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Q4218986 Administração Pública
Durante um processo de modernização administrativa, uma prefeitura promoveu alterações em sua estrutura organizacional. Entre as mudanças implementadas, foram criadas novas unidades administrativas, redefinidas as linhas de autoridade, redistribuídas competências entre os setores e estabelecidos mecanismos formais de coordenação para reduzir conflitos e sobreposição de atividades. Considerando os fundamentos da função administrativa Organização e os princípios da estrutura organizacional, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4218985 Administração Geral
Ao assumir a chefia do setor administrativo de uma prefeitura, um servidor observou que as atividades eram realizadas de forma improvisada, sem padronização de procedimentos, com retrabalho frequente, comunicação deficiente entre os setores e ausência de mecanismos de acompanhamento dos resultados. Diante desse cenário, propôs a implantação de rotinas administrativas, definição clara de responsabilidades, estabelecimento de metas e monitoramento contínuo das atividades desenvolvidas. Considerando os fundamentos básicos da Administração, é correto afirmar que a iniciativa do servidor evidencia que a Administração é: 
Alternativas
Q4218822 Legislação de Trânsito

Analise as afirmativas a seguir de acordo com o Manual Sinalização de Trânsito e assinale “V” para as verdadeiras e “F” para as falsas.


(_) Sendo necessário acrescentar informações para complementar os sinais de regulamentação, como período de validade, características e uso do veículo, condições de estacionamento, além de outras, sempre deve ser utilizada uma placa adicional na forma retangular, com as mesmas cores do sinal de regulamentação.


(_) As placas R-1 - “Parada Obrigatória” e R-2 - “Dê a Preferência”. não podem conter informações complementares 


(_) Nos casos em que houver símbolos, estes devem ter a forma e cores definidas em legislação específica.


Após análise, conclui-se que a sequência correta é:

Alternativas
Q4218820 Legislação de Trânsito
Segundo o Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, a sinalização vertical de regulamentação tem por finalidade transmitir aos usuários as condições, proibições, obrigações ou restrições no uso das vias urbanas e rurais. Analise as assertivas a seguir.  
I. O desrespeito aos sinais de regulamentação constitui infrações, previstas no capítulo XX do Código de Trânsito Brasileiro – CTB que trata das Infrações.
II. Pelos riscos à segurança dos usuários das vias e pela imposição de penalidades que são associadas às infrações relativas a essa sinalização, os princípios da sinalização de trânsito devem sempre ser observados e atendidos com rigor.
III. As proibições, obrigações e restrições devem ser estabelecidas para dias, períodos, horários, locais, tipos de veículos ou trechos em que se justifiquem, de modo que se legitimem perante os usuários.

