Foram encontradas 6.747 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3772937 Português
Texto I

I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?

Por Raphael Conceição

    O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
    A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
    É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
    Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.
    É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
    Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
    Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta. 
    De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
    A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
    A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
    A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
    Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.
    Mas esse papo é para um próximo texto.
    Um abraço, enter, e até lá.

Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/10 57224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
"Se é possível sonhar? Eu creio que sim" (12º parágrafo).

Nesse trecho, o autor utiliza um recurso discursivo específico, com o objetivo de:
Alternativas
Q3772936 Português
Texto I

I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?

Por Raphael Conceição

    O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
    A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
    É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
    Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.
    É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
    Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
    Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta. 
    De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
    A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
    A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
    A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
    Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.
    Mas esse papo é para um próximo texto.
    Um abraço, enter, e até lá.

Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/10 57224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
O autor critica o termo "inteligência artificial" principalmente por considerar que: 
Alternativas
Q3772935 Sociologia
O lazer é um fenômeno social tipicamente moderno, objeto de inúmeras pesquisas e políticas públicas, que tem sua origem no interior da sociedade industrial. Para Castellani Filho (2013), sua invenção tem como propósito: 
Alternativas
Q3772934 Educação Física
Um professor de Educação Física do sexto ano do Ensino Fundamental organizou uma competição de Ginástica Rítmica na escola em que trabalha. Optou por seguir o padrão dos Jogos Olímpicos, realizando as duas provas também presentes nos Jogos. Assim, na prova individual geral os estudantes se apresentaram nos aparelhos nomeados: 
Alternativas
Q3772933 Pedagogia
Orientada pela abordagem crítico-superadora, uma professora do 7º ano do Ensino Fundamental construiu instrumentos para materializar a avaliação dos seus estudantes. Tais instrumentos seguiram alguns aspectos propostos pela abordagem, como a reconsideração sobre o papel da escola e da Educação Física enquanto formadoras de atletas e campo para a descoberta de talentos.

Para colocar em prática esse aspecto, a professora não deve avaliar o rendimento físico do estudante, mas sim privilegiar na avaliação a: 
Alternativas
Q3772932 Pedagogia
Na concepção de currículo ampliado apresentada pela abordagem crítico-superadora, encontram-se alguns princípios que se relacionam diretamente com o conhecimento. O princípio que considera que um mesmo conhecimento pode ser tratado ao longo de distintas idades e séries, desde que compreendidas as diferentes formas de organizar as referências de pensamento sobre tal conhecimento, é nomeado como:  
Alternativas
Q3772931 Pedagogia
Planejando o currículo das séries finais do Ensino Fundamental (6° ao 9º ano), uma equipe de professores de Educação Física, referenciada na abordagem crítico-superadora, construiu uma proposta cuja função social consiste em dar condições aos estudantes de pensar a realidade social a partir de uma reflexão pedagógica ordenada, organizada, desenvolvida sob determinada lógica.

Para concretizar esse projeto curricular, é preciso que o professor envolvido seja capaz de:
Alternativas
Q3772930 História e Geografia de Estados e Municípios
Uma equipe de professoras de uma escola municipal de Arapiraca, inserida na organização de um Festival da Cultura Corporal, propõe a abordagem de três lutas brasileiras na programação. Desse modo, além de Ikindene e Tarracá, as professoras apresentaram a:  
Alternativas
Q3772929 Educação Física
A Base Nacional Comum Curricular orienta, para os primeiros anos do ensino fundamental, a abordagem dos esportes de marca e dos esportes de invasão. Nesse sentido, a professora de Educação Física de uma escola municipal de Arapiraca sugere aos estudantes a vivência de um esporte de marca e de um esporte de invasão, propondo, respectivamente, a corrida de obstáculos e: 
Alternativas
Q3772928 Pedagogia
O campo da pedagogia crítica da Educação Física escolar possui algumas correntes teóricas, sendo uma delas a perspectiva críticoemancipatória. Assim, Kunz (2006) defende que uma teoria pedagógica no sentido críticoemancipatório precisa estar acompanhada de uma didática:  
Alternativas
Q3772927 Pedagogia
Em diálogo com as reflexões de Valter Bracht sobre o campo da Educação Física, Bossle (2023) se propõe a elencar alguns movimentos na área que contribuíram para a constituição das teorias pedagógicas crítico-progressistas, como o Currículo Cultural, a Crítico-Emancipatória e a Crítico-Superadora. Nesse sentido, o autor reconhece em tais movimentos a crítica às:
Alternativas
Q3772926 Educação Física
Uma professora, diante do desafio de tematização das práticas corporais de aventura, explica para seus estudantes que o conteúdo da aula costuma ser praticado em áreas urbanas e compreende a superação dos obstáculos que aparecem pelo caminho.

