
Dicas de prova (pegadinhas):
- Atenção a termos absolutistas como “2 meses” ou “liberadas”: verifique se há exceções (produto hemoderivado, dose/duração de corticoide).
- Regra de ouro para vírus vivos injetáveis: mesmo dia ou intervalo de 28–30 dias.
- Compare sempre risco da vacina vs. risco da doença; evidência epidemiológica favorece a vacinação.
Referências essenciais: Ministério da Saúde – Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação (PNI); SBIm – Calendário e Manual de Imunizações; CDC – General Best Practice Guidelines for Immunization; UpToDate; WHO Position Papers.
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