Após análise, conclui-se que está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4218817 Legislação de Trânsito
O Código de Trânsito Brasileiro classifica a sinalização vertical em Regulamentação, Advertência e:
Alternativas
Q4218811 Legislação de Trânsito
O Código de Trânsito Brasileiro classifica as vias abertas à circulação como vias rurais e urbanas. As vias urbanas são classificadas como: 
Alternativas
Q4218107 Artes Plásticas
As tradições artísticas orientais desenvolveram processos técnicos específicos, frequentemente associados a suportes rígidos ou flexíveis, que demandam um domínio profundo da manipulação da matéria. O estudo da história da arte contempla a distinção entre métodos de corte e dobra de papel e os procedimentos de impressão que definiram a estética e a produção em larga escala nessas culturas. Considerando a natureza técnica de cada procedimento, assinale a alternativa que descreve corretamente a característica central de um desses processos artísticos. 
Alternativas
Q4218106 Artes Cênicas
A história do teatro consolidou diversos sistemas de representação, códigos de atuação e modos de ocupação espacial. A trajetória que perpassa o teatro antigo, as formas de atuação itinerantes e as práticas de rua contemporâneas evidencia diferentes lógicas de relação entre o performer, o espectador e o ambiente cênico. Considerando os aspectos históricos e técnicos desses gêneros, indique qual alternativa estabelece uma correlação tecnicamente precisa entre os elementos citados. 
Alternativas
Q4218105 Arquitetura
A arquitetura, enquanto reflexo das transformações históricas, transita entre paradigmas formais e espaciais que dialogam com o contexto urbano e a organização social de cada época. A passagem do Barroco para o Neoclássico marcou uma alteração significativa nas intenções conceituais das construções e no modo como se estabeleceu a relação com o espaço público. Considerando a estética e a função urbana, assinale a alternativa que indica qual é a principal diferença na articulação entre o Barroco e o Neoclássico.
Alternativas
Q4218104 Artes Cênicas
A transição da estética pós-moderna para a contemporaneidade nas artes do corpo e do som manifesta-se pela desconstrução das formas rígidas. Enquanto o pós-modernismo investiu na ironia, no pastiche e na fragmentação da tradição, a arte contemporânea, em música e dança, amplia a intersecção entre o gesto cotidiano, o silêncio e o uso tecnológico como elementos poéticos centrais. Analise as afirmações sobre as abordagens técnicas e conceituais nessas linguagens:
I. Na dança contemporânea, observa-se a valorização do gesto cotidiano, rompendo com o virtuosismo técnico clássico e a narrativa linear.
II. O pós-modernismo musical, através do minimalismo, buscou a complexidade máxima e a recusa total à repetição de estruturas sonoras.
III. Tanto na música quanto na dança contemporâneas, a tecnologia é utilizada como ferramenta de ampliação da percepção, permitindo que o corpo e o som ocupem novos espaços.
Após análise, conclui-se que está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4218103 Artes Cênicas
A cena contemporânea rompe com a hierarquia do palco italiano, redefinindo o papel do espectador e a natureza da obra. Conceitos como fruição, poética, quebra da quarta parede e apropriação tornaram-se pilares para entender como a performance se constitui como campo de experiência. Analise as afirmações sobre os conceitos fundamentais do teatro e da performance contemporânea:
I. Na cena contemporânea a quebra da quarta parede é uma técnica que visa a dissolução da barreira entre ator e público, podendo conferir ao espectador um papel de co-criador da cena.
II. A fruição, no contexto da arte performática, é uma experiência passiva, na qual o público apenas recebe a poética proposta pelo performer no espaço cênico.
III. A apropriação, na poética contemporânea, consiste na retirada de elementos cotidianos ou artísticos de seus contextos originais para ressignificá-los na performance.
Após análise, conclui-se que está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4218102 Educação Artística
A prática docente em Artes na rede pública frequentemente enfrenta a escassez de insumos especializados. Para o professor, esse cenário não deve significar a paralisação do fazer artístico, mas sim um estímulo para a reinvenção metodológica e o uso de recursos alternativos, alinhados aos objetivos da Arte-Educação crítica. Considerando a premissa de uma Arte-Educação emancipadora, assinale a alternativa que indica qual postura do professor melhor define o uso criativo de materiais escassos diante das limitações estruturais. 
Alternativas
Q4218099 Educação Artística
A transição da arte romana para a bizantina transformou o uso do mosaico. Se no período romano ele possuía caráter decorativo e naturalista em pisos, na era bizantina ele migrou para as paredes e cúpulas, adotando uma nova função estética e simbólica, fundamental para a liturgia cristã. Considerando as especificidades técnicas e estéticas, assinale a alternativa que indica qual é a principal diferença entre a aplicação do mosaico romano e o mosaico bizantino.
Alternativas
Q4218057 Português

Observe a letra da música a seguir para responder à questão. 