Com os elementos apresentados pela docente, os estudantes assinalaram que o conteúdo da aula seria:  
Alternativas
Q3772925 Sociologia
O esporte de alto rendimento atravessa a sociedade como um todo, e refletir sobre esse fenômeno social é papel do professor de Educação Física escolar. Nesse sentido, Kunz (2006) assinala que, atualmente, dois problemas graves afetam a prática do esporte de alto rendimento em todo o mundo. São eles:
Alternativas
Q3772924 Pedagogia
Ao socializarem uma sistematização do trabalho pedagógico sobre a “Cultura Corporal Afrobrasileira”, Climaco, Santos e Taffarel (2018) mobilizam os valores civilizatórios afro-brasileiros, a Pedagogia Histórico-crítica e a Metodologia de Ensino da Educação Física Crítico-superadora. Além disso, as autoras sublinham as ações que materializem a Lei nº 10.639/03 e, consequentemente, garantem o acesso ao conjunto de conhecimentos negligenciados na educação básica. Nesse sentindo, Climaco, Santos e Taffarel (2018) definem a “Cultura Corporal Afro-brasileira” como: 
Alternativas
Q3772923 Pedagogia
A Educação Física escolar sofreu interferência de diversos elementos sociais ao longo do tempo. Nesse sentido, segundo o Coletivo de Autores (2012), a perspectiva da Educação Física escolar cujo objeto de estudo é o desenvolvimento da aptidão física do ser humano tem contribuído historicamente para a defesa: 
Alternativas
Q3772922 Educação Artística
Dentro do amplo acervo da cultura corporal, as danças populares são práticas marcadas pela coletividade, uma vez que surgem enquanto manifestação coletiva de uma região. Diante da necessidade de valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, conforme estabelece a Base Nacional Comum Curricular, uma professora da rede municipal de Arapiraca – AL planejou um conjunto de aulas para a tematização das danças populares, incluindo o coco de roda.

Entre os possíveis aspectos abordados nas aulas sobre o coco de roda, estão: 
Alternativas
Q3772921 Pedagogia
O Século XIX é particularmente importante para o entendimento da Educação Física, uma vez que é neste século em que se elaboram conceitos básicos sobre o corpo e a sua utilização enquanto força de trabalho. Conforme relata Carmen Lúcia Soares (2001), para manter a sua hegemonia, a burguesia necessita investir na construção de um homem novo, um homem que possa suportar uma nova ordem política, econômica e social, um novo modo de reproduzir a vida sob novas bases. Nesse período, de acordo com a autora, a Educação Física torna-se:
Alternativas
Q3772920 Educação Física
Ao refletir sobre o Esporte escolar no Brasil, Costa (2015) sublinha a força da influência mercadológica, midiática e da espetacularização esportiva para dentro da Educação Física escolar, sugerindo padrões de performance e rendimento máximo. Nesse sentido, o autor propõe saídas para a construção do esporte dentro das instituições de educação básica, como transformar as regras de acordo com os interesses da turma, bem como buscar construir novas práticas esportivas. Logo, Costa (2015) defende que o esporte escolar possibilite ao estudante:  
Alternativas
Q3772919 Educação Física
A obra “Educação Física e o conceito de cultura” analisa a produção teórica de diversos autores no âmbito da Educação Física escolar. Nesse sentido, Daolio (2007) termina o livro defendendo uma Educação Física da desordem em que, segundo o autor, essa perspectiva pretenderia atuar sobre o ser humano no que concerne às suas manifestações corporais eminentemente: 
Alternativas
Q3772918 Pedagogia
Reforçando a influência de Paulo Freire na sua proposição pedagógica, Bossle e Nunes (2025) assinalam a problematização como um dos princípios gerais da Teoria Pedagógica Crítico-Libertadora da Educação Física escolar. Para além disso, o autor e a autora assinalam oito princípios específicos para a referida teoria, sendo um deles: 
Alternativas
Respostas
1681: D
1682: C
1683: A
1684: C
1685: D
1686: A
1687: D
1688: D
1689: C
1690: D
1691: D
1692: B
1693: D
1694: D
1695: A
1696: D
1697: C
1698: A
1699: C
1700: B