Algoritmo Íntimo

Criolo & Ney Matogrosso


Eu queria você aqui

Perto de mim

Quando a gente gosta, não dá pra esconder

Quando a gente ama, corpo fala

Coração quer explodir de amor

Eu (eu) sinto (sinto) tua falta (tua falta), bebê

Você é uma flor

Eu não sei se dá pra ver (uma flor) que eu vi

Que você viu a minha mensagem (minha mensagem)

Acho que sente que sinto

Que sente que sinto saudade (sinto saudade)

Mas não vou ficar na espera, na cela da tela

Toda a eternidade (toda a eternidade)


Meu algoritmo íntimo quer te agarrar de verdade

(te agarrar de verdade)

Me responde

Pra gente não se afastar mais

O tempo é danado

Muda o prumo e a prosa, meu bem (meu bem)

Meu corpo em chamas grita

E implora por teu abraço

Eu não sei se dá pra ver (volta) que eu vi

Que você viu a minha mensagem (minha mensagem)

Acho que sente que sinto

Que sente que sinto saudade (sinto saudade)

Mas não vou ficar na espera, na cela da tela

Toda a eternidade (toda a eternidade)

Meu algoritmo íntimo quer te agarrar de verdade

(te agarrar de verdade).


Fonte: https://www.letras.mus.br/ Acesso em 10/06/2026



Considere o verso:
"Quando a gente gosta, não dá pra esconder."
A respeito da concordância verbal empregada nesse trecho e de sua adequação à normapadrão, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4218056 Português

Observe a letra da música a seguir para responder à questão. 


Algoritmo Íntimo

Criolo & Ney Matogrosso


Eu queria você aqui

Perto de mim

Quando a gente gosta, não dá pra esconder

Quando a gente ama, corpo fala

Coração quer explodir de amor

Eu (eu) sinto (sinto) tua falta (tua falta), bebê

Você é uma flor

Eu não sei se dá pra ver (uma flor) que eu vi

Que você viu a minha mensagem (minha mensagem)

Acho que sente que sinto

Que sente que sinto saudade (sinto saudade)

Mas não vou ficar na espera, na cela da tela

Toda a eternidade (toda a eternidade)


Meu algoritmo íntimo quer te agarrar de verdade

(te agarrar de verdade)

Me responde

Pra gente não se afastar mais

O tempo é danado

Muda o prumo e a prosa, meu bem (meu bem)

Meu corpo em chamas grita

E implora por teu abraço

Eu não sei se dá pra ver (volta) que eu vi

Que você viu a minha mensagem (minha mensagem)

Acho que sente que sinto

Que sente que sinto saudade (sinto saudade)

Mas não vou ficar na espera, na cela da tela

Toda a eternidade (toda a eternidade)

Meu algoritmo íntimo quer te agarrar de verdade

(te agarrar de verdade).


Fonte: https://www.letras.mus.br/ Acesso em 10/06/2026



Considere o excerto da canção:
"Meu algoritmo íntimo quer te agarrar de verdade"
A expressão algoritmo íntimo exemplifica um processo de construção de sentido em que: 
Alternativas
Q4218054 Português
Recado aos amigos distantes Cecília Meireles
Meus companheiros amados, não vos espero nem chamo: porque vou para outros lados. Mas é certo que vos amo.
Nem sempre os que estão mais perto fazem melhor companhia. Mesmo com sol encoberto, todos sabem quando é dia.
Pelo vosso campo imenso, vou cortando meus atalhos. Por vosso amor é que penso e me dou tantos trabalhos.
Não condeneis, por enquanto, minha rebelde maneira. Para libertar-me tanto, fico vossa prisioneira.
Por mais que longe pareça, ides na minha lembrança, ides na minha cabeça, valeis a minha Esperança.
Fonte: https://www.culturagenial.com/poesia/. Acesso em 09/06/2026.
Com base nos aspectos de regência presentes no poema. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4218053 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Biografia do orvalho

Manoel de Barros


A maior riqueza do homem é a sua incompletude.

Nesse ponto sou abastado.

Palavras que me aceitam como sou — eu não

aceito.

Não aguento ser apenas um sujeito que abre

portas,

que puxa válvulas, que olha o relógio,

que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá

fora,

que aponta lápis, que vê a uva etc. etc.

Perdoai.

Mas eu preciso ser outros.

Eu penso renovar o homem usando borboletas.


Fonte: https://poetisarte.com/autores/manoel-de-barros/. Acesso em 28/05/2026



Considere o verso:
“Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas.”
A respeito da função sintática e do valor semântico do termo “apenas”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4218052 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Biografia do orvalho

Manoel de Barros


A maior riqueza do homem é a sua incompletude.

Nesse ponto sou abastado.

Palavras que me aceitam como sou — eu não

aceito.

Não aguento ser apenas um sujeito que abre

portas,

que puxa válvulas, que olha o relógio,

que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá

fora,

que aponta lápis, que vê a uva etc. etc.

Perdoai.

Mas eu preciso ser outros.

Eu penso renovar o homem usando borboletas.


Fonte: https://poetisarte.com/autores/manoel-de-barros/. Acesso em 28/05/2026



No poema, Manoel de Barros explora as tensões entre linguagem, sujeito e existência, produzindo efeitos de sentido que desafiam leituras convencionais. Assinale a alternativa que apresenta a interpretação crítica mais consistente. 
Alternativas
Q4218049 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão 


MEU IDEAL SERIA ESCREVER...

RUBEM BRAGA


        Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse – “ai meu Deus, que história mais engraçada!” E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa (que não sai de casa), enlutada (profundamente triste), doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria – “mas essa história é mesmo muito engraçada!” 


        Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher bastante irritada como o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.


        Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera, a minha história chegasse – e tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário (autoridade policial) do distrito (divisão territorial em que se exerce autoridade administrativa, judicial, fiscal ou policial), depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse – “por favor, se comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!” E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.


        E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um persa (habitante da antiga Pérsia, atual Irã), na Nigéria (país da África), a um australiano, em Dublin (capital da Irlanda), a um japonês, em Chicago – mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: “Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se filtrou (introduziu-se lentamente em) por acaso até nosso conhecimento; é divina.” 


        E quando todos me perguntassem – “mas de onde é que você tirou essa história?” – eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: “Ontem ouvi um sujeito contar uma história...”


        E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.

Fonte: https://armazemdetexto.blogspot.com/. Acesso em 09/06/2026.

Sob a perspectiva das características discursivas, linguísticas e composicionais do texto, assinale a alternativa que identifica corretamente o gênero textual predominante.
Alternativas
Q4218048 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão 


MEU IDEAL SERIA ESCREVER...

RUBEM BRAGA


        Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse – “ai meu Deus, que história mais engraçada!” E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa (que não sai de casa), enlutada (profundamente triste), doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria – “mas essa história é mesmo muito engraçada!” 


        Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher bastante irritada como o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.


        Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera, a minha história chegasse – e tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário (autoridade policial) do distrito (divisão territorial em que se exerce autoridade administrativa, judicial, fiscal ou policial), depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse – “por favor, se comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!” E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.


        E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um persa (habitante da antiga Pérsia, atual Irã), na Nigéria (país da África), a um australiano, em Dublin (capital da Irlanda), a um japonês, em Chicago – mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: “Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se filtrou (introduziu-se lentamente em) por acaso até nosso conhecimento; é divina.” 


        E quando todos me perguntassem – “mas de onde é que você tirou essa história?” – eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: “Ontem ouvi um sujeito contar uma história...”


        E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.

Fonte: https://armazemdetexto.blogspot.com/. Acesso em 09/06/2026.

Tomando por referência os mecanismos de construção de sentido, a organização discursiva e as estratégias enunciativas mobilizadas no texto, assinale a alternativa que apresenta a análise mais adequada.
Alternativas
Respostas
121: E
122: D
123: B
124: C
125: B
126: E
127: A
128: C
129: B
130: D
131: D
132: C
133: B
134: C
135: E
136: C
137: D
138: B
139: B
140: A